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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

A nossa leitura de "Caderno de Memórias Coloniais", de Isabel Figueiredo e Júlia Barata - edição Editorial Caminho

Não tínhamos lido a obra original, mas já tínhamos lido outros títulos da Isabela Figueiredo e sabemos que é uma autora que não põe paninhos quentes na sua escrita, ou seja, a sua escrita é muito crua, chamando as coisas pelos nomes e sem poupar o leitor quando as situações não são serenas. E é isso que sentimos também aqui neste Caderno de Memórias Coloniais, ainda que aqui a história pareça um pouco mais suave devido ao desenho.

E começamos por aí. O desenho, um pouco infantilizado/naïf, ainda que não seja bem o estilo que mais gostamos, é um excelente contrapeso, que neutraliza um pouco o facto da história tocar com o dedo na ferida e trazer a lume memórias de uma sociedade profundamente racista e desigual. No entanto, não deixa de ser uma reflexão sobre a memória colonial portuguesa e um bom ponto de partida para quem pretenda ter contacto com o tema.

Esta novela gráfica surge 10 anos após a sua publicação original, também pela Caminho. A história é contada na primeira pessoa, onde Isabela expõe a sua experiência no que diz respeito ao colonialismo português em Moçambique. O que nos é dado a ver é através do olhar da Isabela ainda na infância. Apesar de ainda criança, a autora tinha já uma percepção e uma opinião sobre o colonialismo e o racismo. A sua experiência também é pautada pelo relacionamento com pai, nem sempre fácil pela divergência de pontos de vista, por atitudes racistas que faziam parte do dia-a-dia, pela desigualdade a que assistia.

É importante referir que esta edição não é apenas uma versão ilustrada, uma vez que a autora, revisitou o seu próprio texto ao mesmo tempo que Júlia Barata transformou as memórias em imagens. A colaboração autora e ilustradora é significativa, tendo em conta que ambas têm uma relação biográfica com Moçambique. 

Aproveitamos para informar que este mês haverá várias apresentações do livro, em vários pontos do país e que contam com a presença das duas autoras. (consultar imagem final). De realçar que este sábado, 12 de Setembro, pelas 16 horas, na Tinta dos Nervos, será também inaugurada uma exposição com desenhos originais do livro. 





sábado, 30 de maio de 2026

A adaptação para novela gráfica, do "Caderno de Memórias Coloniais", de Isabela Figueiredo, será lançada amanhã, na Feira do Livro de Lisboa

 




Esta novidade da Caminho, será lançada e  apresentada amanhã, pelas 19 horas, na Praça Leya, na Feira do Livro de Lisboa.

Dez anos após a sua publicação pela Editorial Caminho, em 2015, Caderno de Memórias Coloniais regressa ao centro do debate, com uma nova versão ilustrada, fiel à sua vocação de expor cruamente o colonialismo português em Moçambique. Nesta novela gráfica, ilustrada por Júlia Barata, Isabela Figueiredo revisita o seu texto, aprofundando a reflexão sobre a sua infância e relação com o pai, enquanto reabre uma ferida da nossa história ainda em processo de cicatrização. Num tempo em que factos e vivências individuais são frequentemente questionados ou silenciados ao serviço de determinadas narrativas, esta obra interpela de forma direta a maneira como abordamos temas tão essenciais quanto o colonialismo, o racismo e a memória histórica.







quinta-feira, 2 de abril de 2026

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Novidade: O livro As Sementes do Céu, de Mia Couto e Susa Monteiro, é apresentado hoje em Lisboa



É hoje, pelas 18h30, que a obra "Sementes do Céu", livro infantil de Mia Couto, ilustrado por Susa Monteiro, será apresentada no Palácio das Galveias, por António Bagão Félix e com a presença dos autores.

Esta edição da Caminho, é um conto de grande atualidade, narrado com sensibilidade e poesia, que brota do silêncio e da espera pelo momento certo de nascer. Uma história que convida à reflexão sobre a preservação do meio ambiente e ao diálogo entre gerações, assinado por uma dupla de autores de reconhecida qualidade literária e artística, que aqui se reúne pela primeira vez num álbum ilustrado.

