sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Coimbra BD 2024 é de 25 a 28 de Abril


Não estivemos lá, mas foi quase como se estivéssemos pois assistimos ao profissionalismo de quem organizou e ao feedback entusiasmado e positivo de muitos que participaram. Quer isto dizer que para o ano esperamos não falhar e marcar presença no Coimbra BD, que tem já datas marcadas: de 25 a 28 de Abril todos os caminhos irão dar ao Convento de São Francisco.

Do que soubemos, a organização, a cargo da Guess the Choice foi excelente, óptima localização, público, zona de autógrafos bem organizada e sem atropelos, tudo 5 estrelas. E pelas fotografias que vimos, deu para perceber o dinamismo do evento, que tem tudo para continuar a crescer e a afirmar-se como evento de referência.

Os desenhos no espelho foram um dos ex libris, ou pelo menos aquilo que achámos mais original das fotos que fomos vendo. Aqui na imagem partilhada pela organização vemos Jorge Coelho.

A nossa leitura de "Lydie", de Zidrou e Jordi Lafebre - Co-edição da Arte de Autor e da Seita

 


Quem diz que a BD é uma coisa de crianças, por um lado não conhece de todo o que é a Banda Desenhada e nunca leu "Lydie". Bolas, que livro tão intenso, emotivo, triste e bonito ao mesmo tempo. A fantástica dupla Zidrou e Jordi Lafebre nunca desilude.

A história é de uma mãe, Camile, que perdeu a sua bebé à nascença. Depois do choque e tristeza profunda, a forma que Camile encontra de sobreviver ao desgosto é fingir que Lydie existe. E a partir desse momento, Lydie faz parte da vida familiar, da vida dos vizinhos, dos amigos, da vida de toda a comunidade que alinha em fingir que Lydie está ali, de saúde e a crescer.

Apesar de triste, este livro ensina-nos muito sobre bondade e empatia, sobre a capacidade que temos de nos pormos no lugar do outro e aliviarmos o seu sofrimento. Desde os mais pequeninos aos mais velhos, todos podemos e devemos praticar a bondade.

Um destaque para o narrador, no mínimo original, pois trata-se da estátua de Nossa Senhora do filho perdido, figura que faz parte também da comunidade.

Sobre os desenhos, bonitos como sempre, tal como Lafebre já nos habituou.

Excelente livro editado em parceria pela Arte de Autor e A Seita.




quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Gradiva BD lançou "A Floresta Carnívora", o décimo volume da série Alix Senator

 


A Floresta Carnívora é o 10.º volume desta série Alix Senator, editada pela Gradiva BD e a qual temos vindo a seguir. Esta aventura teve, foi realizada, como as anteriores, por Valérie Mangin e Thierry Démarez, seguindo a linha do seu criador, Jacques Martin (1921-2010).

Roma, ano 11 a. C. O imperador Augusto é todo­ ­poderoso. Alix tem mais de cinquenta anos e é senador. Alix regressa à Gália a convite do seu primo. Vanik, agora governador, quer reavivar o esplendor perdido de Alésia. Não muito longe do antigo ópido, escondem-se estranhas criaturas. São os veteranos mutilados do exército amaldiçoado de Vercingetórix. As sombras torturadas do passado estendem-se sobre o presente. Apanhado na armadilha da floresta gaulesa e das suas criaturas, Alix terá de enfrentar o ódio e os ressentimentos.






Colecção "Contos arrepiantes da História de Portugal" termina com este quinto volume - edição Nuvem de Tinta

 


Este é o quinto e último volume da colecção "Contos arrepiantes da História de Portugal", editado pela Nuvem de Tinta, e que pretende dar a conhecer de maneira divertida e humorada a história de Portugal. 

Este volume vai desde a implantação da República até final dos anos de 1990, e que nos conta de uma maneira divertida , mas rigorosa, a História de Portugal. É escrita por dois professores, Rui Correia e António F. Nabais e ilustrado por Hélio Falcão, e tenta aproximar os mais novos aos principais acontecimentos políticos, sociais e culturais do século XX e da nossa história recente.

