sexta-feira, 9 de outubro de 2026
A sessão de Outubro do Clube de BD da Fnac, é já amanhã, às 15h00 no Colombo
Fórum Fantástico abre hoje as portas e no domingo serão conhecidos os vencedores dos Prémios Adamastor
Novidade Mudnag: CONGO: "Reino de Sangue" - Volume 3 da saga de Duarte e Henrique Gandum será lançado no Amadora BD
Já aqui tínhamos falado deste livro, mas agora voltamos a falar do terceiro volume de Congo, já com mais imagens e detalhes. O lançamento está previsto para dia 25 de Outubro no festival AmadoraBD, porém ambas as edições do livro já estão à venda em: https://loja.mudnag.pt
A Mudnag Edições apresenta o seu mais recente livro intitulado "CONGO: Reino de Sangue", o terceiro volume da saga de BD Congo de Duarte e Henrique Gandum. O novo volume será publicado em duas edições distintas, a edição com badanas, e a edição limitada "Capa Clássica" cujo design tem um registo semelhante às primeiras edições da saga. A história dá continuidade aos acontecimentos do segundo volume "CONGO: No Caminho das Trevas", lançado em 2019, e ao spin-off "Amélia - Uma História do Congo", lançado em 2021.
Sinopse:
“Congo, 1880. Meses após os acontecimentos que levaram ao desaparecimento de Afonso Ferreira, os portugueses sobreviventes refugiam-se numa aldeia congolesa. À sua volta, as operações lideradas pelo coronel belga Jacques De Vries e pelo major britânico Edward Jackson expandem-se, fortalecidas à custa de um povo submetido ao terror e à escravidão. Durante a construção de uma linha férrea, foi libertado um vasto ecossistema de criaturas primitivas, que agora se espalham pela floresta africana desconhecida.“
Sobre os autores:
- Duarte Gandum nasceu em 1998 e é artista de efeitos visuais, professor, realizador, argumentista de BD e músico. Tem currículo alargado em publicidade, televisão e cinema. Em 2025, recebe a distinção de “Sci-Fi Revelation” pela curta-metragem “After Time”, no Future World Film Festival em Lisboa.
- Henrique Gandum nasceu em 1996 e é professor, artista de storyboard, autor de BD e realizador. É licenciado em Desenho pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Desde 2017, em parceria com o irmão Duarte, tem vindo a lançar os livros da saga “Congo”, colaborando ainda com diversos autores de banda desenhada.
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Novidade Arte de Autor e A Seita: Smoke & Mirrors é a obra de estreia de Verónica Louro e será lançada no Amadora BD
Bertrand Editora celebra o mês da BD nas redes sociais
Ao longo do mês de Outubro, a editora Bertrand celebra a banda desenhada nas suas redes sociais. A editora tem vindo a relembrar algumas das suas edições de BD, tanto para os adultos como para crianças. É uma boa forma de dar a conhecer ao seu público de leitores, um pouco do que se faz na nona arte.
Novidade Penguin: O livro multipremiado "Os meus fantasmas", de Terea Hulls será lançado a 19 de Outubro
Uma comovente e arrebatadora memória gráfica que atravessa três gerações de mulheres chinesas, explorando, com uma extraordinária sensibilidade, o amor, o luto, o exílio e a identidade.
Na sua aclamada estreia literária, Tessa Hulls acompanha o eco da história da China ao longo de três gerações de mulheres da sua família. A avó de Tessa, Sun Yi, era jornalista em Xangai quando a vitória comunista de 1949 alterou para sempre o rumo da sua vida. Forçada a fugir para Hong Kong com a filha pequena, escreveu um livro de memórias sobre a perseguição de que foi alvo e a sua luta pela sobrevivência que se tornou um enorme sucesso editorial. Pouco tempo depois, sofreu um colapso mental do qual nunca recuperou.
Durante a sua infância, Tessa vê a mãe e a avó debaterem-se com o peso de traumas e doenças mentais. Determinada a escapar ao medo sufocante da mãe, Tessa parte para os lugares mais remotos do mundo. Mas, ao completar trinta anos, percebe que a sua vida errante se parece mais com uma fuga do que com a liberdade. Decide então regressar e enfrentar a história que moldou a sua família.
