sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Novidade Nuvem de Letras: Os Smurfs em dose dupla com dois novos volumes

Depois do primeiro e segundo volumes terem sido publicados em 2025, a 7 de Setembro sairão mais dois volumes da colecção "Somos os Smurfs". "Sempre a prontos a ajudar!" e "Cheios de coragem!" são os dois novos títulos e tal como os anteriores, cada volume tem três histórias de banda desenhada para os mais novos. Cada um inclui uma secção final onde pais e educadores podem explorar cada tema com os mais pequenos.

Sempre prontos a ajudar! - Três aventuras em banda desenhada que exploram questões como ter medo, sentir-se trapalhão e ser um apaixonado por comida. Na aldeia dos Smurfs todos lidam com os problemas do dia a dia e envolvem-se constantemente em trapalhadas! É o Medricas, que tem demasiado medo de tudo. E o Trapalhão, que por causa da enorme falta de jeito se mete em imensos sarilhos. E o Guloso, cujo amor por comida faz com que o Gargamel capture o Grande Smurf e outros habitantes. Irão os Smurfs escapar a tanta confusão?

Cheios de coragem! - Três aventuras em banda desenhada que exploram questões como bullying, ser educado e gostar de partilhar. Na aldeia dos Smurfs é hora de celebrar ou… talvez não! O Escultor deixa toda a gente de mau humor graças ao comportamento rude e egoísta. O Engenhocas está sempre pronto para ajudar os vizinhos, mas, quando ninguém lhe devolve as ferramentas que emprestou, todas as obras param. E o Gargamel está de volta! Será que os Smurfs vão ter coragem para lidar com tudo isto?






O Fórum Fantástico de 2026 decorre de 9 a 11 de Outubro

 


De 9 a 11 de Outubro a Biblioteca Orlando Ribeiro, em Telheiras, irá acolher mais uma edição do Fórum Fantástico. O evento é organizado pela Épica e pela Associação Elemento e conta com o apoio das Bibliotecas de Lisboa e da Junta de Freguesia do Lumiar. 
O Fórum Fantástico é um festival nacional do fantástico, da literatura à banda desenhada, da ilustração ao cinema, videojogos, teatro e muito mais.

Novidades Devir: Monster 8 e Naruto 64 chegam com novos volumes a 17 de Setembro!

Alegrem-se os fãs destas séries, pois a 17 de Setembro chega o volume 8 de Monster e o volume 64 de Naruto. Os dois livros já se encontram em pré-venda no site da editora.

Quanto a Monster:  Nina, que permaneceu em Praga com o objetivo de recuperar as suas memórias de infância, recupera finalmente toda a sua memória.

e sobre Naruto: Kakashi fica perturbado ao descobrir que o suposto falecido Uchiha Obito é na verdade o homem por detrás da máscara.






quinta-feira, 3 de setembro de 2026

A opinião de Miguel Cruz sobre "Brian Bones, détective privé – T. 6: Mustang", de Rodolphe e Linthout e "Dortmunder – Bank Shot ", de Wetlake, Iglesias e Headline

 


Brian Bones, détective privé – T. 6: Mustang

Várias vezes tenho pensado se Brian Bones não será para mim, no universo BD, uma espécie de “Guilty Pleasure”. Se calhar a série não merece o destaque, é “muito carros”, vrruuum, vruumm, um humor detectivesco muito cínico e razoavelmente negro. Mas o que é certo é que cada tomo que leio me agrada e diverte. Sou fâ de ambos os autores desde há muitos anos. Desde que Rodolphe escreveu Trent ou Les Écluses du Ciel; desde que Georges Van Linthout desenhou Twins ou Lou Smog.

O sexto volume de Brian Bones, editado pela Paquet reforça a identidade da série, como seria de esperar para quem conhece a linha editorial: um policial leve, descontraído e profundamente marcado pela cultura automóvel clássica. Desta vez, Brian Bones sonha com um Ford Mustang à venda por apenas 1500 dólares, um preço irresistível, mas totalmente fora do seu alcance. A oportunidade surge quando a antiga proprietária do carro é suspeita de rapto de uma criança, e Bones, acompanhado do inseparável Jo, se vê envolvido numa investigação que rapidamente ultrapassa o simples fascínio mecânico. O Mustang torna se assim o centro narrativo de uma história que mistura humor, nostalgia, estrada e um caso humano que exige sensibilidade.

