domingo, 8 de fevereiro de 2026

Novidade: Vem aí o quarto volume da série "O verão em que Hikaru morreu"


Sairá ainda este mês o quarto volume da série "O verão em que Hikaru morreu", de Mokumokuren e editado pela Presença Comics.

Sinopse:

Um mistério inexplicável, uma amizade inesperada. Que segredos estarão por revelar neste verão inesquecível?

O Yoshiki confronta-se finalmente com a dura realidade: o «Hikaru» já não é a pessoa que outrora conheceu. Ainda assim, decide continuar ao lado dele, já que, de forma inesperada, se tornaram amigos. No entanto, a verdadeira identidade deste impostor permanece um mistério… até para o próprio. A investigação dos rapazes leva-os à biblioteca, em que descobrem uma pista inquietante sobre os acontecimentos misteriosos da região. Entre registos antigos e lendas esquecidas, surge o nome de uma entidade tão enigmática quanto temível. Será que estão, por fim, mais perto da verdade?

À medida que exploram o passado, percebem que tudo à sua volta pode mudar de forma imprevisível... e que este verão jamais se repetirá.

BDs da estante - 672: Augusto Cid - O cavaleiro do cartoon, de Luís Humberto Marcos - Edição ASA e Museu da Imprensa


Este livro, de 2004, foi editado pela ASA, numa co-edição com o Museu da Imprensa. O Presidente da República, já falecido, Jorge Sampaio (1939-2021), escreveu isto sobre o cartoonista Augusto Cid (1941-2019):

“Augusto Cid é um dos nossos cartoonistas mais editados, com uma forte componente política no seu trabalho. Habituámo-nos a ver, na imprensa, os seus desenhos humorísticos e satíricos, que põem em causa políticos e os seus actos, deixando-nos, através do seu inconfundível e inteligente traço, comentários certeiros sobre a nossa actualidade. Admirador do seu trabalho, mesmo quando sou visado ou dele discordo, quero testemunhar o meu apreço pela obra de Cid e congratular-me com a realização da exposição antológica Augusto Cid, o Cavaleiro do Cartoon.” 


sábado, 7 de fevereiro de 2026

A nossa leitura de "O Atendimento Geral", de Paulo J. Mendes - edição Escorpião Azul


Somos fãs do Paulo J. Mendes, do seu sentido de humor e capacidade de observação, transpostos para os seus livros. "O Penteador" e "Elviro" já nos tinham proporcionado muito bons momentos e o mesmo aconteceu com este "O Atendimento Geral". A escolha dos nomes das localidades, das personagens, das actividades e das profissões absurdas, é tão bizarra quanto divertida e inteligente. Com o inverosímil, Paulo J. Mendes consegue com simplicidade e brilhantismo, brincar e criticar variados aspectos da nossa sociedade e da humanidade. Está cá tudo.

Relembramos a sinopse: 

A história centra-se num tímido escriturário que vê a sua vida virada do avesso ao ser encarregado de abrir uma sucursal em certa vila do interior. A mesma onde, na infância e na juventude, passava férias na quinta de uma tia até ao derradeiro ano em que algo corre mal e aquela lhe põe as malas à porta. De regresso forçado após três décadas a um meio pequeno e fechado que já não reconhece, irá defrontar amigos tornados inimigos, a elite local que o hostiliza, insaciáveis apetites imobiliários e a pressão para obter resultados que não consegue, enquanto se deixa capturar por um ressuscitado apego à velha casa, memórias e cultivos ancestrais. Pelo caminho, o reacender de uma antiga paixão estival acarreta outro factor jamais superado: Um total estado de paralisia que o atinge sempre que se envolve fisicamente com alguém...

