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terça-feira, 28 de outubro de 2025

Decorreu ontem a apresentação oficial de Astérix na Lusitânia para uma plateia de mais de 500 pessoas


Os 500 lugares previstos para a apresentação/conversa de Astérix na Lusitânia com Hugo van der Ding e os autores Fabcaro e Didier Conrad, foram insuficientes para a multidão que ocorreu ao Corte Inglés para assistir ao evento. Foi de tal forma que a organização Leya/El Corte Inglés, acabou por permitir que muitas pessoas se sentassem nas escadas, para não perder pitada sobre a nova aventura dos nossos amigos gauleses.

O livro estava à venda no local, com ofertas exclusivas e preparadas para a ocasião e cedo se começou a formar fila para comprar o livro e para fazer o check in, tendo em conta que as inscrições para assistir tinham de ter sido feitas previamente.

A conversa conduzida por Hugo van der Ding e pelo editor Vítor Mota, foi agradável e divertida, tendo os autores contado alguns pormenores sobre as fases de produção do álbum, pesquisa e escolhas de factos históricos relevantes, personalidades, gastronomia, etc.










segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Esta manhã entrevistámos Fabcaro e Didier Conrad - os autores de Astérix na Lusitânia


Temos tanto para vos mostrar e publicar, com tantos lançamentos, mas principalmente sobre os vencedores dos Prémios Amadora BD. Porém, o acontecimento de hoje tem de ser relatado primeiro, pois esta manhã, tivemos o prazer e o privilégio de entrevistar os autores de Astérix na Lusitânia, Fabcaro e Didier Conrad.

10 anos depois de termos estado com Didier Conrad em Angoulême (a meses de sair O Papiro de César), voltámos a encontrar-nos com o desenhador, desta vez acompanhado de Fabcaro, argumentista deste 41.º álbum e também do anterior (O Lírio Branco). A agradável conversa decorreu no Museu da Farmácia, e saímos de lá deliciados com a simpatia dos autores, com a nossa curiosidade satisfeita, pelas respostas às nossas perguntas e com a cereja no topo do bolo, um Astérix desenhado por Conrad e com dedicatória dos dois.

O nosso agradecimento à ASA por esta oportunidade. A entrevista será publicada numa das próximas edições do Juvebêdê.

Esta tarde estaremos igualmente presentes na apresentação oficial de Astérix na Lusitânia, que decorrerá no Corte Inglés, pelas 19 horas.







sábado, 25 de outubro de 2025

A opinião de Miguel Cruz sobre "Astérix na Lusitânia", de Conrad e Fabcaro (versão francesa)

 


Astérix e Óbelix chegaram à Lusitânia

Ainda não tive a oportunidade de ler a versão em português editada pela ASA e, portanto, não posso ainda comentar o preocupante e tradicional tema da tradução.

Sempre que discutimos a publicação de um novo Astérix, é habitual termos vontade de assinalar que não é um trabalho com a qualidade Goscinny e Uderzo. Claro que isso é verdade, embora seja importante não nos confundirmos: não podemos comparar BDs que procuram sustentar um enorme sucesso comercial, publicadas no século XXI com o que foi feito há mais de 50 anos. Diria, aí, que a única questão que vale a pena assinalar é que as camadas de leitura diferentes para diferentes leitores, particularmente em função da idade é algo que Goscinny conseguia fazer com mestria e que é muito difícil de imitar. Mesmo aí, o exercício é conseguido, com vários duplos sentidos bem-humorados. O desenho de Conrad é excecional, humorístico, expressivo, alegre, movimentado. Há apenas uma ou duas páginas onde eu esperaria maior detalhe nas vistas ao longe. Nada de significativo. As cores estão também muito bem.

Como português, direi desde já que não me sinto absolutamente nada tocado com alguns estereótipos e elementos centrais de construção do humor em torno da maneira de ser português e da nossa gastronomia ou calçada portuguesa. Acho que está bastante bem construída a narrativa humorística, com uma suavidade e uma boa disposição interessantes. Claro que o desperdício de bons pasteis de nata me toca o coração…

Achei divertido, bons diálogos, bons trocadilhos, sem perdas de ritmo, uma interessante escolha de nomes para as personagens, um bom destaque para a carreira 28! Passei um bom momento de leitura, agradável, interessante, mesmo se nem sempre me reconheço na nossa Lisboa de hoje. Enfim, não seria surpreendente. Alguns momentos em que são aflorados temas de atualidade: a emigração, as relações laborais, as empresas tecnológicas, os ciclos curtos de produção, etc. Tudo com a superficialidade que este tipo de humor permite.

