Prémio BD FNAC – France Inter
Como nos anos mais recentes por esta altura, é interessante dar nota das nomeações deste ano para este prémio, que começa pela designação, pela rede de livrarias FNAC (francesas), de 20 BDs, que depois um júri de “leitores” reduzirá a 5 finalistas, e que um júri final de “especialistas” e jornalistas “especializados” analisará para a escolha do grande vencedor.
Dos vinte pelo menos dois deles damos destaque, um já publicado recentemente em Portugal pela ASA, Terre ou Lune e esperemos em breve pela Ala dos Livros, L'Insensé.
Os 20 nomeados são:
• Akujo, de Asako Yamasaki (ed. Actes Sud BD);
• Betty, de Amélie Causse e Jean-Luc Cornette (ed. Le Lombard);
• Bienvenue à l’Hôtel inhabituel, de Gaëlle Geniller (ed. Delcourt);
• Cauchon... ou L’Homme qui tua Jeanne d’Arc, de Joël Parnotte, Xavier Dorison e Louis-David Delahaye (ed. Dargaud);
• Frankenstein, de David Sala (ed. Casterman);
• Gunnar le Vampire, de Nicolas Dumontheuil (ed. Dupuis);
• Karl, de Cyril Bonin (ed. Sarbacane);
• L’Insensé, de Manu Larcenet (ed. Dargaud e Ala dos Livros);
• La Langue des Vipères, de Juliette Brocal (ed. Rue de Sèvres);
• La Marche des Femmes, de Michelle Perrot, Sophie Couturier et Annick Cojean (ed. Albin Michel);
• La Passe-Miroir, de Vanyda (ed. Gallimard BD);
• Les Dissidents, de Derf Backderf (ed. Çà et Là);
• Les Enfants perdus, de Neyef (ed. Rue de Sèvres);
• Maison Croa Croa, de Davide Tosello (ed. Dupuis);
• Nanbanjin, de Cyril Pedrosa e Tiyo Matsumoto (ed. Dupuis);
• Off, de Patrice Vizzavona, Olivier Tollet et Romain Renard (ed. Daniel Maghen);
• Providence, de Nicolas Dehghani (ed. Sarbacane);
• Terre ou Lune, de Jade Khoo (ed. Morgane e ASA);
• The Junction, de Norm Konyu (ed. Glénat).
Como habitualmente, refiro que, desta vintena de álbuns, a minha leitura abrangeu apenas 12. Não li, nomeadamente, os últimos trabalhos de Larcenet (muito, muito recente) e de Pedrosa (um calhamaço de mais de 500 páginas, difícil de transportar, o que acabou por condicionar a minha escolha). Tenho bastante interesse em ambos e creio que qualquer deles poderá revelar-se um forte candidato. Não sei. O que sei é que os dois de que mais gostei entre os que li (há um deles de que não gostei mesmo nada, mas não falemos disso; concentremo-nos no positivo) foram Cauchon e La Langue des Vipères.
Por isso, vamos tentar ler mais alguns, se possível, e aguardar a seleção dos cinco finalistas (4 de dezembro).
Até lá.
Miguel Cruz


Sem comentários:
Enviar um comentário