segunda-feira, 1 de junho de 2026

Feira do Livro: Os primeiros dias foram muito animados para os fãs de banda desenhada

Nunca nos lembramos de tantas iniciativas ligadas à banda desenhada, na Feira do Livro de Lisboa, e isso deve-se à aposta das editoras, com destaque para a ASA, que tem vindo a trazer autores estrangeiros ao evento.

Para além das já habituais sessões de autógrafos, houve cinco apresentações que não podemos deixar de destacar. Ora vejam:

No primeiro dia, 27 de Maio, participámos no Encontro de BDéfilos, que reuniu divulgadores de banda desenhada e livreiros e onde se falou das novidades da ASA para os próximos meses (e sobre as quais falaremos esta semana);

No dia seguinte, 28 de Maio, foi a vez da apresentação das obras do autor Amazing Ameziane relacionadas com o cinema, como é o caso de Quentin por Tarantino (2024) e Spielberg, que acabou de sair;

No dia 29 de Maio tivemos o privilégio de entrevistar precisamente esse autor Amazing Ameziane, que a seguir esteve disponível para uma sessão de autógrafos; Nesse mesmo dia decorreu uma apresentação sobre a novela gráfica Ginseng Roots, de Craig Tompson;

Dia 31 de Maio decorreu uma animada conversa sobre banda desenhada e sobre as obras da Arte de Autor, com a editora Vanda Rodrigues, a Alexandra Sousa do Juvebêdê, o João Oliveira  (Na Cama com os Livros) e Silvéria Miranda. 

Ao final da tarde do mesmo dia, foi apresentada a novela gráfica "Caderno de Memórias Coloniais", de Isabela Figueiredo e Júlia Barata (edição da Caminho).

Logo à noite, o autor Philippe Girard, estará a dar autógrafos pelas 20h30 e a apresentação do seu livro "O Príncipe dos Pássaros de Alto Voo", decorrerá no dia 3 de Junho, às 19h30.








Dia Mundial da Criança: 10 sugestões de leituras para os mias novos!


Hoje assinala-se o Dia Mundial da Criança e com a Feira do Livro de Lisboa a decorrer, não podemos deixar de recomendar uma visita com as crianças, pois há inúmeras actividades dedicadas aos mais pequenos, para além da vastíssima oferta de livros infantis e juvenis.

Deixamos aqui 10 boas sugestões de leituras para crianças e jovens, com temas diversos e estilos diferentes.













domingo, 31 de maio de 2026

Novidade: Três Irmãs, de Anna Poszepczynska - inaugura Âmbar, uma nova colecção editada pel' A Seita


 

Assistimos à apresentação deste livro no Festival Coimbra BD, mas só agora falamos dele. Trata-se de Três Irmãs, uma obra da autora polaca Anna Poszepczynska, o primeiro de vários livros de autores polacos, a editar pel'a A Seita, que integram uma colecção baptizada de Âmbar.

Aliás, podem aproveitar para conhecer um pouco mais sobre este projecto e sobre as obras da colecção, esta quinta-feira, 4 de Junho, pelas 15 horas, na apresentação que vai decorrer na Praça Laranja da Feira do Livro de Lisboa.

Voltemos à obra Três Irmãs. Já tivemos a oportunidade de espreitar o livro e é muito bom do ponto de vista visual e pela sinopse, já fomos atraídos para a leitura.

A sinopse:

Três irmãs vivem numa cidade pequena da Polónia. A mais nova, Dominika, está gravemente doente. Não fala nem anda, e precisa de ajuda todos os momentos da sua vida. As irmãs, Olza e Lena, tentam conciliar o trabalho com os cuidados que prestam 24 horas por dia a Domi. Um dia, surge a oportunidade de se mudarem para um centro de reabilitação. No entanto, as irmãs têm sentimentos diferentes sobre a perspectiva da mudança…

Um romance gráfico sensível, terno e terrivelmente realista, sem sentimentalismos, e que não julga os actos que nele decorrem.