A 1.ª República, o Estado Novo, a Guerra Colonial, a queda da ditadura e a Revolução do 25 de Abril, e ainda o primeiro quarto de século vivido em democracia: eis a proposta do 5.º e último livro de uma série genial, que viaja pela História de Portugal, sem omitir as partes assustadoras. Uma coleção que cativa os mais jovens para a História e para a leitura, com fantásticas ilustrações ao estilo da banda desenhada. Um dos autores, o professor Rui Correia, foi vencedor do Global Teacher Prize Portugal.

Assim e se queres conhecer a história de Portugal sem "grandes secas", este é o livro ideal!

A sinopse:

No Portugal do século XX viveu o último rei, nasceu a República, apareceu uma ditadura que durou 48 anos, houve uma guerra em África e morreu um Império. O velho Portugal que tivera colónias em três continentes ficou reduzido a este cantinho, onde as pessoas, depois do 25 de Abril, em 1974, passaram a ter direito a viver em democracia, o sistema que traz liberdade para dar opiniões e para escolher as pessoas que nos governam.  Neste livro, a História de Portugal ficou tão perto de nós que há ainda muitas pessoas que assistiram a estes acontecimentos. Há dores e há feridas nestes contos. Mas um grande país também se faz disso. Vamos saber o que custa a liberdade.

A nossa leitura de "Umbigo do Mundo", de Penim Loureiro e Carlos Silva - Edição A Seita


A dupla Carlos Silva e Penim Loureiro lançaram o segundo volume da série "Umbigo do Mundo", com o título "Regresso a Senabria". Esta série, editada pel' A Seita faz-nos mergulhar num universo de ficção científica, onde não falta criatividade. Aliás, para descrever e desenhar um universo que não existe, tem de se ter muita imaginação.

Se, no primeiro álbum "Alma mãe" tínhamos sentido falta de um fio condutor mais consistente, na continuação da história que lemos agora, já não tivemos esse sentimento e ficámos mais agarrados ao enredo, juntando agora várias peças do puzzle que tinha ficado em aberto. Como tal, e com os excelentes desenhos de Penim Loureiro, temos aqui uma série portuguesa de referência, que nos remete para um mundo futurista fantasiado, mas onde os acontecimentos poderiam decorrer no nosso mundo. Ou seja, existe um paralelismo com o nosso mundo actual e não faltam temáticas como as alterações climáticas, as desigualdades e os poderosos corruptos.

Destaque para a protagonista, Alma, que é também a alma da série, sensual e corajosa, uma verdadeira heroína.

Parabéns à dupla por esta continuação e também pelas nomeações e prémios: Umbigo do Mundo – vol. 1 foi nomeado para inúmeros prémios de banda desenhada, incluindo os prémios Amadora BD 2022, Vinheta de Ouro 2021, Adamastor de FC Nacional. Vencedor do Geek de Ouro 2021 para Melhor Álbum Nacional.

Agora ficamos a aguardar pelo terceiro álbum!

Recordamos a sinopse:

Alma, a estranha rapariga que ousou roubar o único Oráculo infalível com o qual os poderosos nos Estratos Superiores previam o futuro, desapareceu, levada para Senabria. Para a resgatar, o destino reuniu uma improvável equipa: um desertor da Guarda-Pátria, um soldado que fala com os mortos, um andróide dramático e um mabeco. Juntos terão de mergulhar no misterioso Norte e desvendar os segredos de um continente sem lei nem grei, onde qualquer lugar se considera o Umbigo do Mundo.

Sobre os autores:

Umbigo do Mundo é a série que assinalou o regresso de Penim (1963) à banda desenhada. Professor no Instituto Politécnico de Lisboa e ilustrador com uma obra que sempre cruzou a arquitectura com a banda desenhada, publicou a primeira BD em 1979. Premiado com o Troféu Central Comics para o Melhor Desenho em 2016, foi o autor convidado para desenvolver um projecto em parceria com a Vista Alegre que une a BD e a porcelana.

