O livro é uma edição de autor, de Rui Sousa, foi lançado em Março de 2025, mas só viemos a ter conhecimento no final do ano. Fãs confessos da cultura egípcia, depressa encomendámos um exemplar ao autor de "O Homem que queria ser Howard Carter".
Conforme já referimos, quando divulgámos o livro, o autor, que trabalha em ilustração e artes plásticas, passou muito tempo no Egipto em 2023 e 2024. A certa altura e perante muito material e informação recolhidos, decidiu avançar para uma história de banda desenhada, sem noção da intensidade de trabalho que iria ter. Acabou por concluir o livro ao fim de dois anos.
O Homem que queria ser Howard Carter é uma espécie de diário de viagem, que reflete o fascínio de Rui Sousa por aquele país que tem uma riqueza histórica ímpar. Através de um narrador-guia, Horácio, vamos conhecendo a história do famoso egiptólogo que ficou conhecido por ter descoberto o túmulo do faraó Tuntankhamon. Assim, viajamos no tempo e no espaço, vamos vendo paisagens e monumentos e assistindo a acontecimentos. Não é exactamente um relato de uma aventura, é algo mais fantasioso, com viagens pelo tempo e reflexões.
Gostámos bastante do traço do autor e de todo o tratamento da cor, mas quanto ao argumento, ficou-nos a saber a pouco. Sentimos falta de um fio condutor mais consistente, pois por vezes parece que os textos estão ali de forma avulsa, sem ligação entre eles. Sendo a formação do autor ligada à ilustração, é natural que esse seja o seu ponto forte, mas o autor poderia ter explorado a história um pouco melhor.
Ficamos à espera de mais trabalhos de Rui Sousa.

















































