Ainda há muita gente de férias, e por isso ainda temos meia dúzia de sugestões de destinos. Hoje deixamos aqui sugestões de leituras ligadas aos desertos, os reais e os imaginados.
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
domingo, 16 de agosto de 2026
Novidade d' A Seita: Dylan Dog está de volta com a "Morte em 16 por 9"
Outra das novidades d' A Seita é um novo álbum de Dylan Dog, intitulado "Morte em 16 por 9" (há ainda um outro que iremos também falar: Memórias do Invisível), com argumento de Roberto Recchioni e desenhos de Corrado Roi.
Eis a sinopse:
Criado por Tiziano Sclavi em 1986, Dylan Dog é o célebre investigador do paranormal, o detective dos pesadelos, uma das mais conhecidas personagens de BD de sempre, cujas aventuras ao mesmo tempo aterradoras, inquietantes e melancólicas, têm encantado leitores – e leitoras – em todo o mundo. Onde termina o artista e começa a obra, onde se interrompe a dor e se inicia o prazer, onde se fundem as linhas que separam a vítima do carrasco? É nesse espaço liminal nebuloso que se terá de mover Dylan Dog, lutando para não acabar sufocado nas espirais inebriantes de uma misteriosa mecenas que fez da arte a sua razão de vida. E de morte. Roberto Recchioni e Corrado Roi arrastam-nos numa viagem alucinante, uma tempestade de emoções contrastantes que levará o investigador do pesadelo a ficar prisioneiro de uma mente alienígena, e o levará ao ponto de ruptura, a um passo do abismo, obrigando-o a enfrentar os piores fantasmas do seu passado.
BDs da estante - 699: XIII "El Cascador", de William Vance e Van Hamme - edição ASA
Chamam-lhe XIII (treze), porque tem no pescoço a tatuagem de um 13 em numeração romana. Uma magnífica série dominada por assassínios e conspirações e protagonizada por um homem amnésico em busca da sua identidade. Neste décimo álbum da série, "El Cascador", Jones infiltra-se em Roca Negra para libertar XIII que ali se encontra preso. Na mesma altura, os rebeldes Santosistas tomam de assalto Roca Negra para libertar Maria Isabel, irmã de Marcos de Los Santos, o chefe dos rebeldes.
sábado, 15 de agosto de 2026
Juvebêdê Breaking News: Chegámos aos 1000 seguidores no Instagram - Obrigado!
Um dia de números redondos. Ontem, 14 de Agosto, dia em que se assinalou o 100.º aniversário do nascimento de René Goscinny, o perfil do Juvebêdê no Instagram chagou aos 1000 seguidores.
Obrigado a todos os que nos seguem, reagem às nossas publicações, participam nos passatempos e nos enviam temas e sugestões. Continuaremos nos nossos meios (blog, Facebook, Instagram e também no Tiktok) a publicar notícias relativas ao universo da banda desenhada e ilustração.
Leituras de férias "Viajar com a banda desenhada" - Destino: Bruxelas/Bélgica
Mais realista ou mais imaginada, de tempos passados ou de tempos futuros, não podíamos deixar de viajar para a Bélgica, país berço de muitos autores de banda desenhada.
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Leituras de férias "Viajar com a banda desenhada" - Destino: África
Hoje propomos o continente africano como destino. Têm aqui opções e géneros diversos de histórias que se passam algures em África.
Goscinny faria hoje 100 anos e há muitas publicações a assinalar o seu centenário
René Goscinny nasceu a 14 de Agosto de 1926. Assinalando o centenário do seu nascimento, são várias as iniciativas e homenagens, mas também publicações, entre livros e revistas que saíram recentemente ou estão prestes a sair. Aqui ficam algumas delas, que nos contam a história deste eterno génio da banda desenhada, para sempre ligado a personagens como Astérix e Obélix, Lucky Luke, Iznogoud ou Le Petit Nicolas.
1 - Goscinny - Entretiens 1960-1977 - Paroles d'un Gaulois venu d'ailleurs (Hachette/Éditions Albert René) - 408 páginas - sai a 2 de Setembro.
