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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Novidade Arte de Autor e A Seita: Smoke & Mirrors é a obra de estreia de Verónica Louro e será lançada no Amadora BD

 


Já diz o ditado que filho de peixe sabe nadar. Pois bem, parece que se verifica mesmo! Já tínhamos visto obras desenhadas pela filha mais velha de Luís Louro, Verónica, mas agora ela estreia-se como autora, com este Smoke & Mirrors, que será lançado no Amadora BD. pela Arte de Autor e pel' A Seita.

Para nós, que a conhecemos desde muito pequenina, não deixa de ser comovente assistir ao seu percurso e agora a esta estreia, já revelada no Coimbra BD e da qual tivemos já alguns vislumbres.

Sobre a Verónica Louro:

Com um percurso artístico multifacetado estreia-se no mundo da Banda Desenhada com “Smoke and Mirrors”. Nasceu em Lisboa, em 7 de Dezembro de 1993 e cresceu rodeada de criatividade — entre lápis, pincéis e superfícies improváveis que serviam de tela para a sua imaginação. Desde cedo que se destacou no desenho, tendo sido premiada diversas vezes nos concursos de escolas no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora. Ao longo dos anos, expandiu o seu trabalho para várias áreas artísticas, incluindo escrita, escultura, fotografia e edição de vídeo. Profissionalmente, trabalha há cerca de 5 anos para a Topps, com as licenças Star Wars, Marvel, Disney e UpperDeck com a DC.
Agora, dá um novo passo ao apresentar as suas próprias histórias em BD, com destaque para “Smoke and Mirrors”.

Sinopse:

Dizem que todos temos fantasmas e Mallory não é excepção. Quando a noite cai e a escuridão aumenta, Frank não acende uma vela, mergulha no breu e procura respostas que teimam em não chegar. A sua vida está prestes a ficar mais complicada: será que vai conseguir decifrar o enigma e descobrir o assassino? Neste jogo de espelhos não há fumo sem fogo... posto.




quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Novidade: A Seita e a Arte de Autor co-editam Coração de Papel, de Luís Louro, após quase 30 anos da edição original


Coração de Papel é uma das obras mais amadas pelos leitores fãs de Luís Louro e pelo próprio autor. Surge agora, quase 30 anos depois, numa edição cuidada, com novas capas e um belo caderno de extras, para delícia dos leitores.

Esta reedição especial será lançada no Amadora BD pela Arte de Autor e pela A Seita.

Um romance gráfico atemporal e mágico sobre o mais primordial dos sentimentos, o amor. 
Como seria a vida se não tivéssemos coração? Alguma coisa mudaria? Lucas e Rebeca personificam a magia do sentimento verdadeiro, genuíno e puro. E transportam-nos até um farol que ilumina e guia a quem teme as marés e as maldições que se perpetuam no tempo. Com a sensibilidade a que já nos habituou, Luís Louro desenha no papel com o coração e conta-nos esta história antiga, mas sempre actual. 

A sinopse:

Esta história é sobre um arlequim, o coração e as folhas, conceitos que na tradição simbólico-filosófica têm, cada um deles, uma representação transdimensional. O arlequim encarna o bobo malicioso, astuto, um pouco pateta e leviano até, indeciso e inconstante, sem ideias, princípios ou carácter, mas ansioso pela individualização e personalização humanas.
O coração, para quase tudo e todos, ocupa um lugar central e de destaque vital, simbolizando modernamente o amor supremo, quase divino.
As folhas, na sua tradução oriental, representam a felicidade, união e acção no mesmo pensamento.
Esta história é tudo isso e muito mais. É a celebração da vida, num gesto que se perpetua na eternidade, como uma espiral de folhas-borboletas, rodopiando numa valsa lenta que nunca se extingue, antes recomeça em todos os tempos e em todos os lugares.


terça-feira, 6 de outubro de 2026

A nossa leitura de Strong - Arquivos da Kachisou, de Kachisou - edição A Seita

 


Kachisou tem um percurso ímpar, tendo em conta que a autora teve um início de carreira um pouco diferente do habitual, pois recebeu várias distinções em prémios japoneses. O seu trabalho foi, por isso, conhecido no Japão em primeiro lugar, e só depois ficou conhecido em Portugal.

