segunda-feira, 29 de junho de 2026

A primeira edição do Prémio Nacional de Banda Desenhada (PNBD) distinguiu António Jorge Gonçalves com o prémio Carreira



Este fim de semana foram anunciados os nomes dos vencedores da primeira edição do Prémio Nacional de Banda Desenhada e os prémios das três categorias foram atribuídos a:

Prémio Carreira - António Jorge Gonçalves

Prémio Obra do Ano - "Dormindo entre Cadáveres", da autoria de Luís Moreira Gonçalves e Felipe Parucci (edição Zigurate).

Prémio Inovação em Banda Desenhada - "Rumo ao Eclipse", da autoria de Ana Matilde Sousa, Ana Simões, André Nóvoa e Hugo Soares (edição Chili Com Carne).

O comunicado, difundido pelo Ministério da Cultura, Juventude e Desporto informa ainda que o júri avaliou 45 candidaturas distribuídas pelas três categorias que estavam a concurso.

Cada um dos vencedores receberá 10 mil euros e o Prémio Obra do Ano recebe ainda um valor suplementar de 1500 euros, como apoio a uma participação no Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême, em França (quando este voltar a acontecer).

Quanto à cerimónia da entrega dos prémios, esta irá decorrer no dia 18 de outubro, Dia Nacional da Banda Desenhada Portuguesa, integrando a programação do Festival Amadora BD.

A todos os vencedores os nossos parabéns! 


A nossa leitura de: As Guerras de Lucas - Episódio II, de Laurent Hopman e Renaud Roche - edição Ala dos Livros

Adorámos o primeiro volume de "As Guerras de Lucas" e o mesmo aconteceu com o Episódio II. Desengane-se quem poderá ter pensado que este volume era mais do mesmo, porque continua a surpreender. 

Os autores Renaud Roche e Laurent Hopman são fãs confessos da saga Star Wars e a sua paixão reflete-se muito nesta obra, cujo primeiro volume recebeu inúmeros prémios e vendeu mais de 100.000 exemplares em França.

"Com base no segundo filme da trilogia “Star Wars”, este volume conta a história esquecida da verdadeira provação que foi a produção de “O Império Contra-Ataca”. Drama, conflito e acidentes improváveis ​​atormentaram as filmagens, quase fazendo esquecer os contratempos encontrados no primeiro filme... Uma descida ao inferno que por pouco não destruiu Lucas, mas que, no final, deu origem a um filme hoje considerado a obra-prima da saga." 

Os autores oferecem-nos uma obra extraordinária e apaixonante que vai muito além de uma simples viagem aos bastidores de uma das mais influentes sagas da história do cinema. É também um relato inspirador sobre determinação, coragem e capacidade de superar adversidades. Conquista-nos da primeira à última página e dá-nos a conhecer como George Lucas foi um visionário, tendo criado técnicas de filmagem que não existiam e nunca tinham sido experimentadas. Visionário para uns, louco para outros, o certo é que depois do sucesso avassalador do primeiro filme de Star Wars, Lucas deixou de ser visto como um jovem realizador sonhador e pouco convencional. Transformado num fenómeno de bilheteira e detentor de uma fortuna considerável, passou a ter total liberdade para decidir o rumo da sua carreira. Convencido de que queria libertar-se do controlo dos grandes estúdios, tomou uma decisão arriscada: investir toda a sua fortuna no financiamento do seu próximo projeto. Uma aposta ousada que acabaria por marcar profundamente o seu futuro.

A par de Star Wars, ficamos também a conhecer outros projectos de George Lucas e também a génese de Indiana Jones, revelando os desafios, as ideias e os encontros que deram origem a outra das mais icónicas personagens do cinema.

Ricamente documentado, repleto de curiosidades e revelações surpreendentes, e ilustrado com um traço dinâmico e cativante, este livro é uma leitura indispensável tanto para os admiradores de Star Wars como para todos os apaixonados pela sétima arte.

