segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
Novidade A Seita: "As loucuras do Robim" é o terceiro volume de "O Corvinho", da autoria de Luís Louro
Novidade DEVIR: é hoje que está à venda o volume 1 da série de sucesso Dan Da Dan e amanhã festa na Fnac do Colombo (Lisboa)
domingo, 15 de fevereiro de 2026
Novidade ASA: a nova vida de Michel Vaillant está de volta com Remparts - volume 14
É sempre com expectativa que aguardamos a publicação de mais um volume desta nova e renovada vida de Michel Vaillant, numa perceptiva mais actual e com novos temas.
Este volume catorze tem como desenhadores o nosso conhecido Marc Bourgne e Eillan (autor da capa), e como argumentista Denis Lapière, numa edição da ASA.
Como aqui no Juvebêdê estamos sempre na frente na apresentação e opiniões das novidades editadas lá fora, falo claro do Miguel Cruz, este novo Vaillant já teve aqui a opinião no passado dia 28 de Janeiro e que podem ver de novo aqui em:
https://juvebede.blogspot.com/2026/01/a-opiniao-de-miguel-cruz-sobre-michel.html?m=1
Assim aqui fica mais um episódio de velocidade e mistério na "nossa" conhecida Angoulême e que promete momentos de grande suspense!
A história
A Vaillante está em crise...
Para salvar a mítica marca da crise financeira, Françoise decide interromper todas as competições desportivas para se concentrar nos novos modelos destinados ao grande público!
Uma decisão que suscita grande desconfiança entre alguns colaboradores, que agora duvidam da capacidade dos Vaillant para gerir a empresa... Michel Vaillant prepara-se para participar no Circuit des remparts, em Angoulême, a fim de apresentar o novíssimo Vaillante. Uma operação de rotina que se transformará em drama quando o veículo revolucionário é roubado... e o seu famoso piloto, raptado!
A única nota positiva neste cenário sombrio: Steve Warson reaproxima-se do seu pai e conhece uma piloto de dragsters muito sedutora...
BDs da estante - 673: XIII - Pour Maria, de W. Vance e J. Van Hamme - edição Meribérica Liber
Em Portugal infelizmente, deixámos de ver publicada esta excelente e apreciada série que é XIII. Aqui fica a recordação da capa do nono volume, Por Maria, ainda editada pela Meribérica Liber. XII é uma série TOP, da autoria de dois "monstros" da BD europeia, Vance e Van Hamme.
No tomo nove a série encontra cada vez mais incógnitas. Neste “Por Maria”, XIII está na companhia da bela Jones, quando é chamado por um padre chamado Jacinto, que o conheceu durante uma revolução, e que lhe mostra uma fotografia da sua mulher, Maria Isabel, com o qual o padre diz que os casou há seis anos. Neste momento Maria Isabel encontra-se na Fortaleza de Roca Negra, onde vai ser executada. Assim XIII parte para a Costa Verde, onde tudo se vai complicar.
sábado, 14 de fevereiro de 2026
A opinião de Miguel Cruz sobre "Le Roi Sans Couronne", de Toni Carbos
Le Roi Sans Couronne
Editada pela Sarbacane, da autoria do Barcelonês Toni Carbos e adaptado do romance de Javier Cosnava, “O Rei sem Coroa” é uma excelente e surpreendente BD que tem como pano de fundo a final do campeonato do mundo de xadrez de 1978 entre Kasparov e Korchnoï.
Eventualmente alguém já, por esta altura, pensou, campeonato do mundo de xadrez, que chatice…. Curiosamente, eu lembro-me de ver notícias sobre este campeonato do mundo na televisão, a preto e branco. Havia uns quadros enormes onde alguém fazia deslocar as peças ilustrando as jogadas, enquanto alguém fazia comentários. Um espetáculo surpreendente para um miúdo, a que acresciam cenas de pressões, discussões, espiões. Recordo-me de esta ter sido uma das primeiras vezes que ouvi falar de um dissidente Soviético que pediu asilo político.
Enfim, voltemos à BD: Korchnoi (o rei sem coroa, fica aqui o spoiler – ou talvez não, para quem conheça a história do Xadrez) e Kasparov iniciam o seu embate em 1978 nas Filipinas. Korchnoi, o mestre que fugiu da URSS, onde ficaram a sua mulher e o seu filho, e Kasparov o jovem génio apoiado pela máquina Soviética. Korchnoi que usa óculos espelhados para evitar golpes baixos do seu adversário, que se queixa de sabotagem hipnótica de um dos membros da equipa adversárias e que traz um grupo de hindus para contrariar essa má influência, Kasparov que exige uma análise à cadeira de Korchnoi, que se queixa da guerra de nervos… enfim, tudo isso é real, tal como vai ser o resultado do jogo.
