quarta-feira, 17 de junho de 2026

Novidade Presença Comics: o segundo volume Diários de uma Apotecária saiu hoje!


Foi lançado hoje o segundo volume da série de manga, "Diários de uma Apotecária", pela Presença Comics. Neste episódio, Maomao continua a sua vida no palácio imperial como apotecária e provadora de comida, mas quando a consorte Lihua adoece gravemente, terá de recorrer a todo o seu conhecimento para lhe salvar a vida. Apesar da oposição das damas da corte, consegue diagnosticar corretamente a doença e eliminar o veneno, estranhamente escondido nos aposentos da consorte. Entretanto, aproxima-se o grande banquete da primavera, cheio de intrigas e perigos ocultos. Durante a preparação, Maomao descobre uma tentativa de envenenamento nos pratos servidos aos nobres.

Entre segredos e conspirações, a jovem reforça a sua reputação como astuta observadora do palácio imperial.

Festival BD de Beja 2026: os autógrafos

Voltamos a recordar que o Festival de BD de Beja continua a decorrer até ao próximo domingo, dia 21.

Ainda temos algumas coisas para vos mostrar, sendo que hoje são alguns dos autógrafos que vários autores nos fizeram.

Os autógrafos pela ordem são de:

Luís Louro, Joana Afonso, Philippe Girard (2 imagens), Thomas Ott, Luckas Iohanathan, Susa Monteiro, Rod, Benjamin Bachelier e Beatriz Brajal (vencedora do Prémio Geraldes Lino 2026)














terça-feira, 16 de junho de 2026

Novidade d' A Seita - Heksa, a Bruxa é mais um título da nova colecção Âmbar que publica obras de BD de autores polacos

 


Esta é uma das três obras já editadas pel' A Seita, integradas na coleção Bursztyn | Âmbar, dedicada à banda desenhada polaca contemporânea.

Heksa: A Bruxa, foi apresentada no Maia BD, com a presença dos autores Katarzyna Witerscheim e Xulm. Esta banda desenhada obteve o Grande Prémio do Festival Internacional de Banda Desenhada e Jogos, de Lódz, em 2022.

A sinopse:

Nikiszowiec, uma vila da Silésia, na Polónia da década de 1920. Um dia, a sedutora Pelagia entra na loja gerida pelo jovem Alojz, como um raio de sol místico... Os moradores da vila vão rapidamente cair sob o seu feitiço: alguns admiram-na, outros cochicham entre si que ela está secretamente a praticar bruxaria...

A presença desta "Heksa", esta bruxa, vai influenciar não só a vida do apaixonado Alojz, mas também toda a comunidade local, e até mesmo inspirar um novo movimento artístico influenciado pelo ocultismo.





Concurso de Banda Desenhada de Alpiarça aceita trabalhos até 5 de Outubro


A Câmara Municipal de Alpiarça e a Associação Tentáculo já lançaram o Concurso de Banda Desenhada, o qual se relaciona com a 4.ª edição do Festival de Fanzines & Banda Desenhada de Alpiarça, o qual se realiza este ano entre 20 e 22 de Novembro.

Este Concurso de Banda Desenhada (BD) é uma iniciativa que fomenta a criatividade e a partilha de estórias e é dirigido aos jovens de todo o território nacional. Os concorrentes são desafiados a contar uma estória entre duas a quatro páginas, utilizando a linguagem típica da banda desenhada. Encoraja-se  o recurso ao desenho e/ou outras técnicas de expressão artística analógica ou digital (ex.: fotografia, pintura, colagem, etc.) e o texto escrito em Língua Portuguesa.

O tema da edição de 2026, é livre e haverão vários escalões:

1º Escalão - dos 6 aos 13 anos

- 1º Prémio - 75€ (voucher de compras)

- 2º Prémio - 50€ (voucher de compras)

- 3º Prémio - 25€ (voucher de compras)

2º Escalão - dos 14 aos 21 anos

- 1º Prémio - 150€ (voucher de compras)

- 2º Prémio - 100€ (voucher de compras)

- 3º Prémio - 50€ (voucher de compras)

Os membros do júri irão selecionar um conjunto de trabalhos para serem publicados no fanzine intitulado “Alzine” e para uma exposição pública durante o Festival, na Biblioteca Municipal de Alpiarça. Poderão ser entregues menções honrosas, caso o júri assim o decida, sem prémio monetário associado. Caso os trabalhos enviados não tenham a qualidade mínima, o júri poderá decidir não atribuir prémios.