Rodolphe constrói uma intriga simples, mas eficaz, fiel ao tom da série: diálogos leves, ritmo fluido, personagens simpáticas e uma narrativa que nunca pretende reinventar o policial, mas sim oferecer uma leitura agradável e acessível. A história é contada com mão de mestre, mesmo não sendo surpreendente.

O desenho de Georges Van Linthout é outro dos pilares do álbum. Van Linthout traz para Mustang o seu traço realista, claro e narrativo, que privilegia a legibilidade e a atmosfera. O Ford Mustang, como todos os clássicos em todos os tomos, é representada com rigor documental e carinho pelo detalhe: linhas, cromados, interiores tudo tratado com precisão que agradará aos amantes de carros clássicos. As personagens são expressivas, com humor subtil e gestualidade natural, e os ambientes retro oficinas, estradas, bares, garagens recriam uma América estilizada, nostálgica, mas credível. A cor de Stibane, luminosa e quente, reforça o tom bem-disposto e descontraído da série.

Ok, “guilty pleasure”! Ainda hoje creio que tenho um corgi-toys Mustang, branco, estofos castanhos, que levantava o capot e permitia ver o motor. Enfin…





Dortmunder – Bank Shot 

Com desenho de Jesús Alonso Iglesias (o mesmo de “O Fantasma de Gaudi” – Levoir, 2018 e de “Judee Sill” de que aqui falei – Dupuis, 2023), e o texto de Doug Headline, Dortmunder é mais uma adaptação para BD de um thriller noir de Donald Westlake (tal como “Parker” – sim Westlake e Richard Stark são (desculpem, eram) a mesma pessoa).

O protagonista, John Dortmunder, ladrão profissional, mas particularmente azarado, recebe de Kelp um plano aparentemente infalível (eh eh eh!): roubar um banco que, por motivos logísticos, foi temporariamente instalada numa “casa móvel”. A ideia é simples (novamente eh eh eh!) neutralizar os seguranças, pôr a “banca sobre rodas” e desaparecer com o dinheiro. Estamos na década de 70, e estes planos ainda faziam algum sentido.

Naturalmente, nada corre como previsto. A narrativa transforma o golpe perfeito numa sucessão de contratempos, equívocos e improvisações, mantendo o leitor num equilíbrio delicioso entre o suspense e o riso, de tanta estupidez ou como antigamente eu ouvia muito, quando era jovem, e fora de Lisboa: “tendência asinina”. 

A BD é propositadamente retro, e esta é a sua aposta, para além de uma história absurda, divertida e povoada de gente incompetente (mas empenhada!). 

O desenhador simplifica o desenho, apresenta-o nervoso e ágil, com linhas limpas, enquadramentos clássicos e uma paleta de cores pop que reforça o ambiente retro. O desenho não procura ser puramente realista, tal como o texto privilegia a comédia das situações: privilegia a expressividade, o ritmo e a legibilidade, criando um universo visual que combina policial, comédia e nostalgia.

A arte serve sobretudo a narrativa fluida, clara, com boa gestão de espaços e uma mise en scène que valoriza tanto os momentos de tensão como os de humor, bem como as interações entre as personagens, que funcionam muito bem. É um álbum que se lê com claro prazer visual.

Dortmunder – Bank Shot é uma boa adaptação, divertida e visualmente coerente de um clássico de Donald Westlake. O humor, a ironia e o sabor dos anos 1970 estão bem presentes, sustentados por um desenho retro que reforça a identidade da obra. Esta BD editada pela Dupuis não pode ser apresentada como revolucionária ou particularmente inovadora, mas também não o pretende ser e cumpre plenamente o que promete entregar: um polar burlesco, leve, eficaz e com personagens irresistivelmente azaradas.


A nossa leitura do primeiro volume de "Diários de uma Apotecária" - edição Presença Comics

 


Não conhecíamos esta série de anime, pelo que o nosso primeiro contacto com Diários de uma Apotecária foi através da edição do primeiro volume, pela Presença Comics. Já saíram entretanto os volumes dois e três, mas por agora vamos apenas falar no volume inaugural.

Para já podemos dizer que nos agradou e que vamos continuar a seguir esta série. Claro está que o primeiro volume ainda soube a pouco, tendo em conta que se trata ainda de uma introdução ao universo e à protagonista, sendo-nos mostrado o cenário e pequenos mistérios, permitindo-nos perceber progressivamente como Maomao (a protagonista) pensa e como funciona a corte no palácio imperial.

