terça-feira, 9 de junho de 2026

Novidade Arte de Autor: As raparigas de Salem - Como condenámos as nossas crianças


As raparigas de Salem - Como condenámos as nossas crianças, de Thomas Gilbert, é uma das mais recentes novelas gráficas, editadas pela Arte de Autor e que já está disponível na Feira do Livro de Lisboa, no pavilhão da editora.

A sinopse:

"Chamo-me Abigail Hobbs. Tenho 14 anos. Vivo com os meus pais na vila de Salem. Tive uma infância feliz, livre de preocupações. Sim, sem uma única nuvem no horizonte. Depois, chegou aquele dia fatídico. Eu tinha 13 anos. Recordo-me claramente... O dia em que tudo começou.

Um mergulho emocionante e aterrorizante no mundo estreito e opressivo da colónia de Salem, na Nova Inglaterra, no século XVII. Uma aldeia cujo nome permanecerá infame pelo chamado caso das “Bruxas” de que nos fala Abigail, ela que, aos 17 anos, foi uma das vítimas do obscurantismo e do fanatismo religioso no trabalho. Tudo começou quando um menino lhe deu um lindo burrinho de madeira entalhada...




Novidade Bertrand Editora - o segundo volume de Elas, já está em pré-lançamento!



Pouco tempo depois do primeiro volume, já está em pré-lançamento o segundo volume de "Elas", uma série de Kid Toussaint e Aveline Stokart, um fenómeno com mais de um milhão de leitores. A edição portuguesa é da Bertrand.

A sinopse:

Após uma tragédia familiar e um choque psicológico devastador, a Ella vê-se aprisionada no labirinto do seu subconsciente, sendo obrigada a atravessar os mundos das suas múltiplas personalidades.

Enquanto isso, no mundo real, a Azul - a sua versão mais manipuladora - assume o controlo total, mentindo, enganando e afastando todos à sua volta.

Os amigos começam a suspeitar de que algo está errado. A corrida contra o tempo intensifica-se.

A Ella vai receber ajuda… mas chegará antes que a Azul destrua tudo?





Festival BD Beja 2026: Os concertos desenhados vão ficar na memória de quem assistiu


Os concertos desenhados do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja são um dos seus ex libris. Este ano assistimos aos três e foram inesquecíveis. Dos melhores de sempre!

Na noite de sexta-feira, já depois da inauguração, fomos brindados com um concerto dos Gringo's Washboard Band, com desenho de Nuno Saraiva. 

Na noite de sábado, Thomas Ott deu um verdadeiro show a desenhar com um x-ato num cartão negro, com música de fundo. Soberbo! 

Depois disso, Vasco Colombo brilhou, ao desenhar ao som dos Club Makumba. 5 estrelas!

Havemos ainda de falar um pouco mais da nossa ida ao Festival nos próximos dias.









segunda-feira, 8 de junho de 2026

Novidade Casterman: Comanche Trail, de Christian Rossi

 


Comanche Trail, de Christian Rossi, é uma das mais recentes novidades da Casterman.

A sinopse:

Um longo período depois de ter sido banido, o guerreiro Apache Woan pode finalmente retomar o seu caminho para encontrar sua família. Mas será que a maldição que pesa sobre ele realmente se dissipou? Consumido pela dúvida, ele conhece a infeliz Petal. Esposa de um chefe comanche, sofreu uma mutilação tão atroz quanto injusta, que motivou a vingança dos irmãos. Embarcado ao seu lado para limpar a honra da jovem, Woan descobrirá o poder dos sentimentos e os mistérios da magia...





Novidade Nuvem de Letras: "As Aventuras de Ulisses", da mesma dupla de autores de "A Guerra de Tróia"

 


Depois de "A Guerra de Troia" (editado pela Nuvem de Letras em Fevereiro), Nicolás Schuff, tantas vezes distinguido pelo seu talento, adapta mais uma história intemporal, a Odisseia, através de uma narrativa clara e emocionante, ilustrada mais uma vez com as cores vibrantes da premiada Mariana Ruiz Johnson. Tal como o volume anterior, o qual gostámos bastante, este livro "As Aventuras de Ulisses" é uma extraordinária forma de aproximar os jovens dos grandes clássicos.

