quarta-feira, 20 de maio de 2026

A nossa leitura de "Simone de Beauvoir - Quero tudo da vida, de Julia Korbik e Julia Bernhard - edição Iguana

 


Ler biografias em formato de novelas gráficas é uma forma mais simples e ilustrativa de conhecermos a vida de figuras que fizeram parte da História. É o caso deste "Simone de Beauvoir - Quero tudo na vida", uma novela gráfica lançada recentemente pela Iguana, da autoria de Julia Korbik (argumento) e Julia Bernhard (desenho), autoras que têm presença confirmada para o Festival Maia BD que acontece já esta semana, de 22 a 24 de Maio.

O desenho minimalista e com uma parca utilização da cor (apenas preto e branco e um amarelo esverdeado) ajuda a que o leitor se foque inteiramente na história. 

O livro centra-se na vida de Simone de Beauvoir, a partir de uma entrevista realizada por Deidre Bair, uma conhecida biógrafa norte-americana (falecida em 2020), que a par da biografia de Beauvoir, realizou trabalhos sobre Samuel Beckett, Anaïs Nin, entre outras figuras.

Esta obra constitui um autêntico mergulho na vida de uma mulher muito à frente do seu tempo e que foi muito importante na luta pela igualdade de género. Como é referido na sinopse do livro, Simone de Beauvoir, desde a infância, numa época em que as mulheres não podiam estudar, votar ou escolher a sua profissão, embarcou com paixão na grande aventura de ser ela própria. Lutou por essa liberdade e pela de todas as mulheres, desafiou normas sociais e tornou-se sum símbolo do feminismo. Filósofa e escritora, foi autora de várias obras, entre as quais a obra revolucionária intitulada "O Segundo Sexo". 

Este livro das duas Julias, Korbik e Bernhard, é uma biografia da biografia, a história da entrevista de Deidre Bair a Beauvoir. As autoras conseguiram de forma serena e competente, traçar o percurso de uma das figuras femininas mais importantes do século XX.




O primeiro encontro do Clube de BD da Fnac teve casa cheia e já há data anunciada para o próximo encontro


 

A Fnac criou o Clube de B.D., um Clube de Leitura de Banda Desenhada mensal, moderado pela Alexandra Sousa (Juvebêdê) e João Oliveira (Livrólicos Anónimos e Na Cama com os Livros).

O primeiro encontro decorreu no dia 16 de Maio, na Fnac do Colombo e começou com o pé direito. Na plateia estavam amigos, familiares, leitores, curiosos e também um autor de banda desenhada e a editora Vanda Rodrigues da Arte de Autor.

Para esta primeira sessão os livros escolhidos foram os seguintes: "Um Oceano de Amor" - edição ASA (escolha da Alexandra) e "O Jardim, Paris" - Arte de Autor (escolha do João). Depois de uma sessão inaugural bem disposta, no final houve direito a um passatempo, com oferta de dois exemplares de cada um dos livros falados. 

A próxima sessão está já agendada para dia 27 de Junho, pelas 15 horas, igualmente na Fnac do Colombo e os moderadores já escolheram os próximos livros: "Radium Girls" (escolha da Alexandra) e "Erva" (escolha do João).






terça-feira, 19 de maio de 2026

A opinião de Miguel Cruz sobre "Sucre Noir", de Ollagnier e Efa e "Le Pépère", de Moynot

 

Sucre Noir

Interessante e surpreendente, esta adaptação de um romance de Miguel Bonnefoy, pelo duo Virginie Ollagnier (argumento adaptado) e Efa (Ricard Fernandez – desenho), editada pela Lombard.

Ao longo de cerca de 160 bonitas páginas, acompanhamos a história de Serena Otero, desde o século XIX, e passando o século, na sua amada fazenda na Venezuela, numa região onde a lenda do tesouro do pirata Henri Morgan atrai aventureiros e sonhadores.

