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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Novidade Arte de Autor: o quatro volume de Bug, de Enki Bilal, chega amanhã às livrarias!

 


Ainda na passada 2.ª feira ficou aqui a opinião de Miguel Cruz e chega já amanhã às livrarias o quarto volume de Bug, obra de Enki Bilal e que é editada em Portugal pela Arte de Autor.

A sinopse:

Enquanto o grande Bug planetário tornou impossível o acesso aos dados digitais, o hipermnésico Kameron Obb é alvo de todas as cobiças. Perseguido em todo o mundo por instâncias governamentais e por grupos contestatários, ele consegue comunicar com a sua filha, que foi raptada por misteriosos sequestradores... Mas qual é a verdadeira natureza do Bug? Trata-se apenas de uma catástrofe tecnológica ou da consequência de um verdadeiro ataque contra a humanidade?

Neste quarto episódio, Obb, contaminado pela duplicação do Bug, vê a sua sanidade mental a falhar: parece que uma entidade, semelhante a um deus, toma posse da sua mente...







segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

A opinião de Miguel Cruz sobre "Bug - livre 4", de Bilal e "Helen of Wyndhorn", de King, Evely, Lopes e Cowles

 


Bug - livre 4

Bug - livre 4 ou Enki Bilal “em roda livre”. 

Estamos a poucos dias da publicação em português do quarto tomo de Bug de Enki Bilal. Neste quarto tomo de critica mais ou menos óbvia à digitalização e à dependência humana da tecnologia, continuamos a acompanhar Kameron Obb e a sua memória, agora em Lampedusa, mas infelizmente cada vez mais alheado e tresloucado, enquanto cada vez mais azul. Apenas a sua relação com a filha, a ânsia de poder a voltar a ver e falar com Gemma parece conceder-lhe alguns minutos de serenidade e de ligação à realidade.

As preocupações com os pratos que lhe vão servir, a existência de moreias azuis, cujo sangue vai servir de antídoto para a progressão da dominação digital, mas ao mesmo tempo para uma reação dessa entidade, ao mesmo tempo que as pranchas transitam do azul para o vermelho, e a sua filha se vê em pleno planeta Marte… o que dizer desta BD em que o desenho, as pranchas soberbas, as pinturas de prancha inteira ou mesmo abrangendo duas pranchas, são, claramente a forma de expressão do autor, mais do que a apresentação de qualquer narrativa linear, previsível ou simples de entender. 

Teremos de esperar um pouco mais para perceber de que se trata esta entidade, a motivação dos seus ataques, a razão do seu aparente desdobramento neste tomo 4, o verdadeiro papel que KO (Kameron Obb) poderá vir a desempenhar, como a sua filha se desembaraçará do fardo do seu pai. Quanto à competição de várias entidades pela conquista do poder de memória de KO, também veremos qual a evolução, e o futuro dos peões que procuram colocar no tabuleiro da dominação mundial (da informação? Da segurança? da capacidade operacional?

Não é uma obra para todos, longe disso, mas é uma BD de grande fôlego, com um Enki Bilal a ter prazer em soltar a mão, inundar as pranchas de cor, a explodir graficamente, num conjunto tão atrativo, que não se pode fazer muito mais do abrir a boca de espanto e aconselhar a leitura. 

Confesso que, sabendo ao que ia, optei por uma edição em grande formato – mais difícil de arrumar, mas com uma dimensão mais próxima das pranchas originais que, como de costume com Bilal, vão ser particularmente desejadas. 

Editado pela Casterman e em português pela Arte de Autor.





Helen of Wyndhorn

Vamos lá a um pequeno mergulho no mundo dos Comics. Um pequeno mergulho numa fantasia, um pequeno mergulho num livro de homenagem aos comics de fantasia. Uma pérola que nos mergulha num mundo fantástico.

Lilith Appleton é contratada para encontrar e tornar-se governanta, companheira e educadora de Helen de Wyndhorn. Helen de Wyndhorn é uma jovem órfã, que após uma vida pobre, tresloucada e vagabunda com o seu pai, assistiu ao suicídio deste. C.K. Cole, o seu pai, é escritor de histórias fantásticas, nomeadamente do lendário Othan o conquistador (que viria a fazer sucesso), ensinou a sua filha a beber valentemente, e poucos detalhes lhe contou sobre o seu avô. Barnabas Cole, o seu avô, é dono de uma vasta mansão, com extensos e misteriosos terrenos contíguos, fala pouco, está pouco presente, come que nem um urso, tem pouco frequentes mas violentos acessos de cólera, e estabelece muitas regras que comunica habitualmente através do seu mal encarado empregado faz-tudo Joseph. Joseph, por sua vez, tem um savoir faire em vários assuntos, e acaba por se revelar um apoio essencial de todos os habitantes da mansão. Lilith, um pouco ultrapassada em tudo isto, acaba por revelar uma força e um carácter que a tornam elemento central para a família.

