sexta-feira, 17 de abril de 2026

A opinião de Miguel Cruz sobre "Soeurs des Vagues", de Mikäel e Roulout e "Off", de Renard, Tollet e Vizzanova

 


Soeurs des Vagues

Das BDs melhorzinhas que tive a oportunidade de ler nestes últimos tempos. Uma BD de Tristan Roulot (argumentista, entre outras obras, de Hedge Fund) e de Mikäel que o/a leitor/a poderá conhecer de Bootblack e de Harlem, ambos publicados em Portugal.

Soeurs des Vagues é um one shot muito bem imaginado pelo duo de autores, que situa a história em 1914, na costa do Canadá, numa vila onde existe um farol, e que a inicia com um naufrágio, numa noite em que um problema fez com que o farol não funcionasse. Um marinheiro louro, de olhos azuis e tatuado, ferido agarra-se a uma rocha, olha para cima e vê várias mulheres com aspeto ameaçador…desmaia.

William vai ser salvo, alojado no único “albergue” da vila, onde praticamente só vivem mulheres, com exceção do faroleiro, particularmente obeso, e de alguns miúdos. Os homens da vila dedicam-se à pesca, e estão ausentes – aliás demorando mais tempo do que o previsto, o que traz algumas das mulheres particularmente apreensivas, a começar pela professora primária, uma outsider, grávida de um dos pescadores.

Entretanto chegam à vila duas personagens ameaçadoras e armadas, que andam a investigar o desaparecimento de alguns veleiros de transporte de bebida clandestina. Será que algumas das mulheres viu um marinheiro louro e tatuado.

A filha do faroleiro, uma jovem de descendência caribenha, por parte da sua mãe, particularmente rebelde, tem vindo a preparar, às escondidas um pequeno navio a vapor, com o qual pretende sair daquele local que odeia, para ir procurar as suas raízes. William descobre o segredo da jovem e promete ajudá-la. O grupo de mulheres da vila sonha apenas em ganhar dinheiro para construir uma fábrica de conservas que permita manter a vila viva e com menos risco para os seus homens.

Estes são os ingredientes desta BD inteligente, em que as personagens são realistas, bem caracterizadas, os diálogos são lógicos, as reações das personagens também. O ritmo dos acontecimentos vai-se acelerando ao longo das páginas, uma espécie de desastre anunciado, mas de contornos inesperados.

O desenho é muito bom, ágil, movimentado, as personagens facilmente reconhecíveis, expressivas e com pranchas excelentes de caracterização da fúria dos elementos. Desenho muito detalhado que ajuda bastante o desenrolar deste thriller amargo.

Top. Top. Top. Para mim, aqui fica como recomendação de leitura obrigatória para quem gosta de BD, as aventuras de William, Ekilda, Velma, La Jacques, Bessie e Elbe (as 5 mulheres da capa), entre outras. Editado pela Lombard.




Off

Off é um one shot de mais de 350 páginas, que relata acontecimentos decorrentes de uma tempestade solar que provoca um corte de corrente generalizado e de longa duração (Off).

Neste BD baseada num relato imaginário e catastrófico, seguimos uma família belga, acompanhando as suas “aventuras” e, através dela, os acontecimentos decorrentes da crise energética. O primeiro membro da família que conhecemos vive numa “fazenda” com a sua avó e dedica-se à agricultura (tendencialmente bio). A sua mãe vive em Bruxelas e é a Ministra da Defesa, que vai ter um papel central na gestão da situação, apesar da sua doença. O seu tio, Benoît é polícia, casado e a sua mulher grávida vai dar à luz precisamente no dia 1 do apagão.

Nesse mesmo dia, Benoît vai ter um encontro com uma figura do seu passado, e que vai ter um papel importante para o futuro da família Van Obel. 