Fruto de uma investigação exaustiva e ilustrado com extraordinária sensibilidade, Os Meus Fantasmas é o regresso de Tessa Hulls às suas origens: uma viagem intensa e profundamente comovente ao coração de uma família, que expõe o medo e o trauma que assombram gerações, e o amor que as mantém unidas.
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Novidade: A Seita e a Arte de Autor co-editam Coração de Papel, de Luís Louro, após quase 30 anos da edição original
Novidade Companhia das Letras: Será publicada este mês uma edição especial limitada e numerada de "Balada para Sophie"
A vida de Julien Dubois, pianista de sucesso, confunde-se com a história da Europa do século XX. Desencantado e misantropo, vive a reforma numa velha mansão, com um gato e uma governanta por companhia. Um dia, é visitado por uma jovem jornalista que o incita a contar tudo o que verdadeiramente conheceu. Nas paredes da casa, saturadas de fumo de cigarros e de memórias antigas, ressoa a confissão de uma vida feita de rivalidade, desamor e arrependimento.
Prémio BD FNAC – France Inter 2026: estão nomeados os vinte livros de BD para este ano
Prémio BD FNAC – France Inter
Como nos anos mais recentes por esta altura, é interessante dar nota das nomeações deste ano para este prémio, que começa pela designação, pela rede de livrarias FNAC (francesas), de 20 BDs, que depois um júri de “leitores” reduzirá a 5 finalistas, e que um júri final de “especialistas” e jornalistas “especializados” analisará para a escolha do grande vencedor.
Dos vinte pelo menos dois deles damos destaque, um já publicado recentemente em Portugal pela ASA, Terre ou Lune e esperemos em breve pela Ala dos Livros, L'Insensé.
Os 20 nomeados são:
• Akujo, de Asako Yamasaki (ed. Actes Sud BD);
• Betty, de Amélie Causse e Jean-Luc Cornette (ed. Le Lombard);
• Bienvenue à l’Hôtel inhabituel, de Gaëlle Geniller (ed. Delcourt);
• Cauchon... ou L’Homme qui tua Jeanne d’Arc, de Joël Parnotte, Xavier Dorison e Louis-David Delahaye (ed. Dargaud);
• Frankenstein, de David Sala (ed. Casterman);
• Gunnar le Vampire, de Nicolas Dumontheuil (ed. Dupuis);
• Karl, de Cyril Bonin (ed. Sarbacane);
• L’Insensé, de Manu Larcenet (ed. Dargaud e Ala dos Livros);
• La Langue des Vipères, de Juliette Brocal (ed. Rue de Sèvres);
• La Marche des Femmes, de Michelle Perrot, Sophie Couturier et Annick Cojean (ed. Albin Michel);
• La Passe-Miroir, de Vanyda (ed. Gallimard BD);
• Les Dissidents, de Derf Backderf (ed. Çà et Là);
• Les Enfants perdus, de Neyef (ed. Rue de Sèvres);
• Maison Croa Croa, de Davide Tosello (ed. Dupuis);
• Nanbanjin, de Cyril Pedrosa e Tiyo Matsumoto (ed. Dupuis);
• Off, de Patrice Vizzavona, Olivier Tollet et Romain Renard (ed. Daniel Maghen);
• Providence, de Nicolas Dehghani (ed. Sarbacane);
• Terre ou Lune, de Jade Khoo (ed. Morgane e ASA);
• The Junction, de Norm Konyu (ed. Glénat).
Como habitualmente, refiro que, desta vintena de álbuns, a minha leitura abrangeu apenas 12. Não li, nomeadamente, os últimos trabalhos de Larcenet (muito, muito recente) e de Pedrosa (um calhamaço de mais de 500 páginas, difícil de transportar, o que acabou por condicionar a minha escolha). Tenho bastante interesse em ambos e creio que qualquer deles poderá revelar-se um forte candidato. Não sei. O que sei é que os dois de que mais gostei entre os que li (há um deles de que não gostei mesmo nada, mas não falemos disso; concentremo-nos no positivo) foram Cauchon e La Langue des Vipères.
Por isso, vamos tentar ler mais alguns, se possível, e aguardar a seleção dos cinco finalistas (4 de dezembro).
Até lá.