Astérix e Obélix dirigem-se à Lusitânia para tentar salvar um produtor alimentar (leiam para saber mais detalhes, saibam apenas que é um produto em que César pode escorregar) que foi acusado de tentar envenenar Júlio César. Preso em Olissipo, vai ser um mimo ver os nossos dois heróis e Ideiafix disfarçarem-se de Lusitanos. Aprecio particularmente o pelo no peito de Obelix.

Em  resumo, recomenda-se a leitura. Não vale a pena estarmos a tentar fazer comparações incomparáveis: eu já não sou o leitor que era quando descobri Astérix, a Banda Desenhada também já não é a mesma, e o que um jovem leitor pretende com a sua primeira leitura de Astérix nada tem a ver com gostos, humor ou tendências de há 50/40/30 anos. 

Por isso, divirtam-se a ler o tomo 41 de uma série com um sucesso que é um caso sério!







quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Hoje é um grande dia! Astérix chega finalmente à Lusitânia

 


Depois de uma longa espera de décadas, os fãs de Asterix, em especial os portugueses, estão hoje em festa, pois finalmente os nossos amigos gauleses chegam ao nosso país, à Lusitânia.

O lançamento acontece hoje e Astérix na Lusitânia promete brincar com os nossos estereótipos nacionais. Haverá fado, bacalhau, azulejos, belas paisagens e, claro, saudade. A edição portuguesa é da responsabilidade da ASA.

Mal podemos esperar para ter o livro nas mãos e ler esta 41.ª aventura de Astérix, que terá uma tiragem de 5.000.000 de exemplares divididas em 19 línguas e dialetos!






segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Fado, Azulejos, Bacalhau e Saudade: estereótipos portugueses estão presentes em Astérix na Lusitânia, que será lançado a 23 de Outubro



Chegou a altura de serem revelados mais detalhes sobre o grande acontecimento editorial do ano: o lançamento do 41.º álbum das Aventuras de Astérix o Gaulês, que acontecerá já na próxima semana, a 23 de Outubro (em Portugal, pelas mãos da ASA).

A Lusitânia era um destino muito aguardado. Já há vários anos que os leitores de Astérix esperavam ver os célebres gauleses viajarem até à Lusitânia, o actual Portugal. Este anseio era tanto mais forte quanto é sabido que a série já levou Astérix e Obélix a diversos países da Europa e da bacia mediterrânica, mas nunca a esta região, que todavia é rica em história e tradições.

A escolha da Lusitânia impôs-se como uma evidência, explica o argumentista Fabcaro: "Para começar, era preciso encontrar um destino onde naturalmente os nossos amigos ainda não tivessem estado. E, parecendo que não, as opções vão ficando cada vez mais reduzidas, pois os nossos gauleses já fizeram muitas viagens! Depois, eu queria um álbum ensolarado, luminoso, num país não muito distante que remetesse para férias. E portanto a Lusitânia impôs-se rapidamente. Eu já lá tinha ido várias vezes de férias e sempre adorei! As pessoas são muito calorosas."

Um destino que também inspirou de imediato o desenhador Didier Conrad: "Fui a Portugal há alguns anos e gostei muito do país. Adoro desenhar os álbuns de viagem. Delicio-me a reproduzir as paisagens pitorescas e a acrescentar-lhes pequenos detalhes próprios da cultura do país visitado – e isso é coisa que não falta em Portugal!"




A escolha da capa: Qualquer boa viagem, e qualquer boa leitura, começa por uma capa que anuncia muita cor. E cor é coisa que não falta na capa de Astérix na Lusitânia. Com as suas cores pastel, misturando tons rosados, amare- lados e alaranjados, a capa é uma verdadeira homenagem à beleza das cidades portuguesas. E também aí encontramos as especialidades locais: o bacalhau – que uma mulher põe a secar na sua varanda! –, o famoso empedrado preto e branco, sem esquecer a grandiosa vista panorâmica sobre o porto, que tão importante papel tem na vida e na história da cidade. Enquanto os irredutíveis gauleses se passeiam, não muito longe deles há um casal de lusitanos, visivelmente apaixonados, que está a conversar. Uma cena de rua que remete para a tranquilidade da vida. Já o homem meio-escondido mais abaixo, à esquerda, inspira menos serenidade…



Convém relembrar que um lusitano, já aparecido n’O Domínio dos Deuses, solicitou a ajuda de Astérix e Obélix para libertar o seu amigo, prisioneiro dos Romanos. Uma coisa é certa: vai haver muita ação na Lusitânia.

