quarta-feira, 25 de março de 2026

A nossa leitura do 11.º volume de A Menina que veio do outro lado, de Nagabe - edição Presença Comics

 


O nono e o décimo volume tinham sido intensos e cheios de revelações. Tinham dado aos leitores várias informações que ajudaram na compreensão da história. Por isso a expectativa quanto ao décimo primeiro volume e último da série "A Menina que veio do outro lado" era grande. No entanto, confessamos que ficou longe do que esperávamos. Soube a pouco. E se tínhamos começado a ficar esclarecidos, terminámos a ficar mais confusos. 

"A menina que veio do outro lado: Siúil, a Rún" não foi uma série fácil no que toca a leitura. Com altos e baixos e longa demais, podia ter sido mais atractiva se fosse mais curta e dinâmica. A série mistura fantasia, mistério um pouco de horror, mas tem vários aspectos pouco claros e definidos, que tornam a narrativa às vezes confusa. Em paralelo tem coisas muito bonitas, como a relação profunda entre as duas personagens principais, Doutor e Shiva, que se mantem eterna apesar da maldição e da tragédia, contra tudo e contra todos. Essa relação, que representa um pouco o bem contra o mal, é o fio condutor de toda a história. 

Como já referimos, o final ficou longe do que desejávamos, esperávamos outro desfecho para Shiva e o Doutor, mas este não é um conto de fadas tradicional, por isso não há um "Felizes para sempre".





Uma autora de BD por dia... nem sabe o bem que lhe fazia - Bea Lema

 


Bea Lema ficou conhecida por cá, com a chega do seu livro Corpo de Cristo, um livro super original, com pranchas que foram bordadas. Esteve em Portugal no ano passado, onde participou no Festival Amadora BD e onde esteve patente uma exposição extraordinária precisamente sobre essa obra que foi editada pela Iguana.

De realçar que esta obra alcançou vários prémios:  Prémio Nacional del Cómic, Espanha; Prémio do Público no Festival d’Angoulême, França; Melhor Novela Gráfica Estrangeira na Comic-Con de Nápoles, Itália; Grande Prémio l’Héroïne Madame Figaro, França; Prémio Bédélys do Festival BD de Montréal para melhor obra estrangeira, Canadá e Prémio do Júri do Festival BD en Périgord, França.







Novidade ASA: Final Cut, de Charles Burns, chega no último dia de Março


Esta é a última novidade da ASA a chegar ainda em Março, no dia 31. Final Cut, de Charles Burns, aclamado autor norte-americano.

A sinopse:

Quando criança, Brian e seu amigo Jimmy faziam filmes de ficção científica em casa, no jardim, convencendo os amigos para serem atores e vítimas de assassinatos terríveis, usando baton nos “corpos” para simular sangue.

Agora, um talentoso artista e aspirante a cineasta, Brian, junto com Jimmy, a amiga de Jimmy, Tina, e Laurie - sua musa relutante - partem para uma cabana remota na floresta com uma velha camera de 8 milímetros para fazer um verdadeiro filme de terror de ficção científica. uma homenagem ao filme favorito de Brian: Invasion of the Body Snatchers.

Mas como o afeto de Brian por Laurie parece não ser correspondido, Brian desenvolve uma fantasia onde ela é a mulher dos seus sonhos, sua donzela em perigo e ele o seu salvador.

Repleto de referências a filmes clássicos de ficção científica e terror, repleto de painéis de representações impressionantes da natureza, do cinema e do surreal, Burns confunde a linha entre os sonhos e a realidade, a imaginação e a percepção de Brian.

Um mestre da forma no seu melhor, Final Cut é uma visão surpreendente do que significa expressar-se verdadeiramente através da arte.







terça-feira, 24 de março de 2026

Uma autora de BD por dia... nem sabe o bem que lhe fazia - Joana Afonso

 


Ilustradora e autora de banda desenhada, Joana Afonso é das artistas portuguesas no campo da BD com mais experiência e títulos publicados. Ficam aqui apenas alguns dos exemplos mais recentes, destacando-se O Bestiário de ISA, que gostámos muito e a adaptação para banda desenhada da obra de José Milhazes "A mais breve história da Rússia". 






