terça-feira, 10 de março de 2026

A nossa leitura de Michel Vaillant: Remparts vol.14 e erros de tradução

 


Remparts é o 14.º volume da “segunda vida” de Michel Vaillant e este álbum marca um ponto de viragem drástico na história. Após décadas de domínio nas pistas, a marca Vaillante enfrenta um colapso financeiro iminente e pode ter de fechar portas. Para combater esta situação, a CEO, Françoise Vaillant, toma a difícil e impopular decisão de suspender a participação da Vaillante nas competições automobilísticas, para assim se focar na produção de veículos comerciais. É esta a realidade da Vaillante, depois de muitas dificuldades e acontecimentos passados nos álbuns anteriores. 

O cenário acontece na zona e nas ruas históricas do Circuit des Remparts, em Angoulême. O que deveria ser uma operação de marketing transforma-se num thriller, pois o novo protótipo é roubado e na sua perseguição, para o recuperar, Michel é raptado.

Os desenhos, muito rigorosos e de qualidade, dos automóveis tem assinatura de Marc Bourgne e Eillam, embora alguns puristas sintam falta do traço original de Jean Graton nos rostos das personagens, o que nos leva a dizer que os desenhos das personagens não seguem o original de Graton e por isso não faz sentido a comparação.

Portanto, neste álbum, Michel tem de assumir o papel de vendedor de carros em vez de ganhar corridas nas pistas, pois a estratégia é clara, usar o prestígio de piloto vencedor, para vender carros eléctricos e salvar a fábrica Vaillante da falência.

A escolha do local da história é o “Circuit des Remparts“ em Angoulême, onde acontece uma das provas de carros clássicos mais emblemáticas de França. O argumento de Denis Lapière utiliza este ambiente nostálgico para contrastar com a "selva industrial" moderna. A obra explora a tensão entre o legado da marca e as fugas de informação à imprensa que alertam para a situação precária da Vaillante, sem esquecer os sabotadores internos e inimigos da empresa.

Por fim queremos chamar a atenção para duas situações: um erro de tradução (?) na versão portuguesa e que não faz sentido no seguimento da história ou seja na página 10, aquando da passagem de cena inicial com Michael Vaillant para outro local no Texas, o narrador diz que “Um mês e meio mais tarde, no Estado do Texas”, o que é incongruente, pois nas páginas seguintes existe a cena com Steve Warson e depois a reunião na Vaillante onde nada aconteceu ainda com Michel Vaillant. Por isso devia ser “um mês e meio antes “, aliás como está na versão original da qual mostramos ambas as imagens.

O outro erro é o nome de Steve Warson, que agora mudou para Steve Watson. Claro que os erros acontecem, mas quem traduz ou quem revê tem de saber e ter atenção como se chamam os personagens, ainda para mais, o nome de um dos personagens principais.

Mas, em nossa opinião e apesar destas situações, é um bom álbum, com uma boa história e por isso recomendamos a sua leitura.

ERRO 1


ERRO 2





segunda-feira, 9 de março de 2026

Uma autora de BD por dia... nem sabe o bem que lhe fazia - Filipa Beleza

 


A autora do dia é Filipa Beleza, a simpatia em pessoa, equivalente ao seu talento. Livros leves e divertidos, com um traço muito próprio e caricatural.

Deixamos aqui as capas de trabalhos seus e também de um livro infantil recente que ilustrou. Uma autora que já ganhou um prémio no Festival Amadora BD e que sugerimos que conheçam melhor. 

As obras da Filipa Beleza têm vindo a ser publicadas pelo Grupo Penguin Random House.








A nossa leitura do quinto volume de "Sinais de Afeto", de Suu Morishita - edição Distrito Manga


Temos vindo a acompanhar esta série desde o primeiro volume e o interesse ainda não esmoreceu. É que o que pode parecer à primeira vista como uma série leve e romântica, é muito mais do que isso. O facto de colocar como protagonista uma jovem surda muda, faz com que os temas da diferença e da inclusão venham à superfície.

