A equipa do Juvebêdê deseja a todos um 2026 muito feliz, com muitos motivos para sorrir e boas leituras!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
Novidades 2026: Segundo volume de Sailor Moon e segundo volume de Akira chegam no primeiro semestre de 2026
Esta será a última publicação de novidades em 2025. A Distrito Manga anunciou também já nas suas redes sociais, duas novidades que chegam em 2026:
O segundo volume de Pretty Guardian Sailor Moon, de Naoko Takeuchi será editado em Fevereiro. Já o segundo volume de Akira, de Katsuhiro Otomo, chegará no mês de Maio.
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
As novidades da Arte de Autor para 2026
A Arte de Autor já anunciou o seu plano editorial para 2026, pelo que passamos aqui também essa informação com as imagens das capas dos dois primeiros trimestres, ainda nas suas versões originais.
Primeiro trimestre:
Hercule Poirot - Perigo na falésia (colecção de Agatha Christie), de Alberto Zanon, Fabien Alquier e Frédéric Bremaud
Sangoma, de Caryl Férey e Corentin Rouge
Old Pa Anderson + Redenção, de Hermann e Yves H.
De Abril a Julho:
Son odeur après la pluie, de José Luís Munuera
Le jour d’avant, de Bastien Vives e Martin Quenehen
Les filles de Salem, de Thomas Gilbert
Le grand mechant renard, de Benjamin Renner
Segundo semestre:
Sambre 9
Islander 2
Complainte des Landes Perdues – integral do ciclo 4
Em colaboração com A Seita:
Amore, de Zidrou
O Fantasma da Ópera, irmãos Brizzi
Hugo Pratt – A mão de Deus, Angel de la Calle
La Mondaine, Zidrou e Lafebre
segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
A opinião de Miguel Cruz de "Lefranc T.36 – La Régate", de Martin, Seiter e Régric e "L’Ombre des Lumières T. 3 – Le Démon des Grands Lacs", de Ayroles e Guérineau
Normalmente falo aqui das BD que me agradaram, muito ou pouco, mas que apresentam qualidades claras que me permitem dar uma opinião positiva. Faço-o com muito poucas exceções.
Normalmente as “entregas” do duo Roger Seiter/Régric, apesar de raramente atingirem o pico de qualidade do grande Jacques Martin – O Mistério Borg, O Furacão de Fogo, A Grande Ameaça, etc – são a meu gosto. Um argumento interessante, um mistério com contornos complexos e bem estruturados para uma interessante aventura passada ali pela década de 50 do século passado, um desenho linha clara de qualidade, com muito detalhe, pranchas bem organizadas e bonitas, um bom ritmo narrativo, uma referência clara ao estilo de desenho do criador, boas cores, belas viaturas, aviões, navios e comboios de época.
Já tive oportunidade, mais de uma vez, de estar na presença dos dois autores, simpáticos, conversadores – mais um que o outro – profissionais, disponíveis.
O leitor/a leitora, nesta altura, e depois de tanto tom apologético, perguntar-se-á: o que correu mal com este tomo 36 da famosa série criada em 1954, e que tanto destaque adquiriu na época das famosas revistas francesas de BD, mas também da nossa revista Tintin em português?
Sobre o desenho, não tenho muito a dizer: a qualidade, o trabalho, a recolha de informação a composição de página, os detalhes, tudo isso está lá, e muito bem. Atrativo para o meu gosto, mesmo se os desenhos de rostos do autor me parecem algo rígidos. Em resumo, gosto.
Os diálogos têm a qualidade habitual, adequados à situação e à época – há apenas um detalhe que muito no princípio me chamou a atenção: em duas páginas quase consecutivas, a mesma personagem expressa opiniões contrárias – mudando aliás o tom de otimista para pessimista. Estranhei, mesmo se num caso a bebida estivesse a suportar o diálogo.
A história parece ser bem estruturada, apesar de algum sentimento de déjà vu. Lefranc acompanha a sua amiga Léa numa regata, que vai atravessar uma zona de ilhas que fazem agora parte da Indonésia. Ao mesmo tempo, interesses económicos e mineiros neerlandeses apostam na autonomia de gestão de um arquipélago apoiando o regente desse arquipélago, contra o sultão, menor de idade, e em prisão domiciliária. Quando uma tempestade apanha o veleiro de Léa e os sobreviventes acabam por ir parar à ilha onde o sultão está detido, Lefranc vai, naturalmente, procurar ajudar o jovem sultão.
A base da ideia é boa, e o início da BD agrada. O problema, na minha opinião, é que algumas linhas condutoras desta história são despachadas em alta velocidade e simplificadas de uma forma que não é fluida, prejudica a credibilidade, e torna-a por vezes insípida. Diria que a opção teria sido ter dois tomos para concluir esta aventura. Eu sei que a política editorial da Casterman no tocante a Lefranc não é essa, mas ter-se-ia ganho qualidade.
Lê-se bem, não é uma má BD, mas creio constituir uma clara oportunidade perdida.
A nossa leitura de "Sou um anjo perdido", de Jordi Lafebre - edição Arte de Autor
Genial é talvez a palavra que mais nos ocorre para avaliar este "Sou um anjo perdido". Vai ficar seguramente no nosso top de 2025. Editado pela Arte de Autor, tal como o anterior "Sou o seu silêncio", é também da autoria de Jordi Lafebre. E para nossa felicidade e de todos os fãs, ainda vai haver um terceiro álbum com esta desconcertante e maravilhosa protagonista, Eva.