A jovem Serena vive com os seus dedicados pais Ezekiel e Candelária, numa vida modesta e rural, lê tudo o que apanha pela frente, sonha com um grande amor romanesco e gere a quinta de família com mão de ferro. 

Acaba por se casar com um jovem que aparece na quinta à procura do tesouro, uma figura que não se adapta às expectativas de Serena, com este desenvolve a produção de Rum e acaba por adotar um bebé, atribuindo-lhe o nome de Eva Fuego, afinal o bebé quase pereceu num fogo na quinta. O fogo vai, aliás, ter um papel simbólico muito grande nesta BD.

Com a morte de Sereno, Eva Fuego vai tomar conta da quinta, desenvolvê-la, adquirir outras quintas e tornar-se a figura dominante da região, nem sempre recorrendo a expedientes estritamente legais. A vila cresce com base nos trabalhadores contratados por Eva, mas toda a atividade económica é dominada por esta.

Com estes acontecimentos, acompanhamos a história de uma época, os altos e baixos da produção de rum, o surgimento da exploração de petróleo, as relações de negócios e, particularmente, a relação com grandes empresas americanas.

Um desenho detalhado, elegante, clássico realista, umas cores intensas, bem-adaptadas ao clima e carácter explosivo das personagens.

Uma obra que constitui uma boa adaptação, com muito de surpreendente, uma riqueza grande de mensagens e conteúdo. Uma surpresa editorial muito interessante, como referi, uma leitura que se recomenda.





Le Pépère

O velhote habita em Bordéus, trabalhou toda a sua vida nos correios, vive, desde sempre, na casa que era dos seus pais, tem os mesmos hábitos de sempre, vive sozinho com o seu gato (raio do gato!), é conhecido de muita gente como um simpático e pacífico senhor, que vive uma vida sem história. Será? 
Não é! A sua vida é bastante mais complexa do que parece à primeira vista, e ao longo das páginas, e através de recordações cronologicamente bem estruturadas, vamos conhecendo situações passadas que nos deixam de boca aberta (no mínimo). 

Nada nos é poupado, de facto, nesta BD. A dimensão dos acontecimentos na vida desta figura aparentemente desinteressante só nos é revelada após uma situação particularmente desagradável, em que a personagem e a sua casa são usadas por uma prostituta e pelo seu amante, ambos envolvidos em esquemas pouco edificantes, a necessitar de um lugar para viver, e de dinheiro que pretendem “sacar” ao idoso. No entanto, as suas surpresas vão ser muitas.

Uma BD que relata com um humor particularmente negro acontecimentos tenebrosos, personagens desagradáveis, situações de uma negatividade imensa. E não há um raio de sol, uma ponta de esperança nesta narrativa.

O desenho de Moynot é, como habitualmente, escuro, delabré, tal como nos habituou nas suas incursões no universo de Nestor Burma – publicadas em Portugal. Um desenho ao serviço do negrume da narrativa.

Embora seja propositadamente (e excessivamente) “negro”, esta história tem de ser lida com uma curiosidade focada no que há de pior na alma humana, nos hábitos e efeitos da solidão, da dificuldade de relacionamento social.

Editado pela Glénat, é uma leitura diferente do habitual, e isso é sempre refrescante. 



Novidade: Joker é um dos dois primeiros títulos da nova colecção da Devir - DC POCKET


Como anunciámos há dias, a Devir lançou este mês os primeiros títulos da coleção de enorme sucesso internacional - DC Pocket. Trata-se de uma linha editorial que reúne algumas das histórias mais emblemáticas da DC Comics num formato compacto, integralmente a cores, portátil e acessível. Joker, é um dos dois primeiros títulos.

Joker, de Brian Azzarello e Lee Bermejo, é um romance gráfico intenso e sombrio que apresenta o Joker numa abordagem crua e realista. Com uma narrativa direta e uma arte marcante, é um clássico contemporâneo da DC, pensado para leitores que procuram histórias mais adultas e psicológicas.

A sinopse:

Alguém consegue deter o Joker?