Tal como o primeiro, este volume é cheio de revelações e curiosidades, com um desenho e um ritmo visual que convida a uma leitura compulsiva. Da mesma maneira que não queremos deixar um filme a meio, aqui também não queremos interromper a leitura desta obra que já nos deixou vontade de ler o próximo volume.



domingo, 28 de junho de 2026

Clube de BD da FNAC: O segundo encontro decorreu ontem e reuniu um público muito heterogéneo


 

"Radium Girls", de Cy (edição Arte de Autor) e Erva, de Keum Suk Gendry-Kim (edição Iguana) foram os livros escolhidos para serem alvo da conversa do segundo encontro do Clube de BD da Fnac, moderado pela Alexandra Sousa, do Juvebêdê e pelo João Oliveira do postcast "Livrólicos Anónimos" e da página Na Cama com os Livros.

O evento decorreu ontem à tarde, na Fnac do Colombo e uma vez mais reuniu entusiastas da banda desenhada, mas também curiosos e iniciantes que estão agora a começar a entrar no mundo dos quadradinhos. 

O próximo encontro está já marcado para dia 18 de Julho, às 15 horas, no mesmo local. Todos são bem-vindos!  

Os livros indicados para essa sessão são:

Viagem, de Agustina Guerrero (edição Dom Quixote) e "Finalmente o verão!, de Jillian Tamaki e Mariko Tamaki (edição Planeta Tangerina). Quem ainda não tem nenhum destes livros pode aproveitar porque a Fnac tem os dois em promoção até dia 30 de Junho.






BDs da estante - 692: Colecção Entre Nós – n.º 2 – Cosey, de Carlos Pessoa e Victor Quelhas - edição CNBDI

 


Esta era uma colecção do CNBDI, intitulada "Entre Nós", de livros em pequeno formato e que apresentava entrevistas com autores de BD. Neste segundo volume, o autor entrevistado foi o suíço Cosey, conhecido pela sua personagem Jonathan e que mais recentemente viu editado pela Witloof o excelente álbum “Orchidea”. Tal como diz na capa, de facto Cosey é um viajante inquieto. De referir ainda que esta publicação do CNBDI é de 2001.

sábado, 27 de junho de 2026

Campanha de Boas Práticas no Metropolitano de Lisboa com ilustrações de Nuno Saraiva


A campanha não começou agora, mas ainda está a decorrer e vale a pena mostrar, para quem não é frequentador do Metropolitano de Lisboa, porque vale a pena ver as ilustrações de Nuno Saraiva. Deixamos aqui algumas que captámos recentemente.

«O Metropolitano de Lisboa lançou uma campanha de comunicação intitulada "Boas Práticas, boas Viagens", destinada a fomentar uma utilização mais consciente e responsável do serviço, entendendo que a qualidade da experiência de viagem resulta não apenas da eficiência operacional, mas também dos comportamentos que moldam a convivência quotidiana no espaço público de mobilidade.

A campanha assenta na mensagem central “Ande de metro à vontade. Não à vontadinha”. Com recurso a humor e a uma abordagem pedagógica, apresenta, em contraste direto, comportamentos adequados e inadequados na utilização do serviço, ilustrando o que significa usar o Metro “à vontade”, de forma correta e respeitosa, e “não à vontadinha”, de modo descuidado ou inconveniente.

Para reforçar esta sensibilização para a relevância dos pequenos gestos na experiência coletiva de viagem, a campanha integra ilustrações do reconhecido artista e ilustrador Nuno Saraiva, cujo traço singular confere vivacidade e clareza às situações retratadas, tornando a mensagem mais direta e facilmente apreensível pelos clientes.

Em alinhamento com este contributo artístico para uma comunicação mais próxima e eficaz, Nuno Saraiva destaca a sua ligação pessoal ao Metro de Lisboa: “Para mim, que dependo do metro para quase tudo, é um prazer poder contribuir, da melhor forma que sei, para melhorar um serviço que é de todos e tanta falta faz, quer a mim, quer à cidade de Lisboa”, sublinha o artista plástico.

O conceito criativo da campanha foi desenvolvido pela agência The Hotel e organiza-se em oito temas distintos, cada um associado a uma boa prática de utilização do Metro.»






