sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Novidade: O terceiro volume de "O verão em que Hikaru morreu" é uma das primeiras novidades de 2026 da Presença Comics

 


O terceiro volume da série "O verão em que Hikaru morreu" de Mokumokuren, é uma das primeiras novidades do ano da Presença Comics.

A sinopse:

Um mistério inexplicável, uma presença inesperada e uma amizade que arrisca tudo.

Como enfrentar uma realidade que não se consegue entender?

O súbito e inexplicável ressurgimento do «Hikaru» na vila não passou despercebido, começando a levantar várias suspeitas por parte dos moradores. Os espíritos do outro lado estão cada vez mais inquietos, enquanto as pessoas que lhes são sensíveis decidem tomar medidas para descobrir toda a verdade.

O Yoshiki continua a lutar com a verdadeira identidade do «Hikaru», mas é lembrado, mais uma vez, de que o seu amigo já não partilha a sua compreensão da vida e da morte, e de que, quando se brinca com fogo, alguém acabará por se queimar…

Com o mistério a intensificar-se e forças invisíveis a aproximarem-se, este volume leva-nos numa emocionante viagem entre amizade, perda e decisões transformadoras.


quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

A opinião de Miguel Cruz sobre "La Dernière Maison Juste Avant la Forêt", de Loisel e Djian e "La Danseuse aux Dents Noires", de Stalner e O. Truc


La Dernière Maison Juste Avant la Forêt

Muito me entusiasmei quando soube, já há alguns meses, de que iríamos ter uma nova BD com Loisel “ao desenho”. Já há uns anitos que não tínhamos o gosto de ver uma BD desenhada por Loisel e há mais ainda com Loisel sozinho no desenho – importa recordar que Magasin Général (Armazém Central em Português) foi realizado em conjunto com Jean-Louis Tripp e o último tomo em francês foi editado em 2014.

O/a leitor/a eu não sei… Eu sou fã do desenho que pudemos ver em Peter Pan ou em La Quête de L’Oiseau du Temps. Logo, repito-me, fiquei satisfeito com a notícia, e assim que a BD chegou às livrarias, lá estava eu. Isto apesar de ser uma edição “pesada” seja na carteira seja literalmente, como resultado do formato, da capa e das mais de 160 páginas. Edição Rue de Sèvres.

A Última Casa mesmo antes da Floresta tem argumento de Régis Loisel e de Jean-Blaise Djian, desenho de (repito-me outra vez) Loisel e cores de Bruno Tatti.

Entretanto já li o “calhamaço” e fiquei sem saber o que diga! Surpreendente é. Difícil de classificar, certamente. Com grande tristeza minha, não percebi a intenção. Vamos admitir que é um divertimento de vaudeville, uma sequência de trapalhadas contadas com humor. Achei pontualmente divertido, por vezes ternurento, mas no essencial nem me moveu nem me convenceu. Que raio, Loisel é daqueles em relação aos quais sou fã incondicional. Algumas pranchas são tão escuras que prejudica a legibilidade. Enfim, é a vida. Acontece. Veni, Vidi, mas desta vez não Vinci. Ah, já agora, também não gostei muito da capa.

As primeiras páginas são muito interessantes, e o desenho corresponde às expectativas. Pierrot é carteiro, simpático, bem apreciado pelas pessoas, acha-se irresistível – afinal, quando se vê ao espelho, é um belo rapaz – e não compreende a reação das mulheres quando o vêm. Nós que o vamos vendo percebemos a realidade, e ficamos intrigados por aquela imagem no espelho. 

A determinada altura, Pierrot desloca-se para casa dos pais para passar uns dias, na altura do 14 de julho. E a casa é, efetivamente, a última casa mesmo antes da floresta. À sua frente vai uma rapariga que Pierrot acha ter as mesmas feições da sua amada – mas não é, é uma jovem que a sua mãe contratou para fazer pirraça ao seu pai. Ah, já agora, a mãe de Pierrot é uma espécie de “bruxa” que não apenas lançou o feitiço que faz com que o reflexo no espelho seja belo, como transformou os seus empregados numas criaturas estranhas (visíveis na capa) que habitam o fundo do poço. Ah, sim, e transformou o seu marido e pai de Pierrot numa estátua sem braços nem pernas, mas falante. 