A influência da banda desenhada japonesa é muito visível no seu trabalho e este "Strong - Arquivos da Kachisou" é disso um exemplo. Este livro reúne curtas do seu primeiro trabalho "Weak" e outras curtas que estavam guardadas nos arquivos da autora. 

Strong é uma antologia de curtas de mangá, com histórias todas elas com temáticas diferentes, mas que assentam na simplicidade do quotidiano. Porém, embora sejam curtas e simples, nem por isso deixam de mostrar sabedoria ou temas profundos que vão desde o sentimento de perda, o valor da amizade, enfrentar o medo, entre outros. Aliás os temas são abordados de uma forma sensível e expressiva, valorizada pelo estilo de desenho de Kachisou que consegue transmitir muito bem as emoções das personagens.



sexta-feira, 25 de setembro de 2026

A nossa leitura de O Fantasma da Ópera, de Paul e Gaëtan Brizzi (de Gaston Leroux) - co-edição Arte de Autor e A Seita


Os irmãos Paul e Gaëtan Brizzi, têm vindo a adaptar obras clássicas para banda desenhada. Foi disso exemplo "O Inferno de Dante" e "Dom Quixote de la Mancha", ambos co-editados pela Arte de Autor e pel' A Seita, tal como este "O Fantasma da Ópera", que foi lançado este ano e cuja leitura terminámos.

Os desenhos dos irmãos Brizzi são únicos e extraordinários, pelo que a principal força desta adaptação é a sua interpretação visual. Esta adaptação do romance homónimo de Gaston Leroux, publicado originalmente em 1910, ganha aqui uma nova vida, através da banda desenhada, com monumentais desenhos a preto e branco, cenários incríveis e uma expressiva utilização das sombras. Os irmãos Brizzi conseguem nesta obra criar uma atmosfera que é simultaneamente fascinante e ameaçadora e apesar dos seu traço ser a lápis e não ser carregado, a expressividade do desenho faz com que todos os principais acontecimentos e todas as sensações não percam o seu impacto, antes pelo contrário, pois ganham ainda mais força.

Uma palavra para os espaços. A narrativa acontece na Ópera e sua arquitectura tem aqui especial relevância. O espaço é grandioso, mas ao mesmo tempo claustrofóbico, cheio de segredos, com sinistros espaços subterrâneos. Em algumas páginas temos vinhetas que funcionam quase como ilustrações autónomas, o que reforça ainda mais a monumentalidade. Diríamos quase que todo o edifício é tão importante na história, que ganha uma importância semelhante à das suas personagens.

Quanto às personagens, destacamos a forma como os desenhadores representam Erik. Uma figura quase natural, mas que progressivamente vamos conhecendo a sua dimensão humana. A sua deformidade, a sua solidão e a sua obsessão por Christine tornam-no muito mais do que uma figura assustadora, pois esta não é apenas uma história de terror, mas também uma história de um amor impossível.





terça-feira, 22 de setembro de 2026

Novidade d' A Seita: Oitavo volume de Dylan Dog: Memórias do Invisível já está disponível em banca

 


A Seita vai lançou mais um volume de Dylan Dog, o oitavo volume da série, com o título "Memórias do Invisível", com argumento de Tiziano Sclavi e desenho de Giampero Casertano e já está em banca e livrarias especializadas.

A sinopse:

Há memórias que se recusam a desaparecer. Quando o invisível ganha forma, Dylan Dog é chamado a investigar um caso inquietante onde o limite entre o real e o imaginário se dissolve perigosamente, numa história perturbadora e melancólica, que explora a fragilidade da mente humana. Entre aquilo em que acreditamos e aquilo em que escolhemos acreditar, ergue-se uma realidade ambígua e sombria, em que Dylan Dog terá de enfrentar a inquietante possibilidade de que o verdadeiro horror reside precisamente naquilo que não conseguimos ver, no invisível…. Que nunca deixa de existir.