A sinopse:

A Guerra de Troia durava há dez anos, quando o guerreiro e herói Ulisses sugeriu que se construísse o famoso Cavalo de Troia que pôs fim à guerra.
Depois da vitória, é tempo dos guerreiros gregos regressarem finalmente a casa. Ulisses mal pode esperar para rever Penélope, a sua mulher, e Telémaco, o seu filho. Mas, longe de ser tranquila, a viagem de regresso revela-se demorada e cheia de perigos: gigantes, sereias, feiticeiras, deuses vingativos e muitas desventuras.

Felizmente, Ulisses tem sempre a sua astúcia e alguns deuses do seu lado.




domingo, 7 de junho de 2026

A nossa leitura de Duas Raparigas Nuas, de Luz - edição ASA

 


Lemos muitos livros de banda desenhada, como sabem. Mesmo muitos. E este foi dos mais originais que lemos até hoje. E a sua originalidade tanto está relacionada com o argumento, como do ponto de vista visual. Não é à toa que "Duas Raparigas Nuas", da autoria de Luz, foi o vencedor do prémio FAUVE D’OR 2025 (Prémio de Melhor Álbum do Ano) atribuído no Festival Internacional de BD Angoulême 2025 e também do prémio da ACBD (Associação de Jornalistas e Críticos de BD) em França.

Já tínhamos aqui publicado a crítica que o Miguel Cruz fez à versão original. Ver aqui

Cabe-nos agora falar da versão portuguesa, editada pela ASA, que lemos há poucas semanas. 

Começamos por falar do argumento. A história começa quando está a decorrer o nascimento de um quadro, pelas mãos do seu pintor, Otto Mueller. Estamos em 1919, na Alemanha, logo após a Primeira Guerra Mundial. Duas Raparigas Nuas é o nome da pintura e é através do olhar dessa pintura que vamos percorrer um século de História. Estamos numa fase conturbada e de enorme instabilidade e o quadro vai nascer nesta época, marcada pela experimentação estética e liberdade cultural. Contudo, conforme a narrativa avança, vamos assistindo a uma transformação da sociedade alemã e testemunhando a ascensão do nazismo.

A história do quadro confunde-se com a história da Alemanha ao longo de várias décadas e podemos dizer que o quadro Duas Raparigas Nuas é um sobrevivente, pois ele passa por confiscações, vendas forçadas, exposições de propaganda e tentativas de apagamento cultural, mas sobrevive a isso tudo. Apesar de não poder falar, ele funciona como memória histórica, pois vamos vendo os locais por onde passa, a vida quotidiana, a subida do Hitler ao poder, a desapropriação dos judeus e por aí fora.

Do ponto de vista do desenho, estamos perante uma obra de arte a desenhar outra obra de arte. Luz tem um traço muito próprio e as perspectivas, sendo do quadro Duas Filhas Nuas, são muito originais. O olhar do quadro está sempre presente e o que nos é dado a ver é o que ele vê. E este testemunho tanto pode ser fixo, quando está pendurado numa parede, ou numa exposição ou num armazém, como mais movimentado, quando é transportado. Por ele vão passando várias personagens, o pintor, a sua mulher, coleccionadores de arte, comerciantes, soldados e funcionários do Estado, vítimas do regime nazi, etc. Cada página difere da anterior, seja pelo número de vinhetas, pela inclinação do desenho ou pela perspectiva.

Duas Raparigas Nuas é, de facto, um livro que não nos deixa indiferentes.



BDs da estante - 689: Pérolas a Porcos vol. 6 - Os Sopratos, de Stephan Pastis - edição Bizâncio

 


São excelentes e bem humoradas as aventuras destes animais. Neste sexto volume de  Pérolas a Porcos, com o título "Os Sopratos", eis a personagens: O Rato é o chefe-de-orquestra — arrogante, egocêntrico e de pavio curto. O Porco é a consciência moral da tira. A Zebra é uma sobrevivente (com os crocodilos, seus vizinhos da porta ao lado) e o Bode representa os miolos do grupo. O Pato é o leal, mas violento e instável pato-de-guarda do Porco. 


sábado, 6 de junho de 2026

Festival BD Beja 2026: como é bom voltar a Beja!

Apenas para mostrar algumas imagens do XXI FESTIVAL INTERNACIONAL DE BD DE BEJA.

Em breve falamos mais em pormenor e mostramos mais fotografias. Podemos desde já adiantar que este ano estava mais fresquinho!




