segunda-feira, 21 de setembro de 2026

A opinião de Miguel Cruz sobre "L’Exode du Louvre - T. 1", de Smudja e "Corum - T. 1: Le Chevalier des épées", de Chauvel e Merli


L’Exode du Louvre - T. 1 

Mais uma boa Banda Desenhada na minha opinião, claro. E para mais, uma BD de Gradimir Smudja, um autor cujo desenho me fascina, pela qualidade, expressividade, brilho e, particularmente, pela vida e alegria que emana das suas páginas (mesmo quando o tema tem pouco de positivo), do seu estilo e cores. Para mim, isso é já muito!

Editado pela Futuropolis, “O Êxodo do Louvre” aborda um tema muito interessante apesar de já o ter visto abordado noutras obras que decorre da antecipação da guerra com a Alemanha Nazi, em 1939. O diretor do museu do Louvre está preocupado ao contrário de muitos dos seus concidadãos com a possibilidade da guerra e, particularmente, com as consequências desse conflito para o museu que dirige. Alertado por um trio improvável (e bastante excêntrico): Picasso, Cocteau e Dalí, Jaujard tem a noção de que a situação é grave. Como proteger as obras primas do Louvre, símbolos da identidade cultural francesa, perante a ameaça nazi?

O álbum acompanha o processo de decisão, as hesitações, os planos improvisados e a mobilização de equipas técnicas e administrativas. A história não se limita ao plano institucional: Smudja mostra o Louvre como um organismo vivo, onde conservadores, trabalhadores, motoristas e funcionários se tornam protagonistas de uma operação monumental. O volume termina com a preparação da grande evacuação que será desenvolvida no tomo 2.

Em L’Exode du Louvre, cada prancha poderia estar numa galeria do museu. A paleta é rica, quente, com tons que evocam a luz parisiense e a textura das salas museológicas. Há ecos de Monet, Degas, Toulouse Lautrec e até do surrealismo, sobretudo nas aparições de Dalí e pronto (!), aí toca mais um dos meus pontos sensíveis.

Jaujard é representado com grande subtileza emocional: o rosto transmite responsabilidade, ansiedade e determinação. Os três artistas, por seu lado, são retratados com humor e exagero, quase como caricaturas vivas. Esta escolha estilística cria um contraste interessante entre o drama histórico e a leveza boémia da vida artística parisiense.

As salas do Louvre são desenhadas com profundidade, textura e monumentalidade. As cenas exteriores captam bem o clima pré guerra: uma Paris vibrante, mas com sombras que se adensam. Visualmente notável, a BD consegue manter o rigor histórico, e um bom ritmo de narração, mesmo que seja visível que o autor se deleita com alguns dos seus desenhos quem não o faria, numa história passada no Louvre? Basta ver a capa e estamos conversados.



Corum - T. 1: Le Chevalier des épées 

Mais uma adaptação das sagas de Michael Moorcock: Desta vez não é Elric (já conhecida entre nós em BD), mas sim um novo herói, também ele condenado à luta eterna entre a ordem e o caos. Os responsáveis por esta adaptação publicada pela Glénat são David Chauvel (em Portugal só conheço publicação nos Clássicos da Literatura em BD, embora também uma das “cabeças” que está na origem da saga “As 5 terras”) no argumento e Luca Merli no desenho (Italiano, desconheço publicações em português).

A narrativa abre num mundo devastado: os Mabdens, humanos bárbaros, exterminaram quase por completo os Vadhaghs, uma raça antiga e refinada. O protagonista, Corum Jhaelen Irsei, último sobrevivente do seu povo, é capturado e mutilado pelo conde Glandyth. Salvo por Moidel, é conduzido ao feiticeiro Shool, que lhe confia uma missão impossível: roubar o coração de Arioch, o mais poderoso dos deuses do Caos o mesmo Arioch que domina o destino de Elric.

A partir daqui, desenha se uma busca épica e trágica movida pela vingança, e em que o protagonista vai realizar o seu percurso de busca interior (como dizia o comandante do avião das aventuras de Natacha: “Eu já vi isto”). Aventura, brutalidade, reflexão existencial e q.b. de misticismo. A novidade não é elemento marcante desta BD, mas o desenho expressivo, detalhado, vigoroso, cheio de energia física, permite uma roupagem diferente e atrativa. As figuras são tensas, musculadas, quase escultóricas, reforçando a violência ritualizada do mundo de Corum.