Em paralelo com esta narrativa, Benjamin, um francês preso desde 1945 por um crime que não se lembra de ter cometido, reconhece, numa foto de jornal, um americano que gosta de ser tratado por MC (não eu) que esteve preso a seu lado durante algum tempo e a quem ele ajudou. Recorrendo a um pedido de clemência, Benjamin – que já não tem referências nem razão de vida no exterior – procura MC para pedir que o ajude a esclarecer o mistério do crime hediondo – de um seu amigo local, sua mulher e uma das filhas – de que foi acusado. MC, um mercenário que sabemos contratado pela CIA, aceita ajudar o seu amigo.
Assim, à medida que o jogo se vai desenrolando, vamos percebendo o papel de MC, e nos intervalos, a investigação de MC e Benjamin avança. A conclusão dos dois “assuntos vai acabar por ficar ligada, de forma surpreendente, dramática e – porque não dizê-lo já – sangrenta.
Uma BD historicamente bem documentada, uma narrativa construída com imaginação e credibilidade baseada em factos reais. Uma história fácil de seguir, mas imprevisível e surpreendente, muito humana, para o bem e para o mal. Um desenho com pormenores de linha clara, muito cuidado e legível, agradável de seguir. Desenho e texto jogam muito bem, um todo muito interessante. Cheque ao rei.
Estão quase a chegar três novidades da Ala dos Livros
Não há duas sem três e vem aí um trio de boas propostas da Ala dos Livros. O primeiro é "Longe", da autora espanhola Alicia Jaraba. "Fanfulla", de Hugo Pratt e Milo Milani é mais um livro da colecção "Obras de Pratt". E ainda "O Deus Selvagem", de Vehlmann e Roger. Sobre cada um destes livros havemos de falar com maior pormenor.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
A opinião de Miguel Cruz sobre "Mickey et le Roi des Pirates", de DAV e Chamblain
Mickey et le Roi des Pirates
Em 2016, a Glénat lançou uma coleção designada por Mickey et. Cie (Companhia), onde o objetivo era de, em cada álbum ter um autor ou um duo de autores a dar o seu contributo pessoal para o enorme catálogo de aventuras de Mickey e de outras personagens Disney, respeitando a “personalidade” de cada uma das personagens usadas, mas recorrendo a um formato franco-belga, desde logo no número de páginas da aventura. A tarefa inicial foi atribuída a Cosey, que nos entregou uma BD (“Une Mysterieuse Melody”), de grande qualidade, belíssima, e com uma edição muito cuidada, estabelecendo uma fasquia altíssima. Depois do tomo 1, confesso não ter sido atraído por mais nenhum dos tomos publicados, com exceção de Café “Zombo” de Régis Loisel, em formato “à Italiana”, e um novo opus do Suíço Cosey em 2019 (“Le Secret de Tante Mirande”). Até “hoje” e já vamos no tomo 20 em que um “não sei quê” me fez brilhar o olho.
Mickey e o Rei dos Piratas é uma BD desenhada por DAV (David Augereau), e com argumento de Joris Chamblain. A qualidade gráfica é extraordinária, a desenvoltura de DAV num universo que não é o seu, a expressividade das personagens, mas também a capacidade de criação de ambientes que constituem novidade nesse mesmo universo, fazem com que seja impossível não sentir uma certa nostalgia de juventude Mickey, Tio Patinhas, Pato Donald, Pluto, Pateta, Margarida, Minnie, Clarabela, Horácio, até uma breve aparição de Zé Carioca, Maga Patalógica, Prof. Pardal, Bafo de Onça, Irmãos Metralha, …
O argumento é divertido, estapafúrdio, bem estruturado e inacreditavelmente louco. A leitura é mesmo muito agradável, um regalo para a vista, conseguindo aflorar alguns temas importantes, sem ser disruptivo, e com camadas de leitura para diferentes gerações de leitores.
