Carlota Imperatriz, foi uma boa surpresa, enquanto leitura. Inicialmente publicada em quatro volumes entre 2018 e 2025, começou agora a ser publicada em Portugal, pelas mãos da Ala dos Livros. A versão portuguesa conta com dois volumes integrais, contendo cada livro, dois álbuns da edição original francesa. Este foi o primeiro e agora aguardamos pelo próximo que concluirá a história.
Dizemos ter sido uma boa surpresa, mas pensando bem, nem foi assim tanto, pois com argumento de Fabien Nury e desenho de Matthieu Bonhomme, só poderíamos esperar um excelente trabalho. E assim foi. A história é interessante e cativante e o desenho muito ao estilo linha clara franco-belga, acompanha muito bem a narrativa e a mudança de cenários.
O enredo começa na Bélgica, com a princesa Charlotte da Bélgica, filha do Rei Leopoldo I, que se encontra pressionada para casar. O casamento acaba por acontecer, com o arquiduque Maximiliano da Áustria, irmão mais novo do imperador Francisco José, da família dos Habsburgos. Charlotte pensava que iria ser feliz, mas vai perceber amargamente que o seu esposo não é o que aparentava ser. Deste modo, Charlotte, desiludida e a ver o seu casamento ser um fiasco, ainda com o seu marido a ser vítima de tramas políticas e do calculismo de Napoleão III, acaba por convencer o marido a aceitar a coroa mexicana.
Portanto, da Europa saltamos para o México, de um cenário mais conservador para um mais exótico. o casal vai encontrar um país muito complicado, em permanentes conflitos sangrentos que as tropas francesas não conseguem dominar.
Com o seu casamento praticamente inexistente devido à total inércia do marido, é a princesa tornada rainha que vai tomar as rédeas e é ela que verdadeiramente reina, enquanto Maximiliano se encontra em parte incerta, totalmente alheado da realidade.
É nesta fase empolgante da história que nos encontramos, num cenário tão exótico como violento, com desenhos intensos e cheios de cor. Venha o próximo!



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