A nossa leitura de Mãe e Peras, de Diana Rodrigues - edição Oficina do Livro

 


Já conhecíamos a Diana Rodrigues e o seu enorme sentido de humor, nos vídeos que víamos no Instagram. E agora o seu humor saltou para o papel, com desenhos de Marina Costa. O resultado é um livro divertido, editado pela Oficina do Livro, sobre o caos quotidiano da maternidade, em pequenos episódios que são bem ilustrativos da realidade e de certeza que muitas pessoas se vão rever neles.

Mãe e Peras é uma mistura de humor com ternura, salpicado com situações caricatas, sem pintar a maternidade de cor-de-rosa, dando-nos uma visão da realidade, com as culpas, os falhanços, os desesperos, os conselhos que ninguém pediu, o cansaço extremo. Ser mãe não é fácil, mas o amor supera tudo e felizmente há muitas coisas boas para guardar na memória e no coração.

Tudo isto pode ser encontrado neste livro, de uma forma leve e despretensiosa, com desenhos coloridos e caricaturais.





Novidade d' A Seita - O Deserto dos Tártaros , adaptado do romance de Dino Bizzati


Este livro foi apresentado no Festival Maia BD, na presença do desenhador Pasquale Frisenda e é uma das muitas novidades apresentadas pel' A Seita. Obra-prima da literatura italiana do século XX, O Deserto dos Tártaros reaparece aqui sob uma nova forma, numa adaptação gráfica que celebra a atmosfera realístico-fantástica do inesquecível romance de Dino Buzzati.

A sinopse:

Giovanni Drogo é um jovem oficial destacado para a inóspita Fortaleza Bastiani, que se ergue imponente e solitária junto a uma fronteira árida, "o deserto tártaro". O seu entusiasmo inicial transforma-se rapidamente numa inquietante desilusão, depois de privar com uma guarnição cansada e envelhecida, que vive o dia-a-dia à espera de um inimigo e de uma guerra que nunca chegam, aprisionada num ciclo implacável de esperança e desespero. Drogo acaba por ver a sua vida transcorrer sem que o seu objectivo se realize: transformar-se num verdadeiro militar, conhecer a glória e participar numa guerra que, tudo indica, nunca irá acontecer.

Os autores:

Michele Medda é um dos mais conhecidos argumentistas de BD italianos, co-criador da série Nathan Never, entre outras, e Pasquale Frisenda um dos mais aclamados desenhadores italianos, que venceu com este livro o prémio Anafi para Melhor Desenho, livro que também foi distinguido com o Prémio para Melhor Obra (2025). 




sexta-feira, 5 de junho de 2026

A Seita lança a colecção Âmbar/Bursztyn que vai editar autores polacos em português

 


Foi apresentada ontem, pel' A Seita, na Feira do Livro, a coleção Bursztyn | Âmbar, dedicada à banda desenhada polaca contemporânea.

Depois de Três Irmãs e Heksa: A Bruxa, apresentados respectivamente no Coimbra BD e no Maia BD, junta-se agora Lunáticos, de Adam Fyda e Marek Ospalski, que será apresentado hoje na Feira do Livro de Lisboa, com a presença do desenhador Adam Fyda. *

Ao longo de 2026, A Seita publicará seis obras que procuram mostrar a diversidade, a originalidade e a vitalidade da BD polaca atual.

Mas porquê Âmbar?
Porque bursztyn significa precisamente “âmbar” em polaco. Tal como os pedaços de âmbar preservam no seu interior elementos muito diferentes entre si, também esta coleção reúne histórias, autores e estilos completamente distintos, oferecendo aos leitores portugueses uma pequena janela para aquilo que de mais interessante se faz atualmente na banda desenhada polaca.

Este é também o resultado de uma colaboração entre A Seita e a editora polaca Timof Comics, apoiada pelo PRR e pelo Instituto Adam Mickiewicz, permitindo a circulação de autores polacos em Portugal e de autores portugueses na Polónia.

Títulos já anunciados:
• Três Irmãs - Anna Poszepczyńska
• Heksa: A Bruxa - Katarzyna Witerscheim e XULM
• Lunáticos - Adam Fyda e Marek Ospalski
• O Último Blaki - Mateusz Skutnik
• Volta Para Mim Outra Vez - Sztybor e Wojciech Stefaniec

E ainda falta revelar o sexto título, que será apresentado na Amadora BD.

*
5 de junho - 17h00  horas - Praça Laranja - Lançamento de "Lunáticos", com a presença do autor polaco Adam Fyda.

5 de junho - 17h30 - Sessão de autógrafos no seu pavilhão com Adam Fyda

6 de junho - 15h00 - Sessão de autógrafos no seu pavilhão com Adam Fyda