sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Ponto de Situação – A BD em 2025, por Miguel Cruz

Ponto de Situação – A BD em 2025, por Miguel Cruz

A edição de banda desenhada franco-belga normalmente “acelera” a partir de setembro, também, mas não exclusivamente devido à época de festivais e de prémios editoriais, e também ao Natal. Durante boa parte dos meses de julho e agosto pouco de interessante acontece, sabendo-se que em janeiro há ainda grandes novidades, na preparação do festival de Angoulême.

Nestes próximos meses teremos pela frente o retorno de Max Friedman do autor Vittorio Giardino, o ressurgimento do autor Bryan Talbot, um novo Undertaker, uma nova aventura de Undertaker, uma nova série do grande Dufaux, um novo Airborne 44, um novo Blake e Mortimer com Yves Sete e Peter Van Dongen aos comandos, um novo Contrapaso da Teresa Valero, sei lá que mais…

Enquanto “aquecem os motores”, e sabendo o natural enviesamento das escolhas obviamente pessoais, aqui fica uma lista de 10 BDs de 2025, editadas até meados de agosto. As melhores? Não sei. As de maior sucesso comercial? Não faço ideia. Das que mais apreciei a leitura, certamente. Por ordem alfabética, para não haver dúvidas.

. De Pierre et D’os de Krassinsky, Editado pela Dupuis. Um excelente romance em banda desenhada, um trabalho de grande fôlego e pesquisa, emocionante.

. Electric Miles (T.1 Wilbur) de Fabien Nury e Brüno, editado pela Glénat: já aqui mencionado, é incontornável pela qualidade do desenho, do suspense e da sequência narrativa.

. Filhos de Baba Yaga (Os) de Luis Louro, editado por A Seta/Arte de Autor, uma história terrível, bem contada e um exercício gráfico de grande qualidade.

. Gone With the Wind (T.2) de Pierre Alary, editado pela Rue de Sévres, uma revisita ao bem conhecido romance, uma abordagem pessoal à famosa história, e uma excelente leitura.

. Gorilles du Général (Les) – (T.1 Septembre 59) de Xavier Dorison e Julien Telo, uma interessante narrativa sobre os guarda costas do presidente De Gaulle, com um excelente desenho do espanhol Julien Telo, editado pela Dargaud.

. Jardins Invisibles (Les) de Alfred, uma recolha de histórias biográficas notálgicas e positivas, enternecedoras e profundas. Editado pela Delcourt.

. Plus Loin Qu’Ailleurs, a nova BD de Chabouté, a mesma qualidade de sempre, uma história surpreendente e positiva, sobre umas férias que não correm como planeado, mas que acabam por ter mais valor do que o previsto. Uma edição da Vents D’Ouest.

. Première Dame de Tronchet e J.P Peyraud, admito que um pouco de “guilty pleasure”, mas é uma história tão bem construída e tão divertida do ponto de vista de critica social, com um desenho tão agradável que tinha de aqui constar. Da Glénat.

. Un Père de J.L. Tripp, um autor bem conhecido em Portugal, aqui com uma narrativa muito pessoal, intimista e sensível. Editado pela Casterman.

. Terre Verte (La) de Alain Ayroles e Hervé Tanquerelle, editado pela Delcourt. Uma história macabra de um rei caído em desgraça que vai tentar recriar um reino no meio da neve. Uma imaginação fantástica de um dos autores, um desenho excecional do outro (e umas cores assinaláveis de Isabelle Merlet).







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