segunda-feira, 20 de abril de 2026
Novidade Prime Books: Vasco Parracho lança uma banda desenhada dedicada aos Magriços
domingo, 19 de abril de 2026
A nossa leitura de "A nossa voz!", de Nora Däsnes - edição Nuvem de Letras
A Nuvem de Letras tem vindo a editar boas novelas gráficas para faixas etárias mais jovens e esta é uma delas. "A nossa voz!", é da mesma autora norueguesa, Nora Dåsnes, de outra obra editada também pela Nuvem de Letras, como o título "Um coração, dois caminhos". Ambas as obras têm obtido vários prémios e distinções. Aliás este "A nossa voz!" alcançou o Prémio UNICEF de Literatura Juvenil 2025 e reencontra personagens do livro anterior.
A personagem principal é Bao, uma jovem estudante que fica revoltada quando percebe que vão abater a floresta que fica junto à escola, para construir um parque de estacionamento. Apoiada pelas suas duas melhores amigas e depois por um número maior de colegas, vai lutar com todas as suas forças contra esse ataque urbanístico, organizando mesmo uma vigília na floresta, em protesto, para chamar a atenção da comunicação social para tema.
Bao faz-nos lembrar um pouco a Greta Thunberg, pelo seu ativismo juvenil e pelos seus alertas no que diz respeito às alterações climáticas. A verdade é que ela nos ensina muito sobre o que está certo e o que está errado e se calhar, devíamos dar mais ouvidos aos mais jovens a quem vamos deixar o planeta pior do que estava quando nascemos.
Pelo meio da luta ambientalista a que assistimos na história, há todas as outras facetas de uma jovem pré-adolescente: as zangas com a mãe, as dores de crescimento e crises de identidade, as primeiras paixões.
É um livro muito completo, bem estruturado, contado e desenhado. E no final há conselhos para os mais jovens que queiram agir em prol da preservação ambiental e não só. Ensinam as várias formas dos mais jovens conseguirem ter voz, o que vem dar mais força ao título da obra.
BDs da estante - 682: História de O, de Guido Crepax - edição Marginália
Eis um autor que é um nome histórico da BD italiana, Guido Crepax (1932-2003), que se destacou pela forte carga erótica das obras que criou ou adaptou. Criador da célebre Valentina, Crepax adaptou aqui a obra literária de Pauline Réage, que retrata um mundo de impressionante submissão, na Paris da década de 30 do século XX. Só para adultos!
A edição é da Marginália, ano 2005.
sábado, 18 de abril de 2026
A nossa leitura de "Alix Senator 13 - O Antro do Minotauro" - edição Gradiva BD
O Antro do Minotauro, 13.º volume da série Alix Senator é a continuação do anterior, "O Disco de Osíris". Conforme temos vindo a falar sobre esta série, estamos no ano 11 a.c. e aqui o Alix é já um veterano, com mais de cinquenta anos. Mas a idade mais madura não o impede de estar sempre no centro de intrigas e conspirações e a sua vida é tudo menos serena.
Neste volume, Alix e os seus companheiros prosseguem em busca da Atlântida, dirigindo-se para o arquipélago de Thera. É aí que vão encontrar sombrios vestígios do templo do Minotauro, o qual já tinha sido explorado pelo senador quando era jovem.
Porém, e como nada é fácil e linear na vida de Alix, o barco onde seguiam é apanhado por uma tempestade e acabam por encontrar refúgio numa ilha de piratas onde as coisas não correm pelo melhor. O que sentimos neste álbum e já vínhamos a sentir é que nesta fase de Alix, as relações, os conflitos e as intrigas têm evoluído de forma progressiva e nota-se a fragilidade do herói a ganhar terreno. O seu poder diminui e as alianças que tinha estabelecido começam a deteriorar-se. Portanto, algumas decisões suas, que julgava que o levariam para um caminho, acabam por vezes por não o levar onde ele queria. E por vezes quem ele considerava leal, vai dar mostrar do contrário. É por isso que dizemos que encontramos nestes últimos volumes, um Alix cada vez mais frágil, que não encontra paz em lado nenhum.
Continuaremos a seguir com interesse esta saga do heróis criado por Jacques Martin e que hoje em dia tem Valérie Mangin responsável pelo argumento, com desenhos de Thierry Démarez, pois é uma bela viagem pela antiguidade.
