sexta-feira, 10 de abril de 2026

Mostra: 7.ª edição do Ilustra BD inaugura este fim de semana e conta com a presença de Pierre Alary


Neste próximo sábado, 11 de Abril, arranca a 7.ª edição da IlustraBD - Mostra de Banda Desenhada e Ilustração do Barreiro, iniciativa que decorre no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no Parque da Cidade do Barreiro. A identidade visual desta edição é assinada por Gualter Amaro.

O ponto forte é sempre o primeiro fim de semana, sendo que o IlustraBD decorre até 31 de Julho. Para já, da programação apresentada, destaca-se a presença de Pierre Alary, autor de Don Vega, a convite da Ala dos Livros e da organização.

Este é um autor aqui já falado outras vezes por obras que ainda não foram editadas por cá, pelas leituras de Miguel Cruz, como é o caso de "Gone with the wind" (ver imagens das capas).

Exposições, feira de livros, sessões de autógrafos, debates, oficinas e workshops, muito se vai passar nesta edição da IlustraBD e que esperamos mostrar aqui no Juvebêdê.

As exposições:

“Snoopy e os Peanuts”, de Schulz: dedicada à icónica personagem que celebrou os seus 75 anos, numa parceria com a editora Penguin.

“Shhhh”, de André da Loba: uma experiência sensorial inspirada no livro homónimo, pensada para o público escolar, onde o autor convida a explorar os sons do dia-a-dia.

“Zorro - o Herói Popular”, de Pierre Alary: exposição sobre o livro que evoca o mito do libertador dos oprimidos, em parceria com a Editora Ala dos Livros.

“Mulheres de Papel”: 16 ilustradoras com curadoria de Hugo Pinto, explora o papel das mulheres na BD portuguesa, reunindo o trabalho de 16 autoras contemporâneas.

“Naruto”, de Masashi Kishimoto: uma viagem pela jornada do lendário ninja, com curadoria de Paulo Monteiro e parceria com a editora Devir.






Novidades: são quatro (!) grandes novidades da Arte de Autor (duas delas com a Seita) que estarão brevemente nas livrarias e nos festivais que se aproximam








Com a Comic Con e o Coimbra BD a aproximarem-se a passos largos, e também o Maia BD para o mês que vem, começam a ser divulgadas as novidades que vão chegar por estes dias e nas próximas semanas. 

É o caso destas quatro novidades da Arte de Autor, duas delas em parceria com A Seita.

Claro está que iremos falar sobre cada uma delas, nos próximos dias, individualmente e com maior detalhe.

Da Arte de Autor:

O Jardim, Paris, de Gaëlle Geniller

Corto Maltese - O Dia Anterior, de Bastien Vivès e Martin Quenehen

Da Arte de Autor e de A Seita:

Amore, de Zidrou e David Merveille

O Fantasma da Ópera, de Gaëtan e Paul Brizzi (baseado no romance de Gaston Leroux)

Novidade: Relógio d'Água lança hoje a adaptação para romance gráfico da obra "Um Feiticeiro de Terramar"

 


É lançado hoje, pela Relógio d'Água, mais uma adaptação, pelas mãos de Fred Fordham, de uma obra literária para romance gráfico. Já conhecíamos o trabalho do autor, em "Admirável mundo novo", "O Grande Gatsby" e "Mataram a Cotovia". Chegou agora a vez de "Um Feiticeiro de Terramar", uma adaptação do original de Ursula K. Le Guin.

A sinopse:

Ged, o maior feiticeiro de Terramar, era, na sua juventude, o imprudente Gavião. Sedento de poder e conhecimento, a sua curiosidade por segredos centenários libertou uma sombra terrível sobre o mundo. O livro narra a tumultuosa história da sua iniciação, como aprendeu a dominar palavras mágicas, domou um dragão antigo e desafiou a morte para restaurar o equilíbrio que perturbou.

Esta adaptação de Fred Fordham, com paisagens amplas e personagens minuciosamente construídas, entrelaça a escala cinematográfica do vasto mundo de Le Guin com um drama profundo e pessoal. As ilustrações retratam o realismo e a rudeza deste universo, com a sua assinatura de profundidade refinada e atenção ao detalhe, trazendo uma nova perspetiva à obra-prima clássica de Le Guin, tanto para fãs de longa data como para novos leitores.




quinta-feira, 9 de abril de 2026

A nossa leitura de Kiki de Montparnasse, de Catel e Bocquet - edição Devir


Este é o oitavo e último volume da colecção Angoulême, editada pela Devir, e não poderia ter fechado de melhor maneira. Kiki de Montparnasse, da autoria de Catel e Bocquet, foi premiado em 2008, no Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême e é justíssima essa distinção.