Anne Van Obel, Ministra da Defesa, ia anunciar a sua renúncia ao cargo precisamente quando a eletricidade desaparece. Essa não renúncia muito contraria um seu opositor político que manobra fortemente para fazer cair o governo e para se tornar primeiro-ministro com o apoio das forças populistas de extrema-direita. Apesar da catástrofe, ou melhor, dela se aproveitando, vai minando a autoridade procurando tornar-se o ditador de serviço. 

Anne Van Obel e a Rainha mantêm-se firmes para tentar manter a unidade do país.
Muito interessante, com aventura, ação, manobras políticas, um ambiente de catástrofe, boa descrição das ações-reações. A narrativa é bem estruturada, o desenho é expressivo, simples, caracteriza bem o essencial, tudo é feito para agarrar o leitor uma página atrás da outra, numa curiosidade de saber o que vai acontecer de seguida. 

O argumento de Romain Renard e de Olivier Tollet é construído como um “filme catástrofe”. O desenho de Patrice Réglat-Vizzanova começa com destruição, auroras boreais, e um descalabro total de pessoas, infraestruturas, relações humanas.

Uma BD com uma estrutura de atualidade, que marca o fio narrativo e a leitura dos acontecimentos.

Alguns clichés, poucas personagens de que consigamos verdadeiramente gostar (os maus são mesmo maus, os bons não são geralmente muito bons…), mas um esforço para dar um toque de realismo à situação.

Muito interessante, 350 páginas que, apesar de tudo, se lê de um fôlego, uma aposta editorial da Daniel Maghen que surpreende, positivamente. 



Mafalda na Netflix em 2027 - uma alegria para fãs do mundo inteiro

 

Já aqui tínhamos falado em 2024, quando foi anunciado, que a Mafalda chegaria à Netflix, com uma série de animação, dirigida pelo conceituado José Campanella, realizador argentino vencedor de um Óscar em 2010.

O que agora é novidade é que a Netflix anunciou que a série chegará finalmente em 2027 e foi revelada uma primeira imagem, com Mafalda sentada no chão ao telefone.

Recordamos as palavras do realizador, durante um evento organizado pela Netflix, em 2024: "Mafalda e seus amigos não só me fizeram rir muito, mas de vez em quando, me mandavam para o dicionário. E cada nova palavra que eu aprendia vinha com a recompensa de uma nova risada".

"Sonhamos que aqueles de nós que se dedicaram a ela desde a primeira hora possam compartilhá-la com nossos filhos, e mesmo que haja coisas reservadas apenas para adultos, todos podemos rir alto como uma família, e por que não, ir ao dicionário de vez em quando."





Coimbra BD: a uma semana do Festival Coimbra BD são muitos os autores já confirmados

Estamos a uma semana do Coimbra BD e esta edição vai reunir vários autores e ilustradores nacionais e internacionais. 

Entre os autores confirmados destacam-se, a nível nacional, Daniel Maia (autor do cartaz desta edição), Luís Louro, Ricardo Cabral, Osvaldo Medina, Raquel Costa, Susana Resende, João Mascarenhas, Filipe Abranches, André Carrilho, Vasco Parracho, Duarte e Henrique Gandum, Kachisou, entre outros. 

Do panorama internacional, participam nomes como Ángel de la Calle, Marcello Quintanilha, Pierre-François Radice e Anna Poszepczyńska.

O festival integra várias exposições, entre as quais “Mãos Dadas”, de Marcello Quintanilha, “Entre a BD e a Ilustração”, de Kachisou, “Butterfly Chronicles”, de João Mascarenhas, “Distopias e Metamorfoses: Os Clássicos Ilustrados”, de André Carrilho, “Rattlesnake”, de João Amaral, “Tales from Nevermore”, de Pedro N. e Manuel Monteiro, “25 Mulheres”, de Raquel Costa, e “Retrospetiva” de Daniel Maia.

Como sempre haverá o espaço das editoras que contará com a presença de entidades como a Dr. Kartoon, Ala dos Livros, A Seita, Arte de Autor, Escorpião Azul, Editorial Divergência e Saída de Emergência, além de uma área de merchandising dedicada ao universo da cultura pop.

