segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

A nossa leitura de A Detetive Russa, de Carol Adlam - edição ASA

 


Esta não é de todo uma banda desenhada convencional. A Detetive Russa, é uma espécie de híbrido, entre o livro ilustrado e o livro de banda desenhada. Chamaram-lhe novela gráfica policial. Há classificações para todos os gostos. Por aqui já sabíamos que era um livro um pouco fora da caixa e a sua leitura veio a confirmá-lo. 

Trata-se de uma reimaginação de um thriller policial russo do século XIX do mundo de Dostoiévski. Carol Adlam apresenta a/o protagonista Charlie Fox, jornalista, mágico/a, mentiroso/a e ladrão/ladra, que relutantemente retorna à sua cidade natal, Nowheregrad, para investigar o assassinato de Elena Ruslanova, filha de um fabricante de vidro fabulosamente rico. Este é o ponto de partida de uma aventura rocambolesca, de investigações, intrigas e reviravoltas. A leitura é por vezes complexa ou confusa pois como em muitas investigações de crimes, há várias personagens suspeitas, muitas mentiras, muitos detalhes a reter. E até o facto do pormenor, neste caso um "pormaior", da protagonista ser às vezes mulher e às vezes homem, constitui um desafio à nossa atenção.

Mas mais do que a história em si, composta por várias camadas, o que nos encantou verdadeiramente foram as ilustrações, a forma original da composição das pranchas, completamente irregular, e com paletas de cores diversas, e também o dinamismo e o ritmo que marca o decurso da narrativa, os ambientes da época, a riqueza visual de muitos detalhes.

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