No essencial, desde a primeira página, encontramos Mickey, aspirante jornalista e detetive, a tentar afirmar-se enquanto trabalha para um jornal de nome interessante detalhes para leitura e é confrontado com a notícia: roubaram a moeda fetiche do Tio Patinhas. Mickey, acompanhado do fiel Pluto, investiga, ficando a saber que o seu amigo Donald perdeu a memória, e sendo conhecedor das armadilhas para evitar o roubo da Moeda n.º 1 é, naturalmente suspeito. O Tio Patinhas parte à procura de pistas, junto dos seus inimigos, e desaparece durante algum tempo, reaparecendo mudado, gastador e bem-disposto. Só que, ao seu império, e a toda uma cidade que vive dos negócios do rico pato (ou do pato rico, escolham), começa a fazer falta gestão. A situação agrava-se quando os navios abastecedores de matérias-primas começam a ser atacados por um misterioso navio ardente. Depois de várias peripécias, Mickey, Pluto, Pateta e Donald (o pato, nada de confusões), ajudados pelo capitão Claude, aventuram-se por oceanos e mares na descoberta da verdade. E claro, tudo se vai terminar bem, com o Tio Patinhas a mostrar toda a sua fibra, “com uma pequena ajuda dos seus amigos”.
Lê-se “de um trago”, lê-se com agrado, lê-se com muita aventura. E afinal: há quanto tempo não lia uma aventura de Mickey, Patinhas e Companhia???
Novidade Bertrand: está de regresso a terrível, mas Incrível Adele com "Funky fofinho! - vol.15"
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
A opinião de Miguel Cruz sobre "American Parano - Tome 3: Manhattan Trauma", de Bourhis e Varela
American Parano - Tome 3: Manhattan Trauma
Já aqui tive oportunidade de falar sobre os dois primeiros tomos de American Parano, que constituíam uma primeira investigação, em San Francisco, com argumento de Hervé Bourhis e desenho do argentino Lucas Varela.
Este terceiro tomo, como o seu nome indica, assinala uma mudança da nossa protagonista, Kim Tyler, para a Nova York de 1968, onde deverá servir de peça central na segurança do candidato presidencial Bob Cavendish. O candidato é abatido a tiro logo nas primeiras páginas, pelo que fica já claro que este é mais uma tarefa em que as coisas não correm bem a Kim, como sempre especialista em arranjar inimigos e em se meter em alhadas das grossas.
Este one shot é essencialmente baseado na história dos Kennedy e, portanto, não há grandes surpresas de contexto. Esse facto, aliado a um “negrume” absoluto da narrativa, faz com que este não seja, de todo, o melhor álbum da série ou, pelo menos, o mais agradável de ler. Mas Bourhis esconde, nesta narrativa, um conjunto de sinais associados a uma crítica às elites políticas e empresariais norte-americanas, aos apoios às candidaturas, às teias de interesses essenciais para uma eleição, e creio poder dizer com segurança que a sua crítica social não é contida na década de 60 ou 70.
A partir do momento em que encontramos Kim a coordenar a segurança de Cavendish, e este é assassinado, a restante BD é passada a recordar todos os passos que foram percorridos entre a chegada de Kim a Nova York e aquele ponto, passando pela descoberta da existência de um bebé (quem é o pai?), pela sua relação com a família Cavendish, e as suas interações com o diretor de campanha, já para não falar das tentativas de capturar um assassino de leste (visível na capa), contratado para várias tarefas ao longo daqueles poucos dias.
O desenho de Varela vai respirando cada vez melhor neste universo. Um estilo de desenho semi-realista, com um estilo chamativo, contrastando o negro com cores chamativas, por vezes rígido, mas propositadamente e de uma forma que resulta numa clareza e agradabilidade de leitura. A protagonista veste-se sempre da mesma maneira, com um impermeável detectivesco que chama a atenção, e tem uns olhos de um azul profundo, chamativos e que se destacam na composição de página. Um estranho, inabitual, mas agradável equilíbrio entre um estilo fantasista e um contexto realista.
Editado pela Dupuis, American Parano é uma daquelas séries difíceis de classificar, mas que, talvez até por isso, ao se destacar de uma narrativa de mistério ou de detetives clássica, tem tido sucesso, tem conseguido chamar a atenção. A leitura deste tomo 3 deixa-nos um gosto amargo na boca, e não será dos três o mais interessante, talvez porque “despachar” uma história com tantas pistas, tantos acontecimentos, tantos “caminhos a desenvolver” num único tomo, constitui um exercício mais complexo do que fazê-lo em dois tomos. Escolhas editoriais. Mas, de todo, não dei por perdido o meu tempo de leitura.
