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sexta-feira, 13 de junho de 2025

Especial edição n.º 100 do Juvebêdê - a ilustração de André Diniz



É do Brasil, mas também é de Portugal, pois já mora no nosso país há alguns anos. Com a simpatia que lhe é tão característica e com o seu traço inconfundível, André Diniz participa com este desenho na celebração do nosso 100.º número. Argumentista e desenhador, produziu mais de 30 obras, publicadas não só no Brasil, como em Portugal, França, Reino Unido, entre outros países, tendo o seu trabalho sido reconhecido e premiado múltiplas vezes.

Foi no Festival Coimbra BD que estivemos com o André e lhe tirámos esta fotografia.




terça-feira, 14 de janeiro de 2025

A nossa leitura de Muzinga, de André Diniz - edição A Seita

 



Não há ninguém a desenhar como o André Diniz. E caramba, como ele desenha bem! O seu traço intenso, os seus pontilhados, as suas formas originais e as suas pranchas onde a regra é não haver limites para a imaginação. Este seu "Muzinga" para além de ser tudo isso em termos visuais, também o é no que toca ao argumento. É tudo um pouco estranho e surreal, começando no seu protagonista que tem duzentos anos. Este bicentenário é um aventureiro solitário, rezingão e aldrabão e assume-se como mau carácter. Precisamente pelo seu carácter e pela sua já incrível idade, ele não tem filtros e diz o que quer e lhe apetece, aliás com a sua experiência e conhecimentos ele é um linguista e fala mais de cem línguas.

Nos desafios porque passa e nas suas aventuras estranhas, aos poucos nós, os leitores, vamos criando alguma afeição por Muzinga, pois no meio de tudo isto ele é bastante inteligente e espirituoso e tem uma missão a cumprir que é a de aprender línguas e culturas que estejam em risco de desaparecer. Muzinga parte à descoberta e nós também, numa jornada misteriosa e bem humorada que nos leva a uma leitura fácil e divertida e quando damos por nós, terminámos o livro. 






quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Top Natal 2024 - A Seita (+ Arte de Autor)

Apresentamos aqui o nosso top 10 Natal d' A Seita, onde incluímos três livros que chegaram ao mercado em co-edição com a Arte de Autor, que neste caso são os três primeiros nas imagens. Para mais informações sobre estes livros ou encomendas, podem aceder ao site:

 A Seita












sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Novidade: Muzinga, a nova obra de André Diniz - edição A Seita

 


Já tínhamos saudades de ter nas mãos um novo livro de André Diniz, cujos trabalhos gostamos muito. No Amadora BD foi lançado este "Muzinga", pelas mãos d' A Seita e será uma das nossas próximas leituras.

A sinopse:

Muzinga, que personagem! Brasileiro, algo irrequieto, implicativo, e cheio de conhecimentos naquela cabeça de barba mal amanhada, até dizem que fala mais de cem línguas! Pudera, também dizem que tem quase duzentos anos. Duzentos anos a calcorrear o mundo todo e a viver aventuras surreais, em busca de dialectos extintos, e de segredos que o tempo se esforçou por apagar.. Venham conhecê-las também.

O autor:

André Diniz é argumentista e desenhador de banda desenhada. Tem mais de 30 títulos publicados por diversas editoras brasileiras, muitos dos quais também já editados em França, no Reino Unido, Polónia, Peru, e, claro, em Portugal, país onde vive hoje e onde obteve entretanto a nacionalidade. O seu trabalho foi também tema de exposições em França, na Polónia, Itália, Angola e Portugal. É um dos mais premiados autores brasileiros, tendo recebido desde 2000 mais de 20 prémios atribuídos pelas principais instituições e eventos brasileiros de banda desenhada. Entre os seus trabalhos mais conhecidos podem citar-se Morro da Favela e Malditos Amigos (ed. Polvo) e a adaptação em BD de O Idiota, de Dostoievsky (colecção Novelas Gráficas, ed. Levoir).



terça-feira, 16 de abril de 2024

XIX Festival Internacional de BD de Beja já divulgou o seu cartaz e os grandes nomes que irão estar presentes e que prometem!



Nestes próximos dois meses não faltarão festivais de Banda Desenhada para os fãs da nona arte, mas de 7 a 23 de Junho, todos os caminhos rumam a Beja, para a 19.ª edição de um dos Festivais mais carismáticos do nosso país.

Hoje foi divulgado o cartaz, desenhado por Susa Monteiro, como habitualmente, e também as exposições patentes e os nomes nacionais e internacionais que marcarão presença. É caso para dizer que grande cartaz, tanto o gráfico como o da grelha de nomes.

