Já aqui publicámos algumas imagens e vídeos captados na edição deste ano da Comic Con Portugal realizada entre 23 e 26 de Abril no Europarque, em Santa Maria da Feira e acrescentamos agora mais algumas, para ilustrar um resumo final da nossa passagem pelo evento. Não é fácil fazer um balanço tendo em conta que só estivemos presentes nos dois primeiros dias, tradicionalmente os que têm menos público, mas ainda assim, podemos dar-vos nota da nossa opinião e feedback de amigos que estiveram no fim de semana.
Como já referimos em publicações anteriores, no que diz respeito às sessões de autógrafos na área da banda desenhada, tudo correu sobre rodas e, para além dos desejados autógrafos, foram muito gratificantes todos os momentos passados com os autores e todas as conversas que com eles fomos tendo. Todos, sem excepção, foram de uma enorme simpatia e disponibilidade. Por tudo isto o cartaz de BD foi dos melhores que passaram pelas várias Comic Con nestes 11 anos!
Para quem gosta de Comics americanos, é certo que houve o desapontamento do cancelamento da vinda de Frank Miller, mas a radiante presença de John Romita Jr, Jason Aaron e Scott Snyder, parece que compensou um pouco a ausência do grande nome que havia sido anunciado. É comum a opinião de que os autores norte-americanos foram muito disponíveis para os seus fãs e que foi considerada este lote de autores como os melhores de sempre, presentes na Comic Con e talvez mesmo nos outros festivais.
Quanto a nós, apostámos mais noutra área e estivemos com Jerôme Lereculey, Bastien Vivès, Victor Piñel, Alicia Jaraba e Miguelanxo Prado, excelente cartaz de autores, de séries e livros já editados em Portugal.
Sabemos que a programação é uma dor de cabeça e um puzzle difícil de montar, mas aconteceu de novo estarem a decorrer painéis que gostaríamos de ter assistido, mas como estávamos na zona de autógrafos que era longe de tudo, não conseguimos conciliar as duas coisas. Não nos parece prático nem lógico termos os livros à venda num pavilhão, as conversas com os autores num auditório longe e numa zona de autógrafos mais longe ainda. Em edições futuras todos teriam a ganhar que estes espaços se aproximassem.
Fora a banda desenhada, sentimos que os nomes de outras áreas eram pouco sonantes e sentimos igualmente menos cosplayers, mas apesar disso alguns extraordinários. Destacamos a actriz norte americana Alyson Sullivan (Power Ranger amarela), muito simpática e com quem estivemos numa conferência de imprensa, mas que na zona de autógrafos teve muito pouca gente.
Quanto às famosas activações de marca, este ano também achámos substancialmente mais fracas, mas devido à menor afluência de público, conseguimos com calma participar em algumas. Sentimos falta de um atractivo grande como em tempos houve uma nave da Star Wars, o carro do Regresso ao Futuro ou dos Ghostbusters.
Faltou também a Lego na zona infantil, uma caixa de multibanco que não encontrámos em lado nenhum e sinalização/comunicação da programação que ajudaria muito a terem mais público nas sessões.
Quanto a aspectos positivos, não podemos deixar de realçar a quantidade de casas de banho, que facilita muito a vida dos visitantes e também a zona de restauração, ampla e com variedade.
Daqui a dois anos haverá nova edição, em Santa Maria da Feira e a organização para além de ter comunicado que ultrapassou a barreira de um milhão de visitantes acumulados, comunicou ainda que em vez dos habituais quatro dias, a Comic Con Portugal de 2028 terá cinco dias e decorrerá de 21 a 25 de abril de 2028.













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