 As bandas desenhadas devem ser produzidas em A4 vertical, a cores ou a preto e branco. Os trabalhos devem ser digitalizados com scanner (JPEG ou PDF, tamanho A4 com resolução mínima de 300 dpi) e enviados para o e-mail da Associação Tentáculo até ao dia 5 de outubro de 2026 (associacaotentaculo@gmail.com).


Novidade Ala dos Livros: volume 14 encerra a excelente série O Mercenário, com o título O último dia


Com este 14.º volume, a Ala dos Livros encerra esta excelente série de Vicente Segrelles, que é um verdadeiro hino à fantasia e à ilustração.

Nestas páginas, narradas em prosa e com 24 ilustrações a página inteira, descobriremos o que aconteceu ao pérfido Claust, qual será o fim do País das Nuvens Permanentes e o que acontecerá aos nossos amigos do Mosteiro da Cratera. Uma história emocionante, ao sabor das histórias antigas e um grande fim para uma colecção com mais de 35 anos de existência, que marca a história da Banda Desenhada de fantasia e da ilustração.

Como suplemento, em homenagem à origem desta banda desenhada, este álbum inclui ainda uma história curta de dez páginas com o título “A Evidência”.

Obra-prima da banda desenhada de fantasia, “O Mercenário” é uma série essencial que ressurge numa edição última, revista e aumentada.





segunda-feira, 15 de junho de 2026

Novidade Distrito Manga: o décimo volume de Edenszero


E chegamos ao Livro 10! As aventuras espaciais de Shiki e da tripulação da Edens Zero continuam a uma velocidade emocionante. Com mensagem e assinatura exclusivos do autor Hiro Mashima para os leitores portugueses!

Rebecca e Happy apressam-se rumo a Belial Gore com um «remédio» para salvar Weisz, que foi baleado. No entanto, durante o caminho, ambos acabam capturados por Sylph, a guerreira do vento. Ao mesmo tempo, Sylph e o seu irmão Jin colocam-se no caminho de Shiki e Homura… O confronto com o «Alquimista das Trevas» torna tudo ainda mais intenso. Mas o grupo ainda não faz ideia de que as «trevas» do inimigo são muito mais aterradoras do que poderiam imaginar. O que irá acontecer?






Novidade Arte de Autor: Apenas o silêncio, de Colin e Guérineau - uma adaptação da obra de R. J. Ellory, é uma boa surpresa!

 


A Arte de Autor surpreendeu-nos no último dia da Feira do Livro de Lisboa com esta novidade: Apenas o Silêncio, com argumento de Fabrice Colin e desenhos de Richard Guérineau, uma obra adaptada a partir do romance de R. J. Ellory. A complexidade das emoções e o negrume da narrativa são aqui transpostas da escrita de Ellory para a banda desenhada.

Já aqui havíamos falado desta obra em 2023, através da opinião de Miguel Cruz da versão do livro em francês. Podem ler a crítica aqui

A sinopse:

Augusta Falls, pequena cidade da Geérgia, 1939. A seguir à eclosão da guerra e à morte do pai, o homicídio inexplicável e particularmente atroz de várias meninas vem perturbar o pequeno mundo de Joseph Vaughan. Um dia, encontra o cadáver mutilado de uma das suas colegas de turma. E isso é apenas o início. Os homicídios multiplicam-se; pouco a pouco, o cerco aperta-se, as pessoas que ele amava desaparecem... Há um Mal insondável em acção...

Anos mais tarde, quando o caso parece finalmente deslindado, Joseph instala-se em Nova Iorque. Mas depressa a macabra contagem recomeça. O jovem parte então à descoberta desse assassino que o assombra desde sempre. 




A nossa leitura do primeiro volume de A Sombra das Luzes, de Alain Ayroles e Richard Guérineau - edição Ala dos Livros

 


Já conhecíamos o excelente trabalho de Alain Ayroles, com "O Burlão nas Índias", também editado pela Ala dos Livros. Chegou agora a vez de lermos o primeiro volume da série "A Sombra das Luzes", aqui com desenhos Richard Guérineau, quando entretanto a editora já publicou o segundo volume. No total serão três.

Alain Ayroles leva-nos a conhecer a trajetória do cavaleiro de Saint-Sauveur, uma personagem cuja voz emerge através de cartas descobertas posteriormente, transformando o álbum numa espécie de arquivo ficcional do século XVIII.

Na narrativa Saint-Sauveur surge como um vilão pela forma como se mostra manipulador, oportunista e pela ausência de quaisquer escrúpulos morais. Ao acompanhar o conteúdo das suas cartas, vamos dando nota não só da sua personalidade, como um retrato simbólico dos vícios da sociedade naquela época. Ou seja, a partir de uma certa altura começamos a ver Saint-Sauveur a representar simbolicamente uma ordem social marcada pela desigualdade, pelo privilégio de uns e desgraça de outros e pela hipocrisia.

