Como já referimos há pouco tempo, estivemos dois dias no Festival Coimbra BD e pudemos verificar que este ano teve muitas novidades ao nível da organização dos espaços, com melhorias significativas.
Para começar, aumentaram a área afeta ao festival e isso incluiu a Antiga Igreja. Neste belíssimo espaço reuniram-se as bancas das editoras e os autores a dar autógrafos, o que se tornou muito mais prático e funcional, pois os visitantes puderam comprar logo ali o(s) livro(s) dos autores presentes.
A área expositiva também mudou de localização, para muito melhor. E ainda nota super positiva para a comunicação visual, com informações sobre a programação visíveis em vários locais, inclusive para o exterior (que falhou nos anos anteriores), o que levou muito mais público, curioso, a visitar o evento. A verdade é que se nas edições anteriores já tínhamos dado conta de um público a crescer, este ano o aumento foi ainda maior. É verdade, nunca tínhamos visto tanta gente no Coimbra BD e não eram apenas os "cromos" do costume", havia muito público local, muitas famílias, muita gente nova e segundo informação da organização passaram pelo Coimbra BD mais de 21.000 visitantes ou seja um record!
Não sabemos se esta maior afluência de público se deve a uma maior comunicação do município, se foi da atracção pelos nomes internacionais ali presentes, se foi da sinalética exterior, se foi do Festival estar a ficar mais maduro e sólido. Ou mesmo se foram todas estas razões juntas. O que salta à vista é que é cada vez mais um evento de referência na área da banda desenhada, bem organizado, bem estruturado, onde tudo flui sem sobressaltos.
Tivemos bons autores, muitos deles nacionais, mas também autores internacionais como Ángel de la Calle, Marcello Quintanilha, Pierre-François Radice (que tivemos o gosto de entrevistar e que a publicaremos em breve) e Anna Poszepczyñzka.
Tivemos também excelentes painéis, conseguimos assistir a alguns e também à cerimónia de atribuição dos prémios Geeks de Ouro, de onde destacamos os da banda desenhada:
Melhor Banda Desenhada Nacional - Os Filhos de Baba Yaga, de Luís Louro (Arte de Autor e A Seita)
Melhor Banda Desenhada de Novo Autor - Tales From Nevermore, de Pedro N. e Manuel Monteiro (Ala dos Livros)
Melhor Banda Desenhada - Astérix na Lusitânia, de Fabcaro e Didier Conrad (ASA)
Mas nem só de banda desenhada vive este festival, também a cultura pop faz parte do evento e com uma enorme participação tanto nas áreas de gaming, como de cosplay, jogos de tabuleiro, Artists'Alley e por aí fora.
Por fim, porque também é importante e sofreu uma grande mudança, destacamos a criação de uma pequena praça de alimentação, que contribuiu para a permanência dos visitantes por mais horas dentro do evento.
Que mais dizer? Para além do excelente cartaz da autoria de Daniel Maia, que somos sempre muito felizes em Coimbra, sempre muito bem recebidos pela organização, que temos as melhores condições para realizar entrevistas e reportagens, que este festival fará sempre parte da nossa rota e que desejamos um futuro brilhante a esta iniciativa que ainda por cima é de acesso gratuito. Para o ano lá estaremos e a data já está oficialmente marcada: de 30 de Abril a 2 de Maio. Contem connosco!
Nota de rodapé: um agradecimento final ao Pedro Cardoso, à Elsa Marques, à Sónia Lopes e à Vânia Queirós.














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