A história leva-nos ao coração do palácio imperial, onde intrigas políticas e segredos mortais se cruzam. Maomao, uma jovem apotecária especialista em ervas, venenos e medicina, é forçada a servir como criada na corte e quer permanecer sem dar nas vistas. Porém, o destino troca-lhe as voltas e acaba por se ver no centro de uma investigação.

Tudo começa quando Maomao percebe que os filhos do imperador estão misteriosamente doentes e  utiliza os seus conhecimentos para descobrir a causa. A sua intervenção chama a atenção de Jinshi e acaba por levá-la a uma posição mais próxima das intrigas da corte.

Maomao é uma personagem muito interessante e que cativa o leitor porque se destaca pelo raciocínio lógico, curiosidade e conhecimento de venenos e medicamentos. É também uma rapariga pragmática e que, ao contrário de outras jovens mulheres, enfrenta sem problemas situações que normalmente provocariam medo ou repulsa.  Tudo isto acontece num ambiente luxuoso, mas marcado por hierarquias rígidas, intrigas, competição e perigo. 

Neste primeiro volume a relação entre Maomao e Jinshi ainda está pouco definida. São duas personagens muito diferentes e os seus primeiros contactos são ainda muito tensos, mas ao mesmo tempo com algum humor. Jinshi percebe a jovem Maomao possui capacidades muito superiores às que aparenta, e ela não cede nem ao charme nem ao estatuto do homem que goza de uma certa importância e destaque no Palácio.

Como referimos acima, vamos querer continuar a seguir esta série e ver como evoluem as relações entre Maomao e Jinshi e também entre a protagonista e as mulheres do Imperador.




Novidade Ala dos Livros: Blast - a segunda e última parte da obra magistral de Manu Larcenet está para breve!

 


Com data de publicação prevista para 8 de Setembro, está aí o segundo volume integral (e último) de Blast, editado pela Ala dos Livros e obra maior de Manu Larcenet.

Sinopse: 

Polza Mancini, ainda sob custódia policial após a morte de uma jovem, relata as suas memórias na busca desesperada pelo Blast, "a explosão" aqueles momentos mágicos que o transportam para outro lugar, bem como as suas estadias em hospitais psiquiátricos, os seus terrores e pesadelos...

O segundo e último volume integral daquela que é por muitos considerada como a obra-prima de Manu Larcenet, uma obra artística exemplar, Blast, não deixará ninguém indiferente.

Primeiro, pela sua forma: quatro álbuns publicados em Portugal em dois volumes integrais densos, sombrios e trágicos, repletos de humanidade transbordante e selvajaria fascinante. Depois, pelas suas qualidades gráficas e narrativas excepcionais que o tornam uma rara preciosidade editorial.

Este segundo integral encerra, com rara mestria no argumento, a viagem de um homem cativante.

Uma conclusão contundente que deixa o leitor sem palavras. BLAST, a obra mais pessoal e que muitos consideram a obra maior de Manu Larcenet - (“O Relatório de Brodeck”, “A Estrada”…) é uma história grandiosa, sombria e dura, carregada de um humanismo comovente.



quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Novidade Devir: Já está disponível o sexto volume de "Boa noite, Punpun"

 


O sexto volume da série de mangá "Boa noite, Punpun", já saiu, para felicidade dos fãs desta série. A autoria é de Inio Asano e a edição da Devir.

Sinopse:

Aiko e Punpun estão finalmente juntos.
Os dois viajam em direção à terra prometida na infância, mas algo de terrível do seu passado é revelado. Juntos terão que superar o que aconteceu, mas será que conseguem?
Punpun, e se não houver nada a fazer?





Novidade Casterman: Flocons - um livro intimista e comovente sobre o luto e o amor no seio de uma família

 


Flocons é uma das novidades da Casterman nesta rentrée. É da autoria de Marc Lizano de Silki. Trata-se de uma história familiar intimista, sobre o luto e o amor que une os membros de uma família.

A sinopse:

Sabendo que está condenado, um homem decide escolher o dia e as circunstâncias de sua morte. A sua esposa opta por acompanhá-lo. Eles irão adormecer ao frio e na neve, abraçados uma última vez no meio dos Pirineus. Quando os corpos são encontrados, os filhos — um irmão e uma irmã — juntos, iniciam uma jornada que marcará o começo de seu luto, entremeada por lembranças felizes em flashback que permitirão aos leitores compreender quem eram os falecidos...