Festival: Coimbra BD (24 a 26 de Abril) divulga o cartaz da edição de 2026, da autoria de Daniel Maia


O Festival Coimbra BD 2026, organizado pela Câmara Municipal de Coimbra, através da Divisão de Bibliotecas e Arquivo Histórico, está prestes a regressar ao Convento São Francisco, entre os dias 24 e 26 de abril, com entrada livre. O evento, referência por parte dos mais conceituados autores e editoras, promete trazer o universo da banda desenhada e da cultura pop a Coimbra com três dias preenchidos com convidados nacionais e internacionais, lançamentos exclusivos, muitas novidades e uma área ainda maior com a inclusão da Antiga Igreja.

Entre os autores presentes na nova edição confirmam-se nomes como: Daniel Maia (autor do cartaz do Festival), Luís Louro, Osvaldo Medina, Ricardo Cabral, João Mascarenhas, Filipe Abranches, André Carrilho, os irmãos Duarte e Henrique Gandum, Ángel de la Calle, entre muitos outros.

O evento vai incluir ainda lançamentos, sessões de autógrafos, workshops e várias exposições entre as quais: “Butterfly Chronicles” de João Mascarenhas, “Distopias e Metamorfoses: os Clássicos Ilustrados” de André Carrilho, “Rattlesnake” de João Amaral ou “Kachisou: Entre a BD e Ilustração” da artista e ilustradora vencedora de vários prémios de mangá, Kachisou que também vai marcar presença no Coimbra BD 2026.

A área de Artists’ Alley continua a ter grande destaque com muitas dezenas de grandes talentos a mostrarem os seus trabalhos e arte bem como o espaço dedicado às editoras com obras de banda desenhada e literatura, tanto os lançamentos mais recentes como grandes clássicos, e lojas de merchandising com os mais variados produtos alusivos à cultura pop com personagens e títulos adorados por todos.

Todos os visitantes do Coimbra BD 2026 vão ter ainda acesso a sessões de cinema, competições de card e board games, demonstrações de Dungeons and Dragons, uma área dedicada a um público mais infantil com inúmeras atividades criadas a pensar nos mais novos, entre as quais Horas do Conto, oficinas de pintura e desenho, workshops e muitos outros momentos de pura diversão.

O Cosplay traz uma grande novidade nesta edição, organizando pela primeira vez em Portugal o qualificador para um dos maiores concursos a nível internacional, o Cosplay Central Crown Championships. Este qualificador, que vai ter lugar em Coimbra, vai selecionar o cosplayer que representará Portugal na grande final em maio na MCM London. Para além deste qualificador, o Coimbra BD 26 vai manter ainda o tradicional concurso aberto a todos que queiram participar e vai contar com a presença de alguns dos maiores cosplayers a nível nacional que estarão disponíveis para sessões de meet & greet, painéis e workshops.

O mangá e o anime vão ter grande destaque bem como o K-Pop que conquista cada vez mais adeptos com várias atuações que prometem envolver todos os participantes e não deixar ninguém indiferente.

O Festival Coimbra BD 2026 mantém o espaço Gaming com vários equipamentos que permitem experimentar e jogar os videojogos de maior sucesso da indústria, realidade virtual, PC gaming, consolas e retrogaming com os títulos mais icónicos para várias gerações.

O Coimbra BD 2026 vai decorrer de 24 a 26 de abril no Convento São Francisco e vai estar aberto ao público entre as 10h00 e as 20h00 na sexta-feira e no sábado e entre as 10h00 e as 18h00 no domingo. Todos os dias são de entrada livre.