Carlos Silva (1989) é escritor de ficção científica e fantasia com contos publicados em Portugal, Espanha e Brasil. O seu romance Anjos ganhou o Prémio Divergência em 2015. É co-autor da biografia em banda-desenhada de Rafael Bordalo Pinheiro, editada pelo museu dedicado a este artista, que ganhou o prémio de Melhor Publicação Independente dos Troféus Central Comics 2020.




quarta-feira, 22 de novembro de 2023

A nossa leitura de "O Alvo", a mais recente aventura de Michel Vaillant - Edição ASA


Michel Vaillant: "O Alvo” é o mais recente álbum do piloto mais famoso do mundo da BD, onde continuam a desenvolver-se os acontecimentos das histórias passadas. Neste novo livro, Michel, Jean-Michel, Patrick e Françoise finalmente saem em liberdade, pelo que o principal objetivo é recuperar o bom nome da empresa e claro, competir nas gloriosas 24 horas de Le Mans. 

Para isso, pedem ajuda a antigos e novos amigos, como Steve Warson, que estando focado em ajudar a Vaillant, tem de se preocupar ainda com extremistas políticos, que não esquecem as afiliações partidárias do piloto e político americano, planeando mesmo um assassinato numa data importante… 

A par de tudo isso, surge um novo problema familiar que Michel Vaillant nem suspeita. 

As aventuras de Michel e companhia nunca param, sendo que Lapière, Bourgne e Benéteau dão aos fãs mais um álbum frenético, sempre ao melhor estilo Vaillant.

A não perder.

Tiago Cunha



"Porta do Céu", de Naomi Akimoto, é a novidade da Sendai Editora para Dezembro

 


A Sendai Editora acaba de anunciar a sua próxima edição, “Porta do Céu”, de Naomi Akimoto, a ser lançada em Dezembro. Um livro que pelo conteúdo, fora do comum num mangá, nos suscitou desde já a curiosidade.

Uma amiga da artista Naomi Akimoto faleceu de um cancro para o qual a medicina atual ainda não tem cura. 

Mesmo sendo informada de que tem apenas meio ano de vida, ela quer viver esse período ao máximo. A mãe recomenda-lhe comida macrobiótica, o seu namorado sugere um tratamento ainda sem comprovação científica e todos começam a trabalhar juntos para que ela continue a viver. Um mangá-documentário sobre como é viver e morrer de cancro, o que isso significa e o que fazer quando um hospital desiste de um paciente.

Naomi Akimoto estreou-se em 1980 na revista "LaLa", da editora Hakusensha. As suas principais obras são "Ensemble" e "Nukunuku". Já publicou mais de 30 séries, entre títulos longos e curtos e o seu hobby é o golfe. Atualmente desenha mangás de gatos e golfe para diversas editoras.







Série "O Assassino" começa hoje a sair nas bancas - edição ASA/Público

 


Começa hoje a sair nas bancas a nova colecção ASA/Público, uma série de sete álbuns duplos de "O Assassino", da autoria de Matz e Luc Jacamon. Este primeiro álbum conta com as histórias "Debaixo da Mira" e "A Engrenagem". 

De realçar que esta série de suspense é agora publicada, no mesmo ano em que a mesma é adaptada ao cinema através de um filme de longa-metragem realizado por David Fincher.

Eis as sinopses:

1. Debaixo de Mira

Debaixo de Mira é a autobiografia de um assassino profissional. Um homem solitário e frio, metódico e consciencioso, sem escrúpulos nem remorsos. Enquanto vigia a sua próxima vítima, partilhamos os seus pensamentos, aprendemos a conhecê-lo, descobrimos a sua vida através de muitas recordações. A espera é longa e ele exaspera, arrastando-nos para abismos de violência, até à explosão final. Mas será que o jogo está viciado? Cuidado...