Festival Amadora BD divulga cartaz de 2026 e a presença de grandes nomes internacionais

 


O Festival Amadora BD revelou hoje o cartaz da 37.ª edição, que este ano se realiza de 15 a 25 de Outubro. A ilustração de Luís Louro é absolutamente extraordinária e rica em pormenores e aconselhamos uma apreciação demorada. Já o design... infelizmente, e mais uma vez, é estranho, confuso e desadequado. É mesmo uma pena que uma ilustração tão boa, tenha uma moldura que não lhe faz justiça.

Quanto às exposições e aos nomes dos autores já confirmados, são prometedores.

As exposições em destaque:

80 anos de Lucky Luke
80 anos de Blake & Mortimer
65 anos do Quarteto Fantástico
40 anos de Dylan Dog
25 anos de O Menino Triste, de João Mascarenhas

Autores confirmados:

Guy Delisle
Ryan North
Iban Coello
Peter Van Dongen
Josep Homs
Thomas Gilbert
Mansoureh Kamari

sexta-feira, 26 de junho de 2026

A opinião de Miguel Cruz sobre "La guerra de Audrey, de Rúbio e Aroca e "Tourner la Page", de Zep

 

La guerra de Audrey

Uma curiosidade que encontrei numa livraria em Espanha: La guerra de Audrey, da Planeta Cómic, editada em 2025, de Salva Rúbio (argumento) e desenho de Loreto Aroca.

Uma novela gráfica de pequeno formato, mas com 150 páginas que romanceia a infância e adolescência de Audrey Hepburn durante a Segunda Guerra Mundial, quando viveu nos Países Baixos ocupados pelos nazis, após uma decisão familiar de escapar de Londres para fugir dos bombardeamentos, conjugada com uma má avaliação de que os Nazis não invadiriam a Holanda… afinal a raça é a mesma.

Na Holanda, Audrey vive anos de fome extrema, medo constante e repressão, e “agarra-se” à vontade de dançar e de aprender a dançar como forma de refúgio, sobrevivência e de objetivo de vida.

A narrativa tem uma forte base documental e histórica, e uma abordagem intimista e emocional, centrada na experiência de uma criança, sem heroísmos artificiais, sem aventura e eventos forçados, mas focada na empatia. E acho que, o exercício é bem conseguido. O desenho é sensível, elegante e expressivo, a cor é bem usada para explorar emoções e o lado humano dos acontecimentos. Bem documentado, com rigor histórico, apesar de evitar espetacularidade, ou qualquer aprofundamento de eventos da guerra. A mãe de Audrey vai fazendo avaliações erradas atrás de avaliações erradas: a mudança para a Holanda, a confraternização com o ocupante…

A história não me era conhecida e é a base para uma narrativa envolvente, embora muito contida, clássica e com uma limitada abordagem aos acontecimentos envolventes e muito centrada na personagem central, com pouca profundidade no tratamento das personagens secundárias.

Uma leitura simpática, agradável, simples, com bom impacto humano e uma curiosidade biográfica sobre uma das mais amadas atrizes de cinema.



Tourner la Page – Zep

Tourner la page, de Zep, acompanha a história de um autor de romances que, após ter conhecido o sucesso literário, se vê confrontado com o declínio da sua carreira e com uma profunda crise pessoal. Ao longo da narrativa, seguimos um percurso de perda, dúvida e tentativa de reconstrução, onde o protagonista lida com o esquecimento, a solidão e a necessidade de redefinir a sua identidade, mas com um twist anunciado desde a primeira página: a sua morte. O título traduz bem essa travessia: trata-se de aceitar o fim de um ciclo e encontrar forma de seguir em frente, num registo simultaneamente íntimo e reflexivo. Ah, e é bom não esquecer que os planos humanos saem “furados” com muita frequência!