Novidade ASA: o álbum premiado Ulysse & Cyrano - uma história de amizade e de bondade, editado em Fevereiro
Para Ulysse Ducerf, a matemática dificilmente o entusiasma, mas é impossível fugir dela quando lhe é prometido um futuro brilhante: a École Polytechnique e um dia assumir a cimenteira da família. Este é o desejo do pai de Ulisses, porém este é surpreendido por graves acusações: 10 anos antes, a sua empresa teria participado no esforço de guerra alemão. A família instala-se na Borgonha, onde Ulisses conhece um homem rude e reservado. O choque é imediato: Cyrano e a excelente culinária mudarão a vida de Ulisses para sempre...
Esta história culinária na França dos Anos 30 gloriosos irá aguçar o apetite dos leitores ao mesmo tempo que coloca questões tão necessárias quanto universais: o que é o prazer e a amizade? Onde está a realização... e como podemos alcançá-la?
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Novidade: As Sisters é uma nova série juvenil de banda desenhada editada pela Bertrand
As Sisters, da autoria de William (desenho) e Cazenove (argumento) é uma nova série de banda desenhada para um público mais jovem, editada pela Bertrand. O primeiro volume, que já está nas livrarias, tem como título "Irmãs à força".
A sinopse:
A Wendy é uma pré-adolescente que tem muitos amigos e um namorado que adora. A sua vida parece espectacular, mas há um pequenino problema: tem também uma irmã mais nova. Pois, é a Marina, que é uma chata e não a larga!
A Wendy só quer falar com as amigas sobre rapazes, arranjar-se para sair e que a deixem em paz. Já a Marina sonha em estar sempre com a mana mais velha e saber tudo o que ela faz.
EM CADA PÁGINA, UMA NOVA HISTÓRIA!
Descobre a nova série AS SISTERS, que conta a vida e as aventuras hi-la-ri-an-tes de duas miúdas como tu, entre ataques de choro, brigas, abraços apertados e muitas gargalhadas!
Novidade ASA: "Um livro esquecido num banco", um livro há nossa medida, já se encontra disponível
Mesmo a tempo do Dia dos Namorados, um livro cheio de paixão... também pelos livros! Uma obra de Jim (argumento), com desenhos de Mig, e que acaba de ser lançada pela ASA.
A Sinopse:
Camélia está sentada num banco. Ao seu lado, encontra-se um livro lá pousado, abandonado. Ela começa a folheá-lo. No interior do livro, uma palavra, pela mão de um desconhecido, convida-a a levá-lo…
Em sua casa, Camélia descobre que algumas palavras parecem estar rodeadas, formando frases… O desconhecido diz sentir-se entediado com a sua vida quotidiana, sonhando com uma vida amorosa intensa e desconcertante, como só se lê nos romances. “Mas quantos de nós não sonham com uma vida igual à dos romances?” Camélia rodeia seis palavras em resposta: “nós”, “somos”, “dois”, “você”, “e”, “eu… E volta a pousar o pequeno livro sobre um banco…
Na época das mensagens de telemóvel e dos ebooks, “Um livro esquecido num banco” é uma história encantadora entre dois apaixonados por livros… Uma conexão epistolar terna e cativante, em contracorrente do mundo digital contemporâneo.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Novidade A Seita: A chegada do Pongo é o segundo volume de O Corvinho
Os heróis também foram crianças e o Corvo não é exceção! Este é o segundo volume da série infantil O Corvinho, de Luís Louro, que tem como título A Chegada do Pongo. Uma colecção que faz as delícias dos mais pequenos, mas também dos mais crescidos, especialmente os fãs dos livros de banda desenhada do herói Corvo.
A sinopse:
Descobre a infância de Vicente antes de se tornar o maior (e único) super-herói de Lisboa. E neste segundo livro de história do Corvinho, tudo começa com aquilo que muitos acham que é uma praga típica da cidade: os pombos! E acaba, talvez, com uma lagarta que vai proporcionar uma bela lição!
Novidade Arte de Autor: Perigo na Casa da Falésia é o novo título de Hercule Poirot, da colecção Agatha Christie
A Arte de Autor prossegue com a colecção de adaptações dos romances de Agatha Christie para banda desenhada.
Perigo na Casa da Falésia, é mais uma história com Hercule Poirot como protagonista e conta com argumento de Frédéric Brémaud e desenho de Alberto Zanon.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Exposição: Inaugurou hoje uma nova exposição na livraria Cult - desta vez dedicada aos 25 anos do Menino Triste
Mais um bom motivo para visitarem a Cult.





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