Após um primeiro encontro de Helen e Lilith com uma criatura monstruosa que Barnabas vai acabar por decapitar com uma grande e icónica espada, as duas jovens vão acabando por descobrir o mundo alternativo a que se acede naqueles terrenos, descobrindo ainda que Barnabas Cole é, efetivamente, o famoso Othan, ou seja, que as histórias escritas por C.K. Cole eram mais do que fantasia pulp.
Helen é treinada por Joseph para combater no mesmo mundo de fantasia em que o seu avô construiu a sua lenda. Em paralelo, vemos que, anos mais tardes, uma idosa Lilith levanta o véu destes acontecimentos a um jornalista, e que a verdade desta narrativa vai desaparecendo ao passar de mão em mão. 

Uma narrativa excelente, em que o equilíbrio entre a vida familiar e o papel de herói é a base da narrativa, o questionamento interior e o colocar em causa de verdades adquiridas constitui a fundação de uma história com descoberta de verdades escondidas, motivações e muita aventura. 
Os diálogos são excelentes, bem adaptados à época (essencialmente década de 50), mordazes e elegantes. O desenho é notável, introspetivo e explosivo, art nouveau e grandes espaços, detalhado, trabalhado, exuberante, colorido, atraente. Uma pérola, disse eu no início. Os quadros que marcam a separação de capítulos e que surgem nalgumas páginas são também muito bem conseguidos, centrando-se na personagem de Othan.

Desenho da Brasileira Evely Bilquis, cores do igualmente brasileiro Matheus Lopes, argumento de Tom King. 

Editado pela Dark Horse Comics, publicado no início de 2025. 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Estão a chegar duas novidades da Arte de Autor e ainda o Peter Pan em co-edição com A Seita

São três as novidades da Arte de Autor, a chegar antes do Natal. Hercule Poitot - A Aventura do Bolo de Natal, de Agatha Christie tem data de lançamento marcada para 17 de Dezembro, o quarto volume de Bug chega uns dias antes, a 12 de Dezembro e Peter Pan de Kensington, em colaboração com a A Seita, já está nas livrarias.

Vamos falar de todas elas com maior detalhe nos próximos dias.





terça-feira, 30 de setembro de 2025

As cinco excelentes novidades da Arte de Autor até ao final do ano

São cinco as propostas editoriais da Arte de Autor até ao final de 2025 (fora as de co-edição com A Seita). Todas elas extraordinárias, algumas delas que estamos ansiosamente à espera.

Começamos pelo primeiro volume de Islander, de Caryl Ferrey e Corentin Rouge, uma série já aqui comentada pelo Miguel Cruz, classificada por ele como "intencionalmente perturbadora". Depois temos "Sou um anjo perdido - Um policial de Barcelona", de Jordi Lafebre, que faz aqui ressurgir a personagem Eva de "Sou o seu silêncio". Ambos os livros estarão disponíveis no Festival Amadora BD. Depois disso, em Novembro, chegará o quarto volume que encerra a excelente série O Castelo dos Animais" e o quarto volume de Bug, de Enki Bilal. Para fechar o ano e a tempo do Natal chegará em Dezembro, mais um livro baseado numa obra de Agatha Christie, neste caso do Hercule Poirot, Pudim de Natal.

Sobre cada uma delas falaremos com maior detalhe, e começamos amanhã com Islander.







quinta-feira, 27 de março de 2025

Novidade DEVIR: a excelente "A Trilogia Nikopol", de Bilal está disponível a partir de hoje nas livrarias

 


A Trilogia de Nikopol, de Bilal é o primeiro título da nova colecção Obras Premiadas em Angoulême que a DEVIR edita a partir de hoje e que já está disponível nas livrarias. Esta colecção vai contar com oito excelentes títulos e que sairão em vários meses, sendo que o último será em Novembro.