O Coimbra BD tem a produção e programação da GuessTheChoice e o programa detalhado vai ser apresentado brevemente em conferência de imprensa.

 


A nossa leitura de Vincent, de Barbara Stok - edição Iguana


Vincent van Gogh é um dos nossos artistas preferidos de sempre. Como muitos génios, foi incompreendido e o sucesso da sua obra aconteceu já depois da sua morte. Foi, por isso, com muito agrado, que recebemos a notícia da publicação desta novela gráfica, da autoria da holandesa Barbara Stok.

A história em si já não nos era desconhecida, pois já vimos vários filmes, documentários e exposições sobre Van Gogh, mas há sempre algo a aprender e neste caso não foi excepção. Neste caso, este livro dá muito destaque à relação do pintor com o seu irmão, à amizade com Paul Gauguin e aos seus problemas de saúde mental, os surtos psicóticos que o levaram a cometer actos irracionais e a ser internado na ala psiquiátrica.

Claro está que elementos icónicos da obra e da vida de Van Gogh estão muito presentes neste caso desde as searas aos girassóis, a casa amarela, as árvores em flor, o céu estrelado, entre outros. 

O que gostámos neste livro é que sendo a história do pintor já tão conhecida, há certos aspectos que nem precisam de palavras para os descrever e portanto temos várias páginas onde só a cor e o desenho contam a história, não sendo necessário mais nada. 

Os desenhos são de uma simplicidade desconcertante, expressivos e com uma extraordinária aplicação de cor. Destacam-se as pranchas que retratam os surtos de loucura de Van Gogh, onde aí Barbara Stok dá largas à sua arte e oferece-nos páginas cheias de movimento e cores fortes, que se destacam das demais, para personificar melhor as fases intensas e delirantes do artista. Aliás, tudo nele era intenso, até a sua capacidade de produção de obras, que pintava quase freneticamente. A natureza, aqui muito presente, era o que acalmava e o que inspirava Van Gogh que preferiu sempre viver no campo e próximo das paisagens bucólicas em Arles.

Fonte inesgotável de inspiração, muito se tem dito e escrito sobre Vincent Van Gogh e Barbara Stok foi contaminada por esse fascínio que o artista ainda hoje exerce, e consegue, através deste seu livro, trazer algo de novo e refrescante, mais comovente e emocional.






segunda-feira, 23 de março de 2026

Uma autora de BD por dia... nem sabe o bem que lhe fazia - Keum Suk Gendry-Kim

 



Keum Suk Gendry-Kim nasceu em Goheung, na província de Jeolla (Coreia do Sul). Licenciou-se em Belas Artes na Universidade Sejong, em Seul, e concluiu a sua formação artística na École Supérieure des Arts Décoratifs de Estrasburgo. Viveu dezassete anos em França, onde começou a desenhar e a publicar as suas próprias novelas gráficas.
É uma exímia contadora (e desenhadora) de histórias e tem vindo a receber prémios com as suas novelas gráficas, como Erva ou A Espera.
A autora esteve no Festival Amadora BD de 2024 e foi de uma enorme simpatia e disponibilidade.







Partiu ontem um dos grandes nomes da banda desenhada franco-belga: Hermann (1938-2026)



Uma notícia que nos deixou tão tristes.

Bernard Prince (Vitamina BD), Jeremiah, Comanche (editado pela Ala dos Livros a p/b), As Torres de Bois-Maury, Duke (Arte de Autor), Brigantus , entre outros, são nomes que vão ficar para sempre associados a um nome: Hermann. Dotado de uma invulgar capacidade e ritmo de trabalho, o autor belga produziu bandas desenhadas até aos 87 anos, idade com que partiu, ontem, vítima de cancro, que combatia há já dois anos.

Uma das figuras maiores da banda desenhada franco-belga, Hermann deixou uma vastíssima obra, personagens e séries de culto e em 2016 recebeu o Grande Prémio do Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême.

