Un Noël à Paris - 1/2
Por vezes queixo-me de que, apesar da quantidade de BDs de boa qualidade que vão sendo feitas, há poucas BDs otimistas, positivas e bem-dispostas. Não sei se esta BD é totalmente um bom exemplo disso mesmo, uma vez que, na sua base encontramos um casal, com três filhos adolescentes, completamente assoberbados e “passados” com o dia a dia moderno que levam. Mas que é uma BD mais ou menos “ligeira”, estilo “comédia romântica” até mesmo no desenho, e com uma certa candura, é!
Estamos na véspera de Natal, o stress da compra de presentes atinge um máximo, os preparativos e a antecipação da ceia de Natal em casa dos pais de Éve enervariam um santo, a que se acumula a insistência da irmã de Simon para a sua festa de anos que coincide com a referida ceia, e que enerva Simon e complica a sua relação com Éve, que por sua vez queria mesmo não ter de encontrar a sua família na ceia em casa dos seus pais…
Este é o contexto. O resto é correria, enervamento, acidentes, surpresas, humor de circunstância, personagens um pouco estereotipadas (algumas, completamente tresloucadas outras) e uma comédia num contexto angustiante. Os pais e cunhados de Éve, os filhos com personalidades distintas, os cunhados de Éve, o porteiro da boîte onde a irmã de Simon faz o seu aniversário, os polícias, as pressões da loja de brinquedos…
Uma narrativa bem conduzida, um page turner divertido, mas com um contexto angustiante de modernidade e realidade, sendo que veremos onde o segundo tomo nos conduz, porque este nos acaba por deixar em suspenso, depois de uma convergência de ações do casal, e direção Eurostar…
Um desenho cuidado, semi realista, agradável, muito “limpinho” com páginas de ambiente urbano absolutamente fantásticas, cintilante, colorido, romântico e sempre positivo.
A junção de dois autores com estilos de desenho de elementos comuns. Jim – recentemente publicado em língua portuguesa – desta vez com responsabilidade apenas sobre o argumento e o Italiano Liotti com a responsabilidade de passar tanta movimentação para desenho. Editado pela Lombard.
Por vezes queixo-me de que, apesar da quantidade de BDs de boa qualidade que vão sendo feitas, há poucas BDs otimistas, positivas e bem-dispostas. Não sei se esta BD é totalmente um bom exemplo disso mesmo, uma vez que, na sua base encontramos um casal, com três filhos adolescentes, completamente assoberbados e “passados” com o dia a dia moderno que levam. Mas que é uma BD mais ou menos “ligeira”, estilo “comédia romântica” até mesmo no desenho, e com uma certa candura, é!



Obrigada por mais um publicação neste blog.
ResponderEliminarNunca tive coragem de publicar um comentário, mas aqui não resisti, porque concordo plenamente que as editoras portuguesas de BD são autênticas dispensadoras de histórias depressivas.
Depois dizem que o manga é que está a vender - talvez uma das razões seja essa.
Vendo o catálogo de várias das editoras é como se o mundo da BD praticamente só tivesse dramas para oferecer aos leitores.
Finalmente alguém o escreveu, os meus parabéns.
Obrigado pelo comentário e é sempre bom ter opiniões desse lado do leitor.
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