Por aqui já tínhamos livro dois livros dos mesmos autores Catel (ilustradora) e José-Louis Bocquet (argumentista) e foi com especial agrado que nos lançámos na leitura de uma obra sua em português. Mostramos aqui as capas dos que já lemos em francês. São igualmente duas biografias de grandes mulheres, mais concretamente Alice Guy (a primeira cineasta) e Anita Conti (a primeira oceanógrafa).

Voltemos a Kiki de Montparnasse, uma figura carismática dos início do século XX, uma artista de cabaret e pintora, famosa por frequentar os círculos boémios de Montparnasse, tendo privado com muitas figuras célebres ligadas às artes como: Chaim Soutine, Jean Cocteau, Amedeo Modigliani, Man Ray e Alexander Calder, entre muitos outros.

Kiki diferenciava-se das demais mulheres pois não tinha quaisquer pudores no que toca a relações sexuais. Pousou nua para inúmeros pintores, e relacionou-se sexual e amorosamente com quase todos, mas foi com Man Ray com quem esteve mais tempo e com que teve uma relação mais forte. Rompeu todo os padrões aceitáveis da altura, tornou-se uma musa, um chamariz, um encanto para muitos homens. Man Ray imortalizou-a numa das suas obras mais icónicas, mas ela própria também chegou a pintar e sua arte não era menor.

Catel Muller e José-Louis Bocquet conseguem aqui relatar toda a vida da carismática Kiki Montparnasse, desde o seu nascimento, infância numa aldeia do interior, mudança e vida em Paris, até à sua morte prematura, uma vez que faleceu aos 52 anos. Fazem-no ao mesmo tempo com uma grande sensibilidade, simplicidade e algum sentido de humor.








Novidade ASA: o segundo volume de Os Filhos do Império sai a 15 de Abril


Encontra-se já em pré-venda o segundo volume da série Os Filhos do Império, de Yudori, no novo site da Leya, baptizado de Lyvros. O lançamento está previsto para dia 15 de Abril.

Coreia, 1930. Arisa Jo e Jun Seomoon estão numa encruzilhada. À medida que o passado de Arisa ressurge, seu espírito rebelde a leva a buscar refúgio em amores inesperados. Enquanto isso, a busca de Jun por significado o impulsiona em direção a ideias radicais. Ambos agora navegam por um mundo onde suas paixões podem muito bem levá-los por caminhos opostos. Nesta segunda parte da narrativa sobre os destinos entrelaçados de dois jovens na Coreia ocupada da década de 1930, Yudori revela gradualmente a tragédia por trás da atitude despreocupada.






quarta-feira, 8 de abril de 2026

Novidade: foi divulgada a capa do próximo álbum ilustrado de Astérix, com o título: O Reino da Núbia



Foi divulgada na semana passada, a capa do próximo álbum ilustrado de Astérix, com o título "Le Royaume de Nubie" (O Reino da Núbia).

Porque a aventura não termina na sala de cinema, este é um álbum ilustrado inédito, com texto de Olivier Gay e desenhos de Fabrice Tarrin, que será publicado na altura da estreia do novo filme de animação de Astérix, com o mesmo nome. No cinema e nas livrarias a 2 de Dezembro (em França, por cá ainda não temos informação).

O álbum será publicado em 17 línguas e dialetos, incluindo Portugal pela ASA.


Revista JUVEBÊDÊ publica no n.º 103 entrevista exclusiva com os autores de Astérix na Lusitânia, Conrad e Fabcaro!

 


Já está disponível esta semana a revista JUVEBÊDÊ n.º 103, onde é publicada a entrevista exclusiva que tivemos o prazer de realizar com os autores actuais de Astérix, Didier Conrad e Fabcaro, tendo como base o novo álbum da série e que foi dedicada como todos sabemos à Lusitânia (edição ASA).

É pois uma revista muito especial para nós, onde para além da entrevista, publicamos ainda um autógrafo de Astérix e o álbum em destaque é claro "Astérix na Lusitânia", o volume 41 da série iniciada por Uderzo e Goscinny em 29 de Outubro de 1959, na revista francesa Pilote.

Claro está que também não poderíamos deixar de destacar a 36.ª edição do Amadora BD, onde desta vez participámos como comissários da exposição dedicada aos 75 anos dos Peanuts.