E para culminar o todo, no meio do frondoso jardim há uma estufa com plantas carnívoras, que servem para resolver o problema de alguns curiosos. Os acontecimentos são absurdos e tudo se desenrola a um ritmo absolutamente desconcertante com situações encadeadas e contadas com mão de mestre. O desenho é, na maioria das páginas absolutamente fantástico de expressividade e detalhe. Algumas das personagens são atrativas, gosto de Coin-Coin, o pato boia na banheira de Pierrot, uma espécie de grilo falante de borracha. O universo é criado de uma forma coerente. Mas toda a história é negra, agressiva, com momentos desagradáveis. Reconheço a qualidade narrativa, e a qualidade do desenho, mesmo estando à vontade para dizer não ser dos melhores trabalhos que já vi. 

Mas direi que será apenas para um público limitado. Não foi para mim!




La Danseuse aux Dents Noires

Com a bailarina de dentes negros, temos um grande regresso às obras mais comerciais do desenhador Eric Stalner, numa edição muito cuidada da Dupuis, na sua coleção Aire Noire.

Esta BD vem romancear as aventuras reais do professor Hermentaire Truc, sendo o argumento escrito pelos seus descendentes Olivier Truc e Jean-Laurent Truc (Truc e Truc, portanto), que aproveitam também para nos apresentar no final da BD um dossier histórico e familiar muito interessante.

O Professor Truc, uma sumidade francesa no domínio da oftalmologia da época, é contactado para se deslocar ao Camboja para operar o Rei que sofre de cataratas. Se é fácil de perceber que uma operação às cataratas naquela época não constituía tarefa simples, agora imaginem a pressão diplomática associada a esta tarefa arriscada, numa época em que a posição pró-francesa do rei é muito contestada, inclusivamente no seio da sua família, e vários países se posicionam para ocupar o papel relevante de apoio à gestão do país. A isso acrescentemos ainda um Rei medroso, uns monges que têm de dar luz verde a qualquer intervenção no seu Rei, tentativas de sabotagem, ameaças e uma dançarina preferida do Rei, cujo papel e influência não são fáceis de perceber ou interpretar.

O assassinato do assistente do professor, e as suas hesitações de consciência, após começar a ter uma noção das desigualdades sociais no país e do papel do comércio do ópio, concedem maior densidade a esta história.

Uma história muito interessante, exótica, surpreendente, que nos capta a atenção, simples de seguir, mas difícil de julgar. Tal como o professor, também nós leitores ficamos profundamente divididos sobre qual o desenlace que preferimos para uma história aparentemente simples.

O desenho é delicioso, o desenhador aproveita a oportunidade para desenvolver imagens sumptuosas do Camboja da época, dos animais locais, de uma vida que não o sendo, nos aparece mais real que a realidade.

Um excelente momento de leitura, didático, certamente, mas profundo e agradável. A ler sem falta. Já agora, os dentes negros têm, naturalmente um significado. Eram sinais de beleza e de posição social, e resultavam da aplicação de uma mistura que tingia os dentes, mas que, aparentemente, pretendia também servir para os proteger.

Scott Adams (1957-2026) - Mais um grande nome da banda desenhada que parte

 


Mais uma triste notícia no mundo da banda desenhada. Scott Adams, criador das tiras humorísticas do Dilbert, faleceu anteontem, 13 de Janeiro, aos 68 anos de idade.
O autor, norte americano, deu corpo a uma colecção de tiras de humor, muito populares especialmente na década de 1990, editadas em Portugal pela ASA.