Estereótipos lusitanos: Fado, Bacalhau e Tabefes em barda. Em qualquer álbum de viagem de Astérix, é de esperar um coquetel único de aventura, humor e referências culturais! Cada um dos povos visitados é caricaturado com ternura, tanto através das palavras como do desenho: pronúncia, gastronomia, hábitos, tudo serve de pretexto! Os autores divertem-se a brincar com as especificidades próprias de cada país, mas sempre com benevolência. O que podemos esperar deste novo álbum? 



A saudade, símbolo da identidade portuguesa!

A fleuma bretã, o orgulho hispânico, a limpeza helvética, a jovialidade belga… Para o novo destino das aventuras de Astérix, era preciso encontrar um sentimento capaz de sintetizar o espírito lusitano. E esse sentimento foi a melancolia! Com ela, os autores assumem um desafio de peso: traduzir, simultaneamente através do argumento e do desenho, este estado de alma amargo e doce, tão difícil de explicar e de compreender, utilizando-o ao mesmo tempo como motivo e fonte de humor.
Tentem imaginar um sentimento que mistura a nostalgia, um nadinha de tristeza, mas também uma pitada de poesia, de elegância e de esperança. Juntem-lhe uma mão-cheia de fado, um punhado de pôr do sol no Atlântico e obterão a famosa “saudade”, palavra tipicamente portuguesa e intraduzível em qualquer outra língua. É preciso vivê-la para a compreender. E os Portugueses fizeram dela, justamente, uma forma de vida: podemos estar melancólicos, mas sempre com um sorriso nos lábios e com a esperança de que amanhã o dia será ainda mais belo para lamentar.

Mas qual é a origem dessa melancolia? A explicação remontará a Viriato



A hospitalidade e a generosidade lusitanas

A melancolia não impede os Lusitanos de serem um povo amigável e que aprecia os prazeres da vida. Muito pelo contrário! O sentido da hospitalidade é uma verdadeira instituição, tanto histórica como cultural. Já na Antiguidade os cronistas romanos referiam o caloroso acolhimento deste povo da parte ocidental da Península Ibérica. Talvez uma generosidade ligada ao clima aprazível da região…
Hoje em dia esta tradição perpetua-se: em Portugal, a hospitalidade não é uma simples palavra, é uma forma de vida! Acolhe-se o estrangeiro como um amigo, dá-se-lhe de beber, e não raras vezes um simples encontro fortuito termina à volta de uma mesa bem recheada… ou prolonga-se durante horas em volta de um ou de vários copos!

Os vilões

Uma boa história tem de ter bons vilões. E são muitos os que marcaram os espíritos dos leitores ao longo dos anos: Gracchus Finórius em A Foice de Ouro, Charlatanix em O Adivinho, Acidonitrix em O Grande Fosso, Coronavírus em Astérix e a Transitálica, ou ainda Palavreadus em O Lírio Branco. Este novo álbum não irá quebrar a tradição e novas personagens irão juntar-se ao bando dos vilões!
Na capa de Astérix na Lusitânia, ela mal se distingue. Mas escondida atrás de um pilar, à esquerda na imagem, uma personagem intrigante, com ar sinistro, observa os nossos dois heróis. Com a cabeça calva, a barba por fazer e o seu ar maléfico, quase se parece com Tullius Venenus, encarregado de semear a discórdia na aldeia gaulesa em A Zaragata. O nome deste indivíduo, que irá dar que fazer a Astérix e Obélix, diz tudo o que é preciso saber sobre ele: Sacanês!

