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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Leituras de férias "Viajar com a banda desenhada" - Destino: Nova Iorque

A cidade que nunca dorme não só é palco de inúmeros filmes, como de inúmeros livros. Aqui ficam as nossas sugestões para viajarem para Nova Iorque através de livros de banda desenhada.










quinta-feira, 2 de julho de 2026

A nossa leitura de "O cheiro dele depois da chuva", de José Luis Munuera - edição Arte de Autor


Basta olharmos para a capa e lermos o título, para perceber que nos vamos comover com a leitura de "O cheiro dele depois da chuva". Bingo. Quem não se comover com esta história é porque tem um coração de pedra. Brincadeiras à parte, já sabíamos que íamos gostar muito deste livro e não nos enganámos.

A obra original "O cheiro dele depois da chuva" é muito intimista, poética e autobiográfica, da autoria de Cédric Sapin-Defour. Aqui é adaptada para banda desenhada por José Luis Munuera e mantem o mesmo registo. 

Que belo livro temos aqui, sobre a relação entre um homem e o seu cão, que nos convida à reflexão sobre o passar do tempo, o amor e o luto. O amor entre um homem e o seu cão surge como uma experiência transformadora, neste caso entre Cédric e Ubac. Nesta história verídica vemos que Ubac nunca foi tratado como um "animal de estimação" convencional. É tido como um companheiro de vida que vai alterar a forma como Cédric vive o seu dia a dia e a sua relação com o tempo. O amor aqui entre os dois é incondicional e de aceitação, principalmente de aceitação do luto, pois quem tem um animal sabe que à partida ele tem uma vida mais curta que o seu dono. Há a inevitabilidade da perda, mas vive-se com alegria cada dia.

Ao longo da história vamos assistindo à vida de Cédric antes de Ubac, a adopção, e a vida dos dois e a sua relação com a natureza. Pelo meio vamos conhecendo outras personagens e uma outra muito especial que vai aumentar este núcleo de amor.

É uma história muito bonita sem grandes sobressaltos e onde se repetem passeios, estações do ano, rotinas, a par do envelhecimento. Vamos lendo com a certeza de que os momentos banais vividos são muito importantes, porque não são infinitos. É essa certeza que faz com que paire sempre uma sombra melancólica.

Uma palavra para a natureza, em destaque neste livro. A montanha, a chuva, os bosques e as mudanças de estação, são uma presença muito forte e acompanham o estado emocional das personagens.

Por último e não menos importante, os desenhos de Munuera de que gostamos tanto. O autor/ilustrador tem um traço muito fluído e elegante, há muita expressividade nas suas personagens e utiliza as cores de forma a que estas se relacionem com a narrativa.  Os tons quentes acompanham os momentos de felicidade e intimidade. Os cinzentos, azuis e verdes mais frios tornam-se predominantes à medida que a narrativa se aproxima da perda, reforçando a dimensão melancólica da história.

Resumindo, temos aqui uma belíssima banda desenhada sobre a finitude da vida e sobre a cumplicidade entre um animal e um homem.



segunda-feira, 2 de março de 2026

A nossa leitura de Peter Pan de Kensington, de José-Luis Munuera - co-edição Arte de Autor e A Seita

 


Este livro apresenta-nos um outro Peter Pan que desconhecíamos. A célebre personagem da literatura infantil, Peter Pan, representada num sem fim de obras cinematográficas, de teatro e também de banda desenhada, chegou agora nesta adaptação de José-Luis Munuera, não da tradicional história que todos conhecemos, mas de uma outra. O que acontece é que o seu autor, James Matthew Barrie, escreveu um outro romance onde aparece Peter Pan, que se chama "O Pequeno Pássaro Branco". E é essa história pouco conhecida que é aqui adaptada por Munuera.

Peter Pan de Kensington é uma co-edição da Arte de Autor e d' A Seita.

Portanto, a história não nos leva à Terra do Nunca, como habitualmente, mas sim ao jardim de Kensington, em Londres, onde durante a noite tudo se transforma e nada parece real e onde as fadas não são criaturas fofinhas e cintilantes, mas antes pequenos seres cruéis.