2. A Engrenagem

No final do primeiro volume, o Assassino estava em fuga, a bordo de um avião com destino a Caiena. Reencontramo-lo na Venezuela, ao sol. Restabeleceu-se e vive la dolce vita com uma rapariga linda. Fica a saber por um autóctone da chegada de um gringo e isto cheira-lhe a esturro: rapidamente se apercebe de que o recém-chegado o observa. Trata-se de Laporte, um polícia que começara a segui-lo em Paris... Continuamos a seguir o rasto do Assassino, a «ouvir» o seu monólogo, a habituar-nos à sua lógica implacável de solitário e, ao fecharmos este segundo volume, apetece-nos logo saber o resto da sua história. Quase começamos a simpatizar com ele.



terça-feira, 21 de novembro de 2023

A opinião de Miguel Cruz sobre: "Amours Fragiles - Tomo 9: Crépuscule", de Beuriot e Richelle e "Edgar", de Sapin

 



Amours Fragiles – Tomo 9: Crépuscule

Está quase a ser publicado o novo “opus” de Gaston Lagaffe, sem Franquin. Está quase a sair o novo Largo Winch, final de uma aventura (sempre em dois tomos). Saiu recentemente o novo Astérix, com uma edição de 5 milhões de exemplares, dos quais mais de 500 mil foram vendidos na primeira semana. Foi publicada uma nova aventura de Blake e Mortimer que criou uma discussão e curiosidade no mercado. O novo tomo de Undertaker acaba de ser publicado, enquanto Ralph Mayer se desdobra em ações promocionais. A publicação de um tomo de Blacksad é sempre um acontecimento. Quando esse tomo termina uma aventura então…

No meio de tantos eventos editoriais relevantes para o universo da BD, é importante que a publicação do tomo 9 e último da série “Amours Fragiles” não passe despercebida. A saga teve início nos dias da ascensão de Hitler ao poder. Neste tomo 9, a guerra já terminou, e o grande esforço de caracterização de um vasto leque de personagens, nomeadamente o alemão Martin e Katarina, a sua paixão que constituiu também a sua forma de abrir os olhos para a forma como os Nazis pretendiam tratar os judeus, termina de forma coerente e dando a conhecer o destino de várias delas. 

Encontros, reencontros, desilusões, vinganças, o natural no período pós II Grande Guerra, em que vastos espaços da Alemanha não são mais do que campos de ruínas, e muito há a fazer. O título deste último tomo, Crépuscule, é muito bem escolhido.

Com o tomo 9, é encerrada uma narrativa excecional, que se manteve com grande qualidade do primeiro ao último tomo. Este é o primeiro aspeto mais relevante a destacar. O outro é de que a qualidade do desenho tem vindo a melhorar. 

Muito bom, recomendável. Um notável romance em Banda Desenhada. Desenhos de Jean-Michel Beuriot e argumento de Philippe Richelle, editado pela Casterman.






Edgar (De Lisbonne à Paris, dans le pas de mon beau-père révolutionnaire)

Mathieu Sapin não é, para muitos aficionados da banda desenhada, um ilustre desconhecido. Casado com uma portuguesa, esteve presente no Amadora BD apesar de não ter livros publicados em português à época, o que facilitou muita simpática conversa, mas não sei se muito interesse na incessante procura de autógrafos. 

Autor com uma já extensa bibliografia, e que se tornou conhecido em particular por acompanhar (e relatar em BD) figuras em destaque, como foi o caso de François Hollande, de que acompanhou a campanha e a presidência, ou Gérard Dépardieu – apreciei bastante “Gérard, cinq ans dans les pattes de Dépardieu” – creio não estar enganado ao referir que ainda não há qualquer tradução de uma sua BD em português.