Será acompanhado por um centurião chamado Comicus. Um nome bem encontrado, pois os autores emprestaram-lhe para a ocasião os traços de um humorista britânico, bem conhecido pelo seu humor sarcástico. Conseguiram reconhecê-lo?






terça-feira, 26 de agosto de 2025

Astérix e Obélix dão entrevista inédita e desvendam alguns pormenores do álbum "Astérix na Lusitânia"


Numa iniciativa inédita, Astérix e Obélix deram uma entrevista e revelaram (ou não) pormenores sobre o 41.º álbum das suas aventuras que, como sabemos, tem o título de "Astérix na Lusitânia" e chegará a 23 de Outubro.
Atentos à curiosidade natural dos fãs, os dois gauleses acederam a ser entrevistados e responderam a algumas perguntas. Ficámos a saber que vão haver romanos, tabefes, poção mágica, lusitanos e no final um banquete. O habitual, portanto... 
Com zero esclarecimentos, continuamos, a arder de curiosidade para perguntas como: 

Que novas personagens irão entrar? 
Para além da calçada portuguesa que é tão importante que faz parte da capa provisória, que outros elementos da história, da cultura (e quiçá da gastronomia) lusas, estarão presentes?

Em que zona do actual Portugal decorrerá a aventura?

A prancha publicada com a entrevista, em jeito de publicação nas redes sociais, pode ou não dar-nos algumas pistas, pois aparecem nomes de fãs como Nunomarklix ou Hugovanderdix.

A editora ASA acrescentou mais algumas informações: 

- O próximo álbum irá ter uma tiragem de 5 milhões de exemplares; 
- Esta vai ser a 25.ª viagem de Astérix e Obélix; 
- 527 foi o número de fotografias tiradas durante a viagem exploratória que Fabcaro (o argumentista) fez a Portugal, incluindo 192 duplicações e 66 imagens da calçada portuguesa;
- O álbum "Astérix na Lusitânia" será publicado no dia 23 de Outubro, em simultâneo, em 19 línguas e dialetos.




 

segunda-feira, 17 de março de 2025

Grande novidade: E não é que no próximo álbum 41 de Astérix e Obélix eles vão viajar até à Lusitânia? Está tudo mesmo confirmado!!!

 



Já ontem tínhamos colocado nas histórias a capa provisória do próximo álbum 41 de Astérix com a pergunta será? E não é que está confirmado pela ASA que a próxima viagem da tripla Astérix, Obélix e Ideiafix vai ser a Portugal (antiga Lusitânia) no álbum a ser publicado no dia 23 de Outubro de 2025?

É de facto uma grande notícia, para além da honra de receber os nossos heróis aqui na Lusitânia!

Como a editora nos diz, já não há margem para dúvidas: Astérix, Obélix (e Ideiafix!) têm os pés bem assentes numa calçada portuguesa! Vai ser portanto no extremo ocidental do Império Romano que vamos em breve encontrar os nossos irredutíveis amigos gauleses, num país conhecido pela riqueza dos seus monumentos históricos, pelas suas especialidades culinárias e, sobretudo, pela generosidade dos seus habitantes!

E que aventura está a ser preparada pelos autores Didier Conrad (desenho) e Fabcaro (argumento)?

Aqui ficam algumas pistas por parte dos autores, a capa provisória, os nossos heróis a correr com um pacote onde está já inscrito "Olisipo", antigo nome da cidade de Lisboa e para recordar a prancha editada a quando da promoção e informação do lançamento da data deste novo álbum.

Esperemos que sejam bem recebidos na Lusitânia e que seja uma grande aventura destes heróis criados por Albert Uderzo e Réne Goscinny!

As pistas dos autores


DIDIER CONRAD

O Didier já alguma vez foi a Portugal? Este destino inspirou-o imediatamente?

Fui a Portugal há alguns anos e gostei muito do país. Também recebi uma super reportagem fotográfica do Fabrice Caro. Isso deu-me indicações preciosas, que completei com algumas pesquisas online. Adoro desenhar os álbuns de viagem. Delicio-me a reproduzir as paisagens pitorescas e a acrescentar-lhes pequenos detalhes próprios da cultura do país visitado – e isso é coisa que não falta em Portugal!

Fale-nos um pouco da criação desta imagem. Qual a razão da sua escolha?

A calçada portuguesa é uma verdadeira assinatura artística e cultural de Portugal. O editor e o Fabrice inundaram-me de fotografias de ruas e praças pavimentadas, e pareceu-me natural homenagear o formidável trabalho dos artesãos que talharam e colocaram à mão cada uma dessas pedras pretas e bancas. Aliás, também eu demorei imenso tempo a reproduzir um a um os pavimentos. Quanto ao motivo, optei por um peixe emblemático do país: o famoso bacalhau.