Estamos perante uma personagem peculiar, o Lombinhos, de uma timidez doentia, que o impede de ser feliz com as mulheres e por vezes de se afirmar perante terceiros. No entanto, é um trabalhador sério e confiável e é por isso que o patrão lhe confia uma tarefa difícil. A história leva-o à vila de Valhamaçanta, uma localidade sua conhecida e onde vai reencontrar o amor da sua adolescência e um velho amigo (será mesmo amigo). A partir daí desenrola-se um conjunto de peripécias, onde o Lombinhos se vai ver muitas vezes em apuros e a tomar contacto com actividades e profissões que não existem mas que são uma paródia a muitas que existem na realidade. A burocracia, a especulação imobiliária, o desrespeito pela natureza, a corrupção e o compadrio, o machismo, as modernas modalidades desportivas, o tempo perdido em reuniões de negócios que não servem para nada, as questões económicas, a agricultura biológica e por aí fora. Tudo é parodiado de uma forma que não nos deixa margens de dúvidas: queremos mais obras destas, queremos que o Paulo J. Mendes continue a produzir estas pérolas repletas de portugalidade, que nos divertem a cada página. A compor o ramalhete, os seus desenhos caricaturais, cheios de pormenores, que nos levam a viajar por localidades que nos faz ter a sensação de que já lá estivemos.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Novidade: Já saiu esta semana o volume 1.5. da série The Ghost in the Shell


Já saiu o volume 1.5. da série The Ghost in The Shell, publicada em Portugal pela Distrito Manga. The Ghost in the Shell 1.5: Human-Error Processor apresenta pela primeira vez as histórias «perdidas» de The Ghost in the Shell, criadas por Shirow Masamune após completar o trabalho na manga The Ghost in the Shell original e antes do seu The Ghost in the Shell 2: Man-Machine Interface, mas nunca publicado até agora. Concentrando-se nos agentes da Secção 9 na sua batalha diária contra o crime tecnológico, Human-Error Processor tem toda a loucura cibernética que se espera de The Ghost in the Shell, mas ambientado num contexto mais policial, com ação e suspense em abundância.

A sinopse:

No Séc. XXI, a linha entre o homem e a máquina tem sido inexoravelmente turva, à medida que os humanos dependem do aprimoramento de implantes mecânicos e os robôs são atualizados com tecido humano. Neste cenário tecnológico de rápida convergência, os agentes da Secção 9 são encarregados de rastrear e decifrar os mais perigosos terroristas, cibercriminosos e hackers fantasmas que o futuro digital tem a oferecer. Seja lidando com cadáveres controlados remotamente, micromáquinas com mau funcionamento letal ou ciborgues assassinos, a Secção 9 está determinada em servir e proteger… e reiniciar alguns cibercriminosos!






A nossa leitura de "Pessoa Fragmentado - Antologia" - edição TágIIde

 


Já aqui dissemos noutra ocasião, de que somos fãs da genialidade de Fernando Pessoa, pelo que a banda desenhada é uma excelente forma de aprendermos ou reaprendermos poemas e trabalhos do escritor. Nesta antologia temos oito pequenas "histórias" ou, oito interpretações gráficas de obras de Pessoa e dos seus heterónimos, realizadas por artistas portugueses.

A obra Pessoa Fragmentado é do grupo TágIIde, em parceria com o Lisboa Pessoa Hotel e trata-se de uma adaptação para a linguagem da banda desenhada do vasto universo literário de Fernando Pessoa (1888–1935). Foi realizada em homenagem ao mais influente poeta português do século XX, assinalando o nonagésimo aniversário do seu falecimento.

Conta com a participação de A edição conta com a participação de Jorge “RoD!” Rodrigues, Yves Darbos, Mário André, José Macedo Bandeira, João Raz, António Coelho, Rafael Marquês, Maria João Claré, Penim Loureiro e Patrícia Costa (Capa).

O que é interessante nas antologias é a diversidade de estilos, de desenhos, de formas de transmitir a mensagem e neste caso ainda mais interessante ver as diferentes linguagens gráficas a interpretar também os diferentes géneros de Pessoa. A multiplicidade dos seus heterónimos, as suas "personas", casam-se na perfeição com um trabalho colectivo deste género, que junta vários artistas, cada um vendo Fernando Pessoa à sua maneira. Claro está que o leitor gostará mais de uma história do que outra, há para todos os gostos, tal como a obra genial de Pessoa.








quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Novidade: o sexto volume de Bluelock já chegou às livrarias!


