Mansoureh Kamari cresceu no Irão, sob um regime que decide, por lei, a quem pertence o corpo de uma mulher. Nesta novela gráfica autobiográfica, revisita a infância em Teerão, marcada pelo medo e por restrições severas, num traço a preto, cinzento e vermelho. Exilada em França desde 2011, constrói o livro a partir de sessões de modelo vivo, onde a cor regressa e acompanha a reconquista da liberdade sobre o próprio corpo.
Entre memória pessoal e testemunho colectivo, a obra expõe factos brutais da lei iraniana e inscreve-se no espírito do movimento “Mulher, Vida, Liberdade”. Aclamada em França e na Bélgica, proibida no Irão, lembra que contar a própria história é, em si, um acto de resistência.
Tal como a obra "As linhas que traçam o meu corpo", a exposição era impactante e com imagens carregadas de simbolismo.
A equipa do Juvebêdê teve o privilégio de entrevistar a sua autora Mansoureh Kamari e de fotografá-la junto à exposição. Ficam aqui algumas dessas imagens. As restantes ficarão para quando divulgarmos a entrevista.
A exposição foi comissariada por Vanda Rodrigues (Arte de Autor) e a cenografia esteve a cargo de Tamara Alves.
A nossa apreciação: nota 5/5










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