Esta obra inaugura a colecção Bursztyn/Âmbar, que procura trazer para o nosso país o que de melhor se faz em BD na Polónia, numa parceria com a editora polaca Timof Comics e com o Festival Internacional de Comics de Łódź (ao abrigo do apoio à edição no âmbito do PRR).

Anna não gosta de escrever a sua biografia, mas diz que podem espreitar o seu Instagram: @flateel Nós podemos acrescentar que ela se licenciou em animação pela PJAIT Polish Japanese Academy of Computer Technology, onde hoje ensina, e que Três Irmãs, a sua primeira obra, venceu o prestigioso Orient Men Award (atribuído pelo Festival de Comics de Varsóvia) na categoria Prémio Revelação, em 2023.


BDs da estante - 688: Mafalda, de Quino - edição Teorema

 


Como amanhã é Dia Mundial da Criança, fomos buscar uma das crianças mais inteligentes e carismáticas da banda desenhada. Este livro é o terceiro volume de uma colecção editada há vários anos pela Teorema.

São 168 páginas de excelentes tiras desenhadas e escritas por Quino. Com o seu excelente humor e diálogos, que só surpreende quem não conhece Mafalda, a contestatária. 

sábado, 30 de maio de 2026

Feira do Livro: Amanhã terá lugar na Feira do Livro uma conversa sobre os livros da Arte de Autor

 


Alexandra Sousa do Juvebêdê, João Oliveira e Silvéria Miranda dos Livrólicos Anónimos, vão estar à conversa, amanhã, pelas 14 horas, na Praça Laranja da Feira do Livro de Lisboa, sobre as obras de banda desenhada editadas pela Arte de Autor. Apareçam!

A adaptação para novela gráfica, do "Caderno de Memórias Coloniais", de Isabela Figueiredo, será lançada amanhã, na Feira do Livro de Lisboa

 




Esta novidade da Caminho, será lançada e  apresentada amanhã, pelas 19 horas, na Praça Leya, na Feira do Livro de Lisboa.

Dez anos após a sua publicação pela Editorial Caminho, em 2015, Caderno de Memórias Coloniais regressa ao centro do debate, com uma nova versão ilustrada, fiel à sua vocação de expor cruamente o colonialismo português em Moçambique. Nesta novela gráfica, ilustrada por Júlia Barata, Isabela Figueiredo revisita o seu texto, aprofundando a reflexão sobre a sua infância e relação com o pai, enquanto reabre uma ferida da nossa história ainda em processo de cicatrização. Num tempo em que factos e vivências individuais são frequentemente questionados ou silenciados ao serviço de determinadas narrativas, esta obra interpela de forma direta a maneira como abordamos temas tão essenciais quanto o colonialismo, o racismo e a memória histórica.







sexta-feira, 29 de maio de 2026

A nossa leitura do sexto volume da série Sinais de Afeto, de suu Morishita - edição Distrito Manga



Continuamos a seguir com muito interesse esta série de manga, Sinais de Afeto, de Suu Morishita, editada em Portugal pela Distrito Manga.

Chegados ao sexto volume, já a série está um pouco mais madura, tal como o relacionamento entre Yuki e Itsuomi. Como em todos os relacionamentos que estão a começar, a par da paixão, temos a dimensão da confiança. Será que posso confiar nele(a)? E aqui sentimos isso muito, principalmente por parte de Yuki, tímida e inexperiente. Ela está cada vez mais apaixonada por Itsuomi, mas ainda é consumida por muitas dúvidas. Acresce a isso o facto de ser surda-muda e por isso tem de depositar nele uma dose de confiança acrescida, para lidar com muitas situações. Por outro lado temos um Itsuomi muito mais descontraído, mas com muita sensibilidade e paciência para lidar com as inseguranças da namorada. 

