quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

A opinião de Miguel Cruz sobre "American Parano - Tome 3: Manhattan Trauma", de Bourhis e Varela

 

American Parano - Tome 3: Manhattan Trauma

Já aqui tive oportunidade de falar sobre os dois primeiros tomos de American Parano, que constituíam uma primeira investigação, em San Francisco, com argumento de Hervé Bourhis e desenho do argentino Lucas Varela.

Este terceiro tomo, como o seu nome indica, assinala uma mudança da nossa protagonista, Kim Tyler, para a Nova York de 1968, onde deverá servir de peça central na segurança do candidato presidencial Bob Cavendish. O candidato é abatido a tiro logo nas primeiras páginas, pelo que fica já claro que este é mais uma tarefa em que as coisas não correm bem a Kim, como sempre especialista em arranjar inimigos e em se meter em alhadas das grossas.

Este one shot é essencialmente baseado na história dos Kennedy e, portanto, não há grandes surpresas de contexto. Esse facto, aliado a um “negrume” absoluto da narrativa, faz com que este não seja, de todo, o melhor álbum da série ou, pelo menos, o mais agradável de ler. Mas Bourhis esconde, nesta narrativa, um conjunto de sinais associados a uma crítica às elites políticas e empresariais norte-americanas, aos apoios às candidaturas, às teias de interesses essenciais para uma eleição, e creio poder dizer com segurança que a sua crítica social não é contida na década de 60 ou 70.

A partir do momento em que encontramos Kim a coordenar a segurança de Cavendish, e este é assassinado, a restante BD é passada a recordar todos os passos que foram percorridos entre a chegada de Kim a Nova York e aquele ponto, passando pela descoberta da existência de um bebé (quem é o pai?), pela sua relação com a família Cavendish, e as suas interações com o diretor de campanha, já para não falar das tentativas de capturar um assassino de leste (visível na capa), contratado para várias tarefas ao longo daqueles poucos dias.

O desenho de Varela vai respirando cada vez melhor neste universo. Um estilo de desenho semi-realista, com um estilo chamativo, contrastando o negro com cores chamativas, por vezes rígido, mas propositadamente e de uma forma que resulta numa clareza e agradabilidade de leitura. A protagonista veste-se sempre da mesma maneira, com um impermeável detectivesco que chama a atenção, e tem uns olhos de um azul profundo, chamativos e que se destacam na composição de página. Um estranho, inabitual, mas agradável equilíbrio entre um estilo fantasista e um contexto realista.

Editado pela Dupuis, American Parano é uma daquelas séries difíceis de classificar, mas que, talvez até por isso, ao se destacar de uma narrativa de mistério ou de detetives clássica, tem tido sucesso, tem conseguido chamar a atenção. A leitura deste tomo 3 deixa-nos um gosto amargo na boca, e não será dos três o mais interessante, talvez porque “despachar” uma história com tantas pistas, tantos acontecimentos, tantos “caminhos a desenvolver” num único tomo, constitui um exercício mais complexo do que fazê-lo em dois tomos. Escolhas editoriais. Mas, de todo, não dei por perdido o meu tempo de leitura.



Novidade ASA: o álbum premiado Ulysse & Cyrano - uma história de amizade e de bondade, editado em Fevereiro


Chega às livrarias no dia 17 deste mês, pelas mãos da ASA e é talvez um dos livros que mais esperávamos, possivelmente influenciados pela crítica do Miguel Cruz (que já publicámos aqui) e pelo sucesso que teve no mercado francês. Ainda para mais tem a participação de Xavier Dorison no argumento, autor que nos habituou a obras de qualidade. O outro argumentista é Antoine Cristau e o desenho é de Stèphane Servain.

A sinopse:

Para Ulysse Ducerf, a matemática dificilmente o entusiasma, mas é impossível fugir dela quando lhe é prometido um futuro brilhante: a École Polytechnique e um dia assumir a cimenteira da família. Este é o desejo do pai de Ulisses, porém este é surpreendido por graves acusações: 10 anos antes, a sua empresa teria participado no esforço de guerra alemão. A família instala-se na Borgonha, onde Ulisses conhece um homem rude e reservado. O choque é imediato: Cyrano e a excelente culinária mudarão a vida de Ulisses para sempre...

Esta história culinária na França dos Anos 30 gloriosos irá aguçar o apetite dos leitores ao mesmo tempo que coloca questões tão necessárias quanto universais: o que é o prazer e a amizade? Onde está a realização... e como podemos alcançá-la?