A nível gráfico, a BD mantém a qualidade excecional a que o autor nos habituou, relativamente intimista, cores luminosas, representação gráfica detalhada, os rostos como espelho da alma, os espaços envolventes detalhados e realistas. Zep adota um estilo em aguarela, suave e expressivo, que marca uma evolução talvez natural no seu trabalho. As cores delicadas e o traço contido criam uma atmosfera melancólica e introspetiva, reforçando o tom emocional da narrativa. A maturidade artística do autor já não precisava de ser provada, mas está comprovada.

Nesta BD, para mim, o ponto a destacar no trabalho de Zep é a exploração de temas como o sucesso, a sua fragilidade e o funcionamento do mundo editorial, transformando a narrativa numa reflexão mais ampla sobre a criação artística e o reconhecimento num mundo “dog-eat-dog” (coitado dos cãezinhos, é uma expressão). A BD é envolvente, ficamos com a ideia de que diz bastante, em determinados pontos, ao seu autor. Zep desembaraça-se tão bem no domínio humorístico como num registo mais sério e sisudo, mas sem perder o humor e a ironia.

É curioso que, do meu ponto de vista, a BD nunca é previsível, e tem vários momentos surpreendentes, mas a surpresa torna-se imediatamente natural, facilmente digerível, o que constitui relevante ponto positivo. Quando virei a última página (perceberam? Sim o título do livro é virar a página, certo?… ouff!) fiquei com uma grande curiosidade sobre o que se seguiria, mas verdadeiramente, todos perceberemos: não é importante.

A capa é sóbria, clara e sugestiva, refletindo bem a introspeção da obra e, veremos, o estado emocional do protagonista. O livro conta com cerca de 96 páginas, num formato cuidado que valoriza o trabalho em aguarela e a leitura pausada. Publicado pela editora Rue de Sèvres, esta BD é uma das BDs de 2026, na minha opinião. 


2.ª encontro do Clube de B.D. da FNAC decorre já amanhã, sábado, 27 de Junho


É já amanhã, sábado, 27 de Junho, pelas 15 horas, na FNAC do Colombo, que irá decorrer o segundo encontro do Clube de B.D. da FNAC, dinamizado pela Alexandra Sousa do Juvebêdê e pelo João Oliveira do podcast “Livrólicos Anónimos” e do instagram “Na Cama com os Livros”.

As escolhas de leitura têm como foco, as mulheres. "Se ainda hoje ser mulher é um fator de risco, não precisamos de viajar muito no tempo para encontrarmos inúmeros exemplos do pouco valor dado à sua vida" e os dois livros que a Alexandra e o João escolheram para esta sessão demonstram isso mesmo:

"Radium Girls" de Cy (Arte de Autor), sobre um grupo de jovens trabalhadoras americanas expostas a radiação por uma indústria negligente - escolha da Alexandra Sousa

"Erva" de Keum Suk Gendry-Kim (Iguana), que imortaliza as “mulheres de conforto”, um exemplo dos horrores vividos pelas mulheres em cenários de guerra - escolha do João Oliveira

Os participantes foram convidados a ler pelo menos um destes livros. Mas mesmo que não tenham lido, podem aparecer e ficar a conhecer melhor estas histórias.


quinta-feira, 25 de junho de 2026

Novidade Distrito Manga: Cria os Teus Webcomics com a WEBTOON


A Distrito Manga tem em pré-venda, disponível a partir de 6 de Julho, esta novidade que pode ajudar muitos aspirantes a criar Webcomics.

Da ideia inicial à publicação, Cria os Teus Webcomics com a WEBTOON é um guia completo que mostra como dar vida à visão criativa e lançar a própria série webcomic! Com dicas exclusivas de autores da WEBTOON, os leitores podem descobrir os segredos do formato vertical, aprender a estruturar episódios envolventes e dominar a escrita para banda desenhada digital. Seja qual for o nível, Cria os Teus Webcomics com a WEBTOON reúne técnicas essenciais para aperfeiçoar o trabalho, incluindo:

- Ferramentas essenciais, como programas para a criação de webcomics.

- Orientações, passo a passo, sobre como criar personagens e cenários, escrever guiões, fazer esboços, escolher a paleta de cores e preparar a arte-final.

