sábado, 10 de outubro de 2026

A nossa leitura de Tudo no Máximo, de Ziggy Hanaor e Sarah Lippett - edição Nuvem de Letras


"Tudo no Máximo", é o título português da obra original inglesa "Everything Amplified", da autoria de Ziggy Hanaor e Sarah Lippett. Em Portugal, a edição é da Nuvem de Letras e foi publicada no Verão deste ano.

Estamos perante uma novela gráfica juvenil, centrada em Nel, uma adolescente de 15 anos e na sua relação com o irmão gémeo Ludo, na amizade com a sua amiga Kit e, sobretudo, na importância que a música assume na construção da sua identidade. 

Como todos os jovens na adolescência, Nel enfrenta as dificuldades próprias desta fase da vida, nomeadamente a escola, as relações de amizade, a família e as dúvidas existenciais. A música ocupa aqui um lugar central na narrativa, tal como acontece na nossa adolescência, funcionando como um refúgio para a nossa protagonista. Sentindo-se incompreendida e por vezes injustiçada e desorientada, é através da música que Nel consegue expressar os sentimentos que tem dificuldade em comunicar.

Sabemos nós (adultos), que na adolescência tudo é amplificado (como no título original) e exacerbado. As emoções, os conflitos e as inseguranças adquirem proporções exageradas, amplificadas. Também sabemos que nessa fase, as relações com os irmãos são igualmente conflituosas e aqui não é excepção, agravando-se ainda mais devido às suas diferenças. Enquanto que Nel tem uma baixa autoestima, tem dificuldade em relacionar-se com os colegas e tem tendência para o isolamento, Ludo é extrovertido, super popular e ainda faz parte do grupo dos que gozam com a irmã.

Do ponto de vista gráfico, este livro vive de uma linguagem visual muito simples, mas expressiva, com uma paleta de cores relativamente limitada, onde predominam o azul e o laranja. Um destaque para a capa, onde os dois irmãos estão sentados em cima de um amplificador. Encontram-se costas voltadas, o que sugere ao mesmo tempo proximidade e distanciamento, mas com a música a fazer a ligação entre os dois.

Aliás, é precisamente a música que vai aproximar os dois irmãos, depois de muitas reviravoltas, muitas zangas e acontecimentos pouco felizes. Tudo no Máximo é uma novela gráfica que pode ser entendida como uma narrativa de crescimento, e de procura de uma identidade, na qual a música funciona simultaneamente como refúgio, forma de comunicação e instrumento de transformação. 



Novidade Penguin: O Guia dos Peanuts para a vida (ou como sobreviver a dias tramados)

 


O Grupo Penguin Random House continua a publicar obras do universo dos Peanuts. A 19 de Outubro sai este novo: O Guia dos Peanuts para a vida - como sobreviver a dias tramados, que nos traz a sabedoria dos Peanuts para a vida.

O que sabem as personagens de banda desenhada sobre a vida? Mais do que se poderia imaginar — sobretudo quando se tem o Snoopy por perto. Ao longo de décadas, Charles M. Schulz transformou as pequenas alegrias, frustrações, dúvidas e trapalhadas da condição humana numa das bandas desenhadas mais queridas de sempre. Este livro reúne as suas observações mais certeiras e os seus conselhos mais divertidos, filtrados pelo olhar único do Charlie Brown, do Snoopy e companhia.

Porque há dias em que tudo corre mal e dias em que nada parece fazer sentido. Felizmente, o Snoopy sabe umas quantas coisas sobre como dar a volta à situação — seja a sonhar acordado, a escrever um grande romance, a dançar, a dormir ou simplesmente a não levar a vida demasiado a sério.

O Charlie Brown, a Lucy, a Sally, o Schroeder, a Marcie, o Woodstock e, claro, o Snoopy estão aqui para nos lembrar que a vida pode ser tramada, mas que nunca devemos enfrentá-la sozinhos.




sexta-feira, 9 de outubro de 2026

A sessão de Outubro do Clube de BD da Fnac, é já amanhã, às 15h00 no Colombo



Lembramos que é já amanhã, sábado, 10 de Outubro, pelas 15 horas na Fnac do Colombo que irá decorrer mais um encontro do Clube de BD da Fnac, dinamizado pela Alexandra Sousa do Juvebêdê e pelo João Oliveira do podcast “Livrólicos Anónimos” e do Instagram “Na Cama com os Livros”.