Como já dissemos noutras ocasiões, o tema da deficiência de Yuki, a protagonista, é tratado com muita sensibilidade e sabedoria.

Se a relação entre Yuki e Itsuomi tinha começado a evoluir no quarto volume, aqui continua a dar passos em frente, com a Yuki cada vez mais madura, apesar das suas muitas dúvidas e inseguranças e Itsuomi a mostrar-se terno e paciente, como sempre. Com o objectivo em mente de poder viajar pelo mundo com o namorado, Yuki consegue arranjar um part-time para poupar dinheiro.

Pelo meio dos dois, Oushi, amigo de longa data de Yuki, que gosta dela sem nunca lhe ter revelado, não esconde o seu desagrado relativamente ao namoro da amiga com Itsuomi. Aliás entre os dois rapazes a relação está cada vez mais tensa, apesar dos esforços de Itsuomi para se tornarem amigos.

Posto isto, continuamos fãs deste trabalho de Suu Morishita, editado em Portugal pela Distrito Manga. 






domingo, 8 de março de 2026

Uma autora de BD por dia... nem sabe o bem que lhe fazia - Alix Garin

 




A par da iniciativa "Uma escritora por dia... nem sabe o bem que lhe fazia", levada a cabo pela Alexandra Sousa, no âmbito do Dia Internacional da Mulher, e que começa hoje, decorre aqui no Juvebêdê a partir de hoje e até ao final do mês, "Uma autora de BD por dia... nem sabe o bem que lhe fazia".

Duas iniciativas gémeas, que pretendem dar a conhecer autoras mulheres e neste caso, autoras de banda desenhada. Todos os dias, uma autora diferente. 

Começamos com Alix Garin, autora francesa que tivemos o gosto de conhecer e entrevistar em 2024. Uma mulher que admiramos, pela sua coragem e pela sua obra. "Não me esqueças" e "Impenetrável" são duas obras poderosas (ambas editadas pela ASA), duas novelas gráficas que recomendamos, cada uma a tocar temas fortes. Não me esqueças, tem o Alzheimer como tema chave e em Impenetrável, a autora conta a história pessoal e fala da doença Vaginismo, de que padeceu e que faz sofrer muitas mulheres. 




BDs da estante - 676: Astérix - A Rosa e o Gládio, de Albert Uderzo - edição ASA

 


Porque hoje é Dia Internacional da Mulher, damos destaque a uma personagem que entrou numa aventura de Astérix. 

À primeira vista a substituição do bardo Cacofonix avizinha-se como uma boa notícia para a aldeia dos irredutíveis gauleses. Porém a chegada de uma mulher barda vinda da Lutécia, vai gerar a discórdia na aldeia, com as mulheres a exigirem mais direitos, enquanto que Astérix fica num estado um pouco diferente à beira desta mulher… que o faz perder, por vezes, a paciência…

sábado, 7 de março de 2026

O cartaz oficial da 4.ª edição do Festival Maia BD já foi divulgado e é da autoria de Ricardo Cabral

 


Esta semana foi divulgado o cartaz oficial da 4.ª edição do Festival Maia BD, que decorrerá de 22 a 24 de Maio. A autoria é de Ricardo Cabral e o design de Nuno Rodrigues. Uma imagem impactante e rica, cheia de cores, personagens e pormenores.

Quanto a presenças anunciadas, para já temos Ricardo Cabral, Julia Bernhard e Julia Korbirk. Aguardemos para mais pormenores para breve.


Exposição: Cartoon Xira 2026 é inaugurada hoje pelas 16 horas no Celeiro de Patriarcal, em VFX

 


Como acontece já há muitos anos, o Cartoon Xira está de regresso ao panorama do cartoon em Portugal e é inaugurada hoje, 7 de março pelas 16 horas e estará disponível até 31 de Maio, no Celeiro da Patriarcal, em Vila Franca de Xira.

Com reconhecimento nacional e internacional, a exposição reúne trabalhos de vários cartoonistas portugueses e conta com a participação da artista convidada Maria Picassó (1983). 