A inauguração, do evento que é organizado pela Câmara Municipal de Beja, inaugura dia 7 de junho, sexta-feira, às 20h00, na Casa da Cultura e nesse fim de semana (7 a 9), irão estar no festival todos os autores representados nas exposições: Alix Garin, André Diniz, Antoine Cossé, Daniel Silvestre, Daniela Viçoso, Gloria Ciapponi e Luca Conca, Javier Rodríguez, Kachisou, Lucas Pereira, Miguel Rocha, Miguelanxo Prado, Tardi e Xavier Almeida. Além dos autores das coletivas Herdeiros do Manguito, Portugal em Bruxelas e Toupeira, e de muitos outros autores presentes para a programação paralela.

𝗔𝗦 𝗘𝗫𝗣𝗢𝗦𝗜ÇÕ𝗘𝗦:

ALIX GARIN – Bélgica

ANDRÉ DINIZ – Brasil

ANTOINE COSSÉ – França

DANIEL SILVESTRE – Portugal

DANIELA VIÇOSO – Portugal

GLORIA CIAPPONI E LUCA CONCA – Itália

HERDEIROS DO MANGUITO – Portugal

JAVIER RODRÍGUEZ – Espanha

KACHISOU – Portugal

MÁRIO FREITAS E LUCAS PEREIRA – Portugal/Brasil

MIGUEL ROCHA – Portugal

MIGUELANXO PRADO – Espanha

PORTUGAL EM BRUXELAS – Portugal

TARDI - França

TOUPEIRA – Angola | Brasil | Inglaterra |Portugal

XAVIER ALMEIDA – Portugal

𝗢𝗦 𝗔𝗨𝗧𝗢𝗥𝗘𝗦 𝗣𝗥𝗘𝗦𝗘𝗡𝗧𝗘𝗦 𝗘𝗠 𝗕𝗘𝗝𝗔 𝗡𝗢𝗦 𝗗𝗜𝗔𝗦 𝟳, 𝟴 𝗘 𝟵 

ALIX GARIN | ANDRÉ DINIZ | ANTOINE COSSÉ | DANIEL SILVESTRE | DANIELA VIÇOSO | GLORIA CIAPPONI | JAVIER RODRÍGUEZ | KACHISOU | LUCA CONCA | LUCAS PEREIRA | MIGUEL ROCHA | MIGUELANXO PRADO |TARDI | XAVIER ALMEIDA | Autores da coletiva HERDEIROS DO MANGUITO | Autores da coletiva PORTUGAL EM BRUXELAS | Autores da coletiva TOUPEIRA | Nota: Tardi estará em Beja apenas nos dias 7 e 8

𝗔𝗟𝗚𝗨𝗡𝗦 𝗖𝗢𝗡𝗩𝗜𝗗𝗔𝗗𝗢𝗦

DOMINIQUE GRANGE – França

FABIO MORAES – Brasil

FRED PRESQUILE – França

PAUL GRAVETT – Inglaterra

PEDRO FIDALGO – Portugal










domingo, 22 de maio de 2022

Especial 25 anos! - Parabéns com sotaque brasileiro, enviados por André Diniz

 




André Diniz. Gosta tanto de Portugal que escolheu o nosso país para morar. Não conseguimos precisar o ano em que conhecemos este autor brasileiro, mas a verdade é que sempre foi super amável e temos autógrafos dele extraordinários. Podíamos estar aqui a falar de muitos dos seus projectos, mas destacamos este tão especial, "Morro da Favela", editado pela Polvo, de que gostámos muito e chegámos a ir ver uma exposição homónima.
Disponível como sempre, respondeu ao nosso desafio e enviou-nos este desenho de parabéns pelos nossos 25 anos, retratando a equipa do Juvebêdê.
Obrigado André Diniz!

(a foto do André é de 2017, tirada no Amadora BD)





sábado, 6 de fevereiro de 2021

Revolta da Vacina, por André Diniz

 

Brevemente estará disponível mais um trabalho de André Diniz. A edição não é inédita, foi originalmente lançada em 2013 e intitulada "Z de Zelito", mas surge agora com uma nova capa e com um novo título, bem oportuno: "Revolta da Vacina".

Esta é mesmo a altura ideal para uma primeira leitura ou para uma releitura desta obra. No Brasil está a ser editada pela Darkside e por cá espera-se também por uma edição nos próximos tempos.

A história tem como pano de fundo a cidade do Rio de Janeiro, no início do Século XX, numa altura em que houve uma resistência à vacinação proposta por Oswaldo Cruz. 

Em 1904, como fizeram tantos outros trabalhadores da sua cidade natal, Fortaleza, Zelito decide partir rumo à capital do país, em busca de um emprego - mas não um emprego qualquer: contrariando a vontade do pai, ele decide seguir o seu sonho e tornar-se ilustrador num bom jormal. Mas o que ele não esperava era encontrar o Rio de Janeiro no meio de uma verdadeira revolução civil (a Revolta da Vacina).

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Já está disponível o Juvebêdê n.º 81!

