La Longue Marche de Lucky Luke
Sei que vai ser editado em Portugal pela A Seita, e ainda bem, pois este oitavo volume da coleção Lucky Luke “visto por” (neste caso, e novamente, por Matthieu Bonhomme) é de grande qualidade.
Para além desta “Longa Marcha de Lucky Luke”, em Portugal já vimos editado “o Homem que matou Lucky Luke” e “Carlota Imperatriz”, ambos desenhados por Matthieu Bonhomme, um na coleção Lucky Luke e o outro não (o sr. De La Palice estaria contente)!
Bonhomme moderniza e acrescenta camadas à lenda do homem que dispara mais rápido que a sua sombra, mas com elegância, sem qualquer disrupção, e com uma consistência total com o mito.
Estamos nas florestas do Norte do Minnesota, faz um frio de rachar, e o nosso cowboy foi contratado por Ronald Cramp (que rima com outro nome, se é que me entendem) para entrar em contacto com os índios, com o objetivo de encontrar o seu sobrinho desaparecido. Naturalmente, Lucky Luke vai encontrar e proteger o miúdo, criado pelos índios, um pouco selvagem e uma força da natureza. E com este curioso miúdo, vamos assistir a uma verdadeira introspeção da personagem do cowboy, e um colocar em causa da sua natureza solitária.
Outras personagens são marcantes nesta aventura, desde o chefe índio ao nosso bem conhecido polícia montado do Canadá, passando pelos estúpidos e maus irmãos Dalton, também contratados por Ronald Cramp.
A história é simples, mas interessante, as tomadas de posições sobre matérias éticas e ambientais são muito evidentes, a aventura é crescentemente angustiante, a ação é desenvolvida sensatamente apesar da notável destreza de Lucky Luke, e o final é inteligente.
O desenho é muito bom. Não vale a pena detalhar mais. É mesmo bom, um desenho que nos atrai. Portanto, uma boa BD, vamos à leitura. Editado em França pela Dargaud.




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