Novidade ASA: Duas raparigas nuas é um livro premiado em 2025 agora editado em Portugal

 



Este livro, Duas raparigas nuas, da autoria de Luz, foi o vencedor do prémio FAUVE D’OR 2025 (Prémio de Melhor Álbum do Ano) atribuído no Festival Internacional de BD Angoulême 2025.

Esta é uma das três novidades da ASA para Janeiro e que já aqui falámos aquando da apresentação das novidades para o 1.º trimestre.

De referir ainda que o Miguel Cruz já em 7 de Dezembro de 2024, aqui tinha dado a sua opinião sobre o livro, quando o mesmo livro ganhou o prémio da ACBD (Associação de Jornalistas e Críticos de BD) em França. Podem ver aqui a opinião em: 

https://juvebede.blogspot.com/2024/12/premios-e-o-premio-acbd-2025-foi-para.html

Vai ser com certeza um dos bons livros editados em 2026!

A história

Um século de história visto através de uma pintura. Tudo começa em 1919, numa floresta nos arredores de Berlim. Otto Mueller pinta Duas Mulheres Nuas. Do ateliê do artista às paredes do escritório do seu primeiro proprietário, a pintura observa a vida quotidiana antes de ser arrastada pelas atribulações deste período negro: a chegada de Hitler ao poder, o antissemitismo estatal, a arte moderna descrita como «degenerada» pelos nazis, a desapropriação de famílias judias, exposições, vendas, incêndios... Ator passivo num mundo além dele, Duas Raparigas Nuas é um sobrevivente. Fruto de uma investigação liderada por Luz, esta novela gráfica e histórica convida-nos a estar extremamente vigilantes face a todas as formas de censura política e cultural.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Comic Con Portugal 2026: Bastien Vivès, Victor Pinel e Alicia Jaraba - mais três nomes confirmados do mundo da BD

A edição da Comic Con para 2026 promete! Depois de Frank Miller, Daniel Henriques e Scott Snyder, a organização confirmou a vinda de Bastien Vivès, Victor Pinel e Alicia Jaraba. O Juvebêdê sabe de outro nome de peso, mas ainda não pode ser revelado.

Bastien Vivès tem já muitas obras suas publicadas em Portugal, como "Corto Maltese - Oceano Negro", "Polina", "Uma Irmã" e "O Gosto do Cloro" (a chegar agora); Victor Pinel tem também já duas obras suas em versão portuguesa "O Mergulho" e "Peças"; e por fim Alicia Jaraba que irá ter em breve "Longe" editado em Portugal pela Ala dos Livros.





Novidade: Bertrand lança a adaptação para novela gráfica de "A Odisseia de Homero", a viagem literária mais famosa do mundo


 
O ano editorial da Bertrand, no que toca à nona arte começa com esta novela gráfica de peso! A Odisseia de Homero, a viagem literária mais conhecida do mundo é aqui adaptada por Gareth Hinds, autor e ilustrador americano.


A sinopse:

A Odisseia de Homero como nunca a viu.

Ulisses, rei de Ítaca, regressa dos seus triunfos na guerra de Troia sem imaginar que a sua verdadeira aventura começaria agora. Entre deuses caprichosos, monstros aterradores e tentações irresistíveis, a sua odisseia transforma-se numa luta pela sobrevivência, pela honra e pelo reencontro com a família.

Gareth Hinds, mestre da adaptação literária para a linguagem da novela gráfica, dá nova vida ao clássico imortal de Homero com ilustrações deslumbrantes e uma narrativa vibrante. O resultado é uma obra que combina fidelidade épica e emoção contemporânea, acessível a novos leitores e fascinante para quem já conhece a epopeia original.

Uma viagem visual e literária única - para descobrir, redescobrir e nunca mais esquecer uma história de heroísmo, aventura e ação que foi contada e recontada por mais de dois mil e quinhentos anos!


Críticas de Imprensa:

«Vívida e emocionante, esta novela gráfica é uma nova interpretação notável do épico de Homero.»