Aclamada pela sua visão futurista, A Trilogia Nikopol, de Enki Bilal, continua a fascinar leitores e críticos. Num contexto marcado por rápidas transformações sociais, políticas e tecnológicas, a obra revela uma pertinência surpreendente, refletindo desafios contemporâneos como a instabilidade geopolítica, as crises ambientais e a evolução implacável da inteligência artificial. A narrativa convida-nos a questionar a natureza do poder, a responsabilidade humana e o impacto das decisões coletivas num mundo cada vez mais interligado e, paradoxalmente, fragmentado.

O segundo titulo a ser editado durante Abril será "Alack Sinner: Polícia ou Detetive", da dupla Muñoz e Sampayo.


A sinopse

Num futuro distópico, Paris vive sob uma ditadura. 

Alcide Nikopol, um astronauta de 1993 regressa acidentalmente à Terra, quando é acordado de um sono criogénico de 20 anos. 

Um ser que se auto-intitula Hórus, um deus egípcio, usa-o nos seus jogos de poder, enquanto uma pirâmide que abriga deuses egípcios imortais flutua sobre a cidade. 

Com as histórias: A feira dos imortais, A mulher armadilha e Frio Equador.   

O Autor

Enki Bilal, nascido a 7 de outubro de 1951, em Belgrado, é um artista, escritor e cineasta de renome mundial, naturalizado francês, cuja obra transcende as fronteiras
do tempo e do espaço. Com uma carreira que se estende por várias décadas, Bilal é reconhecido pela sua capacidade de mesclar influências históricas, mitológicas e futuristas,
criando narrativas que desafiam o convencional.







sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Lançamento de Bug 3, de Enki Bilal, na livraria Tinta nos Nervos


Esta semana, a editora Arte de Autor divulgou duas novidades. O lançamento do terceiro volume de "Bug" e a edição de "Mü" (conclusão da série Corto Maltese, de Hugo Pratt, a preto e branco). A editora anunciou ainda a reedição de "Marie", o primeiro volume da série "Armazém Central".

Mas hoje vamos concentrar-nos no lançamento de Bug 3, de Enki Bilal, que acontecerá amanhã, pelas 16 horas, na livraria Tinta nos Nervos.

Esta edição será apresentada pela Professora Iva Miranda Pires (CICS.NOVA) e a entrada é gratuita. Aqui ficam a sinopse, capa e algumas imagens.

"Enquanto o grande Bug planetário tornou impossível o acesso a dados digitais, o hipermnésico Kameron Obb é a presa de todos os desejos. Perseguido em todo o mundo por autoridades governamentais tanto quanto por grupos contestatários, ele consegue comunicar com a sua filha, ela mesma raptada por misteriosos sequestradores... Mas qual é a verdadeira natureza do Bug? Trata-se apenas de uma catástrofe tecnológica ou é a consequência de um verdadeiro ataque contra a Humanidade? Neste terceiro episódio, Enki Bilal deleita-se com a encenação de muitas mulheres poderosas, com uma série de reviravoltas e sequências espectaculares pontuadas por reflexões satíricas tão inesperadas quanto alegres..."






domingo, 2 de janeiro de 2022

BDs da estante - 458

 

A primeira BD da estante de 2022 que fomos buscar é do autor Enki Bilal e foi editada pela ASA.

“Há lugares assim, onde a terra e o céu se falam; Sei mesmo, ouso dizê-lo, em que língua falam. As nuvens e o solo trocam as suas matérias, misturam as suas partículas, abrem e reciclam os seus fragmentos de memória. As palavras chovem, invisíveis, formam frases, jogam com os destinos…” - H. G. Lawrence

Após uma catástrofe climática, num local desconhecido, dois grupos de sobreviventes encontram-se. Um drama de amor acontece…

domingo, 13 de setembro de 2020

BDs da estante - 390



Num cenário que pode ser o nosso futuro, ou apenas uma versão paralela da História, um desastre ecológico e climático alterou dramaticamente o planeta, desestabilizando por completo a ordem social. Aqui a água potável é um raro tesouro. A sobrevivência individual é uma luta desesperada de todos e a comunicação é errática. O transporte é perigoso e poucos núcleos urbanos conseguem preservar a ordem social. Mais uma vez o talento de Bilal com os seus estranhos mundos…

domingo, 9 de agosto de 2020

BDs da estante - 385



Um álbum do grande mestre da BD europeia (Grande Prémio da Cidade de Angoulême em 1987), fiel ao seu estilo de sempre, mais intimista, mas sempre capaz de surpreender a sua legião de fãs. Com este quarto álbum encerrou um ciclo que demorou nove anos a realizar. Notável trabalho!