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Novidade: As Sisters é uma nova série juvenil de banda desenhada editada pela Bertrand

 


As Sisters, da autoria de William (desenho) e Cazenove (argumento) é uma nova série de banda desenhada para um público mais jovem, editada pela Bertrand. O primeiro volume, que já está nas livrarias, tem como título "Irmãs à força".

A sinopse:

A Wendy é uma pré-adolescente que tem muitos amigos e um namorado que adora. A sua vida parece espectacular, mas há um pequenino problema: tem também uma irmã mais nova. Pois, é a Marina, que é uma chata e não a larga!

A Wendy só quer falar com as amigas sobre rapazes, arranjar-se para sair e que a deixem em paz. Já a Marina sonha em estar sempre com a mana mais velha e saber tudo o que ela faz.

EM CADA PÁGINA, UMA NOVA HISTÓRIA!

Descobre a nova série AS SISTERS, que conta a vida e as aventuras hi-la-ri-an-tes de duas miúdas como tu, entre ataques de choro, brigas, abraços apertados e muitas gargalhadas!







Novidade ASA: "Um livro esquecido num banco", um livro há nossa medida, já se encontra disponível

 


Mesmo a tempo do Dia dos Namorados, um livro cheio de paixão... também pelos livros! Uma obra de Jim (argumento), com desenhos de Mig, e que acaba de ser lançada pela ASA.

A Sinopse:

Camélia está sentada num banco. Ao seu lado, encontra-se um livro lá pousado, abandonado. Ela começa a folheá-lo. No interior do livro, uma palavra, pela mão de um desconhecido, convida-a a levá-lo…

Em sua casa, Camélia descobre que algumas palavras parecem estar rodeadas, formando frases… O desconhecido diz sentir-se entediado com a sua vida quotidiana, sonhando com uma vida amorosa intensa e desconcertante, como só se lê nos romances. “Mas quantos de nós não sonham com uma vida igual à dos romances?” Camélia rodeia seis palavras em resposta: “nós”, “somos”, “dois”, “você”, “e”, “eu… E volta a pousar o pequeno livro sobre um banco…

Na época das mensagens de telemóvel e dos ebooks, “Um livro esquecido num banco” é uma história encantadora entre dois apaixonados por livros… Uma conexão epistolar terna e cativante, em contracorrente do mundo digital contemporâneo.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Novidade A Seita: A chegada do Pongo é o segundo volume de O Corvinho

 


Os heróis também foram crianças e o Corvo não é exceção! Este é o segundo volume da série infantil O Corvinho, de Luís Louro, que tem como título A Chegada do Pongo. Uma colecção que faz as delícias dos mais pequenos, mas também dos mais crescidos, especialmente os fãs dos livros de banda desenhada do herói Corvo.

A sinopse:

Descobre a infância de Vicente antes de se tornar o maior (e único) super-herói de Lisboa. E neste segundo livro de história do Corvinho, tudo começa com aquilo que muitos acham que é uma praga típica da cidade: os pombos! E acaba, talvez, com uma lagarta que vai proporcionar uma bela lição!







Novidade Arte de Autor: Perigo na Casa da Falésia é o novo título de Hercule Poirot, da colecção Agatha Christie

 


A Arte de Autor prossegue com a colecção de adaptações dos romances de Agatha Christie para banda desenhada.

Perigo na Casa da Falésia, é mais uma história com Hercule Poirot como protagonista e conta com argumento de Frédéric Brémaud e desenho de Alberto Zanon.

A sinopse:
Uma magnífica casa empoleirada numa falésia da Cornualha, é propriedade de Nick Buckley, uma mulher jovem e alegre que parece precisar de ajuda. Ela convidou amigos para passar alguns dias em sua casa, mas várias tentativas de a matar marcam a estadia. Quando um tiro parece er sido disparado contra a jovem no jardim de um hotelvizinho, onde Hercule Poirot e o capitão Hastings estão hospedados, o detective belga não consegue evitar intervir e pôr ema acção as sua «pequenas células cinzentas». Quem pode ter algo contra a bela Menina Buckley? E por que razão a quereria eliminar? Com o seu talento único, Poirot vai vasculhar as vidas complexas dos hóspedes da Casa da Falésia para revelar uma série de Mentiras.








segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Exposição: Inaugurou hoje uma nova exposição na livraria Cult - desta vez dedicada aos 25 anos do Menino Triste

 

O Menino Triste, de João Mascarenhas, celebra, em 2026, 25 anos de idade. Motivo mais do que suficiente para a realização de várias iniciativas comemorativas. O primeiro evento é inaugurado hoje e consta numa exposição, na Livraria Cult, de 34 desenhos originais da série D'Après... da autoria de vários artistas.