O autor:

Tiziano Sclavi nasceu em Broni, em 1953, envolto por paisagens de estradas silenciosas e invernos longos, o que viria a moldar o seu imaginário. Desde cedo, refugiou‑se nos livros e descobriu o prazer da escrita, vencendo concursos escolares e enchendo cadernos com histórias inquietantes. Em Milão, nos anos 1970, mergulhou definitivamente no mundo da banda desenhada, escrevendo para o Corriere dei Ragazzi e colaborando com Alfredo Castelli, numa aprendizagem intensa que lhe abriu as portas da Sergio Bonelli Editore, onde, em 1986, a sua sombra literária ganhou corpo definitivo com a criação de Dylan Dog, o detective do pesadelo. A série tornou‑se rapidamente num fenómeno cultural, revelando Sclavi como um dos mais singulares arquitectos do medo. 

Giampiero Casertano nasceu em Milão, em 1961, e entrou no mundo da banda desenhada quase criança: aos quinze anos já trabalhava ao lado do seu mestre Leone Cimpellin, para quem fez a arte-final de aventuras que lhe abririam caminho para voos maiores. Nos anos seguintes, movido por um talento inquieto, passou pelas páginas de Boy Music onde chama a atenção de Alfredo Castelli, que o levou para a Sergio Bonelli Editore. O artista encontrou o terreno fértil onde o seu traço sombrio e expressivo floresceria: começa por auxiliar Carlo Ambrosini em Ken Parker até ser integrado em Martin Mystère, e depois — de forma decisiva — em Dylan Dog, série na qual se tornaria um dos desenhadores mais emblemáticos. Casertano também percorreu outros mundos narrativos, desde Napoleone e Le Storie, a Tex (onde se mantêm), sempre com um estilo capaz de transformar silêncio em atmosfera e luz em inquietação. Casertano é considerado como um dos grandes arquitectos visuais do fumetto italiano: um artista que, entre sombras e linhas, ajudou a moldar o imaginário de gerações de leitores.




sexta-feira, 18 de setembro de 2026

André Morgado e Joana Afonso irão participar numa antologia comemorativa dos 80 anos de Lucky Luke!


Uma das coisas que nos move neste projecto, é que para além de alimentarmos a nossa paixão da banda desenhada, a maioria das notícias que damos são felizes. E esta é um grande exemplo disso mesmo.

Esta semana a Joana Afonso e o André Morgado divulgaram um trabalho conjunto muito especial. Vão participar numa antologia europeia de homenagem a Lucky Luke, pelos seus 80 anos, que será publicada no final deste ano. Conhecedores do talento de ambos, estamos certos que será um sucesso. Aliás, é um sucesso desde já e um orgulho, terem sido convidados a participar nesta publicação.

Esta antologia será editada em Portugal pel' A Seita. Agora é aguardar... impacientemente. 





quarta-feira, 26 de agosto de 2026

A nossa leitura de "A Solidão do Ser", de Helena Sá - edição A Seita

 


Foi com um livro singelo, delicado e poético que Helena Sá se deu a conhecer ao mundo da banda desenhada, tendo sido distinguida com esta obra "A Solidão do Ser", com o Prémio Revelação Maia BD. A edição é d' A Seita.

Estamos perante uma história não muito grande, que se lê num ápice, pois vive muito mais pela imagem do que pelo texto. Um livro que retrata a solidão de um homem ou até do Homem, nos dias de hoje, de como mesmo num mundo cheio de gente e de estímulos, uma pessoa se pode sentir só.

Helena tem um traço elegante, que acompanha na perfeição a narrativa. Tudo tratado com uma enorme sensibilidade. As pranchas são a preto e branco, com apontamentos a amarelo, que dão destaque e vida a certos pormenores. A utilização do amarelo tem uma razão especial, como nos podemos aperceber a quem a autora dedica esta obra.

Sem nos alongarmos muito nesta nossa apreciação, podemos dizer que o trabalho desta jovem autora é promissor e que aguardamos por mais obras da sua autoria. Helena Sá é uma jovem artista visual que frequenta actualmente o mestrado de Ilustração, Edição e Impressão na FBAUP, e que explora a arte em diversas linguagens. Procura conjugar as suas grandes paixões, cinema e ilustração, com o objectivo de contar histórias e ajudar outras pessoas a contá-las para o mundo, incluindo em banda desenhada.