Antecipando o Amadora BD, as escolhas de ambos são obras de de autores que vão estar presentes no Festival:

A escolha da Alexandra:

“Pyongyang - Uma viagem à Coreia do Norte” de Guy Delisle (Devir)

Um relato autobiográfico, bem-humorado e curioso, de uma estadia do autor na misteriosa Coreia do Norte, ao serviço de uma empresa de filmes de animação.

A escolha do João:

“As Linhas que Traçam o Meu Corpo” de Mansoureh Kamari (Arte de Autor)

Um livro catarse de uma iraniana, que faz uso da sua liberdade para revelar o jugo a que as mulheres são submetidas no Irão e o quão pouco valem as suas vidas.

Para participar na sessão podes só ter lido pelo menos um destes livros, os dois ou mesmo nenhum. O importante aparecer e ter o prazer de ouvir e de participar numa boa conversa.

Fórum Fantástico abre hoje as portas e no domingo serão conhecidos os vencedores dos Prémios Adamastor

 


Começa hoje mais uma edição do Fórum Fantástico e decorre até domingo na Biblioteca Orlando Ribeiro, em Telheiras. Entre muitas iniciativas ligadas ao fantástico, o destaque vai para os Prémios Adamastor que premeiam várias categorias. Podem ver na imagem os nomeados na categoria de banda desenhada. Os vencedores serão conhecidos no último dia do festival, a 11 de Outubro  (este domingo).

Novidade Mudnag: CONGO: "Reino de Sangue" - Volume 3 da saga de Duarte e Henrique Gandum será lançado no Amadora BD

 


Já aqui tínhamos falado deste livro, mas agora voltamos a falar do terceiro volume de Congo, já com mais imagens e detalhes. O lançamento está previsto para dia 25 de Outubro no festival AmadoraBD, porém ambas as edições do livro já estão à venda em: https://loja.mudnag.pt

A Mudnag Edições apresenta o seu mais recente livro intitulado "CONGO: Reino de Sangue", o terceiro volume da saga de BD Congo de Duarte e Henrique Gandum. O novo volume será publicado em duas edições distintas, a edição com badanas, e a edição limitada "Capa Clássica" cujo design tem um registo semelhante às primeiras edições da saga. A história dá continuidade aos acontecimentos do segundo volume "CONGO: No Caminho das Trevas", lançado em 2019, e ao spin-off "Amélia - Uma História do Congo", lançado em 2021.

Sinopse:

“Congo, 1880. Meses após os acontecimentos que levaram ao desaparecimento de Afonso Ferreira, os portugueses sobreviventes refugiam-se numa aldeia congolesa. À sua volta, as operações lideradas pelo coronel belga Jacques De Vries e pelo major britânico Edward Jackson expandem-se, fortalecidas à custa de um povo submetido ao terror e à escravidão. Durante a construção de uma linha férrea, foi libertado um vasto ecossistema de criaturas primitivas, que agora se espalham pela floresta africana desconhecida.“

Sobre os autores:

- Duarte Gandum nasceu em 1998 e é artista de efeitos visuais, professor, realizador, argumentista de BD e músico. Tem currículo alargado em publicidade, televisão e cinema. Em 2025, recebe a distinção de “Sci-Fi Revelation” pela curta-metragem “After Time”, no Future World Film Festival em Lisboa.

- Henrique Gandum nasceu em 1996 e é professor, artista de storyboard, autor de BD e realizador. É licenciado em Desenho pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Desde 2017, em parceria com o irmão Duarte, tem vindo a lançar os livros da saga “Congo”, colaborando ainda com diversos autores de banda desenhada.




quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Novidade Arte de Autor e A Seita: Smoke & Mirrors é a obra de estreia de Verónica Louro e será lançada no Amadora BD

 


Já diz o ditado que filho de peixe sabe nadar. Pois bem, parece que se verifica mesmo! Já tínhamos visto obras desenhadas pela filha mais velha de Luís Louro, Verónica, mas agora ela estreia-se como autora, com este Smoke & Mirrors, que será lançado no Amadora BD. pela Arte de Autor e pel' A Seita.

Para nós, que a conhecemos desde muito pequenina, não deixa de ser comovente assistir ao seu percurso e agora a esta estreia, já revelada no Coimbra BD e da qual tivemos já alguns vislumbres.