"Flocons" é um relato familiar intimista que fala da morte, mas sobretudo do amor que atravessa a vida dos pais e dos filhos. Um melodrama tecido como um bordado delicado pelo argumentista Marc Lizano e ilustrado com sensibilidade pela desenhadora coreana, Silki.




Novidades: São cinco as novidades do grupo editorial Penguin Random House

Setembro é frutuoso em novidades e na Penguin Random House não é excepção, uma vez que serão lançadas, nos próximos dias, várias novidades de banda desenhada e ilustração. Os primeiros três que aqui apresentamos podem ver que já têm a chancela própria - Penguin, títulos que habitualmente teriam a chancela da Iguana. Falamos de "Mar de Rosas" - uma fotonovela de Tomás Sousa; "Não aguento, Snoopy!", da colecção Peanuts; e "Que sorte a minha", de Christian Watson. 

Temos ainda "Tudo no máximo", editado pela Nuvem de Letras e o primeiro volume de "The Kiss Bet", como o título "Aposta no amor".  

Como habitualmente havemos de falar com maior detalhe sobre cada um destes livros.





terça-feira, 1 de setembro de 2026

Novidade FA Editora: Mangá Ansorojimanga, de Nan Ninka No Chosha já está disponível em várias lojas ou plataformas online

 


O Mangá Ansorojimanga, de  Nan Ninka No Chosha é a última novidade editada pela FA Editora e já está disponível em várias lojas ou plataformas online, e diretamente em: https://linktr.ee/faeditora

Ansorojimanga chega sob a assinatura coletiva de Nan Ninka No Chosha, que representa vários autores, apresentando vinte e duas histórias de uma ou duas páginas cada e em diferentes estilos ou géneros mangá.

A história

Ansorojimanga,  por Nan Ninka No Chosha, significa literalmente "Antologia Mangá por Vários Autores" e apresenta-se exatamente assim! Esta obra é uma celebração da banda desenhada de inspiração japonesa, com mangás dentro dos seus vários estilos, reunindo diferentes criadores num projeto único.

O livro oferece um número dinâmico de histórias, navegando por múltiplos géneros como ação, drama, comédia e romance. Cada história traz um traço e um universo novos, garantindo uma leitura surpreendente e acessível. Num momento, podemos ser transportados para combates dinâmicos ou comédias do quotidiano e no momento seguinte, confrontamo-nos com reflexões profundas, ficção científica ou romances delicados.




FICHA TÉCNICA:

Título: Ansorojimanga

Autor: Nan Ninka No Chosha

Edição: FA Editora

Páginas: 46

PVP Livro: 14,90€ 

PVP Ebook: 4,99€ 

Género: Mangá



A nossa leitura de Um Quadrado de Céu, de Joana Afonso e Susana Moreira Marques - edição Os Livros de Oeiras

 


Um Quadrado de Céu - ou como escrever um livro sobre Caxias, é uma obra de banda desenhada que conta com desenhos de Joana Afonso e argumento de Susana Moreira Marques, com edição de Os Livros de Oeiras.

A obra resgata memórias de várias pessoas que lutaram contra a ditadura e foram presas por isso. O elo de ligação entre essas pessoas vai ser a protagonista da história, uma escritora que quer escrever sobre o tema, mas que se encontra com dificuldade de dizer alguma coisa que não tenha ainda sido dita. Nas suas pesquisas, entrevista antigos prisioneiros de Caxias e juntos fazem visitas ao local. E é assim, pelos olhos deles, que ficamos a conhecer as suas histórias e aquela que é uma das principais prisões políticas do Estado Novo. Afinal, quem melhor para contar o que lá se passou, senão quem vivenciou na pele a falta de Liberdade?

Portanto, o que este livro traz de diferente é que embora aborde um tema histórico, não constitui nenhum relato dos acontecimentos. Através de uma narrativa mais humanizada, e da memória de antigos presos políticos, ficamos a conhecer, de uma forma simples e acessível, uma época de ditadura, marcada pela repressão. Tudo isto ilustrado com os desenhos característicos e muito expressivos da Joana Afonso.

A escolha de nos dar a conhecer uma parte do nosso passado, através de experiências individuais, dá-nos uma maior noção da realidade e da importância de recuperar e preservar memórias, para suscitar a reflexão de que a Liberdade é um bem precioso.