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Novidade Caminho: As Sementes do Céu, um livro infantil de Mia Couto com ilustrações de Susa Monteiro

 


Já está nas livrarias esta novidade editorial infantil, muito especial. «As Sementes do Céu», editado pela Caminho, é o novo livro do Mia Couto, com ilustrações de Susa Monteiro. Fala sobre a preservação do meio ambiente e apela ao diálogo entre gerações.

«As Sementes do Céu» é um conto de grande atualidade, narrado com sensibilidade e poesia, que brota do silêncio e da espera pelo momento certo de nascer. Uma história que convida à reflexão sobre a preservação do meio ambiente e ao diálogo entre gerações, assinado por uma dupla de autores de reconhecida qualidade literária e artística, que aqui se reúne pela primeira vez num álbum ilustrado.

A sessão de apresentação decorrerá no dia 25 de novembro, às 18h30, no Palácio Galveias, em Lisboa. O livro será apresentado por António Bagão Félix, em conversa com o autor e a ilustradora Susa Monteiro.

«Um dia, o avô espreitou pela janela e contemplou as montanhas. Deu um passo atrás, com as mãos no peito, como se lhe faltasse o ar. Apontou para o topo dos montes, lá onde vivia uma imensa floresta. Agora, restava apenas areia e pedra. Tinham cortado as árvores todas.» 

Sobre o autor e a ilustradora:

Mia Couto nasceu na Beira, Moçambique, em 1955. Foi jornalista e professor, e é, atualmente, biólogo e escritor. Está traduzido em diversas línguas. Entre outros prémios e distinções, foi galardoado, pelo conjunto da sua já vasta obra, com o Prémio Vergílio Ferreira 1999 e com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas 2007. Jesusalém foi considerado um dos 20 livros de ficção mais importantes da «rentrée» literária francesa por um júri da estação radiofónica France Culture e da revista Télérama. Em 2011 venceu o Prémio Eduardo Lourenço, que se destina a premiar o forte contributo de Mia Couto para o desenvolvimento da língua portuguesa. Em 2013 foi galardoado com o Prémio Camões e com o prémio norte americano Neustadt. Em 2015 foi finalista do The Man Booker Prize. O seu livro Compêndio Para Desenterrar Nuvens ganhou o Grande Prémio do Conto Branquinho da Fonseca APE | Câmara Municipal de Cascais | Fundação D. Luís I, 2023. Já em 2024 obteve o Prémio Feira Internacional do Livro de Guadalajara (México). 

Susa Monteiro nasceu em 1979, em Beja. Estudou Realização Plástica do Espetáculo e Cinema de Animação, tendo trabalhado em teatro e cinema até 2005. Desde então, dedica-se exclusivamente à ilustração e à banda desenhada. Tem ilustrado livros, cartazes e publicações diversas, colaborando com vários jornais e revistas portuguesas —entre os quais a Visão, onde ilustrou as crónicas de Mia Couto. Expõe o seu trabalho, individual e coletivamente, em Portugal e no estrangeiro. É autora e ilustradora do livro Sonho, uma narrativa contada exclusivamente através de imagens que lhe concedeu, em 2018, o prémio de Melhor Ilustradora Portuguesa do festival Amadora BD e uma Menção Especial no Prémio Nacional de Ilustração.


sábado, 24 de maio de 2025

A nossa leitura de "O tempo do cão", de António Jorge Gonçalves e Ondjaki - edição Caminho




Este é um livro que nos provocou mixed feelings. É que gostamos bastante da arte de António Jorge Gonçalves, mas neste livro os desenhos e por vezes a própria narrativa são demasiado abstratos, o que por vezes dificulta uma leitura fluída. Já lemos algumas críticas muito positivas e outras menos, o que é natural pois em qualquer arte, a forma de expressão abstrata nem sempre é compreendida ou admirada por todos.