Sobre a Verónica Louro:

Com um percurso artístico multifacetado estreia-se no mundo da Banda Desenhada com “Smoke and Mirrors”. Nasceu em Lisboa, em 7 de Dezembro de 1993 e cresceu rodeada de criatividade — entre lápis, pincéis e superfícies improváveis que serviam de tela para a sua imaginação. Desde cedo que se destacou no desenho, tendo sido premiada diversas vezes nos concursos de escolas no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora. Ao longo dos anos, expandiu o seu trabalho para várias áreas artísticas, incluindo escrita, escultura, fotografia e edição de vídeo. Profissionalmente, trabalha há cerca de 5 anos para a Topps, com as licenças Star Wars, Marvel, Disney e UpperDeck com a DC.
Agora, dá um novo passo ao apresentar as suas próprias histórias em BD, com destaque para “Smoke and Mirrors”.

Sinopse:

Dizem que todos temos fantasmas e Mallory não é excepção. Quando a noite cai e a escuridão aumenta, Frank não acende uma vela, mergulha no breu e procura respostas que teimam em não chegar. A sua vida está prestes a ficar mais complicada: será que vai conseguir decifrar o enigma e descobrir o assassino? Neste jogo de espelhos não há fumo sem fogo... posto.




Bertrand Editora celebra o mês da BD nas redes sociais

Ao longo do mês de Outubro, a editora Bertrand celebra a banda desenhada nas suas redes sociais. A editora tem vindo a relembrar algumas das suas edições de BD, tanto para os adultos como para crianças. É uma boa forma de dar a conhecer ao seu público de leitores, um pouco do que se faz na nona arte.




Novidade Penguin: O livro multipremiado "Os meus fantasmas", de Terea Hulls será lançado a 19 de Outubro



Vencedor do Prémio Pulitzer, do prémio Eisner e do National Book Critics Awards e ainda com prémios como Comic do Ano nas publicações Time, The Guardian, NPR, Library Journal, Kirkus Reviews, New York Public Library e Indigo, esta obra de Teresa Hulls, será lançada no dia 19 de Outubro, pela Penguin.

Uma comovente e arrebatadora memória gráfica que atravessa três gerações de mulheres chinesas, explorando, com uma extraordinária sensibilidade, o amor, o luto, o exílio e a identidade.

Na sua aclamada estreia literária, Tessa Hulls acompanha o eco da história da China ao longo de três gerações de mulheres da sua família. A avó de Tessa, Sun Yi, era jornalista em Xangai quando a vitória comunista de 1949 alterou para sempre o rumo da sua vida. Forçada a fugir para Hong Kong com a filha pequena, escreveu um livro de memórias sobre a perseguição de que foi alvo e a sua luta pela sobrevivência que se tornou um enorme sucesso editorial. Pouco tempo depois, sofreu um colapso mental do qual nunca recuperou.

Durante a sua infância, Tessa vê a mãe e a avó debaterem-se com o peso de traumas e doenças mentais. Determinada a escapar ao medo sufocante da mãe, Tessa parte para os lugares mais remotos do mundo. Mas, ao completar trinta anos, percebe que a sua vida errante se parece mais com uma fuga do que com a liberdade. Decide então regressar e enfrentar a história que moldou a sua família.

Fruto de uma investigação exaustiva e ilustrado com extraordinária sensibilidade, Os Meus Fantasmas é o regresso de Tessa Hulls às suas origens: uma viagem intensa e profundamente comovente ao coração de uma família, que expõe o medo e o trauma que assombram gerações, e o amor que as mantém unidas.


quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Novidade: A Seita e a Arte de Autor co-editam Coração de Papel, de Luís Louro, após quase 30 anos da edição original


Coração de Papel é uma das obras mais amadas pelos leitores fãs de Luís Louro e pelo próprio autor. Surge agora, quase 30 anos depois, numa edição cuidada, com novas capas e um belo caderno de extras, para delícia dos leitores.

Esta reedição especial será lançada no Amadora BD pela Arte de Autor e pela A Seita.

Um romance gráfico atemporal e mágico sobre o mais primordial dos sentimentos, o amor. 
Como seria a vida se não tivéssemos coração? Alguma coisa mudaria? Lucas e Rebeca personificam a magia do sentimento verdadeiro, genuíno e puro. E transportam-nos até um farol que ilumina e guia a quem teme as marés e as maldições que se perpetuam no tempo. Com a sensibilidade a que já nos habituou, Luís Louro desenha no papel com o coração e conta-nos esta história antiga, mas sempre actual. 