Natural de Manresa (Espanha) e formada em Arquitetura, apresenta um traço depurado e uma abordagem contemporânea à caricatura. Foi distinguida com a Medalha de Prata nos “World Humour Awards” (2022) e com dois “Prémios Bronze ÑH – Design de Imprensa na Península Ibérica” (2015 e 2021), tendo ainda integrado o júri do “World Press Cartoon”, em 2019.

Através do humor gráfico e de uma linguagem visual expressiva, a Cartoon Xira apresenta uma retrospetiva sobre temas sociais, culturais e políticos da atualidade, convidando o público à reflexão sem perder a irreverência própria do género.

De entrada livre, a iniciativa reforça o compromisso do Município com a promoção da cultura, da liberdade de expressão e do pensamento crítico, valorizando o cartoon enquanto forma de intervenção artística e cívica.

Como habitual, em breve visitaremos o Cartoon Xira e publicaremos as fotos do que lá vimos!




sexta-feira, 6 de março de 2026

Novidade Gradiva BD: o volume dois e último livro O Nome da Rosa, de Manara está nas livrarias

 


Esta é uma novidade muito esperada no mercado da BD em Portugal, nada mais nada menos que o volume dois de O Nome da Rosa, de Milo Manara, uma adaptação do romance de Umberto Eco.

Esta adaptação não se trata, assim, de uma mera transcrição gráfica do romance mais célebre de um dos nomes maiores da literatura italiana, mas sim um trabalho de génio de Manara, que lhe atribui um singular brilho visual.

O talento de Milo Manara transforma o famoso romance de Umberto Eco em imagens, dando vida a uma adaptação que restaura a riqueza e complexidade da obra original.

Uma edição preciosa que narra, através de diferentes estilos gráficos, o nosso tempo, o passado e as suas maravilhas de pedra e de tinta.

Fica assim finalmente acessível o último volume da obra que consagrou Umberto Eco como romancista, pelo traço de um dos mais célebres autores de banda desenhada da atualidade.












A primeira iniciativa do Centenário de Goscinny acontece já dia 14 de Março


 

O ano de 2026 marca o centenário da nascença de René Goscinny, nascido em 14 de Agosto de 1926. Serão muitas as iniciativas que irão decorrer à volta deste acontecimento e a primeira delas acontece já a 14 de Março.

Nesse dia irá decorrer um encontro sobre René Goscinny e sua obra, contando com a presença de Fabcaro, atual argumentista de Astérix, Emmanuel Guibert, membro da Academia de Belas Artes, Pascal Ory, da Academia Francesa, Anne Goscinny, filha de René e Marc Baratin, membro da Academia de Inscrições e Belas Letras. No mesmo dia irá decorrer a entrega dos Prémios René Goscinny a um argumentista consagrado e a um jovem argumentista. 

A 7 de Janeiro foram seleccionados os seguintes trabalhos:

Prémio René Goscinny de Melhor Argumentista:

Soli Deo Gloria – argumento de Jean-Christophe Deveney / desenho Cour (Dupuis)

Le Mètre des Caraïbes – argumento de Wilfrid Lupano / desenho Chemineau (Dargaud)

Les Guerres de Lucas (vol. 2) – argumento Laurent Hopman / desenho Renaud Roche (Deman Éditions)

Les Gorilles du Général – argumento Xavier Dorison / desenho Julien Telo (Casterman)

Mi-Mouche – argumento Véro Cazot / desenho Carole Maurel (Dupuis)



quinta-feira, 5 de março de 2026

Novidade Distrito Manga: este é o livro 1 da nova série "The Broken Ring - Este Casamento Está Destinado ao Fracasso" a sair a 16 de Março

 


Este é o livro 1 do popular manhwa (banda desenhada coreana) "The Broken Ring: Este Casamento Está Destinado ao Fracasso" e que será publicado em Portugal pela Distrito Manga a 16 de Março. A arte é de Cheong-Gwa, o argumento de Chacha Kim e a adaptação é de Chokam

A obra narra a história de Inés Valeztena, que busca a sua liberdade num casamento de conveniência. 