2 - Le roman des Goscinny - Un gaulois immortel - o segundo volume da sua biografia em banda desenhada, da autoria de Catel (Éditions Grasset) - 320 páginas - sai a 10 de Setembro
3 - René Goscinny - La liberté d'en Rire (Éditions Locus Solus) - 304 páginas - sai a 9 de Outubro
4 - Goscinny et Nous, de Jose-Louis Bocquet (Éditions La Sirène) - 496 páginas - sai a 28 de Agosto
5 - René Goscinny dans l'intimité d'un scénariste de génie, de Aymar Chatenet (Éditions Flammarion) - 256 páginas - sai a 30 de Setembro
6 - Edição especial da revista GEO - Centenaire de Goscinny - Saiu a 7 de Agosto.
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
A nossa leitura de Old Pa Anderson + Redenção, de Hermann e Yves H. - edição Arte de Autor
Esta edição da Arte de Autor, Old Pa Anderson + Redenção, prova que mesmo depois do autor desaparecer a obra fica. É o caso de Hermann (1938-2026), na sua plenitude, neste livro. O livro reúne duas obras em que Hermann e o seu filho Yves H. exploram uma das suas obsessões recorrentes, a violência como herança e a dificuldade de escapar a um passado marcado pela brutalidade. Embora sejam histórias distintas, as duas bandas desenhadas aproximam-se pela visão desencantada do ser humano e pela recusa de um heroísmo tradicional.
Em nossa opinião Old Pa Anderson é provavelmente a obra mais forte das duas. A história coloca-nos no Mississippi segregacionista, onde um homem negro idoso decide agir depois de descobrir a verdade sobre o desaparecimento e assassinato da sua neta. A vingança torna-se, assim, o motor de uma narrativa que é simultaneamente um drama pessoal e uma denúncia do racismo estrutural.
Podemos dizer mesmo que o argumento de Yves H. é deliberadamente simples. Não procura construir uma intriga policial complexa nem multiplicar reviravoltas. A força está na situação inicial e na inevitabilidade do percurso de Old Pa. Esta simplicidade pode ser vista como uma qualidade porque dá ao álbum uma grande eficácia, mas ao mesmo tempo também uma limitação.
É, contudo, no desenho de Hermann que o álbum ganha uma dimensão superior. A utilização da cor directa, os enquadramentos e a representação do Mississippi criam uma atmosfera pesada, sufocante e extremamente física. O destaque é precisamente para as aguarelas em cor directa, o trabalho de enquadramento e o estilo pessoal de Hermann como alguns dos grandes pontos fortes do álbum.
O mais interessante é a forma como Hermann (como sempre) não procura embelezar a violência, mostrando-a nua e crua.
Redenção é a outra história e foi originalmente publicada em França como Sans pardon. É uma obra ainda mais sombria. Trata-se de um western crepuscular centrado em Buck Carter, um fora-da-lei que abandonou a família para salvar a própria vida e que, anos depois, vê surgir uma possibilidade de redenção através do filho. O próprio Yves H. confirmou que “Redenção” era inicialmente o título da obra, mas este foi alterado para Sans pardon devido à existência de outra BD com o mesmo título. Falamos da versão francesa.
Aqui, a ideia de redenção é muito menos confortável do que o título poderia sugerir. Os personagens vivem num mundo onde não existem verdadeiros inocentes. A lei e os criminosos podem ser igualmente brutais, e a violência parece ser a única linguagem que todos compreendem.
É por isso que Redenção pode dividir os leitores. Quem procurar um western de acção, brutal e visualmente poderoso, encontrará muito para apreciar. Quem procurar uma reflexão psicológica profunda sobre culpa e redenção poderá sentir que o álbum fica aquém das suas próprias ambições.
Por fim recordamoa que Hermann foi distinguido com o Grande Prémio de Angoulême em 2016, e Old Pa Anderson + Redenção surgiu precisamente nesse período, sendo uma das obras destacadas.
Leituras de férias "Viajar com a banda desenhada" - Destino: América Latina
Hoje viajamos para a América Latina, excluindo o Brasil, para onde já viajámos há dias. Divirtam-se com estas aventuras passadas do México, Argentina, Venezuela e por aí fora.





































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