sábado, 26 de outubro de 2019

Bug 2

E aí está o segundo volume de Bug, da autoria de Enki Bilal, pelas mãos da Arte de Autor e a sinopse da editora:
Bug, faz-nos mergulhar num futuro digital, onde uma nebulosa azul, por trás da 
face oculta da lua, ameaça o equilíbrio das coisas e o futuro da civilização. 
Um homem, cosmonauta, que inicia o seu regresso à Terra após uma missão 
marciana, contrai um vírus estranho que matou todos os seus companheiros de 
tripulação. 
E se for ele o salvador?
De volta à Terra, o astronauta Kameron Obb será o homem mais procurado do 
planeta:este único sobrevivente tem dentro dele uma entidade microscópica viva 
que pode estar na origem do bug informático, mas este dá-lhe algumas capacidades 
sobre-humanas. No seu encalço, há um punhado de grupos criminosos e a maioria 
dos grandes governos.
Neste segundo volume da série, o suspense gira em torno de Gemma, filha de 
Kameron, que todos consideram o melhor engodo para deitar a mão ao infectado. 
Bug apresenta-se como um Bilal puro, com a sua forma única de sobrepor desenho 
e pintura, e esse efeito continua aqui impressionante. A série pode padecer de 
alguma pretensão e de algumas ideias pouco conseguidas, mas não atiremos a 
primeira pedra até ela estar completa: é conhecido o talento do autor para obras 
de longo fôlego em que não pára de nos surpreender. 




sábado, 25 de maio de 2019

BUG, de Enki Bilal - novidade para Festival de Beja



A editora Arte de Autor irá ter mais uma novidade no Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja. Trata-se de Bug, de Enki Bilal. O livro será distribuído nas livrarias durante o mês de Junho e em Outubro chegará o segundo volume. 
Com este livro temos um Enki Bilal, denunciante. O que acontecerá se a raça humana abandonar a sua memória apenas à tecnologia? Ao contar o BUG do ano de 2041, o artista assina um thriller de antecipação nervosa em que os destinos íntimos se chocam com o caos de um mundo em completo apagão. Na continuidade directa de Monster e Coup de Sang, Bilal continua seu trabalho orwelliano e shakespeariano. Aqui fica a sinopse:
Num futuro próximo, numa fracção de segundo, o mundo digital desaparece, como se sugado por uma força inexprimível. Um homem encontra-se só no meio da tormenta, cobiçado por todos os outros.
BUG significado:
Em português -  erro ou falha na execução de programas informáticos, prejudicando ou inviabilizando o seu funcionamento.
Em inglês - inseto, bicharoco ou vírus.




quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Bug, de Enki Bilal


A editora francófona Casterman, publicou recentemente a obra de Enki Bilal com o título Bug. Depois de ter tratado de temas políticos, geopolíticos (Les Phalanges de l’Ordre Noir, Partie de chasse, com Pierre Christin), de destinos ditatoriais e sonhos de imortalidade (La trilogie Nikopol), de pesadelos obscurantistas premonitórios (Le cycle du Monstre), agora Enki Bilal leva-nos ao tema da nossa adição digital.

domingo, 27 de agosto de 2017

BDs da estante - 231


O universo muito particular de Enki Bilal surge num livro que, entre o seu começo e o seu fim, demorou 12 anos a concretizar. Este é um álbum integral que reúne A Feira dos Imortais, A Mulher Armadilha e Frio Equador, editados inicialmente em 1980, 1986 e 1992, respectivamente. Recorde-se que o universo de Bilal há muito extravasou as páginas da BD, consagrando-se em paralelo a uma carreira cinematográfica. 

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Exposição Enki Bilal


Ora aí está uma exposição que gostaríamos de ver por cá. Uma exposição sobre Enki Bilal que inaugurou recentemente no Centro de Arte de Toulon e que estará patente até 4 de Janeiro.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Grande exposição de Enki Bilal


Na próxima terça feira, dia 4 de Junho, será inaugurada, em França, uma mega exposição da obra de Enki Bilal. Mécanhumanimal, é promovida pelo "Musée des arts et métiers" e por 9e Art+, entidade que organiza o Festival Internacional de Banda Desenhada Angoulême.