Rick Riordan - Autor *bestseller* da série Percy Jackson

«Hinds adaptou magnificamente A Odisseia de Homero, mantendo a essência da obra. As ilustrações brilhantes e coloridas ajudam a tornar o poema épico num clássico acessível.»

VOYA – Voice of Youth Advocates

«Vai seduzir os amantes de aventuras e os fãs de novelas gráficas. Esta adaptação deve ter lugar em todas as estantes.»

Library Media Connection

«Esta novela gráfica vai chamar a atenção dos que até agora resistiram ao charme de A Odisseia. Com uma excelente caracterização das personagens, tem um fluxo cuidadosamente desenvolvido.»

Center for Children’s Books

«Há beleza e poesia até em páginas que não têm palavras. Os desenhos a lápis e aguarela transportam-nos para mares turbulentos onde Poseidon paira sobre o herói como um homem sobre um ser minúsculo.»

Milwaukee Journal Sentinel


Sobre o autor

Gareth Hinds é autor e ilustrador de novelas gráficas e livros ilustrados aclamados pela crítica e baseados na literatura clássica e na mitologia. Através do seu trabalho, partilha o seu amor pela literatura com leitores de todas as idades. A sua adaptação de A Odisseia de Homero recebeu críticas de quatro estrelas, bem como o prémio Literary Lights for Children da Biblioteca Pública de Boston. Vive na área de Washington DC com a sua esposa. Quando não está a trabalhar num livro, gosta de pintar paisagens e praticar aikido.








terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Novidade Gailivro: A bela surpresa em tons de bege é o .... novo volume das Aventuras de Zé Leitão e Maria Cavalinho

 


Está a chegar uma bela surpresa para os mais novos: "A bela surpresa em tons de bege" é o volume 18 da colecção das Aventuras de Zé Leitão e Maria Cavalinho, da autoria de Pedro Leitão e editada pela Gailivro.

Como sempre, o título tem uma cor incorporada e desta vez é o bege.

A sinopse:

O Zé Leitão, a Maria Cavalinho e o filho Filipe, estão entretidos a observar pássaros quando recebem por correio expresso aéreo uma carta diretamente do carteiro espacial.

Trata-se de um surpreendente convite do Zezim e do Mangaz para serem os convidados especiais terrestres da Bela Surpresa em Tons de Bege. O evento será no Cabo dos Penedos das Alianças, no planeta Ondax, para o qual irão viajar pelo espaço sideral, no Carro Encarnado.

Pelo caminho, o trio vai recordar histórias memoráveis e parar no torneio de matrecos, onde o Filipe irá jogar uma partida contra o campeão Graciano Reinaldo, que antes já tinha defrontado e vencido Elesébio, Madarona, Ramório, Zadine, Missé, Lepé e muitos outros craques deste jogo.

Mas o tempo está a contar e têm de chegar a Ondax a tempo de desvendarem a Surpresa em Tons de Bege. Que evento abençoado pela energia dos dois astros solares de Ondax será este?

Está na hora de mais uma aventura repleta de encontros improváveis e celebrações especiais!




Novidade GRADIVA BD: volume dois de O Nome da Rosa, de Milo Manara vai chegar em Fevereiro

 


Ainda hoje de manhã publicámos a primeira novidade do ano de 2026 da GRADIVA BD, com a reedição dum livro de Calvin & Hobbes, e aqui fica outra novidade a editar em Fevereiro, nada menos que o volume dois de O Nome da Rosa, de Milo Manara, uma adaptação do romance de Umberto Eco.

Esta adaptação não se trata, assim, de uma mera transcrição gráfica do romance mais célebre de um dos nomes maiores da literatura italiana, mas sim um trabalho de génio de Manara, que lhe atribui um singular brilho visual.

Recordamos que o volume um foi editado em Maio de 2023 e aqui ficam a capa italiana do volume dois e a capa do volume um publicada em Portugal.

Promete este volume dois de O Nome da Rosa!