Já está disponível o sexto volume da série Blue Lock, editada pela Distrito Manga. Este volume vai elevar a pressão, testar limites e revelar quem realmente tem o instinto de um goleador implacável.

A sinopse:

Depois de ultrapassarem a primeira fase de seleção, Isagi e os seus companheiros da Equipa Z seguem caminhos separados para enfrentar, sozinhos, o próximo desafio. À sua espera está o Blue Lock Man, um sistema de guarda-redes de inteligência artificial de última geração, pronto para pôr à prova todas as suas capacidades.

Mas esta segunda fase reserva ainda mais surpresas: novos avançados de talento fora do comum e regras inesperadas que vão abalar tudo o que Isagi julgava saber sobre o jogo!





 

Novidade ASA: o obrigatório "Rever Comanche" já chegou às livrarias!

 


Uma das novidades que a ASA apresentou em Janeiro, é este "Rever Comanche", de Romain Renard, que já chegou às livrarias. Este livro venceu o prémio Fauve Polar 2025 (Prémio do Melhor Romance adaptado para BD do ano), atribuído no Festival Internacional de BD de Angoulême.

Sinopse:

Califórnia, início do século XX. Red Dust, uma lenda inscrita no pó e no sangue do Wyoming, vive isolado do mundo, à espera do fim. Mas quando conhece a jovem Vivienne, a sua vida é virada do avesso... Quando pensava que o seu passado tinha ficado para trás, o regresso de alguns fantasmas sedentos de vingança leva-o a voltar à estrada. Apesar do tempo e do arrependimento, chegou o momento de um último reencontro com a mulher que nunca conseguiu esquecer: Comanche. “Red, este mundo está lixado, sabes disso, não sabes?” Mancha-de-Lua 


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

A nossa leitura do quarto volume de Macho-Alfa, de Osvaldo Medina e Filipe Duarte Pina - edição A Seita

 


Não esperávamos que falar sobre esta leitura nos trouxesse tanta tristeza. Não pelo fim da série, que já esperávamos, mas pela partida inesperada e precoce, do seu argumentista, Filipe Duarte Pina, falecido em meados de 2025. Esta foi a sua derradeira obra, que realizou, tal como os volumes anteriores, com Osvaldo Medina. A edição é da Seita.

A série Macho-Alfa contou-se em quatro volumes. Bem, escrita e bem desenhada. Como já escrevemos sobre os anteriores, os volumes são divertidos e despretensiosos, cheios de acção e com críticas à sociedade em geral e à portuguesa em particular e que brinca com o mundo dos super-heróis. O que é interessante ao ler toda a série é que ela é evolutiva entre o humor e temas mais sérios, começando mais leve e divertida, adensando a narrativa a cada volume, focando-se na crise existencial do protagonista e tornando-o aos nossos olhos, cada vez mais humano e menos super-herói. A sua depressão é séria, a sua inadequação aos estereótipos estabelecidos, os seus traumas, as críticas à sociedade, o tom irónico, tudo isto vai tornando a série mais pesada.

A luta contra todos, mas sobretudo consigo próprio é o motor da vida de Macho-Alfa, mas não há super-herói sem vilão e neste final a luta vai ter que acontecer entre os dois e as revelações são tão duras que vão levar a uma violência muito maior do que aquela a que assistimos nos três primeiros volumes. Não queremos adiantar muito mais, para não comprometer a vossa leitura. Apenas podemos acrescentar que este final não deixa de surpreender e de chocar ao mesmo tempo.





Novidade: já está em pré-venda o nono volume da série Edenszero


Com data de entrega prevista a 16 de Fevereiro, já está em pré-venda na Distrito Manga, o volume nove da série Edenszero, de Hiro Mashima.

