Mais um bom motivo para visitarem a Cult.
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Dan da Dan, um dos maiores fenómenos mundiais da mangá da actualidade (terceira colecção mais vendida no Japão, atrás de One Piece e Jujutsu Kaisen, está quase a chegar a Portugal.
E para assinalar o lançamento do 1.º volume (nas livrarias a partir de 16 de Fevereiro), a editora DEVIR promove uma acção especial na FNAC Colombo, em Lisboa, no próximo dia 17 de fevereiro, a partir das 16h00.
Mais do que um lançamento editorial, esta iniciativa, com o apoio de Daivid Jones, foi pensada para criar um momento de encontro com a comunidade mangá, reunindo fãs de todas as idades, num ambiente descontraído, participativo e festivo.
O evento contará com a presença dos contagiantes cosplayers Vins (como Momo) e Hantzie (como Okarun), promovendo a interação com o público, sessões de fotografia e participação ativa nas dinâmicas do evento, contribuindo para uma experiência mais imersiva.
Aproveitando o espírito do Carnaval, o público é convidado a participar caracterizado ou em cosplay, inspirado no universo Dan Da Dan ou noutras personagens do imaginário mangá e anime, tornando o evento ainda mais visual, divertido e imersivo.
Criada por Yukinobu Tatsu, Dan Da Dan é hoje um verdadeiro fenómeno global. Com mais de 10 milhões de exemplares vendidos e presença constante nos rankings japoneses, foi o 3.º mangá mais vendido no Japão em 2025, imediatamente a seguir a One Piece e Jujutsu Kaisen - igualmente publicados em Portugal pela DEVIR. Um feito que confirma o impacto comercial e cultural da série numa indústria altamente competitiva.
O sucesso de Dan Da Danresulta de uma combinação irreverente e acelerada, um traço visual explosivo e uma abordagem contemporânea que cruza ação, humor, romance, ficção científica e sobrenatural, rompendo com fórmulas tradicionais do shonen.
A história:
Dan Da Danacompanha Momo Ayase, uma estudante que acredita em espíritos, e Okarun, um colega introvertido obcecado por extraterrestres. Após um desafio para provarem as suas crenças opostas, ambos descobrem que o sobrenatural e os aliens existem —e coexistem de forma caótica e perigosa. Momo desperta poderes psíquicos depois de um encontro com seres extraterrestres, enquanto Okarun é amaldiçoado por uma entidade espiritual, adquirindo capacidades físicas extraordinárias, mas ficando preso a uma maldição.
Juntos, os dois protagonistas enfrentam ameaças cada vez mais bizarras e violentas, numa narrativa que combina ação explosiva, humor irreverente, terror e uma tensão emocional constante, definindo desde os primeiros capítulos o tom único e imprevisível da série.
“Augusto Cid é um dos nossos cartoonistas mais editados, com uma forte componente política no seu trabalho. Habituámo-nos a ver, na imprensa, os seus desenhos humorísticos e satíricos, que põem em causa políticos e os seus actos, deixando-nos, através do seu inconfundível e inteligente traço, comentários certeiros sobre a nossa actualidade. Admirador do seu trabalho, mesmo quando sou visado ou dele discordo, quero testemunhar o meu apreço pela obra de Cid e congratular-me com a realização da exposição antológica Augusto Cid, o Cavaleiro do Cartoon.”
Somos fãs do Paulo J. Mendes, do seu sentido de humor e capacidade de observação, transpostos para os seus livros. "O Penteador" e "Elviro" já nos tinham proporcionado muito bons momentos e o mesmo aconteceu com este "O Atendimento Geral". A escolha dos nomes das localidades, das personagens, das actividades e das profissões absurdas, é tão bizarra quanto divertida e inteligente. Com o inverosímil, Paulo J. Mendes consegue com simplicidade e brilhantismo, brincar e criticar variados aspectos da nossa sociedade e da humanidade. Está cá tudo.
Relembramos a sinopse:
A história centra-se num tímido escriturário que vê a sua vida virada do avesso ao ser encarregado de abrir uma sucursal em certa vila do interior. A mesma onde, na infância e na juventude, passava férias na quinta de uma tia até ao derradeiro ano em que algo corre mal e aquela lhe põe as malas à porta. De regresso forçado após três décadas a um meio pequeno e fechado que já não reconhece, irá defrontar amigos tornados inimigos, a elite local que o hostiliza, insaciáveis apetites imobiliários e a pressão para obter resultados que não consegue, enquanto se deixa capturar por um ressuscitado apego à velha casa, memórias e cultivos ancestrais. Pelo caminho, o reacender de uma antiga paixão estival acarreta outro factor jamais superado: Um total estado de paralisia que o atinge sempre que se envolve fisicamente com alguém...
