E porque hoje é Dia do Pai, trazemos esta leitura.
«Às vezes, os filhos são como os desenhos: não saem como imaginámos. Podemos rasgar um desenho e refazê-lo. Podemos apagá-lo. Ou podemos até retocá-lo, pô-lo a nosso gosto. Mas com o filho, o filho verdadeiro, isso é impossível. Foi o que me aconteceu com o Mallko: ele não era como eu o tinha imaginado.» — Gusti
Ao ler estas palavras de Gusti, não pudemos deixar de nos recordar da obra de Fabien Toulmé, "Não eras tu quem eu esperava" (ASA). Ambas as obras são escritas e desenhadas por pais de filhos com Síndrome de Down (Trissomia 21) e ambas transbordam amor e ternura.
No caso desta obra de Gusti, editada pela Orfeu Negro, estamos perante uma obra muito original, tendo em conta que não é propriamente uma banda desenhada clássica, mas um livro que conta com ilustrações, colagens e até com fotografias e tem a participação do próprio filho. Portanto é um diário gráfico íntimo, realizado a quatro mãos. A obra é um pouco fora da caixa e foi vencedora do Prémio Bologna Ragazzi.
Ao longo do livro ficamos a conhecer o autor, o filho Mallko, o mano mais velho Théo e a mãe Anne. Também marcam presença a restante família e amigos que rodeiam o quarteto e que constituem um grande apoio.
Com simplicidade e sinceridade, sem tabus, dão-nos a conhecer as conquistas e alegrias, mas também os desafios e por vezes as coisas que correm menos bem.
Um livro que nos mostra um pouco mais sobre o amor incondicional e que ajuda, uma vez mais, a desmistificar as diferenças.




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