Novidade: O Fantasma da Ópera, pelos irmãos Brizzi - uma excelente co-edição A Seita e Arte de Autor
A sinopse:
Estão a ocorrer eventos sobrenaturais na Ópera: o grande lustre desaba durante uma representação, matando um espectador; um assistente de palco é encontrado enforcado... A direcção é obrigada a encarar os factos: um fantasma, ou um homem maquiavélico chamado Erik, está a assombrar o teatro. Alguns afirmam ter visto o rosto deformado deste indivíduo, que parece ser desumano. Pouco depois, os directores da Ópera recebem uma exigência de 20.000 francos por mês de um certo "Fantasma da Ópera", que também insiste que o camarote número 5 lhe seja reservado.
Nos bastidores da ópera, o Visconde Raoul de Chagny está apaixonado por Christine, uma jovem cantora de ópera. Mas não suporta ouvi-la a falar com outro pretendente misterioso, com uma voz melancólica e fantasmagórica...
sexta-feira, 17 de abril de 2026
A opinião de Miguel Cruz sobre "Soeurs des Vagues", de Mikäel e Roulout e "Off", de Renard, Tollet e Vizzanova
Soeurs des Vagues
Das BDs melhorzinhas que tive a oportunidade de ler nestes últimos tempos. Uma BD de Tristan Roulot (argumentista, entre outras obras, de Hedge Fund) e de Mikäel que o/a leitor/a poderá conhecer de Bootblack e de Harlem, ambos publicados em Portugal.
Soeurs des Vagues é um one shot muito bem imaginado pelo duo de autores, que situa a história em 1914, na costa do Canadá, numa vila onde existe um farol, e que a inicia com um naufrágio, numa noite em que um problema fez com que o farol não funcionasse. Um marinheiro louro, de olhos azuis e tatuado, ferido agarra-se a uma rocha, olha para cima e vê várias mulheres com aspeto ameaçador…desmaia.
William vai ser salvo, alojado no único “albergue” da vila, onde praticamente só vivem mulheres, com exceção do faroleiro, particularmente obeso, e de alguns miúdos. Os homens da vila dedicam-se à pesca, e estão ausentes – aliás demorando mais tempo do que o previsto, o que traz algumas das mulheres particularmente apreensivas, a começar pela professora primária, uma outsider, grávida de um dos pescadores.
Entretanto chegam à vila duas personagens ameaçadoras e armadas, que andam a investigar o desaparecimento de alguns veleiros de transporte de bebida clandestina. Será que algumas das mulheres viu um marinheiro louro e tatuado.
A filha do faroleiro, uma jovem de descendência caribenha, por parte da sua mãe, particularmente rebelde, tem vindo a preparar, às escondidas um pequeno navio a vapor, com o qual pretende sair daquele local que odeia, para ir procurar as suas raízes. William descobre o segredo da jovem e promete ajudá-la. O grupo de mulheres da vila sonha apenas em ganhar dinheiro para construir uma fábrica de conservas que permita manter a vila viva e com menos risco para os seus homens.
Estes são os ingredientes desta BD inteligente, em que as personagens são realistas, bem caracterizadas, os diálogos são lógicos, as reações das personagens também. O ritmo dos acontecimentos vai-se acelerando ao longo das páginas, uma espécie de desastre anunciado, mas de contornos inesperados.
O desenho é muito bom, ágil, movimentado, as personagens facilmente reconhecíveis, expressivas e com pranchas excelentes de caracterização da fúria dos elementos. Desenho muito detalhado que ajuda bastante o desenrolar deste thriller amargo.
Top. Top. Top. Para mim, aqui fica como recomendação de leitura obrigatória para quem gosta de BD, as aventuras de William, Ekilda, Velma, La Jacques, Bessie e Elbe (as 5 mulheres da capa), entre outras. Editado pela Lombard.
Mafalda na Netflix em 2027 - uma alegria para fãs do mundo inteiro
Já aqui tínhamos falado em 2024, quando foi anunciado, que a Mafalda chegaria à Netflix, com uma série de animação, dirigida pelo conceituado José Campanella, realizador argentino vencedor de um Óscar em 2010.
O que agora é novidade é que a Netflix anunciou que a série chegará finalmente em 2027 e foi revelada uma primeira imagem, com Mafalda sentada no chão ao telefone.