- Como ter sucesso, com dicas para publicar, lançar uma série, construir uma comunidade de leitores e até gerar rendimento.







Novidade DEVIR: o livro Supergirl - Mulher do futuro já está disponível e filme Super Girl chega hoje às salas de cinema portugueses

 


É uma dupla novidade, pois Supergirl tem edição da DEVIR em livro e também estreia o filme com o mesmo nome nas salas de cinema portugueses.

O livro

Supergirl Mulher do Futuro
Tom King e Bilquis Evely

É a Supergirl como nunca a viu, numa obra-prima de sci-fi/fantasia que a tem como personagem, da autoria de Tom King (Mister Miracle) e ilustrada por Bilquis Evely (Wonder Woman)!

Kara Zor-El passou por algumas aventuras fantásticas ao longo dos anos, mas agora vê-se sem propósito ou motivação. Ei-la: uma jovem mulher que viu o seu planeta ser destruído e foi enviada para a Terra para proteger o primo bebé, que, afi nal, não precisa dela. Para que serviu tudo isto? Aonde quer que vá, todos a comparam com o Superman e os seus feitos.

Contudo, quando a Supergirl pensava que já não aguentava mais, tudo mudou. Uma jovem alienígena pede a sua ajuda para levar a cabo uma missão impiedosa. O mundo dela foi destruído e os vilões responsáveis continuam à solta. A jovem quer vingança e, se a Supergirl não a ajudar, vai procurá-la sozinha, a qualquer custo. Assim, uma Kryptoniana, um cão e uma menina desgostosa e zangada partem para o espaço, numa aventura que os vai transformar profundamente.

Este volume reúne a totalidade da minissérie de oito números Supergirl: Mulher do Futuro.

O filme



quarta-feira, 24 de junho de 2026

Novidade: Arte de Autor e A Seita lançam "Brigada dos Costumes", da dupla Zidrou e Jordi Lafebre


A dupla Zidrou e Jordi Lafebre (Lydie, Verões Felizes) reencontra-se na esquadra de Paris na década de 1930, com esta edição integral de "Brigada dos Costumes", co-editada pela Arte de Autora e pel' A Seita. 

Esta história em duas partes retrata o quotidiano da esquadra: o jovem inspetor Aimé Louzeau inicia-se na infiltração e vigilância para desvendar segredos cruciais para os mais altos escalões governamentais. Mas a polícia também tem os seus segredos, e Aimé, filho de um padre excomungado, não é excepção…

A convite da HBO Max, Daniel Henriques criou uma ilustração exclusiva para celebrar a estreia de House of the Dragon

 


De forma a celebrar a estreia da terceira temporada da série House of the Dragon, a HBO Max desafiou o artista de banda desenhada, Daniel Henriques, a criar uma ilustração exclusiva e de edição limitada, inspirada nos visuais impactantes da série, a qual temos o prazer de vos mostrar.

Com uma carreira de mais de uma década, Daniel Henriques deixou a sua marca em títulos icónicos da DC, Marvel, Image e Dark Horse Comics, tais como Spawn, Venom, Batman, Green Lantern, Justice League of America, Aquaman, e mais recentemente, The Curse of Sherlee Johnson da Todd McFarlane Productions.

House of the Dragon, baseada em "Sangue e Fogo" de George R.R. Martin, é ambientada 200 anos antes dos eventos de "A Guerra dos Tronos" e conta a história da Casa Targaryen. 







terça-feira, 23 de junho de 2026

A Seita está a realizar o maior projecto de internacionalização de autores portugueses, de sempre!


Já aqui falámos da coleção Bursztyn | Âmbar, dedicada à banda desenhada polaca contemporânea, editada pel' A Seita, que resulta de uma colaboração entre A Seita e a editora polaca Timof Comics, apoiada pelo PRR e pelo Instituto Adam Mickiewicz, permitindo a circulação de autores polacos em Portugal e de autores portugueses na Polónia.

Faltava falar das obras de autores portugueses que começarão agora a ser editadas na Polónia.