Aliás o título não poderia ser melhor. A Sombra das Luzes. Pois por baixo das aparências, da riqueza, do luxo, do puritanismo e da decência, mostra-se toda a parte obscura que está por baixo. A falsidade, a traição, as intrigas, a decadência, a corrupção. 

A acompanhar esta narrativa, um desenho muito bem conseguido e expressivo, de rigor histórico, desde os cenários, interiores, vestuário, etc. Leva-nos eficazmente a mergulhar nos ambientes e atmosfera da época e da narrativa.

É uma obra elegante e rica, que continuaremos a seguir, para ver onde nos leva este jogo de vigarices, de luz e de sombra.





domingo, 14 de junho de 2026

Novidade d' A Seita: o sexto volume de Gannibal


Já está disponível o sexto volume da série Gannibal, editada pel' A Seita. Originalmente publicado na revista de mangá seinen Weekly Manga Goraku, Gannibal foi recentemente adaptado para uma série de imagem real na Disney +, e o seu décimo volume foi nomeado para o Prémio de Melhor Série do Festival de Angoulême de 2023.

A sinopse:

Desde a alvorada da humanidade que o canibalismo nos acompanha, como uma sombra alternativa da civilização. E embora pareça ter desaparecido, muitos pensam que está apenas escondido e esquecido...

Chegámos a meio desta saga, um dos melhores thrillers do mangá atual! Daigo Agawa, o polícia e protagonista da história, aproxima-se cada vez mais da resolução do mistério que circunda a vila de Kuge, a da família Goto e do passado do seu chefe. Serão os Goto canibais ou não? Vamos finalmente conhecer o propósito das crianças presas?




BDs da estante - 690: Ultimate: Demolidor & Elektra, de Rucka e Larroca - edição Devir

 


Uma história da Marvel editada pela Devir em 2005. 

Ela é filha de um diplomata e tem cinturão negro, mas estará preparada para a maior aventura da sua vida, quando conhece o jovem cego Matt Murdock, estudante de direito e secretamente o herói conhecido como Demolidor.


sábado, 13 de junho de 2026

Novidade: A adaptação para novela gráfica da obra Pátria, de Fernando Aramburu, será apresentada amanhã na Feira do Livro



Amanhã, o escritor Fernando Aramburu estará na Feira do Livro de Lisboa, para o lançamento da adaptação para novela gráfica do seu romance "Pátria", acompanhado pelo ilustrador Tony Feizula.
A edição é da ASA e o lançamento decorrerá às 17h30 na Praça da Leya.

A sinopse:

No dia em que a ETA anuncia o abandono das armas, Bittori dirige-se ao cemitério para contar junto do túmulo do seu marido, o Txato, assassinado pelos terroristas, que decidiu voltar para a casa onde viveram. Poderá conviver com aqueles que a perseguiram antes e depois do atentado que transformou toda a sua vida e a da sua família? Poderá saber quem foi o encapuzado que num dia chuvoso matou o seu marido, quando voltava da sua empresa de transportes? Por mais que chegue às escondidas, a presença de Bittori irá alterar a falsa tranquilidade da terra, sobretudo da sua vizinha Miren, amiga íntima noutros tempos, e mãe de Joxe Mari, um terrorista preso e suspeito dos piores receios de Bittori. O que aconteceu entre essas duas mulheres? O que é que envenenou a vida dos seus filhos e dos seus maridos tão unidos no passado? Com as suas angústias disfarçadas e as suas convicções inquebrantáveis, com as suas feridas e as suas valentias, a história incandescente das suas vidas antes e depois do estouro que foi a morte do Txato, fala-nos da impossibilidade de esquecer e da necessidade de perdão numa comunidade desfeita pelo fanatismo político. Toni Fejzula adapta num impressionante romance gráfico, com um estilo narrativo visual e artístico sem comparação possível, um dos romances mais importantes do panorama literário atual.

Festival BD de Beja: 21 anos, que bela IDADE ou "Onde a tradição ainda é o que era"



INFORMALIDADE - AMIZADE - DIVERSIDADE - OPORTUNIDADE - NOVIDADE - QUALIDADE - PONTUALIDADE - TENACIDADE - FELICIDADE - SAUDADE

Passada uma semana do arranque do XXI Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, impõem-se fazer aqui um balanço, mesmo depois de já termos lido várias opiniões de quem também lá esteve.

