sábado, 27 de junho de 2026
Campanha de Boas Práticas no Metropolitano de Lisboa com ilustrações de Nuno Saraiva
Festival Amadora BD divulga cartaz de 2026 e a presença de grandes nomes internacionais
sexta-feira, 26 de junho de 2026
A opinião de Miguel Cruz sobre "La guerra de Audrey, de Rúbio e Aroca e "Tourner la Page", de Zep
La guerra de Audrey
Uma curiosidade que encontrei numa livraria em Espanha: La guerra de Audrey, da Planeta Cómic, editada em 2025, de Salva Rúbio (argumento) e desenho de Loreto Aroca.
Uma novela gráfica de pequeno formato, mas com 150 páginas que romanceia a infância e adolescência de Audrey Hepburn durante a Segunda Guerra Mundial, quando viveu nos Países Baixos ocupados pelos nazis, após uma decisão familiar de escapar de Londres para fugir dos bombardeamentos, conjugada com uma má avaliação de que os Nazis não invadiriam a Holanda… afinal a raça é a mesma.
Na Holanda, Audrey vive anos de fome extrema, medo constante e repressão, e “agarra-se” à vontade de dançar e de aprender a dançar como forma de refúgio, sobrevivência e de objetivo de vida.
A narrativa tem uma forte base documental e histórica, e uma abordagem intimista e emocional, centrada na experiência de uma criança, sem heroísmos artificiais, sem aventura e eventos forçados, mas focada na empatia. E acho que, o exercício é bem conseguido. O desenho é sensível, elegante e expressivo, a cor é bem usada para explorar emoções e o lado humano dos acontecimentos. Bem documentado, com rigor histórico, apesar de evitar espetacularidade, ou qualquer aprofundamento de eventos da guerra. A mãe de Audrey vai fazendo avaliações erradas atrás de avaliações erradas: a mudança para a Holanda, a confraternização com o ocupante…
A história não me era conhecida e é a base para uma narrativa envolvente, embora muito contida, clássica e com uma limitada abordagem aos acontecimentos envolventes e muito centrada na personagem central, com pouca profundidade no tratamento das personagens secundárias.
Uma leitura simpática, agradável, simples, com bom impacto humano e uma curiosidade biográfica sobre uma das mais amadas atrizes de cinema.
2.ª encontro do Clube de B.D. da FNAC decorre já amanhã, sábado, 27 de Junho
É já amanhã, sábado, 27 de Junho, pelas 15 horas, na FNAC do Colombo, que irá decorrer o segundo encontro do Clube de B.D. da FNAC, dinamizado pela Alexandra Sousa do Juvebêdê e pelo João Oliveira do podcast “Livrólicos Anónimos” e do instagram “Na Cama com os Livros”.
As escolhas de leitura têm como foco, as mulheres. "Se ainda hoje ser mulher é um fator de risco, não precisamos de viajar muito no tempo para encontrarmos inúmeros exemplos do pouco valor dado à sua vida" e os dois livros que a Alexandra e o João escolheram para esta sessão demonstram isso mesmo:
"Radium Girls" de Cy (Arte de Autor), sobre um grupo de jovens trabalhadoras americanas expostas a radiação por uma indústria negligente - escolha da Alexandra Sousa
"Erva" de Keum Suk Gendry-Kim (Iguana), que imortaliza as “mulheres de conforto”, um exemplo dos horrores vividos pelas mulheres em cenários de guerra - escolha do João Oliveira
Os participantes foram convidados a ler pelo menos um destes livros. Mas mesmo que não tenham lido, podem aparecer e ficar a conhecer melhor estas histórias.
quinta-feira, 25 de junho de 2026
Novidade Distrito Manga: Cria os Teus Webcomics com a WEBTOON
A Distrito Manga tem em pré-venda, disponível a partir de 6 de Julho, esta novidade que pode ajudar muitos aspirantes a criar Webcomics.
Da ideia inicial à publicação, Cria os Teus Webcomics com a WEBTOON é um guia completo que mostra como dar vida à visão criativa e lançar a própria série webcomic! Com dicas exclusivas de autores da WEBTOON, os leitores podem descobrir os segredos do formato vertical, aprender a estruturar episódios envolventes e dominar a escrita para banda desenhada digital. Seja qual for o nível, Cria os Teus Webcomics com a WEBTOON reúne técnicas essenciais para aperfeiçoar o trabalho, incluindo:
- Ferramentas essenciais, como programas para a criação de webcomics.