A sinopse:

Esta história é sobre um arlequim, o coração e as folhas, conceitos que na tradição simbólico-filosófica têm, cada um deles, uma representação transdimensional. O arlequim encarna o bobo malicioso, astuto, um pouco pateta e leviano até, indeciso e inconstante, sem ideias, princípios ou carácter, mas ansioso pela individualização e personalização humanas.
O coração, para quase tudo e todos, ocupa um lugar central e de destaque vital, simbolizando modernamente o amor supremo, quase divino.
As folhas, na sua tradução oriental, representam a felicidade, união e acção no mesmo pensamento.
Esta história é tudo isso e muito mais. É a celebração da vida, num gesto que se perpetua na eternidade, como uma espiral de folhas-borboletas, rodopiando numa valsa lenta que nunca se extingue, antes recomeça em todos os tempos e em todos os lugares.


Novidade Companhia das Letras: Será publicada este mês uma edição especial limitada e numerada de "Balada para Sophie"


A Companhia das Letras vai editar este mês, no dia 19 de Outubro, uma edição especial, limitada e numerada da obra de Filipe Melo e Juan Cavia, "Balada para Sophie". Esta edição terá uma capa em tecido, um ex-libris numerado e assinado por Filipe Melo e a partitura de uma nova música, composta especialmente para esta edição.

Relembramos aqui a sinopse desta obra que ganhou inúmeros prémios e chegou a ser finalista dos Prémios Eisner:

A vida de Julien Dubois, pianista de sucesso, confunde-se com a história da Europa do século XX. Desencantado e misantropo, vive a reforma numa velha mansão, com um gato e uma governanta por companhia. Um dia, é visitado por uma jovem jornalista que o incita a contar tudo o que verdadeiramente conheceu. Nas paredes da casa, saturadas de fumo de cigarros e de memórias antigas, ressoa a confissão de uma vida feita de rivalidade, desamor e arrependimento.




Prémio BD FNAC – France Inter 2026: estão nomeados os vinte livros de BD para este ano

 




Prémio BD FNAC – France Inter

Como nos anos mais recentes por esta altura, é interessante dar nota das nomeações deste ano para este prémio, que começa pela designação, pela rede de livrarias FNAC (francesas), de 20 BDs, que depois um júri de “leitores” reduzirá a 5 finalistas, e que um júri final de “especialistas” e jornalistas “especializados” analisará para a escolha do grande vencedor.

Dos vinte pelo menos dois deles damos destaque, um já publicado recentemente em Portugal pela ASA, Terre ou Lune e esperemos em breve pela Ala dos Livros, L'Insensé.

Os 20 nomeados são:

• Akujo, de Asako Yamasaki (ed. Actes Sud BD);

• Betty, de Amélie Causse e Jean-Luc Cornette (ed. Le Lombard);

• Bienvenue à l’Hôtel inhabituel, de Gaëlle Geniller (ed. Delcourt);

• Cauchon... ou L’Homme qui tua Jeanne d’Arc, de Joël Parnotte, Xavier Dorison e Louis-David Delahaye (ed. Dargaud);

• Frankenstein, de David Sala (ed. Casterman);

• Gunnar le Vampire, de Nicolas Dumontheuil (ed. Dupuis);

• Karl, de Cyril Bonin (ed. Sarbacane);

• L’Insensé, de Manu Larcenet (ed. Dargaud e Ala dos Livros);

• La Langue des Vipères, de Juliette Brocal (ed. Rue de Sèvres);

• La Marche des Femmes, de Michelle Perrot, Sophie Couturier et Annick Cojean (ed. Albin Michel);

• La Passe-Miroir, de Vanyda (ed. Gallimard BD);

• Les Dissidents, de Derf Backderf (ed. Çà et Là);

• Les Enfants perdus, de Neyef (ed. Rue de Sèvres);

• Maison Croa Croa, de Davide Tosello (ed. Dupuis);

• Nanbanjin, de Cyril Pedrosa e Tiyo Matsumoto (ed. Dupuis);

• Off, de Patrice Vizzavona, Olivier Tollet et Romain Renard (ed. Daniel Maghen);

• Providence, de Nicolas Dehghani (ed. Sarbacane);

• Terre ou Lune, de Jade Khoo (ed. Morgane e ASA);

• The Junction, de Norm Konyu (ed. Glénat).

Como habitualmente, refiro que, desta vintena de álbuns, a minha leitura abrangeu apenas 12. Não li, nomeadamente, os últimos trabalhos de Larcenet (muito, muito recente) e de Pedrosa (um calhamaço de mais de 500 páginas, difícil de transportar, o que acabou por condicionar a minha escolha). Tenho bastante interesse em ambos e creio que qualquer deles poderá revelar-se um forte candidato. Não sei. O que sei é que os dois de que mais gostei entre os que li (há um deles de que não gostei mesmo nada, mas não falemos disso; concentremo-nos no positivo) foram Cauchon e La Langue des Vipères.