Estamos perante uma personagem peculiar, o Lombinhos, de uma timidez doentia, que o impede de ser feliz com as mulheres e por vezes de se afirmar perante terceiros. No entanto, é um trabalhador sério e confiável e é por isso que o patrão lhe confia uma tarefa difícil. A história leva-o à vila de Valhamaçanta, uma localidade sua conhecida e onde vai reencontrar o amor da sua adolescência e um velho amigo (será mesmo amigo). A partir daí desenrola-se um conjunto de peripécias, onde o Lombinhos se vai ver muitas vezes em apuros e a tomar contacto com actividades e profissões que não existem mas que são uma paródia a muitas que existem na realidade. A burocracia, a especulação imobiliária, o desrespeito pela natureza, a corrupção e o compadrio, o machismo, as modernas modalidades desportivas, o tempo perdido em reuniões de negócios que não servem para nada, as questões económicas, a agricultura biológica e por aí fora. Tudo é parodiado de uma forma que não nos deixa margens de dúvidas: queremos mais obras destas, queremos que o Paulo J. Mendes continue a produzir estas pérolas repletas de portugalidade, que nos divertem a cada página. A compor o ramalhete, os seus desenhos caricaturais, cheios de pormenores, que nos levam a viajar por localidades que nos faz ter a sensação de que já lá estivemos.
Já saiu o volume 1.5. da série The Ghost in The Shell, publicada em Portugal pela Distrito Manga. The Ghost in the Shell 1.5: Human-Error Processor apresenta pela primeira vez as histórias «perdidas» de The Ghost in the Shell, criadas por Shirow Masamune após completar o trabalho na manga The Ghost in the Shell original e antes do seu The Ghost in the Shell 2: Man-Machine Interface, mas nunca publicado até agora. Concentrando-se nos agentes da Secção 9 na sua batalha diária contra o crime tecnológico, Human-Error Processor tem toda a loucura cibernética que se espera de The Ghost in the Shell, mas ambientado num contexto mais policial, com ação e suspense em abundância.
A sinopse:
No Séc. XXI, a linha entre o homem e a máquina tem sido inexoravelmente turva, à medida que os humanos dependem do aprimoramento de implantes mecânicos e os robôs são atualizados com tecido humano. Neste cenário tecnológico de rápida convergência, os agentes da Secção 9 são encarregados de rastrear e decifrar os mais perigosos terroristas, cibercriminosos e hackers fantasmas que o futuro digital tem a oferecer. Seja lidando com cadáveres controlados remotamente, micromáquinas com mau funcionamento letal ou ciborgues assassinos, a Secção 9 está determinada em servir e proteger… e reiniciar alguns cibercriminosos!
Já aqui dissemos noutra ocasião, de que somos fãs da genialidade de Fernando Pessoa, pelo que a banda desenhada é uma excelente forma de aprendermos ou reaprendermos poemas e trabalhos do escritor. Nesta antologia temos oito pequenas "histórias" ou, oito interpretações gráficas de obras de Pessoa e dos seus heterónimos, realizadas por artistas portugueses.
A obra Pessoa Fragmentado é do grupo TágIIde, em parceria com o Lisboa Pessoa Hotel e trata-se de uma adaptação para a linguagem da banda desenhada do vasto universo literário de Fernando Pessoa (1888–1935). Foi realizada em homenagem ao mais influente poeta português do século XX, assinalando o nonagésimo aniversário do seu falecimento.
Conta com a participação de A edição conta com a participação de Jorge “RoD!” Rodrigues, Yves Darbos, Mário André, José Macedo Bandeira, João Raz, António Coelho, Rafael Marquês, Maria João Claré, Penim Loureiro e Patrícia Costa (Capa).
O que é interessante nas antologias é a diversidade de estilos, de desenhos, de formas de transmitir a mensagem e neste caso ainda mais interessante ver as diferentes linguagens gráficas a interpretar também os diferentes géneros de Pessoa. A multiplicidade dos seus heterónimos, as suas "personas", casam-se na perfeição com um trabalho colectivo deste género, que junta vários artistas, cada um vendo Fernando Pessoa à sua maneira. Claro está que o leitor gostará mais de uma história do que outra, há para todos os gostos, tal como a obra genial de Pessoa.
Uma das novidades que a ASA apresentou em Janeiro, é este "Rever Comanche", de Romain Renard, que já chegou às livrarias. Este livro venceu o prémio Fauve Polar 2025 (Prémio do Melhor Romance adaptado para BD do ano), atribuído no Festival Internacional de BD de Angoulême.
Sinopse:
Califórnia, início do século XX. Red Dust, uma lenda inscrita no pó e no sangue do Wyoming, vive isolado do mundo, à espera do fim. Mas quando conhece a jovem Vivienne, a sua vida é virada do avesso... Quando pensava que o seu passado tinha ficado para trás, o regresso de alguns fantasmas sedentos de vingança leva-o a voltar à estrada. Apesar do tempo e do arrependimento, chegou o momento de um último reencontro com a mulher que nunca conseguiu esquecer: Comanche. “Red, este mundo está lixado, sabes disso, não sabes?” Mancha-de-Lua
Não esperávamos que falar sobre esta leitura nos trouxesse tanta tristeza. Não pelo fim da série, que já esperávamos, mas pela partida inesperada e precoce, do seu argumentista, Filipe Duarte Pina, falecido em meados de 2025. Esta foi a sua derradeira obra, que realizou, tal como os volumes anteriores, com Osvaldo Medina. A edição é da Seita.