As pranchas evocam vastidão, decadência e presença divina, sendo as cores dominantes os vermelhos sangrentos, os azuis místicos, e os ocres queimados. A cor reforça a dimensão trágica e “mítica” da narrativa.

O ritmo é intenso, o respeito pelo original é marcante. Todo o ambiente é sombrio, para que a leitura seja agradável tenderia a sugerir algum gosto pela fantasia com laivos filosóficos e a preparação de entrada num mundo marcado pelos atos de “deuses” caprichosos que manipulam o destino dos mortais.

Se gosta destas sagas; se gostou de Elric; tem aqui uma BD que não se limita a ser mais uma, tem força, tem intensidade, tem marca, nomeadamente gráfica. E atenção: o tomo 2 está com data de saída prevista de Agosto deste ano. 



Novidades ASA: são estas as novidades em BD anunciadas até final do ano de 2026

Estas são as novidades da ASA até final deste ano de 2026, sendo que em Setembro já foram editados dois livros, As Aventuras de Tintin - Integral 2 e The Beatles em BD.

Aqui ficam para já as capas e os meses previstos em que vão ser editados.

Setembro 2026

- Terra ou Lua, de Jade Khoo

- No Rasto de Blueberry, de vários autores


Outubro de 2026

- Astérix na Lhusitánia (em mirandês), de Fabcaro e Didier Conrad

- O Misterioso Caso Vargas, de Andrea Artussi

- Blake & Mortimer - Dicionário de A a Z, de Jean-Pierre Naugrette



Novembro 2026

- Santo Lucky Luke, de Achdé e Jul - editado a 6 de Novembro

- Ideiafix 7 - A Travessia de Lutécia, de L. d'Andréa. P. Clerc, O. Serrano e P. Fenech

- Tintin - Caso Girassol (edição da Revista Tintin), de Hergé




Dezembro 2026

- Astérix - O Reino da Núbia (álbum ilustrado), de Olivier Gay e Fabrice Tarrin




domingo, 20 de setembro de 2026

A nossa leitura de "As raparigas de Salem", de Thomas Gilbert - edição Arte de Autor

 


Este não foi um livro fácil. Não por falta de qualidade, mas porque é muito perturbador, sinistro e custou-nos mais lê-lo por sabermos que foi baseado em factos reais. A obra é da responsabilidade do autor francês Thomas Gilbert, que irá estar presente este ano em Portugal, para participar no Festival Amadora BD, a convite da sua editora, Arte de Autor. Também terá uma exposição sobre a obra.

O autor inspirou-se nos famosos julgamentos das bruxas de Salem, ocorridos na Nova Inglaterra no século XVII. A história tem tanto de emoção como de horror e temos como protagonista Abigail Hobbs, uma jovem de 14 anos, que mora na colónia de Salem. 

Numa primeira fase, conhecemos um pouco do dia a dia de Salem, ainda num ambiente aparentemente calmo, Abigail com uma vida familiar normal dentro do possível para os padrões da época e do enquadramento daquela comunidade. No entanto, à medida que vamos avançando na história, a narrativa, acompanhada pelo desenho, mostra-nos que o ambiente inicial é mesmo só aparente, pois existe uma tensão crescente, com muito medo e desconfiança à mistura.

O reverendo é também aqui uma figura central, pai da melhor amiga de Abigail, mas capaz das maiores atrocidades e hipocrisias. Ele vai instigar cada vez mais a população da comunidade e o seu fanatismo religioso exacerbado vai assumir uma gravidade extrema.

Já sabemos que a ignorância e o preconceito quando se juntam não dão bons resultados e aqui, são bem alimentados por um louco demoníaco, o reverendo Parris. É ele que vai acusar jovens raparigas e mulheres de bruxaria, persegui-las e condená-las à morte. Com a conivência dos outros homens, que vão atrás das suas ideias, mesmo que isso lhes vá destruir a família, tendo em conta que as jovens mulheres são-lhes próximas.

Confessamos que demorámos a ler este livro porque tivemos que parar várias vezes para respirar fundo, ler algo mais leve, até voltar a retomar a leitura, mergulhando neste mundo de obscurantismo e opressão, de uma crueldade que nos dá voltas ao estômago e à alma.