Em Joker, de Brian Azzarello e Lee Bermejo, o supervilão de Gotham é misteriosamente libertado do Asilo Arkham e vai lançar-se numa violenta noite de vingança, homicídio e crimes maníacos, enfrentando os seus rivais, entre os quais, o Pinguim, Enigma, Two Faces, Croc, até ao inevitável Cavaleiro das Trevas!

O flagelo de Gotham vai atingir níveis inéditos de complexidade e intensidade neste volume, com uma das mais espantosas histórias dos comics modernos. Argumento notável de Brian Azzarello, com o estilo hiper-realista do desenho de Lee Bermejo.





A nossa leitura de Carlota Imperatriz, de Fabien Nury e Matthieu Bonhomme - edição Ala dos Livros

 


Carlota Imperatriz, foi uma boa surpresa, enquanto leitura. Inicialmente publicada em quatro volumes entre 2018 e 2025, começou agora a ser publicada em Portugal, pelas mãos da Ala dos Livros. A versão portuguesa conta com dois volumes integrais, contendo cada livro, dois álbuns da edição original francesa. Este foi o primeiro e agora aguardamos pelo próximo que concluirá a história.

Dizemos ter sido uma boa surpresa, mas pensando bem, nem foi assim tanto, pois com argumento de Fabien Nury e desenho de Matthieu Bonhomme, só poderíamos esperar um excelente trabalho. E assim foi. A história é interessante e cativante e o desenho muito ao estilo linha clara franco-belga, acompanha muito bem a narrativa e a mudança de cenários.

O enredo começa na Bélgica, com a princesa Charlotte da Bélgica, filha do Rei Leopoldo I, que se encontra pressionada para casar. O casamento acaba por acontecer, com o arquiduque Maximiliano da Áustria, irmão mais novo do imperador Francisco José, da família dos Habsburgos. Charlotte pensava que iria ser feliz, mas vai perceber amargamente que o seu esposo não é o que aparentava ser. Deste modo, Charlotte, desiludida e a ver o seu casamento ser um fiasco, ainda com o seu marido a ser vítima de tramas políticas e do calculismo  de Napoleão III, acaba por convencer o marido a aceitar a coroa mexicana.

Portanto, da Europa saltamos para o México, de um cenário mais conservador para um mais exótico. o casal vai encontrar um país muito complicado, em permanentes conflitos sangrentos que as tropas francesas não conseguem dominar.

Com o seu casamento praticamente inexistente devido à total inércia do marido, é a princesa tornada rainha que vai tomar as rédeas e é ela que verdadeiramente reina, enquanto Maximiliano se encontra em parte incerta, totalmente alheado da realidade. 

É nesta fase empolgante da história que nos encontramos, num cenário tão exótico como violento, com desenhos intensos e cheios de cor. Venha o próximo!




segunda-feira, 18 de maio de 2026

Novidade da ASA: Spielberg, de Amazing Ameziane, chegará às livrarias na próxima semana



Depois de "Quentin por Tarantino", a ASA volta a editar uma obra de Amazing Ameziane, ligada ao universo do cinema, desta vez sobre Steven Spielberg.

São 192 páginas de banda desenhada que levarão o leitor a descobrir como um jovem ambicioso e apaixonado pelo cinema se tornou um dos maiores realizadores da nossa época.

Steven Spielberg fascina, diverte e emociona o mundo inteiro. Com Tubarão, E.T. ou Indiana Jones, ele, sozinho, mudou a face do cinema moderno. Sem nunca se esquecer de nos fazer refletir com filmes sérios e profundos, como A Lista de Schindler ou O Resgate do Soldado Ryan.









João Abel Manta (1928-2026) - Portugal perde um grande cartoonista

Na passada sexta-feira, 15 de Maio, Portugal perdeu o cartoonista que imortalizou o 25 de Abril: João Abel Manta.