Sapin vem agora relatar, num One Shot de 160 páginas, a história do seu sogro marxista, resistente salazarista e um contador de histórias, que vivendo em Lisboa, emigra para França. A história é essencialmente passada em Portugal relatando consecutivos episódios de uma personagem desconfortável e pouco disponível a fazer concessões. Através desta narrativa podemos também observar alguns “retratos” históricos de um período de ditadura, e diversas imagens de uma Lisboa com locais que o marcaram.

Interessante, particularmente, imagino, para um Sapin nascido após a Revolução dos Cravos, em 1974, em França. Bem estruturada como descoberta de uma vida passada, embora nem sempre seja fácil destrinçar entre o que é verdadeiro e o que é exagerado (ou gabarolice).

O desenho de Sapin é uma mistura de caricatural com realista, com um estilo básico e esboçado, nem sempre respeitando as proporções, mas com uma boa capacidade de apresentação das situações, com boas pranchas de Lisboa, e com uma adequada abordagem às emoções e estados de espírito. Fácil de seguir e bastante envolvente, o único senão está no facto de, por vezes, os textos serem muito longos.

Editado pela Dargaud, constitui uma leitura com fundo português, o que é bom. Pode ser que num futuro breve, tenhamos Sapin na Amadora, desta vez com livro à venda na nossa língua…

20 anos depois, Vincent e Van Gogh voltam ao mercado português pelas mãos da Arte de Autor

 


Em 2003 a editora Witloof editou em Portugal o livro "Vincent e Van Gogh", de Gradimir Smudja, autor de uma outra obra que lemos há menos tempo: "Mausart".
20 anos depois, a Arte de Autor, editora de "Mausart", anunciou a publicação da edição integral da obra, que contem dois volumes: Vincent e Van Gogh e Três Luas.
Só pelos magníficos desenhos de Smudja já dá vontade de ler esta fábula que envolve um gato (Vincent) e um homem (Van Gogh).

E se Van Gogh não tivesse sido um artista genial, mas um pobre diabo sem o menor talento?
E se uma das mais célebres obras de arte da história tivesse sido integralmente pintada por outrem e usurpada por Van Gogh?
Conjectura extravagante, perfídia injuriosa? Talvez não.
Porque certa noite, em Arles, Van Gogh salvou a vida a um misterioso gatinho chamado Vincent que se pôs a criar as telas mais extraordinárias...
E essa situação improvável iria mudar para sempre a vida do pintor. A sua vida... E a sua morte!








Novidade: "Não me esqueças", uma novela gráfica que vai dar que falar pelo tema tratado - edição ASA

 


Temos muitas expectativas quanto a esta novela gráfica que a ASA acaba de lançar. A autoria é da belga Alix Garin e foram já vários os prémios alcançados com esta obra. Engraçado, poético e emocionante, foram palavras usadas pela crítica para adjectivar este livro. Um romance gráfico cheio de nostalgia pelo tempo que passa e que já não volta. 

«Marie-Louise, dá um beijo ao mar, por mim.» Alix Garin
Foi a última coisa que a minha mãe me disse.
− Sabes que mais, avó? E se lá fôssemos mesmo?

Sinopse:
A avó de Clémence sofre da doença de Alzheimer. Perante o seu desespero, Clémence toma a decisão de a tirar do lar e de a levar numa viagem em busca da hipotética casa da sua infância. Uma fuga, uma busca, uma insanidade, uma oportunidade para se reencontrar. A menos que tudo seja, afinal, uma despedida...

Sobre a autora:
Nasceu em 1997, na Bélgica. A sua vocação para a banda desenhada surgiu quando era ainda muito jovem e foi sem hesitar que começou a estudar banda desenhada na École Supérieure des Arts Saint-Luc, em Liège. Em 2017, ganhou o prémio Jovens Talentos no Festival Quai des Bulles, em Saint-Malo.
Em 2018, recém-formada, mudou-se para Bruxelas, sendo então contratada pela agência Cartoonbase. Começou depois a escrever a novela gráfica Ne M’oublie pas, uma história muito pessoal, publicada em França, em 2021. Atualmente, já está traduzida em 14 idiomas.








segunda-feira, 20 de novembro de 2023

A nossa leitura de "Undertaker" #6 - Salvaje - edição Ala dos Livros

 


O sexto volume da série "Undertaker", de Ralph Meyer (desenho) e Xavier Dorison (argumento) e participação de Caroline Delabie (cor), foi um dos lançamentos mais recentes da Ala dos Livros. Com este "Salvaje" chegámos ao fim de mais um ciclo desta fantástica série, considerada por muitos como um dos melhores westerns da BD europeia actual. Completamente de acordo.

