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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

A nossa leitura de O Príncipe dos Pássaros de Alto Voo, de Philippe Girard - edição ASA


Desde que estivemos com o autor Philippe Girard na Feira do Livro e assistimos à apresentação do livro no Festival de Banda Desenhada de Beja, que estávamos com curiosidade em ler este livro, editado pela ASA.

O facto de sabermos que o livro é sobre uma parte da vida de Saint-Exupéry, o autor de O Principezinho, funciona logo como um íman que nos atrai para a sua leitura e mais ainda depois de termos ouvido as explicações de Girard sobre esta sua obra.

Começamos por dizer que "O Príncipe dos Pássaros de Alto Voo" não é, de todo, uma biografia de Saint-Exupéry. É mais uma tentativa de desmontar uma imagem mítica. Philippe Girard interessou-se por mostrar o homem que existia por trás da personagem pública: uma pessoa inquieta e deprimida. 

Estamos em 1942 e vamos apanhar Saint Exupéry exilado na América do Norte, afastado da França e impedido de fazer aquilo que considera ser a sua verdadeira função: combater e voar. A viagem ao Québec, inicialmente ligada a compromissos editoriais e à situação da França ocupada, torna-se uma espécie de suspensão existencial, mas que ganha importância por ter sido a ignição para a criação do Principezinho.

Sem poder voar, sente-se a sufocar e no meio da sua frustração, Saint-Exupéry revela-se aos olhos do leitor, como uma pessoa egocêntrica, conflituosa e de excessos, que só se acalma com o amor e a firmeza de Consuelo, a sua mulher.

Não é que Philippe Girard pretenda denegrir o famoso autor, mas também não é de dourar a pílula e dá-nos uma outra perspectiva do criador do Principezinho. E neste Príncipe dos Pássaros, leva-nos primeiro a conhecer o homem e só depois a sua faceta como escritor. É pois uma experiência estranha para o leitor constatar que a forma como imaginava o autor do Principezinho, como um homem sábio, humanista e delicado, podia ser romantizada, pois o que vemos é um homem instável e quase insuportável. Portanto Girard mostra-nos que uma obra humanista pode nascer de uma pessoa cheia de contradições.

Visualmente podemos dizer que o livro é um pouco "fora da caixa", com desenhos de linha clara, mas com imagens grandes, muitas pranchas de página dupla, vinhetas grandes e por vezes redondas e noutros formatos, utilização de cores fortes. 


segunda-feira, 1 de junho de 2026

Feira do Livro: Os primeiros dias foram muito animados para os fãs de banda desenhada

Nunca nos lembramos de tantas iniciativas ligadas à banda desenhada, na Feira do Livro de Lisboa, e isso deve-se à aposta das editoras, com destaque para a ASA, que tem vindo a trazer autores estrangeiros ao evento.

Para além das já habituais sessões de autógrafos, houve cinco apresentações que não podemos deixar de destacar. Ora vejam:

No primeiro dia, 27 de Maio, participámos no Encontro de BDéfilos, que reuniu divulgadores de banda desenhada e livreiros e onde se falou das novidades da ASA para os próximos meses (e sobre as quais falaremos esta semana);

No dia seguinte, 28 de Maio, foi a vez da apresentação das obras do autor Amazing Ameziane relacionadas com o cinema, como é o caso de Quentin por Tarantino (2024) e Spielberg, que acabou de sair;

No dia 29 de Maio tivemos o privilégio de entrevistar precisamente esse autor Amazing Ameziane, que a seguir esteve disponível para uma sessão de autógrafos; Nesse mesmo dia decorreu uma apresentação sobre a novela gráfica Ginseng Roots, de Craig Tompson;

Dia 31 de Maio decorreu uma animada conversa sobre banda desenhada e sobre as obras da Arte de Autor, com a editora Vanda Rodrigues, a Alexandra Sousa do Juvebêdê, o João Oliveira  (Na Cama com os Livros) e Silvéria Miranda. 

Ao final da tarde do mesmo dia, foi apresentada a novela gráfica "Caderno de Memórias Coloniais", de Isabela Figueiredo e Júlia Barata (edição da Caminho).

Logo à noite, o autor Philippe Girard, estará a dar autógrafos pelas 20h30 e a apresentação do seu livro "O Príncipe dos Pássaros de Alto Voo", decorrerá no dia 3 de Junho, às 19h30.








quinta-feira, 2 de abril de 2026

Novidade: O Príncipe dos Pássaros é outra novidade da ASA que sairá em Abril

 


O Príncipe dos Pássaros, de Philippe Girard, é outra novidade da ASA para o mês de Abril e já está em pré-venda, com saída prevista para 22 de Abril. A obra conta-nos uma parte da história da vida de Antoine de Saint-Exupéry, autor do célebre livro "O Principezinho".

A sinopse:

Abril de 1942: Depois de ser desmobilizado, Antoine de Saint-Exupéry viveu exilado em Nova Iorque. Deprimido, o escritor-aviador sonha apenas com o regresso ao combate para defender a França ocupada. É nesse contexto que o seu editor canadiano o convida para uma digressão promocional pelo Canadá. Saint-Exupéry desembarca em Montreal com a mulher, no momento em que o Canadá, que estava em guerra com a Alemanha, ordena o encerramento de todas as embaixadas francesas no seu território. Resultado, o escritor fica encurralado no Quebeque. Então, começa uma temporada cheia de surpresas: entre as cidades e o campo, o escritor encontra uma menina que desenha carneiros, um acendedor de candeeiros e um rapazinho de olhos claros, que faz muitas perguntas...







quarta-feira, 21 de junho de 2023

"Super Canon!" uma biografia fictícia de um traficante de armas, é uma das novidades da Casterman


A editora Casterman acaba de editar "Super Canon!", a biografia fictícia de um verdadeiro traficante de armas, da autoria de Philippe Girard.

A sinopse:

Desde criança, Gerry teve apenas um sonho, inspirado em Júlio Verne: o de poder enviar correspondência por canhão para o outro lado do planeta. Estudante precoce e rebelde, tornou-se engenheiro e estudou aeronáutica o que o levou a construir verdadeiros canhões, primeiro para o seu país natal, o Canadá, depois para a CIA mergulhada em plena Guerra Fria, mas também com regimes muito menos democráticos, até ao Iraque de Saddam Hussein para o qual trabalhou o Doutor Gerry... Inspirado em acontecimentos reais, este romance (bio)gráfico leva-nos pelo rasto de um verdadeiro idealista, um inventor feliz mas também inconsequente, cuja trágica história se estende pela segunda metade da século XX e nos lembra que a geopolítica das armas não conhece fronteiras...