Mais um bom motivo para visitarem a Cult.



O fenómeno "Dan da Dan" chega a Portugal em festa - Grande evento dia 17 de Fevereiro na Fnac do Colombo / Devir


Dan da Dan, um dos maiores fenómenos mundiais da mangá da actualidade (terceira colecção mais vendida no Japão, atrás de One Piece e Jujutsu Kaisen, está quase a chegar a Portugal.

E para assinalar o lançamento do 1.º volume (nas livrarias a partir de 16 de Fevereiro), a editora DEVIR promove uma acção especial na FNAC Colombo, em Lisboa, no próximo dia 17 de fevereiro, a partir das 16h00.

Mais do que um lançamento editorial, esta iniciativa, com o apoio de Daivid Jones, foi pensada para criar um momento de encontro com a comunidade mangá, reunindo fãs de todas as idades, num ambiente descontraído, participativo e festivo.

O evento contará com a presença dos contagiantes cosplayers Vins (como Momo) e Hantzie (como Okarun), promovendo a interação com o público, sessões de fotografia e participação ativa nas dinâmicas do evento, contribuindo para uma experiência mais imersiva.

Aproveitando o espírito do Carnaval, o público é convidado a participar caracterizado ou em cosplay, inspirado no universo Dan Da Dan ou noutras personagens do imaginário mangá e anime, tornando o evento ainda mais visual, divertido e imersivo.

Criada por Yukinobu Tatsu, Dan Da Dan é hoje um verdadeiro fenómeno global. Com mais de 10 milhões de exemplares vendidos e presença constante nos rankings japoneses, foi o 3.º mangá mais vendido no Japão em 2025, imediatamente a seguir a One Piece e Jujutsu Kaisen - igualmente publicados em Portugal pela DEVIR. Um feito que confirma o impacto comercial e cultural da série numa indústria altamente competitiva.

O sucesso de Dan Da Danresulta de uma combinação irreverente e acelerada, um traço visual explosivo e uma abordagem contemporânea que cruza ação, humor, romance, ficção científica e sobrenatural, rompendo com fórmulas tradicionais do shonen.

A história:

Dan Da Danacompanha Momo Ayase, uma estudante que acredita em espíritos, e Okarun, um colega introvertido obcecado por extraterrestres. Após um desafio para provarem as suas crenças opostas, ambos descobrem que o sobrenatural e os aliens existem —e coexistem de forma caótica e perigosa. Momo desperta poderes psíquicos depois de um encontro com seres extraterrestres, enquanto Okarun é amaldiçoado por uma entidade espiritual, adquirindo capacidades físicas extraordinárias, mas ficando preso a uma maldição. 

Juntos, os dois protagonistas enfrentam ameaças cada vez mais bizarras e violentas, numa narrativa que combina ação explosiva, humor irreverente, terror e uma tensão emocional constante, definindo desde os primeiros capítulos o tom único e imprevisível da série.




domingo, 8 de fevereiro de 2026

Novidade: Vem aí o quarto volume da série "O verão em que Hikaru morreu"


Sairá ainda este mês o quarto volume da série "O verão em que Hikaru morreu", de Mokumokuren e editado pela Presença Comics.

Sinopse:

Um mistério inexplicável, uma amizade inesperada. Que segredos estarão por revelar neste verão inesquecível?

O Yoshiki confronta-se finalmente com a dura realidade: o «Hikaru» já não é a pessoa que outrora conheceu. Ainda assim, decide continuar ao lado dele, já que, de forma inesperada, se tornaram amigos. No entanto, a verdadeira identidade deste impostor permanece um mistério… até para o próprio. A investigação dos rapazes leva-os à biblioteca, em que descobrem uma pista inquietante sobre os acontecimentos misteriosos da região. Entre registos antigos e lendas esquecidas, surge o nome de uma entidade tão enigmática quanto temível. Será que estão, por fim, mais perto da verdade?

À medida que exploram o passado, percebem que tudo à sua volta pode mudar de forma imprevisível... e que este verão jamais se repetirá.