Recordamos as palavras do realizador, durante um evento organizado pela Netflix, em 2024: "Mafalda e seus amigos não só me fizeram rir muito, mas de vez em quando, me mandavam para o dicionário. E cada nova palavra que eu aprendia vinha com a recompensa de uma nova risada".
"Sonhamos que aqueles de nós que se dedicaram a ela desde a primeira hora possam compartilhá-la com nossos filhos, e mesmo que haja coisas reservadas apenas para adultos, todos podemos rir alto como uma família, e por que não, ir ao dicionário de vez em quando."
Coimbra BD: a uma semana do Festival Coimbra BD são muitos os autores já confirmados
Estamos a uma semana do Coimbra BD e esta edição vai reunir vários autores e ilustradores nacionais e internacionais.
Entre os autores confirmados destacam-se, a nível nacional, Daniel Maia (autor do cartaz desta edição), Luís Louro, Ricardo Cabral, Osvaldo Medina, Raquel Costa, Susana Resende, João Mascarenhas, Filipe Abranches, André Carrilho, Vasco Parracho, Duarte e Henrique Gandum, Kachisou, entre outros.
Do panorama internacional, participam nomes como Ángel de la Calle, Marcello Quintanilha, Pierre-François Radice e Anna Poszepczyńska.
O festival integra várias exposições, entre as quais “Mãos Dadas”, de Marcello Quintanilha, “Entre a BD e a Ilustração”, de Kachisou, “Butterfly Chronicles”, de João Mascarenhas, “Distopias e Metamorfoses: Os Clássicos Ilustrados”, de André Carrilho, “Rattlesnake”, de João Amaral, “Tales from Nevermore”, de Pedro N. e Manuel Monteiro, “25 Mulheres”, de Raquel Costa, e “Retrospetiva” de Daniel Maia.
Como sempre haverá o espaço das editoras que contará com a presença de entidades como a Dr. Kartoon, Ala dos Livros, A Seita, Arte de Autor, Escorpião Azul, Editorial Divergência e Saída de Emergência, além de uma área de merchandising dedicada ao universo da cultura pop.
Mas são muito mais os atractivos do Coimbra BD, há cinema, concursos de cosplay, actividades dedicadas aos jogos de tabuleiro e à cultura pop, área Kids & Family, espaço Gaming e área de Artists’ Alley com mais de 60 artistas.
O Coimbra BD 2026 decorre no Convento São Francisco entre as 10h00 e as 20h00 na sexta-feira e no sábado (24 e 25 de Abril), e entre as 10h00 e as 18h00 no domingo (26 de Abril). A entrada é gratuita. A programação e produção do festival é da responsabilidade da GuessTheChoice e a organização da CM de Coimbra.
quinta-feira, 16 de abril de 2026
Novidade: Iguana lança o primeiro livro de Wandson Lisboa, "O Cão Invisível"
Esta novidade da Iguana chega a 27 de Abril. Trata-se do primeiro livro de Wandson Lisboa, que aqui escreve sobre um cão especial capaz de curar a tristeza.
A sinopse:
Todos os dias, um homem percorre o bairro com uma trela vazia na mão. Uns acham-no estranho, outros sentem pena — ninguém imagina o que ele realmente vê: o cão invisível que o acompanha desde a perda que o marcou.
Mas quando um menino descobre a silhueta luminosa desse cão, algo extraordinário acontece. Pela primeira vez, todos conseguem ver aquilo que estava escondido. E é nesse momento que o invisível se despede, libertando o homem da tristeza que o mantinha preso ao passado.
No dia seguinte, um cãozinho real vem ao seu encontro, e a comunidade transforma-se com este novo começo.
Uma história sensível e luminosa sobre solidão, empatia e o poder curativo de ser verdadeiramente visto.
Comic Con Portugal: a uma semana do início estes são os 10 nomes confirmados na área da banda desenhada
Há para todos os gostos. Estamos a uma semana da Comic Con em Sta. Maria da Feira e são 10 os nomes confirmados e anunciados, no que toca a presenças de artistas na área da banda desenhada. Bastien Vivès, Jérôme Lereculey, Victor Pinel, Alicia Jaraba, Frank Miller, Jason Aaron, John Romita Jr., Daniel Henriques, Miguelanxo Prado e Rita Alfaiate estarão disponíveis para autógrafos junto dos seus fãs.












































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