Sabemos que ainda conseguiu concluir um novo trabalho, o qual vai ser publicado em Abril, com o título Cartagena (última imagem: prancha de Cartagena).

Por cá, saiu recentemente, pela Arte de Autor, um álbum duplo (Old Pa Anderson + Redenção), realizado em colaboração com o seu filho Yves H., com quem trabalhou em muitos dos seus trabalhos nos últimos anos, como é o caso da série Duke.  











A nossa leitura de Um livro esquecido num banco, de Jim e Mig - edição ASA

 



Que delícia que é este "Um livro esquecido num banco". Um livro que faz tão bem à alma. Este é daqueles livros que se encaixa na perfeição na categoria daqueles que já sabemos que vamos gostar, antes de ler. O único medo, é temer sermos desiludidos, quando a expectativa está elevada, mas neste caso, foi um risco que não corremos. Esta obra é uma pérola rara. Como diz na sinopse, na época das mensagens de telemóvel e dos e-books, "Um livro esquecido num banco" é uma história encantadora entre dois apaixonados por livros... Uma conexão epistolar terna e cativante, em contracorrente do mundo digital contemporâneo. 

Camélia adora ler, ao contrário do namorado. Um dia, encontra um livro num banco de jardim. Conhecedora de várias obras literárias, não encontra quaisquer referências sobre o autor e o título, mas descobre mensagens no seu interior que a fazem querer descobrir mais sobre o dono do livro. A sua investigação leva-a a muitas peripécias e ao longo de vários dias, fica obcecada com o livro. Ao mesmo tempo vai-se dando conta da distância que a separa do seu companheiro, sonhando com mais romance na sua relação. 

A história acaba por ser uma caixinha de surpresas, dando-nos nota do poder de um livro e do quanto pode mudar uma vida. 

Aconselhamos a que, antes de iniciarem a leitura, leiam a introdução do autor, Jim, que explica a origem da ideia para este livro, que teve origem numa pessoa e num movimento mundial de partilha gratuita de livros para que qualquer pessoa tenha acesso à leitura.

É tudo muito bonito, do princípio ao fim, um verdadeiro bálsamo para quem adora ler. Ideal para qualquer leitor, mesmo que não seja fã de banda desenhada. Impossível não gostar.





domingo, 22 de março de 2026

Uma autora de BD por dia... nem sabe o bem que lhe fazia - Raquel sem Interesse

 


Já tivemos oportunidade de dizer à Raquel, que ela devia mudar o nome artístico para "Raquel com muito interesse", porque os livros que editou têm qualidade e a obra dela tem muito potencial. Primeiro "Vida Adulta" e, em 2023, "E agora?". Se, como nós, são fãs da Raquel sem Interesse, certamente que esperam por mais. Se não conhecem ainda a obra desta autora, recomendamos.





BDs da estante - 678: Hulk - O regresso do monstro, de B. Jones, L. Weeks e T. Palmer - Edição Devir


Bruce Banner continua a sua fuga, mas os acontecimentos precipitam-se subitamente quando se vê envolvido numa tomada de reféns, e onde ele próprio é um dos sequestrados! Como lidará o Hulk com esta situação explosiva?


sábado, 21 de março de 2026

Novidade Distrito Manga: O nono volume de Tokyo Revengers chega a 30 de Março

 


Tokyo Revergers é uma série que tem saído a bom ritmo, pelas mãos da Distrito Manga e chega agora ao nono volume.

A sinopse:

A batalha épica entre o Toman e o Valhalla chegou ao fim… e a vitória pertence ao Toman!
De volta ao futuro, Takemichi descobre que subiu na hierarquia e agora é um dos elementos de topo da organização!
Mas algo não bate certo: antigos membros dos Black Dragons infiltraram-se na liderança, gerando tensões perigosas.
E quando Kisaki reaparece, Naoto revela uma verdade capaz de abalar tudo o que Takemichi julgava saber…