terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

A nossa leitura de El Diablo, de Alexis Nesme e Lewis Trondheim - edição A Seita

 


Parece que as opiniões sobre este livro se dividem e ainda bem. A arte é coisa que não se discute. Há quem goste e quem não goste. Como se diz, se todos gostássemos do amarelo, o que seria do azul? Adiante. Já tínhamos tido um feedback muito positivo por parte do Miguel Cruz que leu a versão original deste "El Diablo", de Alexis Nesme e Lewis Trondheim, opinião que publicámos aqui em Dezembro de 2025. 

Agora foi a nossa vez de ler este livro (editado em Portugal pel' A Seita) que desde logo despertou a nossa curiosidade pelo Marsupilami que aparece logo na capa. Criámos portanto, grandes expectativas e estas foram correspondidas em certa medida, mas houve um senão.

Para começar fomos logos atraídos pela capa, de que gostámos muito, tal como todo o visual do livro, desde os desenhos às cores utilizadas. Visualmente é mesmo muito agradável, com algumas pranchas arrebatadoras. Todavia quanto ao argumento esperávamos um pouco mais ou então não é para a nossa faixa etária porque por vezes a linguagem parece ser demasiado simplista e mais adequada aos mais jovens. Não que isso seja errado, achamos que devem existir bons livros de BD para os mais jovens e este, de aventuras, poderá vir a atrair novos leitores para a nona arte. Resumindo, neste argumento faltou-nos aqui um "je ne sais quoi" para que estivesse ao nível do desenho.

Apesar de tudo, foi uma leitura muito prazeirosa e embora o Marsupilami não seja tido como o protagonista da história, no fundo não deixa de o ser, pois a sua presença é uma constante e a forte ligação espiritual que se estabelece entre ele e o jovem José é algo mágica e especial, quase como se fossem irmãos gémeos. Sentem e sofrem as emoções um do outro. 

Claro está que há os vilões da história, neste caso protagonizados pelo Capitão Santoro e a sua sede de ouro. A história passa-se no século XVI, na América do Sul e José é um grumete do galeão comandado por Santoro, que está em busca do El Dorado. O fim dos mantimentos levam à decisão da tripulação comer José, mas felizmente avistam uma terra desconhecida o que o leva a escapar-se da morte por um triz. É nessa terra que José é acolhido pelos índios Chahuta e é também aí que vai conhecer esse animal tão incrível e estranho, o Marsupilami.

Sendo um livro fora de colecção, não deixa de ter referências conhecidas dos fãs de Marsupilami, como, por exemplo, o nascimento da Palômbia.

Apesar de esperarmos um nadinha mais do livro, é verdadeiramente bonito e a história acaba por se ler num ápice.






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