João Abel Manta faleceu aos 98 anos, deixando um património cultural imenso, que faz parte da nossa história, pois os seus cartoons fazem parte do nosso imaginário, nomeadamente imagens relacionadas com o 25 de Abril. 

Deixamos aqui uma sugestão de leitura de um livro que reúne cartoons de João Abel Manta de 1969 a 1992 (edição Tinta da China).

"Fechados já os jornais para onde eles foram enviados, amarelecidas ou apodrecidas as edições onde foram impressos, esquecidos até alguns dos momentos ou personagens neles representados, aqui os temos de novo, tão brilhantes e pertinentes como quando saíram do estirador de João Abel Manta."





A nossa leitura de "O Guia do mau pai", de Guy Delisle - edição Devir

 


Gostamos muito do autor Guy Delisle e este foi o quinto livro que lemos dele. Somos fãs do seu tipo de desenho e de narrativa, mas apesar de ser divertido, este "O Guia do mau pai" não nos encheu tanto as medidas como os livros anteriores. É certo que este livro não se trata de uma novela gráfica como os que já tínhamos lido e o tipo de registo é muito diferente, mas ainda assim, ficou um pouco aquém das nossas expectativas.

"O Guia do mau pai" reúne, numa versão integral, o conjunto de tiras que o autor foi publicando no seu blog. Encontramos aqui situações do quotidiano de Delisle, enquanto pai de duas crianças, que aqui são satirizadas de forma bem humorada, mas muito irónica. 

Piadas à parte, nos livros anteriores também fomos confrontados com a paternidade, mas sempre de uma forma muito ternurenta e agora o autor mostra-nos o lado menos cor de rosa da relação com o seus filhos. Talvez daí a nossa estranheza.

Deixando de lado qualquer comparação com os livros que já tínhamos lido, neste Guia do mau pai, não deixamos de sentir empatia pelo pai, tendo em conta que algumas situações apresentadas, são comuns a muitos pais. Educar não é fácil, os pais não são perfeitos nem isentos de erro e isso fica bem retratado aqui, com todas as dúvidas e medos, com aprendizagens que só quem tem filhos irá entender.




domingo, 17 de maio de 2026

A Fuga e Simone de Beauvoir: duas exposições itinerantes, de BD, nas lojas Fnac



As ilustrações destes dois livros "A Fuga" e "Simone de Beauvoir", ambas novelas gráficas editadas pela Iguana, podem ser vistas em exposições itinerantes pelas lojas Fnac. Damos aqui indicações por onde andam:


A Fuga, de Paulo Caetano (argumentista) e Jorge Mateus (ilustrador)

16 de Abril a 2 de Junho - Fnac do Colombo

16 de Junho a 31 de Julho - Fnac Cascais

1 de setembro a 20 de Outubro - Fnac Coimbra

30 de Outubro a 1 de Dezembro - Fnac Mar Shopping

13 de Janeiro a 27 de Fevereiro - Fnac Braga


Simone de Beauvoir, de Julia Korbik (argumentista) e Julia Bernhard (ilustradora)

5 de Abril a 16 de Maio - Fnac Viseu

16 de Junho a 31 de Julho - Fnac Chiado

1 de Setembro a 20 de Outubro - Fnac Almada

26 de outubro a 26 de Novembro - Fnac Braga

1 de Dezembro a 15 de Janeiro - Fnac Coimbra


BDs da estante - 686: Rantanplan vol. 4 - Palhaço, de Fauche e Léturgie - edição ASA

 


O Jolly Jumper é o cavalo mais inteligente do Oeste, mas o Rantanplan é o cão mais estúpido. Mas um e outro são bem divertidos e neste caso falamos de Rantanplan e do quarto volume e esta edição é de 2005, pela ASA.