 


Já está pronta mais uma edição em papel do Juvebêdê, que mais uma vez nos deu muito gosto fazer. O n.º 81 dá destaque às exposições "Morro da Favela" e "Tim Burton - As marionetas de animação" e ao livro "Balada para Sophie". Para além disso, as rúbricas habituais e uma curta banda desenhada da autoria de Daniela Barros.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Exposição Morro da Favela aberta até amanhã



Depois de ter estado encerrada devido à pandemia, a exposição do livro "Morro da Favela" que engloba os desenhos de André Diniz e as fotografias de Mauricio Hora, reabriu por mais uns dias e se conseguirem, ainda têm o dia de hoje e o dia de amanhã para visitá-la entre as 11h e as 20h.
A exposição está patente na Casa Pau-Brasil Lisboa, em parceria com a Livraria da Travessa e a editora Polvo.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Morro da Favela - livro e exposição


Em vésperas de Carnaval falamos desta nova edição da editora Polvo, a qual tivemos o privilégio de ler este fim de semana. Originalmente publicado no Brasil em 2011 e em Portugal pela Polvo em 2013, este livro "Morro da Favela" retrata as memórias do fotógrafo Maurício Hora, gerado e criado no Morro da Providência (Rio de Janeiro), também conhecido como Morro da Favela, a primeira favela brasileira, nascida em 1897.

Ao lermos esta obra, com os brilhantes e inconfundíveis desenhos de André Diniz, mergulhamos por completo no dia a dia das favelas do Rio de Janeiro, através do ponto de vista de um morador. Entendemos também o porquê do nascimento da primeira favela e o porquê dos seus moradores serem ostracizados pela sociedade.

O morador em questão contrariou a tendência e tornou-se um artista da fotografia. Maurício Hora procurou na fotografia a sua forma de expressão, a sua arma e acabou por fazer um registo de imagens que entrou para a história da cultura carioca.

Viver no fio da navalha, a relação entre a vida e a morte, a solidariedade entre moradores, a tensa e complicada relação entre a polícia e os bandidos, a prisão e a liberdade, são retratados de forma exímia pelos contrastes entre o preto e o branco dos desenhos do autor.

Depois de um regresso ao Morro da Providência em 2017, André Diniz e Maurício Hora completaram o livro original com 12 novas páginas, de Diniz, que enriquecem agora esta 2.ª edição, assim como as 14 páginas com fotografias de Hora. O já premiado “Morro da Favela” é, sem dúvida um dos melhores trabalhos de André Diniz, tanto como argumentista, como desenhador.

Entretanto foi inaugurada no dia 14 de Fevereiro, a exposição homónima "Morro da Favela" de André Diniz e com fotografias de Maurício Hora, na casa Pau-Brasil (Rua da Escola Politécnica, 42, Lisboa), que se prolongará até dia 31 de Março.


Fiquem com uma pequena mostra das pranchas do livro e espreitem aqui o vídeo promocional, pois até isso é uma pequena obra de arte.





sábado, 10 de agosto de 2019

Novos livros da editora Polvo

Ambos os livros foram apresentados no XV Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, mas só recentemente é que começaram a ser distribuídos a nível nacional pelos circuitos comerciais. Falamos das obras "Entre cegos e invisíveis", de André Diniz e "Cadafalso", de Alcimar Frazão.



Brasil, 1971. Enquanto percorrem a longa estrada de regresso a casa após o enterro do Coronel Gilberto Couto, o pai que nunca os reconheceu oficialmente, Jonas e Leona tentam observar o fenómeno da super-lua, anunciado pela rádio. Com eles seguem a mulher de Jonas e um misterioso estrangeiro, a quem deram boleia e do qual não se entende uma palavra. No decorrer desta viagem, a verdade sobre cada um vai sendo aos poucos revelada e vem-se a constatar que, afinal, as coisas não são exactamente aquilo que aparentam ser…

Esta é mais uma obra de André Diniz, autor brasileiro que actualmente vive em Portugal e que já conta com mais de 30 títulos publicados.




Nascimento, universo religioso, juventude, mundo do trabalho e morte são os temas presentes no corpo desta obra, e para abordá-los Alcimar Frazão transporta-se no tempo e no espaço, bebendo referências das artes visuais, da literatura e da filosofia existencialista. Nessa viagem, ora se movimenta por uma Florença do século 16, numa busca violenta pela imagem da perfeição; ora destila cinismo sobre a guerra civil e a sua má sorte na Barcelona de 1937; ora perde o compasso da percepção do tempo na urbanidade de São Paulo, no início dos anos 2000. Uma Porto Alegre contemporânea é o cenário do último conto, o único em que o personagem ao qual Frazão empresta a sua forma cede o protagonismo a outro: um homem de meia idade com uma visão muito particular sobre sua própria grandeza diante da fragilidade humana. Em Cadafalso, os personagens tentam a todo o custo sobreviver.