Ao longo de 2026, dezenas de obras portuguesas serão publicadas no estrangeiro:

Em Abril, e associados ao Festival de Poznan, chegaram ao mercado títulos como "Mensagem", "Quero Voar", "Dama de Pé de Cabra" e "O Mangusto" coincidindo com o Festival de Comics de Varsóvia.

Em Maio o programa continuou com A Aventura do Sapo, Maria Moisés, Fojo, Terrea, a Farsa de Inês Pereira e O Bestiário de Isa. 

Junho será um mês do lançamento de "Os Lusíadas" (dois volumes), os três volumes antológicos de BD Palop, "O Crime do Padre Amaro", " A Norte de Sul Nenhum" e "A Vida Oculta de Fernando Pessoa".

E em todos estes festivais esteve garantida a presença de autores nacionais: Joana Mosi em Poznan, Joana Afonso e Osvaldo Medina em Varsóvia, mas também André Morgado, André Oliveira e Pedro Moura no festival literário de Sopot (Literacki Sopot), em Agosto, e tudo isto acabará com a presença de três ou quatro autores nacionais no Festival Internacional de Comics de Łódź!

Mas não é só na Polónia que A Seita está a abrir estas portas. Em França sairão cinco livros: A Aventura do Sapo e Fojo, bem como três volumes de antologias da BDPalop (em parceria com editoras francesas), e no Reino Unido será editado o livro Sete Mulheres, Sete Musas. 

A nossa leitura de "O Sétimo Homem", de Haruki Murakami, Deveney e PMGL - edição Casa das Letras


Sapo Salva Tóquio; O Segundo Ataque à Padaria; Xerazade; A Menina dos Anos; Samsa Apaixonado; Onde poderei encontrá-lo?; O Sétimo Homem; Sono e Tailândia. São estas as nove histórias que se encontram reunidas nesta obra de Haruki Murakami, com edição da Casa das Letras, adaptada para banda desenhada por Deveney e desenhada por PMGL.

É sabido que a obra de Haruki Murakami é marcada pela introdução do fantástico nas suas histórias, conjugando a realidade quotidiana e o surreal. Portanto aqui neste livro "O Sétimo Homem e outros contos", também estamos perante vários universos oníricos. Para quem, como nós, a obra da Murakami não era familiar, estranhámos um pouco as primeiras histórias, algo bizarras. Mas conforme fomos mergulhando no estilo do autor japonês, fomos gostando cada vez mais do estilo.

Cada história é uma surpresa e apreciámos muito a fusão que Marakami faz entre o quotidiano de vidas reais e as situações inesperadas e fora do comum, que nos deixou com a sensação da existência de realidades paralelas. Normalmente não gostamos muito de histórias que são deixadas em aberto, mas aqui, com histórias e personagens surreais e que desafiam a lógica, acabámos por apreciar a forma como os mistérios não são explicados, deixando-os a pairar na nossa mente.

O estilo de desenho, igualmente diferente e estranho, encaixa-se na perfeição nas narrativas, traduzindo muito bem as atmosferas estranhas, os acontecimentos impossíveis, os eventos sobrenaturais, os sonhos, as memórias, a expressividade das personagens.

Trauma, solidão, desejo, culpa, medo, sonhos e pesadelos, tudo cabe neste livro que foi para nós uma porta de entrada para a obra do célebre autor japonês.



segunda-feira, 22 de junho de 2026

Novidade: o 12.º volume da série Ataque dos Titãs saiu hoje!

 

Saiu hoje o décimo segundo volume da série de manga, Ataque dos Titãs, editada pela Distrito Manga e da autoria de Hajime Isayama.

Neste volume, a verdade começa finalmente a emergir e com ela chegam revelações capazes de abalar tudo o que julgávamos saber.

Erwin e o Corpo de Exploração avançam numa desesperada operação de resgate para recuperar Eren das garras do Titã Colossal e do Titã Couraçado. Mas, sem efetivos suficientes para se organizarem devidamente fora das muralhas, como poderão os humanos alcançá-los antes de serem todos massacrados? Afinal, de que lado está Ymir? E voltará Eren a reencontrar os seus amigos?