É uma obra muito intensa, muito triste e revoltante, que nos perturbou porque infelizmente, sendo verdade, ainda vive nos dias de hoje, com outros contornos. A história passa-se no século XVII, mas hoje continua a existir fanatismo, intolerância, preconceito, medo do que é diferente e violência extrema.

Em termos visuais, Thomas Gilbert consegue transpor todo este ambiente sombrio através do desenho e cores escolhidas, e da expressividade intensa das personagens.

A novela gráfica "As raparigas de Salem - Como condenamos as nossas crianças" é mais uma excelente aposta da Arte de Autor, num formato mais pequeno do que um livro de banda desenhada tradicional, facto que apreciamos muito.




BDs da estante - 704: Wolverine - Origem, de Jenkins, Kubert e Isanove, edição Devir

 


Que passado escondido moldou a personalidade e a evolução de Logan - um assassino frio com um coração de ouro? Paul Jenkins, argumentista vencedor de um Eisner, Andy Kubert e o artista digital Richard Isanove levar-nos-ão numa viagem pela verdadeira origem de Wolverine.


sábado, 19 de setembro de 2026

Novidade Distrito Manga: O segundo volume de The Broken Ring chegará para a semana às livrarias

 


Ela jurou destruir este casamento. Ele está decidido a conquistá-la. The Broken Ring é uma das séries de fantasia romântica da atualidade e este é o segundo volume (Distrito Manga), com data de publicação prevista para 21 de Setembro.

Sinopse:

Inés Valeztena e Cárcel Escalante estão finalmente casados.

Radiante, Inés conquista até os nobres que antes a desprezavam e até o próprio Cárcel, desconcertado com tanta atenção dirigida à esposa. Mas, por dentro, ela mantém um propósito firme: pôr fim a este casamento e alcançar a liberdade que sempre lhe escapou.

Instalados em Calztela, onde Cárcel serve no exército, o cenário idílico da cidade costeira esconde recordações sombrias das vidas anteriores de Inés. Enquanto tenta libertar-se do passado e seguir os seus planos, percebe que Cárcel pode ser um obstáculo muito maior do que imaginava porque, desta vez, o maior risco não é perder a liberdade, mas começar a desejar ficar.





Novidade Penguin: "Que Sorte a Minha" reúne muitas reflexões poéticas e inspiradoras de Mr Skelly

 


Este livro de Christian Watson, lançado agora pela Penguin, parece ser muito especial. Um livro ilustrado para adultos, Com reflexões poéticas sobre a adversidade, a mudança, o descanso e os pequenos milagres quotidianos que muitas vezes nos passam ao lado, o Mr. Skelly convida-o a mudar de perspectiva, a fazer as pazes com o que não pode controlar, a apreciar o que não se vê e a viver a sua vida em pleno.

Para ver o invisível, junte-se ao Mr. Skelly, um esqueleto gentil que vagueia por paisagens exuberantes – repletas de vida, amor e perda – um simples lembrete de que, no fim de contas, somos todos feitos dos mesmos ossos.

Mr Skelly tem já mais de seis milhões de seguidores no Instagram, entre os quais o Juvebêdê.



sexta-feira, 18 de setembro de 2026

André Morgado e Joana Afonso irão participar numa antologia comemorativa dos 80 anos de Lucky Luke!


Uma das coisas que nos move neste projecto, é que para além de alimentarmos a nossa paixão da banda desenhada, a maioria das notícias que damos são felizes. E esta é um grande exemplo disso mesmo.

Esta semana a Joana Afonso e o André Morgado divulgaram um trabalho conjunto muito especial. Vão participar numa antologia europeia de homenagem a Lucky Luke, pelos seus 80 anos, que será publicada no final deste ano. Conhecedores do talento de ambos, estamos certos que será um sucesso. Aliás, é um sucesso desde já e um orgulho, terem sido convidados a participar nesta publicação.

Esta antologia será editada em Portugal pel' A Seita. Agora é aguardar... impacientemente. 





Novidade Elsinore: quarto e último volume da extraordinária adaptação ilustrada do bestseller internacional de Yuval Noah Harari sai no próximo dia 21


Já está em pré-venda o quarto e último volume da adaptação para novela gráfica da obra de Yuval Noah Harari. Será publicado para a semana, a 21 de Setembro, pelas mãos da Elsinore. 