FABCARO

Fabcaro, porque é que optou por enviar os nossos irredutíveis gauleses até à Lusitânia?

Para começar, era preciso encontrar um destino onde naturalmente os nossos amigos ainda não tivessem estado. E, parecendo que não, as opções vão ficando cada vez mais reduzidas, pois os nossos gauleses já fizeram muitas viagens!

Depois, eu queria um álbum ensolarado, luminoso, num país mediterrânico que remetesse para férias. E portanto a Lusitânia (que hoje em dia corresponde a Portugal) impôs-se rapidamente. Eu já lá tinha ido várias vezes de férias e sempre adorei! As pessoas são muito calorosas.

Como é que preparou este álbum?

Já que tínhamos a sorte de estar a trabalhar com um país real, e que ainda por cima não fica muito longe de nós, não fazia sentido perdermos a oportunidade de dar lá um salto. Assim sendo, durante a elaboração do álbum, eu e o editor fomos a Portugal para nos familiarizarmos com as especialidades locais, tomar notas, fazer o reconhecimento do terreno, tirar fotografias, etc.

O que é que nos pode revelar da intriga?

Pois bem, tudo o que posso dizer é que um antigo escravo lusitano com quem nos cruzámos em O Domínio dos Deuses virá pedir ajuda aos nossos amigos…

ASTÉRIX EM NÚMEROS 

• 400 000 000: número de álbuns de Astérix vendidos em todo o mundo desde a sua criação 

• 5 000 000: tiragem mundial do 41.º álbum das aventuras de Astérix 

• 70 000: número de quilómetros percorridos pelos nossos heróis por todo o mundo conhecido 

• 527: número de fotografias tiradas durante a viagem a Portugal, incluindo 192 duplicações e 66 imagens de calçada portuguesa! 

• 25: a Lusitânia será a 25.ª viagem de Astérix e Obélix • 19: número de línguas e dialetos em que Astérix na Lusitânia será publicado em simultâneo





terça-feira, 23 de julho de 2024

"La Spadanha Branca", a versão mirandesa de "O Lírio Branco", já está disponível nas livrarias - edição ASA

 




Já está disponível nas livrarias, "La Spadanha Branca" a tradução de "O Lírio Branco", o sétimo título das aventuras de Astérix editado pela ASA em mirandês, depois de "Asterix l Goulés" (2005), "L Galaton" (2006), "L Papiro de César" (2015), Asterix an Eitália (2017), "La Filha de Bercingetorix" (2020) e "Asterix i l Alcaforron" (2022). 

Neste caso, aqui vai a sinopse em mirandês, pois claro!

La 40ª abintura d’Asterix passa-se al redror de l pensamiento positivo. 
Un galano die, l’aldé bei chegar un Romano çtinto, l médico-mor Lhindainus, que s’aprepon dar a conhecer la sue scuola de pensamiento, assente nun modo de trato outimista i poeticamente chamada La Spadanha Branca. Sparbando cunseilhos i agabarriones puls moradores de l’aldé, Lhindainus aparenta star an cundiçones delhebar por delantre la mission que César l’antregou: zminuir a nada labrabura de ls eirredutibles gouleses…

Arribará l’aldé a recobrar l sou anstinto guerreador? Seia cumo seia, Asterix i Oubelix ban-se a ber an camisa d’onze baras para cunseguir que l sou maioral Regidorix torne a quedar cun buona cara…





sábado, 16 de dezembro de 2023

CALENDÁRIO DO ADVENTO JUVEBÊDÊ - DIA 16 - Para o mano mais novo

 


Para o maninho mais novo, que gosta de ler e já é fã de banda desenhada, aqui ficam algumas sugestões:

- Astérix - O Lírio Branco - Didier Conrad e Fabcaro - ASA
- Homem-Cão - A mãe dos vendavais - Dav Pilkey - Marcador
- O Diário de um Banana 18 - Fritar a Pipoca - Jeff Kinney - Booksmile
- The Books of Clash - Gene Luen Yang, Les McClaine e Alison Acton - Nuvem de Tinta



quinta-feira, 26 de outubro de 2023

40.º álbum de Astérix é lançado hoje em 20 línguas!