Tudo começa com uma menina de seis anos, Maimie Mannering, que se perde no jardim e acaba por ali ficar depois do fecho das portas. Já de noite, Maimie vai cruzar-se com Peter Pan e com as fadas. Enquanto Peter Pan quer brincar com ela e lhe fala do lugar imaginário onde as crianças não crescem, que nós já conhecemos como Terra do Nunca, as fadas ameaçam-na. A Rainha das fadas lança-lhe um desafio aparentemente impossível de cumprir: ou Maimie resolve um enigma extremamente difícil até ao amanhecer ou ficará presa no parque para sempre. 

Num ambiente nocturno e sinistro a inocente Maimie vai contar com algumas ajudas, ao mesmo tempo que continua a ser constantemente ameaçada e importunada pelas fadas. Tudo isto com belíssimos desenhos de José-Luis Munuera. 





quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Novidade A Seita/Arte de Autor: Peter Pan de Kesington, de José-Luís Munuera já está nas livrarias

 


O livro foi lançado no Festival Amadora BD e chegou agora às livrarias. Por aqui somos fãs do desenho de José-Luís Munuera e por isso estamos ansiosos pela leitura desta adaptação adaptação do conto epónimo de James Matthew Barrie. Peter Pan de Kensington é uma co-edição da Arte de Autor e d' A Seita.

A sinopse:

Nova Iorque, distrito de Wall Street. À noite, nada é igual. A realidade desaparece para dar lugar à imaginação. Durante o dia, os jardins de Kensington, em Londres, são invadidos por humanos. Ao cair da noite, tornam-se o território do maravilhoso...

A pequena Maimie Mannering, de seis anos, perdeu-se neste imenso parque após o fecho das portas. Vai cruzar o caminho de fadas, que ameaçam «comer os seus dedinhos», e depois conhecer um tal Peter Pan. Peter é um rapaz engraçado, capaz de voar, que fala a Maimie de um «país imaginário, uma ilha onde as crianças não crescem». 

Maimie gostaria de voltar para casa. Mas Peter gostaria que ela ficasse com ele para se divertir. Juntos, eles vão encontrar a Rainha das fadas e tentar resolver um enigma improvável que permitirá a Maimie encontrar a saída do parque, antes que o dia amanheça e ela fique presa no parque... para sempre!

Peter Pan é uma das mais populares e adoradas personagens da literatura infantil, imortalizada em inúmeras obras, incluindo o célebre filme da Disney. Surgido numa peça de teatro primeiro, em 1904, e de seguida num romance de sucesso, Peter and Wendy, em 1911, poucos sabem que James Matthew Barrie lhe deu vida pela primeira vez em 1902 noutro romance, O Pequeno Pássaro Branco. É esse este texto meio esquecido que José-Luis Munuera adapta, propondo uma visão da personagem ao mesmo tempo pessoal e fiel à obra do escritor, com o seu maravilhoso desenho.

O autor:

Nascido em 1974, Munuera apaixonou-se pelo estilo clássico humorístico do franco-belga de obras como Spirou ou Astérix. Foi um encontro com Joann Sfar em Angoulême que mudou a sua carreira. Colaborou com Sfar em duas séries de BD (Potamoks e Merlin), antes de conhecer Jean-David Morvan, com quem colaboraria em séries de sucesso, como Navis, antes do argumentista ser contratado para pegar na série Spirou et Fantasio, e convidar Munuera para a desenhar, dando assim a volta completa à sua trajectória na BD e dando vida ao seu sonho de sempre. Desde então, a sua carreira tem oscilado entre títulos ligados ao grande imaginário do franco-belga clássico – por exemplo, Zorglub, que explora uma personagem do universo Spirou – e novelas gráficas, geralmente auto-contidas, e que frequentemente adaptam romances, entre os quais podemos citar Um Conto de Natal, que adapta a história de Dickens, ou Bartleby, a partir de Melville, ambos já editados pela Arte de Autor, e claro, este Peter Pan de Kensington.







quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Estão a chegar duas novidades da Arte de Autor e ainda o Peter Pan em co-edição com A Seita

São três as novidades da Arte de Autor, a chegar antes do Natal. Hercule Poitot - A Aventura do Bolo de Natal, de Agatha Christie tem data de lançamento marcada para 17 de Dezembro, o quarto volume de Bug chega uns dias antes, a 12 de Dezembro e Peter Pan de Kensington, em colaboração com a A Seita, já está nas livrarias.

