segunda-feira, 13 de julho de 2026
São quatro as novidades da Ala dos Livros que chegarão nos próximos meses!
terça-feira, 31 de março de 2026
Novidade: Bass Reeves é o quarto título da série Wild West editado pela Ala dos Livros
terça-feira, 17 de junho de 2025
Novidade: Ala dos Livros lança o terceiro volume da série Wild West, que tem como protagonista Charlie Utter
Charlie Utter - Escalpes em série (da autoria de Thierry Gloris e Jacques Lamontagne), é o terceiro tomo da série Wild West, editada em Portugal pela Ala dos Livros.
Após a morte do seu marido índio, assassinado por Wild Bill Hickok, Martha Jane Cannary, a célebre Calamity Jane, é acolhida por Charlie Utter, um generoso colono que não consegue, contudo, evitar o delírio alcoólico da sua protegida, que só pensa em vingança. Entretanto, Wild Bill trabalha como responsável pela segurança do estaleiro de construção do caminho de ferro, onde tem de gerir as disputas entre brancos e negros, mas também mortes misteriosas causadas por um misterioso assassino que remove o escalpe das suas vítimas… O destino ditará a sua reunião…
quarta-feira, 17 de abril de 2024
A opinião de Miguel Cruz sobre "Wild West 4: La Boue et le Sang", de Lamontagne e Gloris e "Lebensborn", de Maroger
Wild West 4: La Boue et le Sang
Wild West é uma série de que já aqui falei. Chegados ao tomo quatro, considerei que valeria a pena reforçar o reconhecimento da qualidade da série, e piscar o olho à continuação da sua publicação em Portugal – a Ala dos Livros, em 2021 e 2022 editou os dois primeiros tomos.
Nesta série vamos percorrendo o oeste selvagem, testemunhando alguns momentos “chave” da “conquista do Oeste”, incluindo o choque entre americanos nativos e o progresso representado, desde logo, pela progressão do “cavalo de ferro”.
Várias histórias vão-se cruzando ao longo destes 4 tomos, com os autores a usarem com mestria um conjunto de personagens míticos da história do Oeste como base para a sua realista narrativa ficcionada. Destas personagens sobressaem: Wild Bill Hickok; Calamity Jane; Charlie Utter; Bass Reeves (que faz a capa do tomo 4); e Crazy Horse. Ah, e Jolly Jumper…
No quarto tomo, Wild Bill, acompanhado de Calamity Jane, e numa parte final, de Charlie Utter, continuam a sua busca do assassino que finge ser índio e retira o escalpe às suas vítimas, abandonadas numa encenação macabra.
Wild Bill continua a dedicar-se ao jogo, Calamity Jane continua a afogar as suas mágoas em álcool, mas estranhamente a sua viagem com aquele que veio a considerar o responsável pelas suas desgraças, vai-lhe permitindo uma maior adaptação à sua situação. Charlie Utter, esse, continua prestável e agradável, tal como Bass continua confiante e de confiança.
Quando tentam retornar ao campo/frente de obra do caminho de ferro, que tinha ficado a ser liderado por Bass Reeves, acabam por descobrir que as ações do patrão da empreitada (Aristote Graham), nomeadamente a invasão de um cemitério índio, desencadeou uma revolta de várias tribos que se uniram para atacar o campo.
Mais um excelente tomo, numa série que mantém um registo de qualidade consistente na história, com bastante suspense, ação, credibilidade, profundidade e boa caracterização de personalidades e intenções. O argumento de Thierry Gloris é imaginativo e bem documentado.
O desenho continua muito bom, talvez até se tenha vindo a aprimorar ao longo do tempo, com Jacques Lamontagne a apresentar pranchas que constituem um verdadeiro gosto para a vista. A Dupuis vai continuar a apostar nesta série. Eu também, como leitor.
LebensbornUi ui ui, que esta BD vale muito a pena ler…
Diferente do habitual, desenho moderno, inesperada temática.
Isabelle Maroger, loira de olhos azuis (e isso interessa para quê? Já vão perceber), nascida em França apresenta-nos uma BD muito interessante com um ponto de partida curioso: o questionamento sobre a adoção da sua mãe.
Ao longo de mais de 200 páginas ficamos a conhecer várias personagens associadas à vida da autora, começando pela sua mãe, de origem norueguesa, muito loira, de olhos azuis, mas adotada por um casal francês. Tal história permite um certo colorido social e familiar, mas pouco mais do que isso.