Novidade Gradiva: Calvin & Hobbes estão de regresso a 27 de Janeiro

 


É sempre notícia o regresso da espetacular e emblemática dupla Calvin & Hobbes, mesmo que seja uma reedição. Esta série da autoria do norte-americano Bill Watterson e editada em Portugal pela Gradiva, regressa com O Ataque dos Demónios da Neve, mas que só estará disponível para os leitores a 27 de Janeiro.

Já em Março, a Gradiva vai ter outra reedição de Calvin & Hobbes, com o título "Há Monstros Debaixo da Cama".

Excelente o regresso desta "terrível", claro que no bom sentido do disparate e da boa disposição!!

A história

As tiras Calvin & Hobbes foram publicadas pela primeira vez em Novembro de 1985 e tendo sido a última tira publicada em 31 de Dezembro de 1995 e hoje em dia estão traduzidas em mais de 40 línguas tendo vendido cerca de 30 milhões de exemplares em todo o mundo. Esta série de tiras criada, escrita e ilustrada pelo autor norte-americano Bill Watterson (nascido em 1958), retrata as aventuras e a amizade de um menino cheio de personalidade e do seu tigre de peluche.



segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

A nossa leitura de A Detetive Russa, de Carol Adlam - edição ASA

 


Esta não é de todo uma banda desenhada convencional. A Detetive Russa, é uma espécie de híbrido, entre o livro ilustrado e o livro de banda desenhada. Chamaram-lhe novela gráfica policial. Há classificações para todos os gostos. Por aqui já sabíamos que era um livro um pouco fora da caixa e a sua leitura veio a confirmá-lo. 

Trata-se de uma reimaginação de um thriller policial russo do século XIX do mundo de Dostoiévski. Carol Adlam apresenta a/o protagonista Charlie Fox, jornalista, mágico/a, mentiroso/a e ladrão/ladra, que relutantemente retorna à sua cidade natal, Nowheregrad, para investigar o assassinato de Elena Ruslanova, filha de um fabricante de vidro fabulosamente rico. Este é o ponto de partida de uma aventura rocambolesca, de investigações, intrigas e reviravoltas. A leitura é por vezes complexa ou confusa pois como em muitas investigações de crimes, há várias personagens suspeitas, muitas mentiras, muitos detalhes a reter. E até o facto do pormenor, neste caso um "pormaior", da protagonista ser às vezes mulher e às vezes homem, constitui um desafio à nossa atenção.

Mas mais do que a história em si, composta por várias camadas, o que nos encantou verdadeiramente foram as ilustrações, a forma original da composição das pranchas, completamente irregular, e com paletas de cores diversas, e também o dinamismo e o ritmo que marca o decurso da narrativa, os ambientes da época, a riqueza visual de muitos detalhes.

A editora Ala dos Livros apresentou este fim de semana o seu Plano Editorial para 2026

Este sábado a editora Ala dos Livros apresentou o seu Plano Editorial para 2026, o qual demonstra que continua a apostar num catálogo equilibrado de grandes autores, clássicos, séries, autores nacionais e novos nomes da BD europeia, com a qualidade com que nos tem habituado.

Será publicado um conjunto de obras que conjuga a conclusão da publicação de séries que fazem parte do seu catálogo, mas também algumas propostas inovadoras e novas tendências que os leitores já reconhecem na edição de BD em Portugal.