Mas são muito mais os atractivos do Coimbra BD, há cinema, concursos de cosplay, actividades dedicadas aos jogos de tabuleiro e à cultura pop, área Kids & Family, espaço Gaming e área de Artists’ Alley com mais de 60 artistas.

O Coimbra BD 2026 decorre no Convento São Francisco entre as 10h00 e as 20h00 na sexta-feira e no sábado (24 e 25 de Abril), e entre as 10h00 e as 18h00 no domingo (26 de Abril). A entrada é gratuita. A programação e produção do festival é da responsabilidade da GuessTheChoice e a organização da CM de Coimbra.





quinta-feira, 16 de abril de 2026

Novidade: Iguana lança o primeiro livro de Wandson Lisboa, "O Cão Invisível"

Esta novidade da Iguana chega a 27 de Abril. Trata-se do primeiro livro de Wandson Lisboa, que aqui escreve sobre um cão especial capaz de curar a tristeza.

A sinopse:

Todos os dias, um homem percorre o bairro com uma trela vazia na mão. Uns acham-no estranho, outros sentem pena — ninguém imagina o que ele realmente vê: o cão invisível que o acompanha desde a perda que o marcou.

Mas quando um menino descobre a silhueta luminosa desse cão, algo extraordinário acontece. Pela primeira vez, todos conseguem ver aquilo que estava escondido. E é nesse momento que o invisível se despede, libertando o homem da tristeza que o mantinha preso ao passado.

No dia seguinte, um cãozinho real vem ao seu encontro, e a comunidade transforma-se com este novo começo.

Uma história sensível e luminosa sobre solidão, empatia e o poder curativo de ser verdadeiramente visto.





Comic Con Portugal: a uma semana do início estes são os 10 nomes confirmados na área da banda desenhada

Há para todos os gostos. Estamos a uma semana da Comic Con em Sta. Maria da Feira e são 10 os nomes confirmados e anunciados, no que toca a presenças de artistas na área da banda desenhada. Bastien Vivès, Jérôme Lereculey, Victor Pinel, Alicia Jaraba, Frank Miller, Jason Aaron, John Romita Jr., Daniel Henriques, Miguelanxo Prado e Rita Alfaiate estarão disponíveis para autógrafos junto dos seus fãs.









quarta-feira, 15 de abril de 2026

Novidade: Amore - Amor... à Italiana, de Zidrou e Merveille - é co-editado pela Arte de Autor e pel' A Seita


Ter o Zidrou como argumentista é sinónimo de qualidade. Por isso, e com esta capa, a fasquia fica logo num lugar cimeiro. Amore - Amor... à Italiana, é uma nova aposta conjunta da Arte de Autor e d' A Seita, e uma obra de Zidrou desenhada por David Merveille.

A sinopse:

- Gosta de ler?” - Nem por isso... “Nem mesmo histórias de amor?”  - Histórias de amor? Pff! O amor não se lê, faz-se.  

O cheiro de um expresso a espalhar-se pela praça... a voz da nonna que grita com os netos na ruela... e o olhar sedutor de uma bella ragazza que surge ao virar de uma esquina... É este o amor à italiana que Zidrou, um dos maiores argumentistas de banda desenhada actuais nos propõe, nesta recolha de histórias sensíveis, surpreendentes, apaixonadas, acompanhado pelo traço elegante de David Merveille.






Novidade DEVIR: Batman Grant Morrison - volume 6 está a partir de hoje nas livrarias



Está já disponível a partir de hoje nas livrarias o sexto volume de Batman Grant Morrison, com desenho de Andy Clarke, Ian Hannin e Scott Hanna, com 188 páginas cheias de acção, e claro com argumentos de Grant Morrison.

É pois uma série a não perder, esta que é um novo caminho para a personagem Batman!