Mas escavando bem, acabamos por descobrir uma relação desta história aparentemente anódina com o programa de seleção nazi Lebensborn, e com a possibilidade de ser descendente de um soldado alemão selecionado pelas suas raízes arianas e muito loiro, de olhos azuis. O recurso aos flash backs é judiciosamente escolhido.
A autora questiona-se muito e faz-nos partilhar as suas linhas de raciocínio e pensamentos, mas fá-lo de forma muito inteligente, evitando ser maçudo, e mantendo sempre uma abordagem ligeira e razoavelmente bem-disposta, evitando lições morais, ou algum tipo de profundidade sociológica, necessariamente redutora.
O papel social das mulheres ao longo do tempo, a maternidade, o conhecimento das origens familiares, dogmas nazis, estes são os temas abordados nas várias narrativas que se cruzam ao longo desta BD.
A autora desenvolve a estrutura narrativa de uma forma que torna difícil não sermos seduzidos pela veracidade e pungência da situação. Claro que o estilo de desenho, muito agradável na minha opinião, mas simplificado, por vezes caricatural, pouco clássico (na apresentação das personagens) e detalhado, pode afastar alguns/algumas leitores/leitoras. Recomendaria que fizessem um esforço, porque ficarão tão absorvidos pela história e pela forma como ela é contada, que o estilo de desenho se vai “entranhar”.
Ou seja, e concluindo como comecei: esta BD da editora Bayard Graphic recomenda-se!
quarta-feira, 23 de março de 2022
A nossa leitura do segundo volume de WildWest: Wild Bill - Edição Ala dos Livros
Neste livro, quando Wild Bill cruza o seu caminho com o de uma criança traumatizada e perdida, não imagina até onde esse encontro o levará. Emocionado. o caçador de prémios toma as suas dores e compromete-se a encontrar os homens que massacraram a família da menina. Mortos ou vivos. Nada nem ninguém se pode intrometer entre Bill e as suas presas. Quem tentar fazê-lo, acabará debaixo da terra. Mas o destino é matreiro. Um grão de areia gripou o implacável mecanismo, Calamity Jane.
E é aqui o ponto fulcral. Depois de Calamity Jane, o segundo volume da série apresenta a história de Wild Bill, mais concretamente James Butler Hickok, o caçador de prémios que ficou para a história com o nome de Wild Bill Hickok, uma das muitas personagens do Oeste Americano imortalizadas através do cinema, da televisão ou até de inúmeras novelas. No entanto, após a leitura do livro, ficamos com a sensação que a protagonista continua a ser a mesma. Porque em paralelo à história de Wild Bill, vamos assistindo à história de Martha Cannary (a célebre Calamity Jane) até aos caminhos de ambos se cruzarem. À medida que vamos avançando com a leitura, damos por nós já muito mais interessados no destino de Martha do que na razão que levou o caçador de prémios na sua missão.
Um pouco menos violento do que o primeiro volume, este novo livro dos autores Jacques Lamontagne (desenho e cor) e Thierry Gloris (argumento) continua com uma fasquia de qualidade elevada, tanto ao nível do desenho como do argumento, transportando o leitor para o coração do Oeste Americano, território selvagem, sem fé e sem lei, onde se vive a ferro e fogo.
A última prancha levanta uma ponta do véu do tema que está para vir e ficamos ansiosos por um novo volume.
quarta-feira, 9 de março de 2022
Novidade: Wild West 2 - Wild Bill
Depois de Calamity Jane, o segundo volume da série Wild West, editada pela Ala dos Livros, apresenta a história de Wild Bill. James Butler Hickok, que ficou para a história com o nome de Wild Bill Hickok, é uma das muitas personagens do Oeste Americano imortalizadas através do cinema, da televisão ou até de inúmeras novelas.
Mas como é que os caminhos de Martha Cannary, a célebre Calamity Jane, se cruzam com os de Wild Bill, esse veterano da Guerra Civil Americana que se tornou caçador de prémios e justiceiro por conta própria?
Wild West é um western deslumbrante que nos transporta ao coração do Oeste Americano, um mundo selvagem sem fé e sem lei, da autoria de Thierry Gloris (argumento) e Jacques Lamontagne (desenho). No rescaldo da guerra civil, com as guerras índias ao rubro, Wild Bill procura os assassinos de um crime que jurou vingar. Mortos ou vivos. E é neste território a ferro e fogo que encontrará Martha novamente.
Este novo volume chega às livrarias na próxima semana.

