O Tempo do Cão é uma história inesperada contada a duas vozes. A do guerrilheiro, que é Che Guevara e do cão. Distinguem-se as falas de um e de outro pela letra de máquina do Homem e pela letra manuscrita, do cão. 

A linguagem visual desta pequenina novela gráfica, apesar de ser um pouco experimental e alternativa, tem ao mesmo tempo uma enorme força e originalidade, com os desenhos a branco num fundo azul.

Como dizemos no início, esta leitura provocou-nos sentimentos opostos, mas não deixa de ser um livro com uma linguagem um pouco poética que se centra numa história de amizade entre um homem e um animal.

A autoria do texto é do angolano Ondjaki.






sábado, 12 de abril de 2025

Novidade: O Tempo do Cão - uma obra ilustrada de António Jorge Gonçalves e Ondjaki

 



Num país chamado Congo há um lago enorme, onde, à noite, um cão adormece com saudades de um guerrilheiro.

A sinopse é pequena, assim como o livro, de pequeno formato, fora do comum para um livro ilustrado e também fora do comum por ter as páginas com fundo azul, com os traços das ilustrações a branco.

A autoria é do autor angolano Ondjaki e a arte de António Jorge Gonçalves. A edição é da Caminho.



sábado, 15 de março de 2025

Novidade: Tempo do Cão, livro ilustrado de António Jorge Gonçalves e Ondjaki, é apresentado amanhã


Num país chamado Congo há um lago enorme, onde, à noite, um cão adormece com saudades de um guerrilheiro.

Esta curta sinopse revela um pouco deste livro ilustrado por António Jorge Gonçalves e escrito por Ondjaki. Para já, do que vimos, o livro tem a particularidade de ter as páginas azuis com os traços das ilustrações a branco.

A edição é da Caminho e amanhã, pelas 16 horas, o livro será apresentado em Sintra, na Casa dos Hipopómatos da Lua (R. Gomes de Amorim, 12-14, Sintra).



domingo, 10 de novembro de 2024

Novidade Infantil: esta "Menina Olhos de Lua" é da autora portuguesa Dina Sachse - edição Caminho

 


Por vezes aqui no Juvebêdê também apresentamos algumas novidades infantis e ilustração, o que é o caso desta "Menina Olhos de Lua", da autoria da premiada Dina Sachse, editado pela Caminho.

Podem apreciar a capa e algumas páginas do interior, bem como a sinopse e informação sobre a autora.

A sinopse

A noite, no Japão, está povoada de vida, criaturas mágicas e lendas. Uma dessas histórias é a de uma misteriosa criança com olhos que guardam a luz da Lua. A Menina Olhos de Lua veste-se de estrelas, de magia e de luar para nos ensinar que há Amor e Saudade a brilhar lá alto no céu e que o caminho se faz na canoa de um Pescador de Estrelas. Vou contar essa história e semear um sonho.

A autora

Dina Sachse, nasceu em Vila Nova de Gaia, em 1979. Licenciada em Design de Comunicação, é na ilustração que vive o imaginário duma forma inventiva e conceptual, com um estilo muito particular e uma personalidade estética distinta. Destacou-se como Vencedora do Prémio Melhor Ilustração Original, do Concurso Lusófono da Trofa – Prémio Matilde Rosa Araújo 2017 e do Concurso Ilustra_Futuro, ETIC 2010. Foi também finalista no "Encontro Internacional de Ilustração de S. João da Madeira" 2016, selecionada para o 14.º PortoCartoon World Festival, nomeada no Vera World Fine Art Festival, realizado em Lisboa e convidada a expôr no Salon Art Shopping, Carroussel du Louvre, realizado em Paris.

Foi convidada a fazer parte do elenco de artistas a integrar a 11.ª edição do livro "Internacional Contemporary Masters” publicado em Dezembro de 2016 pela World Wide Art Books, Santa Barbara, USA.

Participa regularmente em exposições coletivas e individuais de ilustração, pintura e escultura.