A sinopse:

Depois de deixarem para trás os problemas com a Madame Kurenai, a tripulação da EDENS ZERO vê-se perante um novo inimigo: o temido Drakken Joe.

Fascinado pela lendária nave, ele prepara-se para a reclamar como sua — juntamente com todos os tesouros que possa esconder. E, à semelhança de Shiki, também conta com uma tripulação poderosa.

Será que Shilki e os amigos vão conseguir vencer mais uma vez?






Novidade: Bertrand edita o primeiro volume da nova série "Elas"



A Bertrand acaba de lançar duas séries de banda desenhada para um público pré adolescente. Elas é uma delas, e o primeiro volume tem como título "A Miúda Nova". A autoria é de Kid Toussaint e Aveline Stokart.

A sinopse: 
A Ella parece ser uma adolescente como as outras. É uma miúda espirituosa e atraente que rapidamente se juntou a um grupo de amigos na escola nova.

Acontece que a Ella não é apenas uma rapariga. Será que alguém suspeita de que ela é mais do que isso? É que a Ella tem CINCO personalidades, cada uma com a sua cor de cabelo, e nem todas lá muito amigáveis…







terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Novidade Nuvem de Letras: A Guerra de Tróia em versão recontada para adolescentes

 


Quando vimos a edição desta história "A Guerra de Tróia", editado pela Nuvem de Letras, para além da capa e do título, despertou-nos a atenção os seus desenhos e ilustrações, e também por ser uma nova versão desta história como apresentada e contada.

É um título para os mais novos, mas que também gostámos e recomendamos aos mais velhos numa livraria perto de si ou em EBOOK!

Autores: Nicolas Schuff (argumento) e Mariana Ruiz Johnson (Ilustrações)

A história 

A Guerra de Troia narra um dos maiores conflitos bélicos da mitologia grega, causado pelo rapto de Helena, a esposa do rei de Esparta. Reis poderosos e guerreiros lendários, todos eles ajudados por deuses magníficos, defrontaram-se durante 10 anos. Nicolás Schuff, tantas vezes distinguido pelo seu talento, reconta-nos esta história inesquecível através de uma narrativa clara e emocionante. Mariana Ruiz Johnson, ilustradora premiada, é quem dá vida a este cenário inesquecível.

Uma história intemporal que nos convida a refletir sobre as consequências e o peso das escolhas de cada um de nós.






A nossa leitura de El Diablo, de Alexis Nesme e Lewis Trondheim - edição A Seita

 


Parece que as opiniões sobre este livro se dividem e ainda bem. A arte é coisa que não se discute. Há quem goste e quem não goste. Como se diz, se todos gostássemos do amarelo, o que seria do azul? Adiante. Já tínhamos tido um feedback muito positivo por parte do Miguel Cruz que leu a versão original deste "El Diablo", de Alexis Nesme e Lewis Trondheim, opinião que publicámos aqui em Dezembro de 2025. 

Agora foi a nossa vez de ler este livro (editado em Portugal pel' A Seita) que desde logo despertou a nossa curiosidade pelo Marsupilami que aparece logo na capa. Criámos portanto, grandes expectativas e estas foram correspondidas em certa medida, mas houve um senão.

Para começar fomos logos atraídos pela capa, de que gostámos muito, tal como todo o visual do livro, desde os desenhos às cores utilizadas. Visualmente é mesmo muito agradável, com algumas pranchas arrebatadoras. Todavia quanto ao argumento esperávamos um pouco mais ou então não é para a nossa faixa etária porque por vezes a linguagem parece ser demasiado simplista e mais adequada aos mais jovens. Não que isso seja errado, achamos que devem existir bons livros de BD para os mais jovens e este, de aventuras, poderá vir a atrair novos leitores para a nona arte. Resumindo, neste argumento faltou-nos aqui um "je ne sais quoi" para que estivesse ao nível do desenho.