BDs da estante - 672: Augusto Cid - O cavaleiro do cartoon, de Luís Humberto Marcos - Edição ASA e Museu da Imprensa


Este livro, de 2004, foi editado pela ASA, numa co-edição com o Museu da Imprensa. O Presidente da República, já falecido, Jorge Sampaio (1939-2021), escreveu isto sobre o cartoonista Augusto Cid (1941-2019):

“Augusto Cid é um dos nossos cartoonistas mais editados, com uma forte componente política no seu trabalho. Habituámo-nos a ver, na imprensa, os seus desenhos humorísticos e satíricos, que põem em causa políticos e os seus actos, deixando-nos, através do seu inconfundível e inteligente traço, comentários certeiros sobre a nossa actualidade. Admirador do seu trabalho, mesmo quando sou visado ou dele discordo, quero testemunhar o meu apreço pela obra de Cid e congratular-me com a realização da exposição antológica Augusto Cid, o Cavaleiro do Cartoon.” 


sábado, 7 de fevereiro de 2026

A nossa leitura de "O Atendimento Geral", de Paulo J. Mendes - edição Escorpião Azul


Somos fãs do Paulo J. Mendes, do seu sentido de humor e capacidade de observação, transpostos para os seus livros. "O Penteador" e "Elviro" já nos tinham proporcionado muito bons momentos e o mesmo aconteceu com este "O Atendimento Geral". A escolha dos nomes das localidades, das personagens, das actividades e das profissões absurdas, é tão bizarra quanto divertida e inteligente. Com o inverosímil, Paulo J. Mendes consegue com simplicidade e brilhantismo, brincar e criticar variados aspectos da nossa sociedade e da humanidade. Está cá tudo.

Relembramos a sinopse: 

A história centra-se num tímido escriturário que vê a sua vida virada do avesso ao ser encarregado de abrir uma sucursal em certa vila do interior. A mesma onde, na infância e na juventude, passava férias na quinta de uma tia até ao derradeiro ano em que algo corre mal e aquela lhe põe as malas à porta. De regresso forçado após três décadas a um meio pequeno e fechado que já não reconhece, irá defrontar amigos tornados inimigos, a elite local que o hostiliza, insaciáveis apetites imobiliários e a pressão para obter resultados que não consegue, enquanto se deixa capturar por um ressuscitado apego à velha casa, memórias e cultivos ancestrais. Pelo caminho, o reacender de uma antiga paixão estival acarreta outro factor jamais superado: Um total estado de paralisia que o atinge sempre que se envolve fisicamente com alguém...

Estamos perante uma personagem peculiar, o Lombinhos, de uma timidez doentia, que o impede de ser feliz com as mulheres e por vezes de se afirmar perante terceiros. No entanto, é um trabalhador sério e confiável e é por isso que o patrão lhe confia uma tarefa difícil. A história leva-o à vila de Valhamaçanta, uma localidade sua conhecida e onde vai reencontrar o amor da sua adolescência e um velho amigo (será mesmo amigo). A partir daí desenrola-se um conjunto de peripécias, onde o Lombinhos se vai ver muitas vezes em apuros e a tomar contacto com actividades e profissões que não existem mas que são uma paródia a muitas que existem na realidade. A burocracia, a especulação imobiliária, o desrespeito pela natureza, a corrupção e o compadrio, o machismo, as modernas modalidades desportivas, o tempo perdido em reuniões de negócios que não servem para nada, as questões económicas, a agricultura biológica e por aí fora. Tudo é parodiado de uma forma que não nos deixa margens de dúvidas: queremos mais obras destas, queremos que o Paulo J. Mendes continue a produzir estas pérolas repletas de portugalidade, que nos divertem a cada página. A compor o ramalhete, os seus desenhos caricaturais, cheios de pormenores, que nos levam a viajar por localidades que nos faz ter a sensação de que já lá estivemos.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Novidade: Já saiu esta semana o volume 1.5. da série The Ghost in the Shell


Já saiu o volume 1.5. da série The Ghost in The Shell, publicada em Portugal pela Distrito Manga. The Ghost in the Shell 1.5: Human-Error Processor apresenta pela primeira vez as histórias «perdidas» de The Ghost in the Shell, criadas por Shirow Masamune após completar o trabalho na manga The Ghost in the Shell original e antes do seu The Ghost in the Shell 2: Man-Machine Interface, mas nunca publicado até agora. Concentrando-se nos agentes da Secção 9 na sua batalha diária contra o crime tecnológico, Human-Error Processor tem toda a loucura cibernética que se espera de The Ghost in the Shell, mas ambientado num contexto mais policial, com ação e suspense em abundância.