Neste quarto e último volume da adaptação de Sapiens: História Breve da Humanidade, Yuval Noah Harari, em colaboração com o escritor David Vandermeulen e o ilustrador Daniel Casanave, leva-nos pela Idade das Revoluções, até ao início da atual Revolução da Inteligência Artificial, respondendo de forma simples a questões complexas do nosso tempo: como é que os bancos criam dinheiro do nada, como é que os relógios passaram a dominar as nossas vidas, o que nos reserva o futuro agora que a humanidade enfrenta o seu desafio mais premente de sempre – descobrir como controlar uma inteligência alienígena. Será que vamos conseguir? Ou ficaremos presos nos sonhos das máquinas inteligentes?

Ilustrado a cores, original e cheio de humor, é o livro perfeito para quem quer continuar o diálogo iniciado em Sapiens: História Breve da Humanidade e para apresentar o universo e as ideias de Noah Harari a novos leitores, curiosos pela história e pela ciência, e pelo que tem sido o longo e agitado percurso do ser humano até aos dias de hoje.

Há quinhentos anos, a humanidade fez uma descoberta surpreendente: descobriu a sua própria ignorância coletiva. Foi um momento histórico decisivo no percurso da espécie Sapiens, em que o domínio do pensamento científico se sobrepôs ao religioso e filosófico. Com o surgimento de novas tecnologias, as antigas estruturas sociais e políticas desmoronaram-se, impulsionando a expansão imperialista, o colonialismo e o modelo capitalista com as suas promessas de progresso e crescimento.

Determinados a desvendar finalmente os segredos do Universo, os seres humanos modernos aprenderam a controlar o mundo e a produzir mais de tudo. Mas será que a modernidade nos tornou mais felizes?




quinta-feira, 17 de setembro de 2026

A opinião de Miguel Cruz sobre "Shin Zero – Tome 2 (2/3)", de Bablet e Sigelin

 


Shin Zero – Tome 2 (2/3)

Vamos lá falar de uma BD mais próxima de Mangá do que de BD Franco-Belga que, reconheço, está um pouco fora do universo dos meus habituais gostos, mas que fez tanto sucesso que decidi “ver”. Já tinha, a propósito de uns prémios, falado brevemente do tomo 1 desta obra de Mathieu Bablet (argumento) e Guillaume Singelin (desenho e cores), e editado pela Rue de Sèvres - Label 619.

Em termos de enquadramento relativamente ao tomo 1, creio que basta referir que quatro anos passaram desde os acontecimentos retratados nesse tomo, quando o jovem Warren salvou a cidade da ameaça Kaiju de criaturas destruidoras. As cidades (pós-apocalipticas) baseiam-se em agrupamentos (colocation). A antiga colocation de Warren está agora fragmentada: os amigos afastaram se, as prioridades mudaram, e a entrada na idade adulta trouxe tensões, frustrações e caminhos divergentes.

Enquanto isso, no exterior, o nível de partículas Kaiju na água aumenta perigosamente, sinalizando que um monstro está pronto a aparecer. A “câmara municipal” (enfim, o equivalente) tenta minimizar o problema, mas a população inquieta se. É neste contexto que outro membro da “casa”, o jovem Satoshi, movido por ambição, inveja das ações de Warren, nostalgia e necessidade de afirmação, decide retomar o papel de herói que sempre desejou — mesmo que isso implique ignorar riscos, responsabilidades e a fragilidade das relações humanas. O foco desloca-se da ação para a crise identitária.

No tomo 1, quando o Kaiju finalmente ataca, é Warren quem assume o papel de salvador. Não porque queira, mas porque não há mais ninguém. Ele arriscou a vida, enfrentou o monstro e salvou a cidade de um ato que o marcou profundamente e que alterou a dinâmica do grupo. Satoshi ficou obcecado com a ideia de ocupar o lugar do amigo como “o salvador da pátria”. Assim, no Tomo 1 temos a contextualização e o trauma. Neste tomo 2 temos a crise. No tomo 3 teremos o desenlace. 

Singelin é dono de um traço vivo, cheio de movimento, com personagens de expressões fortes e gestualidade marcada. A influência do manga é clara, mas filtrada por uma sensibilidade e forma de ação muito franco belga. A cidade é representada como organismo vivo: ruas densas, interiores caóticos, espaços que refletem o estado emocional das personagens.