Apesar de tudo, foi uma leitura muito prazeirosa e embora o Marsupilami não seja tido como o protagonista da história, no fundo não deixa de o ser, pois a sua presença é uma constante e a forte ligação espiritual que se estabelece entre ele e o jovem José é algo mágica e especial, quase como se fossem irmãos gémeos. Sentem e sofrem as emoções um do outro. 

Claro está que há os vilões da história, neste caso protagonizados pelo Capitão Santoro e a sua sede de ouro. A história passa-se no século XVI, na América do Sul e José é um grumete do galeão comandado por Santoro, que está em busca do El Dorado. O fim dos mantimentos levam à decisão da tripulação comer José, mas felizmente avistam uma terra desconhecida o que o leva a escapar-se da morte por um triz. É nessa terra que José é acolhido pelos índios Chahuta e é também aí que vai conhecer esse animal tão incrível e estranho, o Marsupilami.

Sendo um livro fora de colecção, não deixa de ter referências conhecidas dos fãs de Marsupilami, como, por exemplo, o nascimento da Palômbia.

Apesar de esperarmos um nadinha mais do livro, é verdadeiramente bonito e a história acaba por se ler num ápice.






segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

A opinião de Miguel Cruz sobre "Rei Sen Pacifique - tome 1 e 2", de Olivier Speltens


No segundo semestre de 2025 foi publicado o tomo 2 de Rei Sen Pacifique, da autoria de Olivier Speltens e editado pela Paquet. Speltens é um autor que se desenvolveu na linha editorial da Paquet, focado no desenho de aventuras quer giram em torno de automóveis ou aviões. Esta visão é naturalmente redutora, porque Speltens é um autor com uma evidente profundidade narrativa, e uma notória preocupação pela documentação das suas histórias, para além de ser dono de um desenho bonito, detalhado e agradável.

Em Rei Sen, o autor consegue uma qualidade narrativa, quer no argumento, quer nos diálogos, quer no equilíbrio entre narração e diálogo, quer no ritmo, quer, finalmente, na sequência narrativa, de elevado nível. É verdade que a história pode não interessar todos, mas é interessante, credível e com uma perspetiva diferenciadora.

Daisuke, piloto japonês é a personagem central, e toda a história é baseada não apenas no seu relato, na sua perspetiva, mas na sua experiência durante o período da guerra do Pacífico. No tomo 1 conhecemos o jovem Daisuke (e alguns dos seus colegas, nomeadamente Kenji, seu amigo de infância e vizinho de juventude), logo após a sua incorporação na força aérea, sem convicção nem particulares conhecimentos, como muitos outos jovens. 

Estacionados numa ilha do Pacífico, começando por tarefas atacantes associadas à tentativa de invasão de Port Moresby, e ao longo do tempo transitando para tarefas defensivas, os jovens pilotos japoneses vão passando de uma perspetiva de invencibilidade e de curta duração da guerra, para uma perspetiva mais pessimista, com dúvidas sobre os comunicados do exército imperial. A falta de recursos, as operações intermináveis e o cansaço vão pesando.

No tomo 2, penúltimo da trilogia, o cansaço agrava-se, os rostos conhecidos vão desaparecendo e os erros acumulam-se, levando Daisuke a exceder-se, ser ferido, e voltar ao Japão. Após um breve período de contacto familiar, Daisuke, apesar de jovem, torna-se instrutor de aspirantes pilotos, mas com prazos limitados de formação, pois há uma guerra a combater.

Este tema da preparação dos pilotos é central nesta interessante série, desenvolvida na perspetiva de um japonês. Uma história romanceada, mas em que se nota uma preocupação com a contextualização histórica e com a correção cultural. O desenho é excelente, detalhado, tudo é bem documentado e credível, garantindo uma leitura fácil, agradável e memorável. 

Pela minha parte, aguardo com interesse a publicação do tomo 3 e a conclusão desta série. Sabemos qual o desenlace da guerra do Pacífico, mas vale a pena saber o que acontece a Daisuke.