Todos temos tendência para fazermos comparações, neste caso entre festivais, que agora já são vários. Porém, chegamos à conclusão que não há que comparar o incomparável. Se todos os festivais fossem iguais, nem sequer fazia sentido existirem. A vantagem que cada um oferece são as suas próprias características que os diferenciam. E este ano sabemos do que estamos a falar, pois estivemos no IlustraBD, na Comic Con, no Coimbra BD, no Maia BD e agora em Beja. Já nem falando na Feira do Livro de Lisboa, que não é propriamente um festival, mas tem também bastantes eventos atractivos relacionados com a banda desenhada.

Por isso, e após alguma reflexão, vamos tentar dar a nossa opinião focando-nos apenas no que aconteceu em Beja, embora cientes de todas as questões que se levantam, com a existência de tantos eventos próximos, que por vezes são penalizadores ao nível de público, porque não dá para ir a todas e houve muita gente este ano a optar por um festival em detrimento de outro.

Voltemos a Beja. Sim, porque voltar a Beja é sempre um prazer. Somos sempre bem acolhidos, seja por toda a equipa do festival, seja pelo mítico Hotel Bejense. 

21 anos - que bela IDADE!

O Festival de Beja tem características únicas que nenhum outro consegue replicar: a INFORMALIDADE. Participar no Festival de Beja é como ir para um encontro de amigos. E foi muito por isso que, apesar de algum cansaço nesta altura do ano, não quisemos faltar. Prevaleceu a AMIZADE. Esta reunião de amigos tem a particularidade de passarmos o dia a falar línguas diferentes. Temos uma conversa em francês, pouco depois estamos já a dar uns toques no espanhol, voltamos ao português, e seguimos para o inglês. 

E isso leva-nos a outra característica do Festival de Beja: a DIVERSIDADE. Diversidade de estilos, de experiência e de proveniência. Ali podemos ter o prazer de falar com autores veteranos, com uma sólida carreira, como podemos estar à conversa com quem ainda está a dar os primeiros passos na nona arte. A multiplicidade de estilos oferece excelentes obras de arte para todos os gostos e um dos grandes aspectos positivos deste festival é dar lugar aos mais novos, dar-lhes a OPORTUNIDADE de apresentarem os seus trabalhos, como é o caso de Beatriz Brajal, que ganhou este ano o Prémio Geraldes Lino ou Inês Louro que esteve na residência literária em Bruxelas (ambas numa das fotos). A propósito, o Festival este ano apresentou uma NOVIDADE que foi a abertura do terraço da Casa da Cultura para acolher o Interstício - Mercado da Auto Edição. O habitual mercado do livro funcionou no local habitual, coordenado pela Maria João e pelo Manuel da Cult. 

O que todos têm em comum é a QUALIDADE. É inegável a qualidade dos trabalhos expostos, dos artistas convidados. Este ano o "cartaz" parecia inicialmente um pouco mais fraco que o habitual, mas os autores que lá estiveram provaram o contrário, bem como as concorridas filas para os autógrafos. Este ano uma palavra para a enorme qualidade dos concertos desenhados, que foram memoráveis e sobre os quais já aqui falámos esta semana.

Com uma programação intensa no primeiro fim de semana, como é costume, não podemos deixar de falar na tradicional PONTUALIDADE. Já se tornou um ex libris do Festival, termos o Paulo Monteiro a apontar para o relógio, para as sessões terminarem e darem lugar a outras. Quanto a nós, tivemos o prazer de apresentar um painel com o autor brasileiro Luckas Iohanathan e assim ter ficado a conhecer melhor a sua obra. Claro que também assistimos a outros painéis, como o do Thomas Ott, o do Philippe Girard e o da apresentação do terceiro e último volume de CoBrA: Operação Conacri, editado pela Ala dos Livros.

Uma palavra para Paulo Monteiro, de apreço pelo seu trabalho e de gratidão pelo convite em participar, quer num dos painéis, quer com a redacção de um texto para a revista Splaft! E as palavras de agradecimento estendem-se a toda a sua equipa, que com grande TENACIDADE continuam a fazer omeletes sem ovos e a conseguir pôr este evento de pé. A FELICIDADE que sentem ao fazer o que fazem, transparece e contagia.

Por último, a SAUDADE. Que trazemos de Beja e que nos faz querer voltar no ano seguinte e que contagia os estrangeiros, que não conhecendo a palavra nas suas línguas, ficam a conhecer o sentimento que os marcou.

Obrigado Festival de Beja e até para o ano! Mas atenção que as exposições ainda podem ser visitadas até dia 21 de Junho.