O argumento é inteligentemente construído, as personagens são complexas, a narrativa é coerente. O ritmo, neste tomo dois é, naturalmente mais lento, mas a profundidade sentimental é bem explorada. Tenho alguma dificuldade em desenvolver empatia com os protagonistas, mas reconheço uma saga bem construída, coerente e com mensagens pertinentes.




Novidade DEVIR: o volume 8 e penúltimo da excelente série Monster está disponível a partir de hoje nos locais habituais

 


Já não é novidade por aqui, que no Juvebêdê somos fans e grandes seguidores da excelente série Monster, da autoria de Naoki Urasawa e editado pela DEVIR.

Assim recomendamos aos muitos leitores que nos seguem aqui e nas nossas redes sociais, que "deitem um olho" a esta série Monster, pois este oitavo volume é o penúltimo da série, ficando a faltar apenas um para terminar!

De recordar ainda que esta série já foi premiada e nomeada desde o longínquo ano de 1997.

- Prémio de Manga de Excelência, no 1º Japan Media Arts Festival, 1997.

- Grande Prémio Cultural Tezuka Osamu, 1999

- Prémio Manga Shogakukan, 2001

- Melhor série mangá, Lucca Comics, 2004

- Prémio de Melhor série de manga, Lucca Comics, 2004

- Nomeado para o Prémio Eisner, nos E.U.A., na categoria de Melhor Edição Americana de Adaptação Internacional – Japão, em 2007 e 2009; e Melhor Série, em 2007, 2008 e 2009.

Aqui fica a sinopse deste oitavo volume.

«Deve haver uma chave para o nascimento deste “MONSTRO” na minha memória!!»

Nina, que permaneceu em Praga com o objetivo de recuperar as suas memórias de infância, recupera finalmente toda a sua memória!!

O que terá acontecido à jovem Nina e ao Johan!?

O que havia na “Mansão da Rosa Vermelha”!?

O Johan nunca dá ouvidos a ninguém.

O Johan nunca é generoso.

Os desejos de ninguém interessam ao Johan.

Para onde raio é que ele se dirige?

O que o levou a tornar-se num monstro destes?

À medida que a verdade misteriosa se vai revelando gradualmente, o que é que irá acontecer!?





quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Novidade Casterman: acaba de ser lançado o 14.º volume de Nestor Burma

 


Este é já o 14.º volume da série Nestor Burma e acaba de ser lançado pela Casterman. Com o título "Dans l'île" (Na ilha), conta com argumento de Léo Malet e François Ravard e desenho de François Ravard.

Desta vez o detective Nestor Burma sai de Paris e ruma à Bretanha.

Situada ao largo da Costa de Granito Rosa, a ilha (fictícia) de Men-Bahr costuma desfrutar de um fim de temporada bastante tranquilo. Bem... até o nosso detective de primeira linha desembarcar.

Chamado para atender a um pedido de uma antiga cliente, ele chega bem a tempo para o seu funeral. Mas o seu sexto sentido de investigador entra em alerta e ele tem a certeza: aquele destino de férias ideal esconde alguma coisa.




Novidade Penguin: Mafalda para todos reúne todas as tiras da Mafalda!


 

A Penguin reúne todas as tiras da Mafalda num só livro (de 400 páginas) com oferta de um poster duplo. 

A Mafalda tem seis anos. Há mais de meio século. Continua a implicar com a sopa, a desconfiar dos adultos, a fazer perguntas incómodas e a olhar para o mundo com uma mistura irresistível de curiosidade, inteligência e indignação.

À sua volta, os amigos discutem, sonham, fazem planos, trocam ideias e ajudam-nos a perceber que crescer nem sempre significa compreender melhor a vida.

Criadas pelo genial cartoonista argentino Quino, estas tiras atravessaram gerações sem perder o humor nem a lucidez. Pelo contrário: continuam a surpreender-nos pela forma como conseguem ser simultaneamente divertidas, ternas e extraordinariamente atuais.

Neste volume encontram-se reunidas todas as tiras da mais famosa menina da banda desenhada. Um convite para rir, refletir e, quem sabe, olhar para o mundo com a mesma coragem de quem nunca teve medo de fazer as perguntas mais simples — e, por isso mesmo, as mais difíceis de responder. Afinal, o mundo muda, mas a Mafalda continua a apanhar-lhe as contradições e a recordar-nos do que realmente importa.