A sinopse:

No Séc. XXI, a linha entre o homem e a máquina tem sido inexoravelmente turva, à medida que os humanos dependem do aprimoramento de implantes mecânicos e os robôs são atualizados com tecido humano. Neste cenário tecnológico de rápida convergência, os agentes da Secção 9 são encarregados de rastrear e decifrar os mais perigosos terroristas, cibercriminosos e hackers fantasmas que o futuro digital tem a oferecer. Seja lidando com cadáveres controlados remotamente, micromáquinas com mau funcionamento letal ou ciborgues assassinos, a Secção 9 está determinada em servir e proteger… e reiniciar alguns cibercriminosos!






A nossa leitura de "Pessoa Fragmentado - Antologia" - edição TágIIde

 


Já aqui dissemos noutra ocasião, de que somos fãs da genialidade de Fernando Pessoa, pelo que a banda desenhada é uma excelente forma de aprendermos ou reaprendermos poemas e trabalhos do escritor. Nesta antologia temos oito pequenas "histórias" ou, oito interpretações gráficas de obras de Pessoa e dos seus heterónimos, realizadas por artistas portugueses.

A obra Pessoa Fragmentado é do grupo TágIIde, em parceria com o Lisboa Pessoa Hotel e trata-se de uma adaptação para a linguagem da banda desenhada do vasto universo literário de Fernando Pessoa (1888–1935). Foi realizada em homenagem ao mais influente poeta português do século XX, assinalando o nonagésimo aniversário do seu falecimento.

Conta com a participação de A edição conta com a participação de Jorge “RoD!” Rodrigues, Yves Darbos, Mário André, José Macedo Bandeira, João Raz, António Coelho, Rafael Marquês, Maria João Claré, Penim Loureiro e Patrícia Costa (Capa).

O que é interessante nas antologias é a diversidade de estilos, de desenhos, de formas de transmitir a mensagem e neste caso ainda mais interessante ver as diferentes linguagens gráficas a interpretar também os diferentes géneros de Pessoa. A multiplicidade dos seus heterónimos, as suas "personas", casam-se na perfeição com um trabalho colectivo deste género, que junta vários artistas, cada um vendo Fernando Pessoa à sua maneira. Claro está que o leitor gostará mais de uma história do que outra, há para todos os gostos, tal como a obra genial de Pessoa.








quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Novidade: o sexto volume de Bluelock já chegou às livrarias!


Já está disponível o sexto volume da série Blue Lock, editada pela Distrito Manga. Este volume vai elevar a pressão, testar limites e revelar quem realmente tem o instinto de um goleador implacável.

A sinopse:

Depois de ultrapassarem a primeira fase de seleção, Isagi e os seus companheiros da Equipa Z seguem caminhos separados para enfrentar, sozinhos, o próximo desafio. À sua espera está o Blue Lock Man, um sistema de guarda-redes de inteligência artificial de última geração, pronto para pôr à prova todas as suas capacidades.

Mas esta segunda fase reserva ainda mais surpresas: novos avançados de talento fora do comum e regras inesperadas que vão abalar tudo o que Isagi julgava saber sobre o jogo!





 

Novidade ASA: o obrigatório "Rever Comanche" já chegou às livrarias!

 


Uma das novidades que a ASA apresentou em Janeiro, é este "Rever Comanche", de Romain Renard, que já chegou às livrarias. Este livro venceu o prémio Fauve Polar 2025 (Prémio do Melhor Romance adaptado para BD do ano), atribuído no Festival Internacional de BD de Angoulême.

Sinopse:

Califórnia, início do século XX. Red Dust, uma lenda inscrita no pó e no sangue do Wyoming, vive isolado do mundo, à espera do fim. Mas quando conhece a jovem Vivienne, a sua vida é virada do avesso... Quando pensava que o seu passado tinha ficado para trás, o regresso de alguns fantasmas sedentos de vingança leva-o a voltar à estrada. Apesar do tempo e do arrependimento, chegou o momento de um último reencontro com a mulher que nunca conseguiu esquecer: Comanche. “Red, este mundo está lixado, sabes disso, não sabes?” Mancha-de-Lua