Neste volume o romance parece estar cada vez mais sólido e Itsuomi dá a conhecer a Yuki certos aspectos da sua vida que ela desconhecia, em especial a sua ligação à Alemanha e às suas viagens pelo mundo. Por isso esta parte da história nos pareceu um pouco mais tranquila e intimista, sem grandes reviravoltas, mais contemplativa. 

Há outras duas personagens em destaque neste volume, que são Oshi e Ema, ambos com sentimento de rejeição em relação aos dois protagonistas, uma vez que Oshi é apaixonado por Yuki e Ema apaixonada por Itsuomi. Embora sendo personagens secundárias, recebem um tratamento por parte dos autores com a mesma sensibilidade que é característica desta série. Portanto, a forma como tratam as emoções dos rejeitados é muito cuidada.

Quanto a Yuki e Itsuomi, com a relação a tornar-se cada vez mais forte e sólida, também a linguagem corporal se intensifica e é uma forma de comunicação muito forte, tendo em conta que Yuki não fala e portanto os gestos são aqui privilegiados.

A par deste argumento bonito, Sinais de Afeto apresenta visuais bonitos, suaves e delicados. Uma série que continuaremos a acompanhar e uma das nossas preferidas de manga, do momento.





Feira do Livro: ontem estivemos na excelente conversa com Amazing Ameziane, autor do livro "Spielberg"

Foi de facto um excelente final de tarde na Feira do Livro com a apresentação do livro Spielberg, editada pela ASA e da autoria de Amazing Ameziane, que esteve presente.

A conversa contou ainda com a presença Luis Saraiva, Rui Alves de Sousa, Sílvia Rizzo e Rui Pedro Tendinha, onde foram colocadas várias perguntas e com isso se entendeu, com as explicações do autor, a sua forma de trabalho e organização deste livro e dos outros que existem da colecção. 

Por isso é um livro obrigatório e hoje pelas 18h podem encontrar o autor a dar autógrafos no espaço da Leya na Feira do Livro.

Novidade Arte de Autor: As linhas que traçam o meu corpo, de Mansoureh Kamari, será apresentado na Feira do Livro de Lisboa


As linhas que traçam o meu corpo, de Mansoureh Kamari, é a mais recente novidade da Arte de Autor e trata-se de um álbum que lança luz sobre a opressão das mulheres no Irão. O livro será apresentado na Feira do Livro de Lisboa, no dia 13 de Junho, pelas 14h00, na Praça Azul.

A sinopse:

No Irão, segundo a lei islâmica, o pai de uma família é dono do sangue dos seus filhos e, por isso, não pode ser processado se prejudicar a sua descendência. Isto explica, em parte, a estrutura da sociedade iraniana, onde os homens detêm o poder absoluto, principalmente sobre as mulheres, com total impunidade. 

Mansoureh Kamari recorda a sua infância e adolescência sob este jugo masculino. Expõe os factos: as inúmeras proibições (rir, cantar, dançar, amar), a possibilidade de ser casada aos 9 anos, executada aos 15, depois de ter sido violada… Relata os repetidos abusos sexuais na rua, nos táxis, no consultório médico, na universidade… E o medo constante, a impotência, a incapacidade de controlar o seu próprio destino. Mas Mansoureh fugiu do Irão, conseguiu escapar a esta opressão permanente, e este álbum é também a história de uma metamorfose, a de uma mulher que reconquista a sua liberdade.




quinta-feira, 28 de maio de 2026

A nossa leitura de "Um Feiticeiro de Terramar", de Fred Fordham (adaptação do original de Ursula K. Le Guin) - edição Relógio D'Água

 


Que bela surpresa foi esta leitura. Esta novela gráfica, editada pela Relógio d'Água, é uma adaptação do original "Um Feiticeiro de Terramar", de Ursula K. Le Guin. A adaptação esteve a cargo de Fred Fordham, que já conhecíamos de outras adaptações como "Admirável mundo novo", "O Grande Gatsby" e "Mataram a Cotovia". 