A sinopse

Em BLACKEST KNIGHT, o Cavaleiro das Trevas e a Batwoman reencontram-se numa luta que lhes pode custar a vida, contra outro Batman… morto-vivo.
O passado, presente e futuro de Brune Wayne em THE TIME AND THE BATMAN, uma das histórias mais enigmáticas deste livro, com a participação de Batman e do seu arqui-inimigo, o Joker.

Coleta BATMAN & ROBIN #8 - 10.





terça-feira, 14 de abril de 2026

A nossa leitura de Os Cabelos de Édith, de Blanchut, Locandro e Dawid - edição ASA

 


Este livro, "Os Cabelos de Édith", editado pela ASA, está no nosso Top 5 das leituras do primeiro trimestre. É um livro profundamente comovente e de uma beleza rara, apesar do tema triste. Preparem-se porque é daquelas histórias em que temos de estar munidos de lenços de papel para acompanhar a leitura.

O argumento da história é de Fabienne Blanchut e Catherine Locandro e os desenhos são da autoria de Dawid, que já conhecíamos de O Senhor Apothéoz. Vamos por partes:

A história passa-se em Paris, em 1945, após a II Guerra Mundial. De um lado temos a jovem Édith, uma sobrevivente do campo de concentração de Birkenau (Auchwitz) que se encontra alojada no Hotel Lutecia, o qual foi transformado em centro de repatriamento para sobreviventes do holocausto. Do outro lado temos Louis, um estudante de 17 anos, que contra a vontade dos seus pais, se inscreve como voluntário encarregue de acolher  sobreviventes que passaram pelo inferno na terra. É nessas circunstâncias do seu trabalho voluntário que conhece Édith, que praticamente não fala, devido aos traumas provocados pelo sofrimento inimaginável por que passou e pelas suas terríveis memórias. Os dois criam uma ligação muito forte.

A par de tudo isso Louis está a passar por um conflito familiar, tendo em conta que o seu pai foi motorista durante a guerra e transportou muitos judeus para os campos de detenção em Drancy, e por esse motivo, Louis não o consegue perdoar.

A Guerra deixa marcas profundas e transformadoras em todas as pessoas, por motivos diferentes e nesta história isso é muito perceptível. Acima de tudo a história de Édith é nos contada de uma forma muito tocante e sensível, que nos provoca emoções avassaladoras. É triste sermos confrontados com o drama de Édith, mas é muito bonito ver a amizade, a solidariedade e a esperança no futuro que ainda existe.

É um livro de facto muito bonito e para tal também contribui o desenho de Dawid, que transborda ternura. O seu traço é leve e sem contornos carregados, as personagens expressivas, a utilização da cor adequada à época e à história.

De recordar que o autor estará presente no Festival do Maia BD.



Novidade da Arte de Autor: O álbum premiado de Gaëlle Genille: O Jardim, Paris

 


Este foi o segundo livro publicado pela jovem autora francesa Gaëlle Geniller, na altura com apenas 24 anos. Sendo que o seu álbum de estreia, Les Fleurs de grand frère, foi editado aos 23 anos.

Voltemos ao álbum agora editado pela Arte de Autor, O Jardim, Paris, o qual já foi premiado mais do que uma vez, e numa delas ganhou o prémio Melhor ilustração no Festival Lucca, em 2022.

A sinopse:

Década de 1920. Rose é um rapaz e, como todas as raparigas que conhece desde que nasceu no cabaré gerido pela mãe, sonha em dançar. 

"O Jardim" é um cabaré parisiense que goza de crescente sucesso, gerido por uma mulher. Todas as mulheres que lá trabalham têm nomes de flores e o ambiente é familiar. Rose, um rapaz de 19 anos, nasceu e cresceu neste estabelecimento. Ele também anseia ser dançarino e actuar no palco, perante uma plateia, como as suas amigas. Rapidamente, ele se tornará a principal atracção do cabaré.





segunda-feira, 13 de abril de 2026

Novidade Bertrand: a problemática Adele está de regresso com o livro 16 com o sugestivo título, Avó Jurássica


Temos acompanhado esta série de sucesso que é Adele, esta criança... como dizer... um pouco difícil e problemática, mas que compensa e muito com a sua imaginação! 

