quarta-feira, 29 de abril de 2026

A nossa leitura de Hercule Poirot - Perigo na Casa da Falésia, de Agatha Christie, Frédéric Brémaud e Alberto Zanon - edição Arte de Autor

 


Lemos todos os livros desta colecção da Arte de Autor, de adaptações para banda desenhada de obras de Agatha Christie, por isso o traço e o estilo deste livro já nos era familiar, tendo em conta que a dupla que o realizou, Frédéric Brémaud e Alberto Zanon, já tinham adaptado outros quatro títulos da colecção: Os Crimes do ABC, Crime no Campo de Golf, Drama em Três Actos e Intriga em Bagdad.

Voltamos a ter nesta álbum "Perigo na Casa da Falésia" o famoso detective Hercule Poirot como protagonista e com a difícil tarefa de descobrir o(a) criminoso(a) no meio de um conjunto complexo de personagens. Como sempre, são várias as personagens que participam na história, para criar ainda mais dificuldade ao leitor de conseguir adivinhar por si, o(a) autor(a) do crime. Mas o que para nós é complicado, é simples para Poirot, pois ele dá importância a pormenores que nos escapam. Após o crime cometido é sempre divertido acompanhar as suas perguntas e o seu raciocínio e a forma como somando os indícios e provas, consegue deslindar os mistérios que se lhe oferecem, mesmo almejando ele afastar-se e desfrutar da sonhada reforma.

Como cenário desta vez temos uma magnífica casa no alto de uma falésia na Cornualha, propriedade de Nick Buckley, uma mulher jovem. E é sobre essa personagem que a ação irá decorrer. Hercule Poirot e o Capitão Hastings estão hospedados num pequeno hotel vizinho e mesmo querendo afastar-se das investigações, Poirot não resiste intervir depois da jovem vizinha ter sofrido uma tentativa de homicídio. Aliás, ela convida um grupo de amigos para passarem uns dias na sua casa e vão ser várias as tentativas de pôr fim à sua vida. Com tudo isto, claro está que Poirot não poderia ficar de braços cruzados e decide vasculhar as vidas, os motivos, os alibis de todos para descobrir quem é que quer tanto matar a jovem Buckley. Até que isso aconteça, vai descobrir uma série de mentiras.

Como sempre, uma bela adaptação e uma bela forma de ler (ou reler) as obras de Agatha Christie.




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