Uma palavra também para o regresso do World Press Cartoon e para a exposição que desta vez foi acolhida pelo Município de Oeiras, enquadrando-se na perfeição no espaço expositivo do Palácio Anjos. 

A par de todos estes eventos, os inúmeros livros que saíram na reta final de 2025 e notícias várias do mundo da banda desenhada.

Quanto à já habitual participação do Miguel Cruz, neste número temos dose dupla, pois a juntar-se à sua habitual crónica, contamos com um texto seu do álbum em destaque que, não podia deixar de ser outro: Astérix na Lusitânia.

É pois um JUVEBÊDÊ muito especial e de leitura obrigatória!





terça-feira, 7 de abril de 2026

A nossa leitura de "Tu bebes a água que um dinossauro bebeu", de Diana Matias, Miriam Alves e Filipa Beleza - edição Lilliput


Habituados a ver trabalhos da Filipa Beleza de banda desenhada, foi com surpresa que demos com este seu trabalho de ilustração de um livro infantil. Claro está que nos apressámos a ler, porque temos sempre que alimentar a criança que vive dentro de nós.

"Tu bebes a água que um dinossauro bebeu" é a história da água ao longo de milhões de anos. Quem conta a história é uma gota de água que, com vai dando a conhecer a sua evolução ao longo do tempo, chamando a atenção para a proteção do nosso planeta e despertando a consciência ambiental. A escrita é acessível e brincalhona, tendo em conta que tudo é contado em verso. As responsáveis são duas jornalistas da SIC, Diana Matias e Miriam Alves.

Quando às ilustrações, Filipa Beleza mantem-se fiel ao seu estilo, embora em algumas páginas se sinta que saiu da sua zona de conforto para nos apresentar ilustrações mais fortes e arrojadas, onde também na escolha das cores, grande parte delas fortes, se sinta essa mudança. 

Parabéns a estas três autoras, que conseguiram criar um livro para pais e filhos, ou melhor, para crianças e crescidos, com informação científica e muitos ensinamentos, de forma leve e divertida. A edição é da Lilliput (Penguin Random House).





Hoje é dia de Tertúlia BD Lisboa - o 484.º encontro



Como é a primeira terça-feira do mês, é dia de Tertúlia BD de Lisboa. Hoje haverá duas apresentações:

Umbra #6 e Butterfly Chronicles de João Mascarenhas.

O encontro decorre às 20h00 no restaurante Entre Copos (rua de Entrecampos 11 - junto ao Campo Pequeno).

A nossa leitura de Lucky Luke - Pony Express, de Morris - edição ASA





Lucky Luke é mais uma série que nunca nos cansamos de ler e reler. Por isso foi com enorme prazer que nos lançámos na leitura da reedição do título "Pony Express", etidada recentemente pela ASA.

Em várias dezenas de livros que já lemos de Lucky Luke, nem sempre é fácil identificar os nossos preferidos pois geralmente gostamos de todos, mas este Pony Express é extraordinário. Talvez porque gostamos muito de Jolly Jumper, o cavalo fiel companheiro de Lucky Luke e que aqui tem muito destaque e as suas falas estão geniais. 

A história narra a aventura onde o nosso conhecido cowboy ajuda a criar e a proteger o serviço de correio rápido Pony Express no Velho Oeste, enfrentando as dificuldades e as sabotagens da concorrência destes serviços por parte da ferroviária em expansão. 

O serviço de correio propunha-se ligar o Missouri à Califórnia através de estafetas a cavalo até o arranque da viagem inaugural e durante o percurso são muitas as peripécias que vão acontecer, devido a sabotagens. Claro está que a cada sabotagem há uma resolução do problema por parte de Lucky Luke. As situações são divertidas e as várias personagens secundárias tem grande importância e contribuem para dar vida e colorir a história. 

Quanto a Jolly Jumper, conhecido por ser o cavalo mais inteligente do Oeste, aqui, para além do seu sarcasmo e ironia, ele ganha ainda mais importância porque a sua inabalável lealdade ao seu cavaleiro, e o seu orgulho, fazem com que seja a grande parte da solução de todos os problemas que acontecem na história. 




segunda-feira, 6 de abril de 2026

A opinião de Miguel Cruz sobre "Max Fridman 6 – Hiver 1938", de Giardino

 

                             


Max Fridman 6 – Hiver 1938

Há cerca de 18 anos que não tínhamos notícias de Max Fridman e, há cerca de 8 anos que, tirando participações em coletivos, não tínhamos grandes notícias de Vittorio Giardino (o mesmo de Jonas Fink ou de Eva Miranda ou de Férias Fatais). Lembro-me de Giardino ter estado acompanhado da sua esposa no Festival da Amadora (na estação de metro), mas já quase não me lembro da publicação, em 2011 do início de Max Fridman, nos “Incontornáveis da Banda Desenhada”.