Somos fãs de Lafebre e parece que tudo o que toca é ouro, tanto quando trabalha em dupla (como por exemplo, com Zidrou) como quando trabalha a solo, pois não há uma obra sua que seja abaixo de excelente. Eva Rojas, esta psiquiatra que se está constantemente a meter em sarilhos e sem querer se vê envolvida em assassinatos, é prova disso. Lafebre criou uma personagem inesquecível pois Eva tem uma personalidade tão especial que é impossível não sermos conquistados por ela e pelas suas histórias.
Em "Sou um anjo perdido", mais uma vez Eva lança todo o seu charme e deixa-nos aos seus pés. Continua mais louca que nunca, politicamente incorrecta, corajosa, fascinante, sensual, divertida e irreverente. Um constante desafio para aqueles com com ela privam.
Desta vez, Eva vai meter-se, sem querer, com o lado negro do mundo do futebol, após o desaparecimento de João, um dos seus pacientes, uma jovem estrela do futebol, em ascenção. Pressionada pelo clube de futebol onde joga João, que a culpa pelo desaparecimento do rapaz, Eva inicia uma investigação por conta própria, levando-a a correr alguns perigos. Porém, a excêntrica psiquiatra nada teme, ou não tem ideia com quem se está a meter. Bem, na verdade, o livro não começa assim, começa quase pelo fim. Um homem foi encontrado morto, enterrado em cimento de cabeça para baixo. Pelas tatuagens das pernas, percebe-se que era um neonazi. E o que é que isto tem a ver com futebol e com a Eva? Tudo. Ela é tida como testemunha e o seu depoimento é que a leva a voltar atrás no tempo e a passar por todos os acontecimentos que levaram ao desfecho fatídico.
A inspetora Merkel e o seu adjunto Garcia terão de interrogá-la como única testemunha ocular, mas na presença do psiquiatra da psiquiatra! Portanto os três vão ouvir o relato dos sete dias que antecederam o incidente. Suspense e muito humor é o que encontramos neste policial que nos leva uma vez mais a Barcelona. E para abrilhantar as descrições que a protagonista vai dando, temos a constante presença das mulheres da sua vida, que embora já falecidas, continuam bem vivas na sua cabeça, ora apoiando-a, ora criticando-a, mas senso sempre o seu porto de abrigo.
Uma vez mais o autor Jordi Lafebre oferece-nos um livro magnífico, tão envolvente como Eva, e com todos os ingredientes na medida certa. Não pensem que exagerámos nos adjectivos para descrever este livro, pois é mesmo muito, muito bom, talvez até melhor do que o primeiro. Venha o terceiro
domingo, 28 de dezembro de 2025
As boas festas no mundo da banda desenhada (parte 4)
BDs da estante - 666: Dias Sombrios, de Steve Miles e Ben Templesmith - edição Devir
Esta é a sequela de “30 Dias de Noite”, uma arrepiante história de vampiros, conseguindo em 2003 ser nomeada para os prémios da Internacional Horror Guild. Em “Dias Sombrios” a acção é transferida de Barrow, no Alasca, para Los Angeles. Acção e suspense em quantidade para os amantes de histórias de terror.
Uma edição da Devir de 2004.
sábado, 27 de dezembro de 2025
Novidade 2026: Mafalda - A Presidente, editado pela Iguana, já está em pré-venda!
As boas festas no mundo da banda desenhada (parte 3)
São tantas e tão boas as imagens que vamos vendo referentes ao Natal, que não resistimos e continuamos a mostrar-vos o que vimos nas redes sociais.
Onde encontrámos as imagens? Nas seguintes páginas: Astérix (página oficial), Corto Maltese (página oficial), Enrico Marini, Alexis Dormal, Turma da Mônica, Jerôme Pelissier, Éditions Dupuis, António Sortino, Jérémie D.K. e Phermad.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2025
Os Godos vão ter um Parque Astérix em 2030/2031
Os alemães são grandes fãs de Astérix e são o segundo melhor mercado no que toca às vendas de álbuns das aventuras do pequeno gaulês.
Por esse motivo, vai ser construído um novo parque Astérix, o primeiro fora de França, desta vez nas terras dos Godos, mais concretamente no parque Belantis, perto de Leipzig. O anúncio foi feito a 2 de Dezembro, pela Compagnie des Alpes, com a anuência das Éditions Albert René.
O Parque Belantis é um dos maiores parques de diversões da Alemanha e irá ser transformado gradualmente com atrações do universo de Astérix e Obélix, prevendo-se que tudo esteja concluído entre 2030 e 2031. Para começar, já na próxima Primavera, em 2026, será inaugurada uma primeira zona dedicada a Ideiafix.
As boas festas no mundo da banda desenhada (parte 2)
Continuamos a navegar pelas redes sociais e a encontrar magníficas ilustrações alusivas à quadra natalícia. Seguem mais algumas. A autoria das ilustrações e pela ordem das mesmas é de François Boucq, Riad Sattouf, Dawid, Bea Lema, Ricardo Leite, Jorge Jimenez, Vincent Lemaire (para a Casterman), María Hesse, Milo Manara, Mo/CDM e Tyto Alba.























