Em 2026 serão concluídas três séries: "Blacksad", "O Mercenário" (série da qual também irão reeditar o tomo 10 que se encontra esgotado) e "Mattéo" que ficarão desta forma publicadas na íntegra em Portugal. Mas vamos por partes e por ordem cronológica:

Para começar o ano, já chegou o integral 1/2 de Blast, obra de Manu Larcenet. O segundo integral que conclui a história chegará no segundo semestre de 2026;

A 27 de Janeiro, será editado o segundo livro de Shi, de Zidrou e Joseph Homs. Está previsto que o terceiro livro seja editado no segundo semestre;

Depois disso, uma edição especial a preto e branco de "O Deus Selvagem", de Vehlmann e Roger;

Em Abril é a vez de chegar "Longe", de Alicia Jaraba, uma obra na mesma linha de "O Mergulho" e "Peças";

Fanfulla é um novo livro da colecção das obras de Pratt, cuja publicação é inédita em Portugal. Tem a participação de Mino Milani;

Como referido acima, será reeditado "Gigantes", o 10.º volume de O Mercenário, de Vicente Segrelles;

Depois disso chegará ainda no primeiro semestre, "Carlota, Imperatriz", uma série composta por dois álbuns duplos (a versão original tem quatro tomos), da autoria de Fabien Nury e Matthieu Bonhomme. O livro 2 sairá no segundo semestre;

BlackSad 4 e 5 - O volume 4 sairá no primeiro semestre e o volume 5 no segundo semestre. Edições especiais de capa dura e lombada em tecido;

Uma nova edição de Tales from Nevermore, com uma capa diferente, novos conteúdos dinâmicos e um convite/desafio nunca antes tentado para os leitores;

Mattéo - Segunda Época (1917-1918) - com este volume ficará concluída a série de Jean-Pierre Gibrat;

O segundo volume de As Guerras de Lucas, editado em França em Outubro de 2025, que inclui a história das gravações do Império contra Ataca e Indiana Jones;

Sem ser banda desenhada, a Ala dos Livros continuará com o Ciclo da Lua Vermelha, uma obra de literatura fantástica juvenil, de José António Cotrina. O segundo volume 2 sairá no primeiro semestre e o terceiro volume no segundo semestre;

A série WildWest continuará com os volumes 4 e 5, um para o primeiro semestre e o outro na segunda metade de 2026;

Para concluir a série O Mercenário, no segundo semestre serão publicados os volumes 9 e 14;

A série portuguesa CoBrA terá um novo volume, desta vez "Operação Porto";

Para fechar com chave de ouro, um clássico de culto, finalmente em Portugal: O Eternauta!

Como se tudo isto não fosse já suficiente e ambicioso, a Ala dos Livros reserva mais umas surpresas e no final do ano irá dinamizar uma vez mais a iniciativa do livro Mistério.

A ser assim, 2026 será um ano extraordinário para esta editora. 








domingo, 11 de janeiro de 2026

A opinião de Miguel Cruz sobre a série "China Li" - 4 tomos, de Jean François Charles e Maryse - edição Casterman

 



China Li

Há relativamente pouco tempo tive a oportunidade de conhecer Jean François Charles, como sempre acompanhado da sua esposa e co-argumentista Maryse. Foi uma conversa muito breve porque eu, infelizmente, não tinha tempo. JF Charles é um dos autores memoráveis do meu crescimento na BD. Nunca deixarei de admirar FOX, publicado logo no início da década de 90, ou a publicação de Les Pionniers du Nouveau Monde ainda na década de 80, ou Ella Mahé, já neste século, tal como o tomo 3 do Decálogo, ou India Dreams publicado em português em 2003.

Perto do autor estavam exemplares de uma série que não conhecia: China Li.

China Li é uma série em 4 tomos que nos apresenta a China entre os anos 20 e 60 do século passado. A invasão japonesa, a longa marcha de Mao, a tomada de poder por Tchang Kaï-Check, a guerra entre os dois líderes, o comércio do ópio e a sua importância no financiamento dos exércitos. Muito documentada, muito real e, por isso, frequentemente violenta, esta série acompanha a vida de uma jovem Li desde o momento em que é entregue como pagamento de uma dívida a um chefe de tríade (o eunuco Zhang) até aos seus últimos dias, nos Estados Unidos.

Zhang é elemento central nesta narrativa e, dizem os autores, é baseado numa personagem real, que teve um papel central na guerra do ópio, no financiamento e ascensão ao poder de Tchank Kaï-Check, e na proteção de algumas jovens.