Fãs da série desde o primeiro episódio, constatámos que os autores continuam a surpreender. Como já havíamos aqui dito, depois do primeiro ciclo, não vislumbrávamos um novo caminho para Jonas, mas a dupla Ralph Meyer e Xavier Dorison conseguiram um quinto volume de elevada qualidade, com uma nova aventura cheia de ação e emoção. A continuação dessa aventura surge neste sexto volume (segundo e último deste ciclo) que consegue ser ainda melhor que o anterior. Salvaje é pleno de ação, com uma excelente história e desfecho.

Uma vez mais, Jonas Crow vai mostrar a sua natureza, revelando que, para além da sua coragem e da sua dureza, existe um profundo sentido de justiça, e um bom coração, que ainda bate por Rose.

Não temos muito mais a dizer senão que é um álbum altamente recomendável e que a excelência da dupla Ralph Meyer e Xavier Dorison é mais uma vez demonstrada.






E os cinco finalistas do Prémio ACBD são:

Prémios ACBD - Finalistas, por Miguel Cruz

Reconheço um certo prazer culpado. Os cinco finalistas do Prémio ACBD - Associação de Críticos e Jornalistas de BD - são, pelo menos a 100% em quatro dos casos, os que esperaria. Enfim, isto não é uma corrida de cavalos, mas antecipar a forma como certas BD são avaliadas, especialmente se delas gostámos, dá sempre algum prazer.

Por ordem alfabética, mas também da minha aposta pessoal, a primeira BD é “Chumbo” de Mathias Lehmann, editado pela Casterman. Já aqui dela falei, excelente. 

A segunda é “Le Ciel dans la Tête” de Altarriba com Sérgio Garcia Sanchez, editado pela Denoël Graphic. Já tive oportunidade de ler, e dela aqui falarei em breve. Passada no Congo, envolvendo exploração mineira e trabalho infantil, esta BD é excelente.

A terceira é “Environement Toxique”, de Kate Beaton, editado, novamente, pela Casterman. Não tive oportunidade de ler, mas já me tinha sido referenciada como interessante e “premiável” atento também o tema. 

A Quarta é “Frontier”, de Singelin, editada pela Rue de Sévres, de que aqui já tinha falado. Excelente.

A quinta, que tem alguma componente de surpresa, mas também de entusiasmo, é “Je Suis Leur Silence” de Jordi Lafebre (Dargaud e já editado pela Arte de Autor em Portugal). Excelente, sendo que o autor estará pelo nosso país na Comic Con em março de 2024, tal como anunciado aqui há já alguns dias.

Aguardemos, então, o dia 5 de dezembro, para saber qual a BD e qual/quais o/a/os autor/a/es premiado/a/os.








Novidade: Tango está de regresso com o sétimo volume - A Flecha de Magalhães - edição Gradiva BD


O sétimo volume da série Tango, intitulado "A Flecha de Magalhães", da autoria de Philippe Xavier e Matz, foi uma das novidades apresentadas este mês pela Gradiva BD.  

A sinopse:

Manila, Filipinas. Tango e Mario têm de matar o tempo. Um bom pretexto para irem em busca de relíquias esquecidas: o capacete do maior navegador da história, Fernão de Magalhães, e a flecha que o terá matado naquelas praias remotas. O problema é que essa ideia aventurosa se revela bem mais perigosa do que o previsto.