Miguel Cruz
terça-feira, 6 de outubro de 2026
A nossa leitura de Strong - Arquivos da Kachisou, de Kachisou - edição A Seita
Kachisou tem um percurso ímpar, tendo em conta que a autora teve um início de carreira um pouco diferente do habitual, pois recebeu várias distinções em prémios japoneses. O seu trabalho foi, por isso, conhecido no Japão em primeiro lugar, e só depois ficou conhecido em Portugal.
A influência da banda desenhada japonesa é muito visível no seu trabalho e este "Strong - Arquivos da Kachisou" é disso um exemplo. Este livro reúne curtas do seu primeiro trabalho "Weak" e outras curtas que estavam guardadas nos arquivos da autora.
Strong é uma antologia de curtas de mangá, com histórias todas elas com temáticas diferentes, mas que assentam na simplicidade do quotidiano. Porém, embora sejam curtas e simples, nem por isso deixam de mostrar sabedoria ou temas profundos que vão desde o sentimento de perda, o valor da amizade, enfrentar o medo, entre outros. Aliás os temas são abordados de uma forma sensível e expressiva, valorizada pelo estilo de desenho de Kachisou que consegue transmitir muito bem as emoções das personagens.
A próxima sessão do Clube de BD da Fnac é já este sábado e dá destaque a autores que estarão no Amadora BD
É já este sábado, 10 de Outubro, pelas 15 horas na Fnac do Colombo que irá decorrer mais um encontro do Clube de BD da Fnac, dinamizado pela Alexandra Sousa do Juvebêdê e pelo João Oliveira do podcast “Livrólicos Anónimos” e do instagram “Na Cama com os Livros”.
Com o maior evento nacional de banda desenhada a chegar, o Clube dedica as leituras deste encontro a autores que vão estar presentes no Festival Amadora BD. Será uma oportunidade única para ler estes livros, participar na discussão e, alguns dias depois, ir ao Amadora BD, pedir autógrafos aos autores e ver as exposições que lhes são dedicadas.
A escolha da Alexandra:
“Pyongyang - Uma viagem à Coreia do Norte” de Guy Delisle (Devir)
Um relato autobiográfico, bem-humorado e curioso, de uma estadia do autor na misteriosa Coreia do Norte, ao serviço de uma empresa de filmes de animação.
A escolha do João:
“As Linhas que Traçam o Meu Corpo” de Mansoureh Kamari (Arte de Autor)
Um livro catarse de uma iraniana, que faz uso da sua liberdade para revelar o jugo a que as mulheres são submetidas no Irão e o quão pouco valem as suas vidas.
Para participar na sessão podes só ter lido pelo menos um destes livros, os dois ou mesmo nenhum. O importante aparecer e ter o prazer de ouvir e de participar numa boa conversa.
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
A nossa leitura de Ditirambos 4 - Noite, de vários autores
A vantagem de uma antologia é a diversidade. Neste caso, estamos perante mais um volume de Ditirambos, uma antologia de banda desenhada que junta o talento de vários autores nacionais. Depois de "Êxtase", "Abismo" e "Fauna", "Noite" foi o tema escolhido para o quarto volume de Ditirambos, lançado em 2025, mas só agora lido por nós. É composto por oito histórias, que são elas:
Ciclo - Joana Afonso
A Esfinge - Ricardo Baptista
Que o sol volte a brilhar - André Caetano
Caçadores - Raquel Costa e Nuno F. Cancelinha
Prima Nocte - Diogo Carvalho
Presas - Francisco Ferreira e Sónia Mota
Perseidas - Sofia Neto
Pesadelo - Carla Rodrigues
Claro está que em oito histórias houve umas que gostámos mais e outras de que gostámos menos, como é natural, mas admiramos em todos os autores a capacidade de sintetizar uma história em apenas quatro páginas, obedecendo a um tema. Neste livro as histórias são diferentes e os estilos também. Sempre mais misteriosa e a "Noite" traz-nos histórias mais leves, outras mais reflexivas e outras mais sinistras, umas de fantasia e outras de terror, há de tudo um pouco nestas pequenas histórias. Venha o próximo Ditirambos!
















