Por isso, vamos tentar ler mais alguns, se possível, e aguardar a seleção dos cinco finalistas (4 de dezembro). 

Até lá.

Miguel Cruz


terça-feira, 6 de outubro de 2026

A nossa leitura de Strong - Arquivos da Kachisou, de Kachisou - edição A Seita

 


Kachisou tem um percurso ímpar, tendo em conta que a autora teve um início de carreira um pouco diferente do habitual, pois recebeu várias distinções em prémios japoneses. O seu trabalho foi, por isso, conhecido no Japão em primeiro lugar, e só depois ficou conhecido em Portugal.

A influência da banda desenhada japonesa é muito visível no seu trabalho e este "Strong - Arquivos da Kachisou" é disso um exemplo. Este livro reúne curtas do seu primeiro trabalho "Weak" e outras curtas que estavam guardadas nos arquivos da autora. 

Strong é uma antologia de curtas de mangá, com histórias todas elas com temáticas diferentes, mas que assentam na simplicidade do quotidiano. Porém, embora sejam curtas e simples, nem por isso deixam de mostrar sabedoria ou temas profundos que vão desde o sentimento de perda, o valor da amizade, enfrentar o medo, entre outros. Aliás os temas são abordados de uma forma sensível e expressiva, valorizada pelo estilo de desenho de Kachisou que consegue transmitir muito bem as emoções das personagens.



A próxima sessão do Clube de BD da Fnac é já este sábado e dá destaque a autores que estarão no Amadora BD

 


É já este sábado, 10 de Outubro, pelas 15 horas na Fnac do Colombo que irá decorrer mais um encontro do Clube de BD da Fnac, dinamizado pela Alexandra Sousa do Juvebêdê e pelo João Oliveira do podcast “Livrólicos Anónimos” e do instagram “Na Cama com os Livros”.

Com o maior evento nacional de banda desenhada a chegar, o Clube dedica as leituras deste encontro a autores que vão estar presentes no Festival Amadora BD. Será uma oportunidade única para ler estes livros, participar na discussão e, alguns dias depois, ir ao Amadora BD, pedir autógrafos aos autores e ver as exposições que lhes são dedicadas.

A escolha da Alexandra:

“Pyongyang - Uma viagem à Coreia do Norte” de Guy Delisle (Devir)

Um relato autobiográfico, bem-humorado e curioso, de uma estadia do autor na misteriosa Coreia do Norte, ao serviço de uma empresa de filmes de animação.

A escolha do João:

“As Linhas que Traçam o Meu Corpo” de Mansoureh Kamari (Arte de Autor)

Um livro catarse de uma iraniana, que faz uso da sua liberdade para revelar o jugo a que as mulheres são submetidas no Irão e o quão pouco valem as suas vidas.

Para participar na sessão podes só ter lido pelo menos um destes livros, os dois ou mesmo nenhum. O importante aparecer e ter o prazer de ouvir e de participar numa boa conversa.



segunda-feira, 5 de outubro de 2026

A nossa leitura de Ditirambos 4 - Noite, de vários autores

 

A vantagem de uma antologia é a diversidade. Neste caso, estamos perante mais um volume de Ditirambos, uma antologia de banda desenhada que junta o talento de vários autores nacionais. Depois de "Êxtase", "Abismo" e "Fauna", "Noite" foi o tema escolhido para o quarto volume de Ditirambos, lançado em 2025, mas só agora lido por nós. É composto por oito histórias, que são elas:

Ciclo - Joana Afonso

A Esfinge - Ricardo Baptista

Que o sol volte a brilhar - André Caetano

Caçadores - Raquel Costa e Nuno F. Cancelinha

Prima Nocte - Diogo Carvalho

Presas - Francisco Ferreira e Sónia Mota

Perseidas - Sofia Neto

Pesadelo - Carla Rodrigues

Claro está que em oito histórias houve umas que gostámos mais e outras de que gostámos menos, como é natural, mas admiramos em todos os autores a capacidade de sintetizar uma história em apenas quatro páginas, obedecendo a um tema. Neste livro as histórias são diferentes e os estilos também. Sempre mais misteriosa e a "Noite" traz-nos histórias mais leves, outras mais reflexivas e outras mais sinistras, umas de fantasia e outras de terror, há de tudo um pouco nestas pequenas histórias. Venha o próximo Ditirambos!