A série Macho-Alfa contou-se em quatro volumes. Bem, escrita e bem desenhada. Como já escrevemos sobre os anteriores, os volumes são divertidos e despretensiosos, cheios de acção e com críticas à sociedade em geral e à portuguesa em particular e que brinca com o mundo dos super-heróis. O que é interessante ao ler toda a série é que ela é evolutiva entre o humor e temas mais sérios, começando mais leve e divertida, adensando a narrativa a cada volume, focando-se na crise existencial do protagonista e tornando-o aos nossos olhos, cada vez mais humano e menos super-herói. A sua depressão é séria, a sua inadequação aos estereótipos estabelecidos, os seus traumas, as críticas à sociedade, o tom irónico, tudo isto vai tornando a série mais pesada.
A luta contra todos, mas sobretudo consigo próprio é o motor da vida de Macho-Alfa, mas não há super-herói sem vilão e neste final a luta vai ter que acontecer entre os dois e as revelações são tão duras que vão levar a uma violência muito maior do que aquela a que assistimos nos três primeiros volumes. Não queremos adiantar muito mais, para não comprometer a vossa leitura. Apenas podemos acrescentar que este final não deixa de surpreender e de chocar ao mesmo tempo.
A sinopse:
Depois de deixarem para trás os problemas com a Madame Kurenai, a tripulação da EDENS ZERO vê-se perante um novo inimigo: o temido Drakken Joe.
Fascinado pela lendária nave, ele prepara-se para a reclamar como sua — juntamente com todos os tesouros que possa esconder. E, à semelhança de Shiki, também conta com uma tripulação poderosa.
Será que Shilki e os amigos vão conseguir vencer mais uma vez?
A Guerra de Troia narra um dos maiores conflitos bélicos da mitologia grega, causado pelo rapto de Helena, a esposa do rei de Esparta. Reis poderosos e guerreiros lendários, todos eles ajudados por deuses magníficos, defrontaram-se durante 10 anos. Nicolás Schuff, tantas vezes distinguido pelo seu talento, reconta-nos esta história inesquecível através de uma narrativa clara e emocionante. Mariana Ruiz Johnson, ilustradora premiada, é quem dá vida a este cenário inesquecível.
Uma história intemporal que nos convida a refletir sobre as consequências e o peso das escolhas de cada um de nós.
Parece que as opiniões sobre este livro se dividem e ainda bem. A arte é coisa que não se discute. Há quem goste e quem não goste. Como se diz, se todos gostássemos do amarelo, o que seria do azul? Adiante. Já tínhamos tido um feedback muito positivo por parte do Miguel Cruz que leu a versão original deste "El Diablo", de Alexis Nesme e Lewis Trondheim, opinião que publicámos aqui em Dezembro de 2025.
Agora foi a nossa vez de ler este livro (editado em Portugal pel' A Seita) que desde logo despertou a nossa curiosidade pelo Marsupilami que aparece logo na capa. Criámos portanto, grandes expectativas e estas foram correspondidas em certa medida, mas houve um senão.
Para começar fomos logos atraídos pela capa, de que gostámos muito, tal como todo o visual do livro, desde os desenhos às cores utilizadas. Visualmente é mesmo muito agradável, com algumas pranchas arrebatadoras. Todavia quanto ao argumento esperávamos um pouco mais ou então não é para a nossa faixa etária porque por vezes a linguagem parece ser demasiado simplista e mais adequada aos mais jovens. Não que isso seja errado, achamos que devem existir bons livros de BD para os mais jovens e este, de aventuras, poderá vir a atrair novos leitores para a nona arte. Resumindo, neste argumento faltou-nos aqui um "je ne sais quoi" para que estivesse ao nível do desenho.
Apesar de tudo, foi uma leitura muito prazeirosa e embora o Marsupilami não seja tido como o protagonista da história, no fundo não deixa de o ser, pois a sua presença é uma constante e a forte ligação espiritual que se estabelece entre ele e o jovem José é algo mágica e especial, quase como se fossem irmãos gémeos. Sentem e sofrem as emoções um do outro.
Claro está que há os vilões da história, neste caso protagonizados pelo Capitão Santoro e a sua sede de ouro. A história passa-se no século XVI, na América do Sul e José é um grumete do galeão comandado por Santoro, que está em busca do El Dorado. O fim dos mantimentos levam à decisão da tripulação comer José, mas felizmente avistam uma terra desconhecida o que o leva a escapar-se da morte por um triz. É nessa terra que José é acolhido pelos índios Chahuta e é também aí que vai conhecer esse animal tão incrível e estranho, o Marsupilami.
Sendo um livro fora de colecção, não deixa de ter referências conhecidas dos fãs de Marsupilami, como, por exemplo, o nascimento da Palômbia.
Apesar de esperarmos um nadinha mais do livro, é verdadeiramente bonito e a história acaba por se ler num ápice.