Assim Inés e Cárcel Escalante estão noivos desde a infância, mas Inés planeia o fracasso do casamento.

Apenas aqueles que já morreram sabem como a vida é curta. A primeira vida de Inés terminou aos 26 anos de forma trágica, e agora ela tudo vai fazer para que a história não se repita. Inés Valeztena e Cárcel Escalante estão prometidos desde os 6 anos. O seu casamento é tema de conversa da alta sociedade há anos, e, embora o noivo seja o mais notório playboy do império, Inés parece satisfeita com o acordo.

Na verdade, ela tem planos para o seu casamento, e esses planos nada têm que ver com amor. Mas quando Cárcel declara que está pronto para deixar os seus maus hábitos, casar imediatamente e provar a Inés que é digno do seu afeto, ela terá de manter a cabeça fria ou arriscar perder tudo o que passou uma vida inteira a lutar para alcançar. Uma adaptação ousada e envolvente a manhwa que arrebatou o coração de milhões de leitores em todo o mundo!

Novidade Iguana: Snoopy está de volta e já está em pré-venda!

 


"Desta vez é que é, Snoopy!" é a mais recente novidade da Iguana. Está em pré-venda no site da editora e com entregas previstas a partir de 16 de Março. Este livro reúne uma seleção de tiras publicadas em 1959 e 1960, criadas com o humor inteligente, irónico e único de Charles M. Schulz.

A sinopse:

O Charlie Brown jura que desta vez é que vai correr bem — basta pôr o papagaio no ar, apanhar o vento certo e não deixar que a vida (nem a Lucy!) lhe estrague o momento. Mas, no mundo dos Peanuts, cada pequena vitória vem com uma grande reviravolta… e uma boa dose de humor! Entre tentativas, tropeções e uma enorme perseverança, o Charlie Brown e os seus amigos juntam-se para celebrar a amizade e enfrentar com determinação os desafios e as preocupações do dia a dia, em aventuras repletas de reflexões profundas e imaginação sem limites, nas quais o Snoopy é invariavelmente o protagonista – ora como cúmplice silencioso, ora como estrela absoluta.






quarta-feira, 4 de março de 2026

333 - A opinião de Miguel Cruz sobre "La Vallée des Oubliès", de Henriet, Usagi e Dubois

 

La Vallée des Oubliès

A coleção Signé da editora Lombard tem-nos apresentado alguns trabalhos mais pessoais de alguns autores (vários foram editados em Portugal, destaque para Hermann com ou sem o seu filho), ou a combinação pouco habitual de duplas de autores, quase sempre com grande qualidade uma chancela de referência, portanto apesar de eu achar admito que problema meu que nos últimos 2/3 anos o interesse tem tido altos e baixos. 

Recentemente, esta BD “O Vale dos Esquecidos” chamou a minha atenção pela atratividade da capa, das cores, evidente qualidade do desenho e, sejamos francos, porque Henriet (desenho) e Usagi de seu nome Patricia Tilkin - (cores) são daqueles autores que estão sempre no meu radar, desde as séries Dent D’Ours (6 tomos, Dupuis) e Black Squaw (quatro tomos, também Dupuis).

Durante cerca de 150 páginas, acompanhamos Clark, um jovem de passado criminoso devido à sua atividade no âmbito de um gang de bushwackers (antigos apoiantes sulistas que perpetravam raids destrutivos nos estados apoiantes do abolicionismo), que se cruza com alguns dos seus antigos colegas que o consideram um traidor. O choque é evidente, depois de algumas peripécias é deixado por morto, recuperado por um velho e experiente caçador e tratado num fortim isolado onde só vivem mulheres. 

Devido às habituais ambições territoriais, mas também porque o passado de Clark, do velho caçador e do grupo de mulheres vai “convergir” para um confronto, no mesmo momento, ao mesmo tempo, Clark tem de se preparar, treinar, envolve-se com uma das mulheres que o recolheu, e vai conduzir o combate final.