- Orientações, passo a passo, sobre como criar personagens e cenários, escrever guiões, fazer esboços, escolher a paleta de cores e preparar a arte-final.
- Como ter sucesso, com dicas para publicar, lançar uma série, construir uma comunidade de leitores e até gerar rendimento.
Novidade DEVIR: o livro Supergirl - Mulher do futuro já está disponível e filme Super Girl chega hoje às salas de cinema portugueses
quarta-feira, 24 de junho de 2026
Novidade: Arte de Autor e A Seita lançam "Brigada dos Costumes", da dupla Zidrou e Jordi Lafebre
A dupla Zidrou e Jordi Lafebre (Lydie, Verões Felizes) reencontra-se na esquadra de Paris na década de 1930, com esta edição integral de "Brigada dos Costumes", co-editada pela Arte de Autora e pel' A Seita.
Esta história em duas partes retrata o quotidiano da esquadra: o jovem inspetor Aimé Louzeau inicia-se na infiltração e vigilância para desvendar segredos cruciais para os mais altos escalões governamentais. Mas a polícia também tem os seus segredos, e Aimé, filho de um padre excomungado, não é excepção…
A convite da HBO Max, Daniel Henriques criou uma ilustração exclusiva para celebrar a estreia de House of the Dragon
De forma a celebrar a estreia da terceira temporada da série House of the Dragon, a HBO Max desafiou o artista de banda desenhada, Daniel Henriques, a criar uma ilustração exclusiva e de edição limitada, inspirada nos visuais impactantes da série, a qual temos o prazer de vos mostrar.
Com uma carreira de mais de uma década, Daniel Henriques deixou a sua marca em títulos icónicos da DC, Marvel, Image e Dark Horse Comics, tais como Spawn, Venom, Batman, Green Lantern, Justice League of America, Aquaman, e mais recentemente, The Curse of Sherlee Johnson da Todd McFarlane Productions.
House of the Dragon, baseada em "Sangue e Fogo" de George R.R. Martin, é ambientada 200 anos antes dos eventos de "A Guerra dos Tronos" e conta a história da Casa Targaryen.
terça-feira, 23 de junho de 2026
A Seita está a realizar o maior projecto de internacionalização de autores portugueses, de sempre!
Faltava falar das obras de autores portugueses que começarão agora a ser editadas na Polónia.
Ao longo de 2026, dezenas de obras portuguesas serão publicadas no estrangeiro:
Em Abril, e associados ao Festival de Poznan, chegaram ao mercado títulos como "Mensagem", "Quero Voar", "Dama de Pé de Cabra" e "O Mangusto" coincidindo com o Festival de Comics de Varsóvia.
Em Maio o programa continuou com A Aventura do Sapo, Maria Moisés, Fojo, Terrea, a Farsa de Inês Pereira e O Bestiário de Isa.
Junho será um mês do lançamento de "Os Lusíadas" (dois volumes), os três volumes antológicos de BD Palop, "O Crime do Padre Amaro", " A Norte de Sul Nenhum" e "A Vida Oculta de Fernando Pessoa".
E em todos estes festivais esteve garantida a presença de autores nacionais: Joana Mosi em Poznan, Joana Afonso e Osvaldo Medina em Varsóvia, mas também André Morgado, André Oliveira e Pedro Moura no festival literário de Sopot (Literacki Sopot), em Agosto, e tudo isto acabará com a presença de três ou quatro autores nacionais no Festival Internacional de Comics de Łódź!
Mas não é só na Polónia que A Seita está a abrir estas portas. Em França sairão cinco livros: A Aventura do Sapo e Fojo, bem como três volumes de antologias da BDPalop (em parceria com editoras francesas), e no Reino Unido será editado o livro Sete Mulheres, Sete Musas.
A nossa leitura de "O Sétimo Homem", de Haruki Murakami, Deveney e PMGL - edição Casa das Letras
segunda-feira, 22 de junho de 2026
Novidade: o 12.º volume da série Ataque dos Titãs saiu hoje!