E dizemos bela surpresa porque, não conhecendo o original, fomos cativados pela história, que nos remeteu para vários universos. Este "Um Feiticeiro de Terramar", tem um universo próprio, mas em momentos distintos fez-nos recordar um pouco Harry Potter, O Senhor dos Anéis ou A Guerra dos Tronos. 

Estamos, portanto, perante uma reinterpretação visual de um clássico de fantasia que acompanha a história de Ged desde o seu nascimento. Ged é um jovem humilde, órfão de mãe, que vive com o seu pai, ferreiro de profissão. É dotado de grande poder mágico que ainda não sabe bem como controlar, nem tem bem a noção da sua capacidade. É num momento crítico em que salva a sua aldeia, que lhe é reconhecido poder e é enviado para aprender com os melhores. 

Porém, ainda na fase da aprendizagem, sempre que Ged é movido por sentimentos como o orgulho ou a ambição, as coisas não lhe correm bem e há um dia que liberta uma sombra maligna que passa a persegui-lo. 

A partir daí começa a sua aventura de tentar reparar o que fez de mal e arte numa viagem em que vamos assistir também ao seu crescimento interior. Na verdade o principal tema desta novela gráfica é o crescimento psicológico de Ged. É uma reflexão sobre identidade, equilíbrio interior e responsabilidade e acima de tudo de aceitação pessoal.

É uma obra muito bonita, filosófica e contemplativa, que a par da acção também tem pausas e silêncios que permitem ao leitor ter espaço para reflectir.

Do ponto de vista visual, acompanha bem essa beleza e a alternância entre momentos mais tensos e dramáticos, com momentos mais calmos, conseguindo, com a utilização da cor, bons contrastes entre a luz e a sombra. Não pudemos deixar de apreciar as paisagens vastas, que ajudam a intensificar a solidão e o isolamento do protagonista.





Novidade Ala dos Livros: Os Antepassados Perdidos é o nono volume da série O Mercenário, de Vicente Segrelles

 



Obra-prima da banda desenhada de fantasia, “O Mercenário”, de Vicente Segrelles, é uma série essencial que ressurge numa edição última, revista e aumentada, editada em Portugal pela Ala dos Livros. A publicação dos álbuns não tem sido sequencial, mas a colecção está quase completa, como a Ala dos Livros prometeu. O mais recente é o nono volume, intitulado "Os Antepassados Perdidos", que parecem autênticas pinturas!

A sinopse:

Nan-Tay e o Mercenário envolvem-se numa busca exaustiva pelos antepassados da jovem guerreira. Para isso, lançam-se numa viagem que os levará a descobrir os descendentes da cidade de Atlântida, os quais, oriundos do planeta Geos, vieram para a Terra, onde se estabelecerem como colonos e desenvolveram uma avançada cultura que permaneceu isolada durante vários milénios.

Nesta sua fascinante e perigosa aventura, o Mercenário viajará da Espanha da época da Reconquista e das lutas religiosas para o continente americano dos Maias, onde se reencontrará com alguém que não esperava voltar a ver.






quarta-feira, 27 de maio de 2026

Novidade: A Raposa Malvada é um livro divertido, de Benjamin Renner e uma nova aposta da Arte de Autor

 


Esta obra de Benjamin Renner, A Raposa Malvada, foi premiada em Angoulême e é uma nova aposta da Arte de Autor, num registo de humor, para todas as idades.

A sinopse:

Perante um coelho tolo, um porco jardineiro, um cão preguiçoso e uma galinha temperamental, uma raposa magricela tenta encontrar o seu lugar como predador dominante. 

Apercebendo-se da ineficácia dos seus métodos, ela desenvolve uma nova estratégia. A sua solução: roubar ovos, criar os pintainhos, assustá-los e comê-los. Mas o plano corre mal quando a raposa descobre um instinto maternal...