Neste volume "O Palhaço", é-nos apresentada uma longa aventura de Rantanplan que, juntamente com o pequeno Douglas, vão trabalhar num circo e fazer das suas.


sábado, 16 de maio de 2026

Novidade ASA: Os novos russos é o segundo volume de Slava, obra de Pierre-Henry Gomont, editada pela ASA

 


Depois do primeiro volume, lançado pela ASA em 2025 e que contou com a presença do autor Pierre-Henry Gomont (esteve presente no Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, onde o entrevistámos e publicamos aqui no Juvebêdê), chega agora o segundo volume de Slava, intitulado "Os novos russos" (nas livrarias a partir de 2 de Junho).

A opinião deste volume, escrita pelo Miguel Cruz (que leu a versão original) foi já publicada por nós e pode ser lida aqui

Anos 90, no coração da Rússia. Desde a sua violenta discussão com Slava, Lavrine não deu sinal de vida. Se este último não é encontrado, é porque foi abandonado por Troubetskoï numa aldeia isolada, amputado de dois dedos e sem um tostão.

Atolado na sua solidão, Lavrine é uma sombra do que era. Embora consiga, para sobreviver, enganar as almas caridosas que lhe oferecem ajuda, o seu coração já não está nisso. Perdeu o apetite pelo lucro e pela fraude que sempre lhe serviram de razão de viver...

Será que encontrará, nestes erros e nas águas turvas da dúvida, o fôlego que lhe falta para finalmente se revelar a si mesmo?

Quanto a Slava, ele mantém com mais zelo e assiduidade a sua paixão clandestina por Nina do que a conclusão das transações que iniciou com Troubetskoï para salvar a mina. É que ele precisa redobrar a sua engenhosidade para evitar que Arkady, o noivo da sua impetuosa amante, descubra o romance deles...




Novidade: Distrito Manga publica o sétimo volume da série Bluelock



A Distrito Manga está a lançar o sétimo volume de Blue Lock, série de manga de Muneyuki Kaneshiro com ilustrações de Yusuke Nomura.

A sinopse:

Na segunda fase da seleção, os vencedores podem escolher um jogador da equipa derrotada. Isagi e Nagi acabam de perder o Bachira para o Rin e os outros avançados de topo. Agora, enfrentam Baro, o melhor marcador e se perderem, arriscam-se a ser eliminados.

Determinado a derrubar o autoproclamado «Rei» Baro, Isagi luta para provar o seu valor e conquistar o lugar que merece entre os prodígios!

Só um poderá tornar-se o próximo grande avançado num explosivo cruzamento entre Squid Game e futebol.






 

A nossa leitura do quarto volume de Crianças do Mar - edição Devir

 


Estamos quase na reta final da série Crianças do Mar (Devir) com este quarto volume (a série é composta por cinco volumes). 

Nesta quarta parte da história que temos vindo a seguir desde o seu início, a narrativa aprofunda-se claramente numa dimensão mais metafísica e simbólica, afastando‑se de uma leitura convencional de aventura. Sentimos que as fronteiras não estão bem definidas. A história flui e oscila entre a infância e a maturidade, entre o ser humano e a natureza, entre a ciência e a espiritualidade. 

E o que dizer do mar? Neste volume sentimos que o mar deixa de ser apenas o cenário da acção. Ele assume-se como um ser vivo, dotado de consciência, misterioso, mas ligado à origem da vida e da humanidade.

O livro e a história continuam a ser belos, mas achámos este volume especialmente confuso, e para isso contribui o facto de haver muita fragmentação na narrativa. Os acontecimentos não têm um seguimento completamente linear e às tantas já não sabemos bem em que pé é que estamos. Mas se calhar é isso mesmo que o autor Daisuke Igarashi pretende, uma vez que a história se encontra um pouco dividida entre dois mundos e essa ambiguidade faz parte da experiência.

Visualmente, o desenho mantém-se expressivo e os ambientes marinhos, fluidos, contribuem para um certo tom contemplativo. Resumindo, este volume destaca-se por ser um pouco diferente dos anteriores, mais sensorial, levando-nos à ideia de que o passado do planeta e o futuro da humanidade estão profundamente ligados, e que, de alguma forma, a infância possui uma percepção privilegiada dessa ligação.