Apenas ainda uma curiosidade. O livro tem uma aparência artesanal o que lhe confere muita originalidade. A capa e a contracapa são de cartão muito grosso e não tem lombada com o título. Vemos os cadernos do livro cosidos e colados. Estes pormenores distinguem-no dos outros livros, podendo apenas desagradar a quem gosta de ter os livros ordenados na estante por ordem alfabética ou outra ordem.



domingo, 23 de agosto de 2026

Novidade d' A Seita: o sétimo volume da série Gannibal chegou este Verão

 


A colecção Ikigai, d' A Seita, continua a crescer, agora com a chegada do sétimo volume de Gannibal, da autoria de Masaaki Ninomiya.

A sinopse:

Desde a alvorada da Humanidade que o canibalismo nos acompanha, como uma sombra alternativa da civilização. E embora pareça ter desaparecido, muitos pensam que está apenas escondido e esquecido… Ultrapassamos o meio desta saga com o volume sete, um dos melhores thrillers do mangá atual! Daigo Agawa, o polícia e protagonista da nossa história, aproxima-se cada vez mais da resolução do mistério que circunda a vila de Kuge a da família Goto, e do passado secreto do seu chefe. Serão os Goto canibais ou não? Vamos finalmente conhecer o propósito das crianças presas? E do passado de Keisuke? Não percam mais esta peça do puzzle! Originalmente publicado na revista de mangá seinen Weekly Manga Goraku, Gannibal foi recentemente adaptado para uma série de imagem real na Disney+, e com o seu décimo volume foi nomeada para o prémio de Melhor Série do festival de Angoulême de 2023.






sábado, 22 de agosto de 2026

Leituras de férias "Viajar com a banda desenhada" - Destinos diversos

Num dia em que muita gente ainda está a começar as férias (embora muitos outros estejam a terminar), fechamos esta rubrica de "Viajar com a banda desenhada" com destinos diversos. Há para todos os gostos!









terça-feira, 18 de agosto de 2026

A nossa leitura sobre A Longa Marcha de Lucky Luke, de Matthieu Bonhomme - edição A Seita


Este é o oitavo livro da coleção “Lucky Luke visto por…” editado pela A Seita e o terceiro da autoria de Matthieu Bonhomme.

A Longa Marcha de Lucky Luke, de Matthieu Bonhomme, é uma interpretação moderna da conhecida personagem criada por Morris, que tem recebido uma boa aceitação nas críticas e opiniões de milhares de leitores que seguem o universo da série Lucky Luke, numa perspectiva diferente da original.

O desenho de Bonhomme é para nós o grande destaque do álbum, sendo as paisagens, os ambientes de western e, sobretudo, as sequências passadas na neve que nos parecerem tratar-se de um filme.

Quanto à história é uma aventura sólida e bem construída, onde o regresso dos Dalton merece destaque, sempre iguais a si próprios, além de outro personagem “canadiano” que irá ajudar Lucky Luke. Quanto ao tema principal da história é a componente ecológica (na contracapa está escrito - “Talvez ainda estejamos a tempo de salvar o mundo”). A questão da desflorestação e da exploração dos recursos naturais é a razão da própria aventura. A história utiliza assim o universo de Lucky Luke para abordar uma preocupação bastante actual, sem abandonar completamente o espírito de aventura. 

Também existe uma componente de sátira social, económica e política, nomeadamente através da personagem de Ronald Cramp, o mau da fita da história.

O objectivo de Lucky Luke é levar Nuvem Vermelha, um jovem rapaz, pelas florestas geladas do território Lakota, no norte da América, para poder ser o herdeiro verdadeiro da Cramp Company, e assim retirar o poder ao seu tio Ronald que o quer fazer desaparecer.

No conjunto, A Longa Marcha de Lucky Luke parece ser uma boa escolha sobretudo para quem aceita ver a personagem numa abordagem diferente. Não é necessariamente uma tentativa de reproduzir os melhores álbuns clássicos, mas sim de mostrar como Lucky Luke pode funcionar num western mais moderno e visualmente sofisticado.

Assim em nossa opinião é uma das aventuras mais bem conseguidas destes oito álbuns e que para nós será de leitura obrigatória.



segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Leituras de férias "Viajar com a banda desenhada" - Destino: Desertos

Ainda há muita gente de férias, e por isso ainda temos meia dúzia de sugestões de destinos. Hoje deixamos aqui sugestões de leituras ligadas aos desertos, os reais e os imaginados.