Pois é, o sensível e inteligente espião Max Fridman está de volta, numa aventura de mais de 160 páginas, em que se vê obrigado a abandonar o seu calmo retiro suíço, onde vive com a sua filha, para ir até Viena, tentar “extrair” os seus primos judeus, perseguidos pelo regime Nazi, sem conseguir visto de saída (e com dificuldades em obter um visto de entrada):  Franz Meyer, o primo da mãe de Max, um conceituado médico e intelectual austríaco, a sua mulher que tem uma doença que a torna um potencial alvo dos Nazis, e dois dos seus filhos, não casados, Edmond e Myriam.

A relação passada e presente de Max com Myriam vai trazer um cariz romântico inesperado a esta BD que se inicia com as ameaças dos Nazis à Áustria e a sua posterior entrada em Viena e anexação do território, seguida da crescente perseguição aos judeus, com regras sucessivas e de pressão crescente. Max chega a Viena bastante mais tarde, mas a sua presença não passa despercebida a ninguém, com diferentes serviços secretos a tentar descobrir o porquê da sua presença no território, o porquê da sua relação com os Meyer, situação ainda agravada pela proximidade de um alto oficial alemão com Myriam.

O poder de antecipação de Max vai ser posto à prova, num contexto perigoso, em que a narrativa nos vai inspirando um nível de angústia cada vez maior, com a “armadilha” a fechar-se em torno das personagens principais. Valha-nos o “eu sei o que estou a fazer” de Max.

Uma aventura muito inteligente, bem construída, com muito detalhe, muita precisão contextual, muita tensão política, boa caracterização das personagens, excelente imagem de época,  roupas, viaturas, ambientes, edifícios, tudo muito bem pensado. Um desenho realista muito elegante, cores cuidadas e que reforçam a credibilidade da narrativa. Muito bom, muito bom mesmo.

Editado pela Glénat em formato “romance gráfico”, ou seja, mais pequeno que o formato habitual franco-belga, esta edição acompanha a reedição dos tomos anteriores de Max Fridman, no mesmo formato. Muito recomendável, vale a pena a leitura. Um verdadeiro acontecimento, ao fim de 18 anos, e com Giardino quase a fazer os seus 80 anos!




Novidade Distrito Manga: Chega para a semana o 11.º volume da série Ataque dos Titãs, de Hajime Isayama



Sai a 13 de Abril e já está em pré-venda, o 11.º volume da série Ataque dos Titãs, de Hajime Isayama, da Distrito Manga.

Neste novo volume, cada decisão pesa como nunca, alianças são postas à prova e o confronto aproxima-se de um ponto de não retorno.

Será que este mundo tem futuro?

Graças à chegada oportuna de Eren, a 104.ª Brigada consegue inverter a maré da batalha na Muralha Rose. Contudo, esta vitória momentânea encurrala dois traidores e a verdadeira identidade dos Titãs responsáveis pela destruição das muralhas é finalmente revelada!

Conseguirá Eren enfrentar os dois monstros mais perigosos que a humanidade alguma vez conheceu? E quem mais poderá estar a esconder-se sob o disfarce de aliado?






Novidade Casterman: Lune de miel, é a nova obra de Bastien Vivès que estará na Comic Con Portugal em Abril


Bastien Vivès, autor francês que tem presença confirmada na edição deste ano da Comic Con, acaba de lançar, pela Casterman, um novo trabalho que se intitula "Lune de miel - midi entre quatre plaches", que dizem ser um novo western, mas passado em Bruxelas!!!

A sinopse:

Quentin acompanha Sophie a Bruxelas, onde ela vai dar uma conferência sobre o surrealismo. E é efectivamente a uma cidade surreal que vão parar! 

Paralisada devido a obras e afogada num nevoeiro que não se dissipa, Bruxelas está com um ar de Velho Oeste, onde coleccionadores de banda desenhada amargurados e gangues de todos os tipos se enfrentam num verdadeiro acerto de contas!

Um destino à priori menos exótico do que o habitual, para o casal de aventureiros, mas que se vai revelar tão excêntrico como outros destinos longínquos.