Quando pensamos que os limites de Adele já não vão acontecer, eis que afinal ainda existe margem para novas diabruras!

Esta série editada pela Bertrand Editora é da autoria da dupla Mr. Tan e Diane Le Feyer, e é uma série de sucesso de vendas em França.

Por isso se tens coragem, lê este Avó Jurássica!

A história

Legumes, remédios esquisitos e uma avó estilo dinossauro… Prontos para rir com a Adele?

«Os meus pais precisam de um pouco mais de tempo para eles, supostamente porque é muito difícil viver comigo… Resultado: a avó vai cuidar de mim! Olá, legumes a todas as refeições e remédios caseiros esquisitos!»

Cansados do incrível comportamento da Adele, os pais decidem pedir à avó que tome conta dela mais vezes… É realmente complicado para a pestezinha da Adele viver com um dinossauro como a avó. É que, quer dizer… Quando ela era pequena, nem sequer existia televisão!


Novidade: Arte de Autor lança mais um livro de Corto Maltese, pelas mãos de Bastien Vivès


Esta novidade da Arte de Autor chega mesmo a tempo da Comic Con, uma vez que Bastien Vivès, o desenhador deste "Corto Maltese - O Dia Anterior", estará presente no evento nos dias 24, 25 e 26 de Abril. 

O álbum estará à venda no stand da Fnac na Comic Con e já está à venda no sire da Arte de Autor.

A sinopse:

Corto regressa ao Pacífico!

Em 2022, enquanto está em Sydney, Corto tenta ajudar Marcus, um amigo pirata que luta contra o vício das drogas. E que melhor forma de o tirar desta enrascada do que uma nova aventura? Esta aventura é-lhes oferecida pela advogada de um grupo de activistas ambientais, uma das integrantes do grupo foi presa nas Ilhas Tuvalu, no meio do Oceano Pacífico. De origem chinesa, corre o risco de ser entregue às autoridades do seu país e sugeriu o nome de Corto Maltese à sua advogada como a sua última hipótese de liberdade… Com Marcus aos controlos de um hidroavião velho, Corto e a sua cliente levantam voo em direcção a estas ilhas, as primeiras vítimas das alterações climáticas que provocam a subida do nível do mar.





Novidade: Iguana lança "A Fuga", de Jorge Mateus e Paulo Caetano, uma boa surpresa!


Foi lançada esta semana, mais uma obra da dupla Paulo Caetano e Jorge Mateus, editada pela Iguana, tal como havia acontecido com a anterior "O Segredo dos Mártires".

E podemos já dizer que é uma boa surpresa pelo que já lemos.

A sinopse:

Nos turbulentos finais dos anos 50, quando Portugal fervilhava entre a miséria, a coragem e a repressão, um homem simples torna-se protagonista de uma das fugas mais audaciosas da história do regime salazarista. António Tereso, motorista da Carris e militante clandestino do PCP, é preso pela PIDE e, quebrado pela tortura, carrega uma culpa que o consome: falou quando não devia. Agora, precisa de recuperar a honra — perante a família, os companheiros e o próprio Partido.

A FUGA revela o percurso íntimo e heróico de Tereso: a vergonha, o isolamento entre os «rachados», a humilhação e o plano impossível que aceita para se redimir — organizar uma evasão da fortíssima cadeia de Caxias. Durante dois anos vive uma dupla identidade, conquista a confiança dos guardas e prepara, em segredo absoluto, uma operação digna de cinema.

O resultado é uma fuga espetacular: um carro blindado oferecido por Hitler a Salazar, sete dos mais importantes dirigentes comunistas escondidos no seu interior e um homem determinado a recuperar a dignidade perdida — custe o que custar.