Os acontecimentos são vários, como seria natural numa época disruptiva, o ritmo é sempre elevado, o argumento é sólido, credível, com bons textos e um detalhe de natureza cultural muito interessante. Os desenhos são verdadeiras pinturas, atrativas, sensíveis, coloridas. Muito bom. A pintura japonesa tem um papel importante na linha narrativa e JF Charles adapta muito bem o seu desenho ao contexto.

Em resumo: uma história muito interessante e didática, uma aventura entusiasmante, um regalo para a vista, alguns momentos realistas de grande violência, o que fará com que não seja para todas as idades, mas que não retira o prazer da leitura. Um casal de autores que, notoriamente, retira prazer do seu trabalho de qualidade. 

Editados pela Casterman, qualquer dos quatro tomos é homogéneo em qualidade, inclusivamente na beleza das capas (exemplo das capas dos tomos 1, 2, 3 e 4).




BDs da estante - 668: Akira 19 - Amigos para a Eternidade, de Katsuhiro Otomo - Meribérica Liber

 


Actualmente a Distrito Manga está a editar Akira, e por isso fomos à estante recordar estes volumes mais antigos. Este é da Meribérica Liber e data de 2004. "Amigos para a eternidade" foi o décimo nono e último volume de uma colecção.

Akira continua a ser um “mar” de perguntas e de interrogações. Será que tudo não passou de um sonho ou esta será a dura realidade? Neste volume encontraremos algumas respostas.


sábado, 10 de janeiro de 2026

As datas do Salão do Brinquedo de Lisboa para 2026

 



24 de Janeiro, 21 de Março, 23 de Maio, 12 de Setembro, 31 de Outubro e 12 de Dezembro são as datas confirmadas para a realização das edições de 2026 do Salão do Brinquedo de Lisboa (Brinquedos e BD de colecção).

Os eventos decorrem sempre no Hotel Roma entre as 10h e as 18h e são de entrada gratuita. Constituem excelentes oportunidades para encontrar BDs antigas ou objectos de merchandising relacionados com o mundo da banda desenhada e não só! Ideal para adultos que nunca deixaram de ser crianças!

Novidade Ala dos Livros: já chegou "Blast", a mega obra de referência de Manu Larcenet


Depois de um blind date literário, lançado no final de Novembro, a 9 de Dezembro soube-se finalmente qual era o livro mistério da Ala dos Livros, o primeiro a chegar para dar as boas vindas a 2026.

Para a felicidade dos fãs de Manu Larcenet e também dos fãs de boa banda desenhada em geral, o misterioso livro era Blast. Finalmente é editada em Portugal a obra Blast, a qual saiu originalmente em quatro tomos, com início em 2009, pela Dargaud.

Por cá serão dois volumes integrais, contendo cada volume da edição portuguesa dois livros da obra original. Este primeiro integral acabado de chegar contem: Vol. 1 - Carcaça Gorda e Vol. 2 - O Apocalipse segundo S. Jacky.

E só estes dois constituem um "calhamaço" de grande respeito. Chamemos-lhe antes, um livraço! Ainda não o lemos, mas já sabemos que vamos gostar de certeza, principalmente depois de já termos lido outras obras do autor, entre elas "O Relatório de Brodeck" e "A Estrada", também da Ala dos Livros.

A sinopse:

Polza Manzini é uma massa incrível que pesa mais de 150 quilos. Certo dia, decide virar costas à sua vida anterior para partir em busca do “Blast”, a explosão, aquele momento breve de perfeição, um flash improvável que por vezes lhe ocorre quando, esquecendo a sua gordura, ele consegue voar.

Polza passou os últimos meses completamente bêbado, a vagabundear como um sem abrigo. A determinada altura, é preso como principal suspeito de um assassinato. Como é que isso aconteceu? A sua história é pouco plausível, mas tudo começou com essa explosão mental devastadora a que Polza chama “Blast”.