Um lançamento de um novo livro de Astérix  é sempre um acontecimento.  É o que acontece hoje: o lançamento do 40.º álbum de Astérix, em 20 línguas simultaneamente e em Portugal pelas mãos da ASA, como não podia deixar de ser. 

"O Lírio Branco" é uma aventura passada na aldeia gaulesa, como seria de esperar e que traz um novo vilão que promete, chamado Palavreadus.

Este livro corresponde ainda à estreia do argumentista Fabcaro no universo das aventuras de Astérix. As expectativas estão altas, venha ele e em breve publicaremos a nossa opinião.


segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Novo Astérix: Quem é Palavreadus, a personagem central e vilão do novo álbum de Astérix?

 


Ainda sobre a conferência de imprensa desta manhã, vamos agora falar sobre a personagem que aparece na capa do 40.º Álbum "O Lírio Branco". Quem é este Palavreadus? É um amigo que só quer o bem do próximo (será?).

Fabcaro, o argumentista da história, explicou primeiro a escolha do título deste álbum: "Eu queria encontrar um título que se enquadrasse no espírito de Goscinny e Uderzo, em que o tema é muitas vezes encarnado num objeto físico ou numa pessoa (O Caldeirão, O Adivinho, O Grande Fosso, O Escudo de Arverne, A Foice de Ouro...). Aqui, o lírio é um símbolo de bondade e de plenitude."

O Lírio Branco é o nome de uma nova escola de pensamento positivo, vinda de Roma, que começa a propagar-se pelas grandes cidades, de Roma a Lutécia. Os exércitos romanos estão desmotivados e César decide que este novo método pode ter efeitos benéficos, nomeadamente sobre os campos fortificados em redor da famosa aldeia gaulesa. Mas os preceitos desta escola influenciam igualmente os habitantes da aldeia que com eles se cruzam... A nova escola de pensamento positivo foi criada pela personagem principal da capa, médico-chefe dos exércitos de César, o «vilão» desta aventura que, naturalmente, traz sempre com ele um lírio branco.

Didier Conrad explicou a escolha da capa: Quis dar destaque à nova personagem principal, colocando-a bem ao centro e em primeiro plano. Representei-a de costas voltadas para o Astérix para mostrar que este último não se deixa enganar, lançando-lhe um olhar irónico. Em segundo plano, quis mostrar os efeitos que o método do Lírio Branco pode ter sobre os habitantes da aldeia. Para uns funciona como uma espécie de feitiço, para outros provoca a desconfiança e a resistência.

Mas quem é Palavreadus? Segundo Fabcaro, Palavreadus é um mestre na arte da dissimulação. Para além de ser um pensador, ele é um moralista «de trazer por casa», o tipo de pessoa a quem o adágio popular «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço» assenta como uma luva! É uma personagem que tem tendência para se exprimir através de citações e aforismos por vezes bem obscuros, que dão a impressão de que ele está a dizer coisas muito profundas. Tem apenas um objetivo na vida: fazer um brilharete perante César e tornar o seu método conhecido em todo o mundo. Nem que para tal tenha de subjugar a última aldeia gaulesa que ainda resiste ao opressor! afirmou Fabcaro, o argumentista.

Já Didier Conrad disse que "Quis criar uma personagem única, ao mesmo tempo charmosa e sábia, com a sua juba grisalha. Também me debrucei sobre a sua indumentária para fazer dele um Romano diferente, que provavelmente viajou pelo mundo conhecido para criar o seu método. Inspirei-me na época Catmandu, no Flower Power e nas vestes orientais para salientar a sua faceta de guru espiritual. É por isso que ele usa um grande colar, pulseiras e – claro está – um lírio! Devo confessar que me diverti bastante a criar de raiz esta personagem!

Para a capa quis destacar o Vicévertus, bem centralizado e em primeiro plano. Coloquei-o lado a lado com Astérix, para mostrar que este não se deixa enganar e lhe lança um olhar irónico. Em segundo plano, quis mostrar os efeitos que o método do Lírio Branco pode ter nos personagens da aldeia. Para alguns uma forma de feitiço e para outros desconfiança e resistência."

Curiosos? Nós também! Aguardemos por dia 26 de Outubro. Até lá, ficamos com algumas imagens.