Um argumento de Pierre Dubois muito interessante, um western com boa consistência história, sem grandes atos de heroísmo, com uma excelente caracterização das personagens, dos seus interesses, das suas duplicidades. O tema da comunidade de mulheres é interessantemente tratado, sem grandes clichés.

Um desenho realista que altera o excelente tratamento de personagens com grandes planos dos espaços do oeste “selvagem”. As cores, como sempre, atribuem uma profundidade adicional ao desenho e atraem o olhar em páginas luminosas, claras, organizadas, que facilitam a leitura. A edição a preto e branco, de grande dimensão é também belíssima e, curiosamente, apresenta-nos uma leitura diferente pela ausência de cor e pelo acréscimo de detalhe.

Uma leitura muito agradável, um western de cowboy solitário com variações, uma boa edição da Lombard.





Novidade Presença Comics: a saga Solo Leveling já tem o vol. 17 em pré-venda e estará nas livrarias a partir 18 de Março

 


Está para breve a edição do décimo sétimo volume do fenómeno da manhwa Solo Leveling que é um sucesso e tem milhões de leitores em todo o mundo!

Este volume 17 editado pela Presença Comics, está já em pré-venda e disponível nas livrarias a partir de 18 de Março.

Aqui fica a história deste volume 17.

A batalha final mudou o destino do mundo e Seong Jinu enfrenta agora uma nova realidade. O maior dos caçadores já cumpriu o seu papel… mas nem todas as histórias foram contadas. Depois de anos desaparecido entre dimensões, Seong Jinu retorna ao mundo humano, mas a vida tranquila que sempre desejou está ameaçada: têm lugar acontecimentos enigmáticos e emergem forças ancestrais, atraídas pelo poder que ele tentou esconder.

Jinu vê-se novamente dividido entre o que quer para si e o que o mundo precisa que ele seja. Ecos do passado ressoam e a aproximação de uma crise monumental exige escolhas que só ele pode tomar. Chegou uma nova etapa eletrizante desta saga lendária, que desafia os poderes e limites da humanidade, repleta de ação, enigmas, batalhas e revelações que antecipam confrontos ainda mais grandiosos.

terça-feira, 3 de março de 2026

Clément Oubrerie (1966-2026)

Faleceu ontem Clément Oubrerie, desenhador francês de banda desenhada, aos 59 anos. Por cá, temos uma obra sua mais recente, "Nas tuas mãos - A incrível vida de Suzanne Noël", uma novela gráfica escrita por Leïla Slimani, editada pela Iguana.

Mas foram muitas as obras que contaram com a sua arte, que esperamos poder ver editadas na versão portuguesa.

Foto do autor: Europe Comics





Novidade DEVIR: Kiki de Montparnasse é o oitavo e último volume da excelente colecção Prémios de Angoulême

 


Termina, pensamos nós, em beleza esta excelente colecção de oito livros dedicada a alguns premiados do famoso Festival de Angoulême, com o título Kiki de Montparnasse, da autoria de Catel e Bocquet, premiado em 2008.

É uma colecção que recomendamos, pois tem títulos e autores muito reconhecidos no mundo da BD Europeia.

Este último titulo estará em pré-venda no site da editora a partir do próximo dia 9 de Março.

A história

Kiki de Montparnasse foi uma artista de cabaret e pintora, famosa por frequentar os círculos boémios de Montparnasse no início do séc. XX, onde conheceu artistas como Chaim Soutine, Jean Cocteau, Amedeo Modigliani, Man Ray e Alexander Calder, entre muitos outros.

Uma das primeiras mulheres emancipadas em relação aos constrangimentos culturais e sexuais impostos pela sociedade da altura, tornou-se a musa de muitos artistas e companheira de Man Ray, que a imortalizou numa das suas obras mais icónicas.

Neste livro, José-Louis Bocquet e Catel Muller relatam, de forma inteligente e sensível, a história de uma artista carismática, que contribuiu de forma inegável para uma das épocas mais estimulantes e criativas do século.

Prémio Essencial Angoulême 2008