Saiu hoje o décimo segundo volume da série de manga, Ataque dos Titãs, editada pela Distrito Manga e da autoria de Hajime Isayama.
Neste volume, a verdade começa finalmente a emergir e com ela chegam revelações capazes de abalar tudo o que julgávamos saber.
Erwin e o Corpo de Exploração avançam numa desesperada operação de resgate para recuperar Eren das garras do Titã Colossal e do Titã Couraçado. Mas, sem efetivos suficientes para se organizarem devidamente fora das muralhas, como poderão os humanos alcançá-los antes de serem todos massacrados? Afinal, de que lado está Ymir? E voltará Eren a reencontrar os seus amigos?
Novidade: A Seita edita a obra de Helena Sá, "A Solidão do Ser", vencedora do Prémio Revelação Maia BD
domingo, 21 de junho de 2026
A opinião de Miguel Cruz sobre "Ketsudan", de Mud e Motteler e "Diable Pâle", de Brugeas e Siner
Ketsudan
Gostei bastante desta BD de Mud (argumento) e Motteler (desenho), publicado pela Dargaud em 2026 e com cerca de 180 páginas, que me surpreendeu, não porque a temática seja inovadora, ou as bases da situação sejam desconhecidas, mas sim porque o tratamento feito pelos autores é interessante, sensível, qualitativamente de valor acrescentado, e moderno.
Ketsudan palavra japonesa que significa “decisão” (ou “determinação”) não é apenas um título, mas o elemento central em torno do qual tudo se organiza. Em Ketsudan, cada escolha surge como um instante suspenso entre o possível e o irreversível. Decidir é avançar, mas é também cortar deixar para trás, traçar uma linha, aceitar o peso do que já não pode ser desfeito. É nessa tensão que a BD respira e se constrói.
O argumento de Mud desenha um mundo regido por códigos, por vezes silenciosos de honra, de lealdade, de sobrevivência onde nenhuma decisão é neutra e todas carregam consequências. Há uma disciplina na progressão narrativa, um controlo que sustenta a tensão e dá consistência ao percurso das personagens. Em paralelo, o bonito e muito direto (por vezes cru) desenho de Motteler dá corpo ao que está em jogo.
Visualmente, Ketsudan impõe-se pela sua atmosfera. O silêncio pesa tanto quanto a ação. A história é de honra, mas é também de amor: um amor impossível, ou talvez não, é difícil equilibras regras, códigos, sentimentos, regras e o que é mais importante para o “shogunato”. Há movimento, há combate, mas também há momentos em que o tempo parece abrandar, com a narrativa a aguardar a decisão seguinte, como forma de colocar o/a autor(a) a “torcer” pela decisão óbvia, e frequentemente a fazer a “maldade” de tomar a inevitável decisão contrária: a ideia de que tudo vai acabar bem é destruída tantas vezes que o/a leitor/a se prepara para inevitabilidade do desastre.
Nesse tecido de imagens e escolhas, acompanha-se um protagonista confrontado com a exigência de decidir sempre decidir num mundo que não oferece refúgio nem neutralidade.
Termino onde comecei: uma leitura memorável, agradável apesar da intensidade emocional, com um bom trabalho (creio) sobre o Japão tradicional – período propositadamente deixado indefinido, verdadeira peça de teatro centrada na relação entre Harumi et Natsumé, que nos surgem na capa, rodeados de vermelho sangue.
BDs da estante - 691: Vencer os medos, de João Paulo Cotrim e vários ilustradores - edição IPAD e Assírio e Alvim
Este livro foi escrito por João Paulo Cotrim e ilustrado por oito artistas (João Fazenda, Susa Monteiro, Maria João Worm, Pedro Burgos, Tiago Albuquerque, Miguel Rocha, Rui Lacas e Alex Gozblau), a partir de uma proposta do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) para que se realizasse uma obra sobre os objectivos do Milénio, que os países da ONU se comprometeram a cumprir até 2015.
Vencer os medos, de vários autores, IPAD e Assírio & Alvim, uma edição de 2008.












