Vamos falar de todas elas com maior detalhe nos próximos dias.





quinta-feira, 29 de agosto de 2024

A nossa leitura de "A Corrida do Século", de Munuera e Toussaint - edição Arte de Autor


Foi durante os Jogos Olímpicos deste ano que lemos este "A Corrida do Século", editado pela Arte de Autor. Sendo admiradores dos desenhos de José-Luís Munuera e tendo já lido a opinião do Miguel Cruz sobre o livro, foi com entusiasmo que avançámos a correr para a leitura.

A maratona dos Jogos Olímpicos de 1904, que decorreram em Saint-Louis, nos Estados Unidos, não foi uma prova desportiva como as outras. Sendo a primeira vez que os EUA organizaram os Jogos Olímpicos, a organização quis demonstrar a sua superioridade e como tal, deram tudo por tudo, até com medidas, digamos... pouco éticas. Daí resultaram situações inusitadas, destacando-se a prova rainha, a maratona. Baseada em factos verídicos e em personagens que existiram mesmo, a história é-nos contada de uma forma divertida tanto pelas bizarrices, como pelas reviravoltas que vão acontecendo na prova. A verdade é que nada correu bem e partindo das histórias de cada um dos principais "atletas", que ficamos a conhecer logo no início do livro, percebemos logo que tudo ia correr mal.

Como tal, esta "Corrida do Século" com desenho de Munuera e argumento de Kid Toussaint, retrata  aquela que é a corrida mais incrível da história do desporto, prova que começou com 32 corredores e terminou com apenas 14. Entre o doping experimental, batota e os trilhos marcados ao acaso, valia tudo. Isto tudo ilustrado de maneira exímia por Munuera, onde até as cores, nos remetem para o local e para a época, como se de um filme se tratasse.

Uma excelente aposta da Arte de Autor para este Verão, que tem ainda umas páginas finais com fotografias e alguns dados sobre essa edição dos Jogos Olímpicos e especificamente sobre essa prova.


 




segunda-feira, 15 de julho de 2024

Novidade: A Corrida do Século chega na semana dos Jogos Olímpicos - edição Arte de Autor


Chega às livrarias na próxima semana, mesmo a tempo dos Jogos Olímpicos que começam na sexta, 26 de Julho. A edição é da Arte de Autor e a autoria de Kid Toussaint (argumento) e de José Luís Munuera (desenho). 

Nesta "A Corrida do Século" estamos em 1904. Os Estados Unidos organizavam pela primeira vez os Jogos Olímpicos e estavam determinados a provar a sua superioridade. A maratona teve lugar em Saint-Louis, no Missouri, e iria deixar a sua marca... como a corrida mais incrível da história do desporto! 

Trinta e dois corredores partiram para a linha de partida, mas apenas catorze terminaram. Entre o doping experimental, a batota e os trilhos marcados ao acaso, tudo pode - e vai - acontecer. 

Façam as vossas apostas, nada vai correr bem!







terça-feira, 11 de junho de 2024

As novidades da Arte de Autor até ao final do ano

A Arte de Autor tem um plano editorial muito preenchido para o segundo semestre de 2024 e que já nos deixou em pulgas. 

Em Julho chegará A Corrida do Século, de José-Luís Munuera e Kid Toussaint;

Em Agosto/Setembro será a vez de chegar mais um volume da série Sambre, de Yslaire, com os episódios VII e VIII, Flor da Calçada e Aquela que os meus olhos não vêem...

O Outono irá trazer o segundo volume de Jonas Fink (Outubro), de Vittorio Giardino;

Depois disso chegará aos leitores portugueses o primeiro ciclo de Fábulas das Terras Perdidas, que integra os  - integral, reúne os 4 volumes deste ciclo, da autoria de Jean Dufaux e Grzegorz Rosinsky. A editora irá editar os quatro ciclos em tomos integrais e o segundo ciclo está previsto chegar em Maio de 2025. (na imagem fizemos uma composição dos 4 volumes - versão francesa)

A Arte de Autor irá ainda editar o 17.º álbum de Corto Maltese (ainda sem data certa), de Ruben Pellejero e Juan Díaz Canales e a segunda parte de 1969, de Xavier Dorison e Thimothée Montaigne.

Para encerrar o ano, mais um álbum da colecção da Agatha Christie, o Natal de Poirot, que mais uma vez é assinado por Isabelle Bottier e Callixte, autores de outros álbuns da série.

Ainda a realçar que entre Setembro e Outubro, em co-edição com A Seita, A Arte de Autor irá ainda apresentar Naturezas Mortas, Sherlock Holmes (integral) e Don Quixote.