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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Prémios Quai des Bulles (Associados ao Festival de Saint-Malo - França)

Ao mesmo tempo que em Angoulême a situação do Festival continua a arrastar-se de adiamento em adiamento nos tribunais, prometendo mais um pequeno “flop” para 2027 (ou, se quiserem, mais um festival Off), para o festival de Saint-Malo, que normalmente coincide com o nosso Amadora BD, as coisas vão “mexendo”, e a seleção de álbuns é interessante para “captar” alguns sinais dos gostos de um público francófono.

Quanto ao prémio Ouest-France/Quai des Bulles, atribuído por um júri de leitores do jornal diário Ouest-France, escolhidos com a característica de terem menos de 35 anos (e mais de 18), estão nomeados:

Akari, de Marco Kohinata, Ed. Le Lézard Noir;

Avila, de Teresa Radice e Stefano Turconi, Ed. Glénat;

Karl, de Cyril Bonin, Ed. Sarbacane;

Mémoires d’un garçon agité, de Zabus e Valérie Vernay, Ed. Dargaud;

Mise à Mort du Tétras Lyre (La), de David Combet, Ed. Glénat;

Montagne d’Encre (La), de Nicolas Debon, Ed. Dargaud;

OFF, de Romain Renard, Olivier Tollet e Patrice Réglat-Vizzavona, Ed. Daniel Maghen;

Punk à Sein, de Magali Le Huche, Ed. Dargaud;

Tekoha, de Clara Chotil, Ed. Actes Sud;

Vaillantes, de Cécile Becq e Émilie Chazerand, Ed. Rue de Sèvres.



Quanto ao prémio ADAGP/Quai des Bulles (ADAGP é a Sociedade de Autores nas Artes Gráficas e Plásticas), também conhecido pelo prémio “jovem revelação”, cujo júri é composto por artistas, jornalistas e profissionais, os nomeados são:

Amère, de Lucrèce Andreae, Ed. Delcourt;

Salomé, de Alice Bienassis, Ed. Delcourt;

De Bonne Foi, de Marguerite Boutrolle, Ed. Dargaud;

Trop tard, de Baptiste Delengaigne, Ed. 2042;

Levure, de Juliette Hayer, Ed. Sarbacane;

Ces Lignes qui Tracent Mon Corps, de Mansoureh Kamari, Ed. Casterman;

Je Reviens dans Six Mois, de Lucas Landais, Ed. Albin Michel;

Marly ou la Neige en Été, de Emmanuel Lantam, Ed. Réalistes;

Les Singes, de Yann Le Bec, Ed. Dupuis;

Belle de Soie, de Pavel Bart, Ed. Delcourt.




segunda-feira, 29 de junho de 2026

A primeira edição do Prémio Nacional de Banda Desenhada (PNBD) distinguiu António Jorge Gonçalves com o prémio Carreira



Este fim de semana foram anunciados os nomes dos vencedores da primeira edição do Prémio Nacional de Banda Desenhada e os prémios das três categorias foram atribuídos a:

Prémio Carreira - António Jorge Gonçalves

Prémio Obra do Ano - "Dormindo entre Cadáveres", da autoria de Luís Moreira Gonçalves e Felipe Parucci (edição Zigurate).

Prémio Inovação em Banda Desenhada - "Rumo ao Eclipse", da autoria de Ana Matilde Sousa, Ana Simões, André Nóvoa e Hugo Soares (edição Chili Com Carne).

O comunicado, difundido pelo Ministério da Cultura, Juventude e Desporto informa ainda que o júri avaliou 45 candidaturas distribuídas pelas três categorias que estavam a concurso.

Cada um dos vencedores receberá 10 mil euros e o Prémio Obra do Ano recebe ainda um valor suplementar de 1500 euros, como apoio a uma participação no Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême, em França (quando este voltar a acontecer).

Quanto à cerimónia da entrega dos prémios, esta irá decorrer no dia 18 de outubro, Dia Nacional da Banda Desenhada Portuguesa, integrando a programação do Festival Amadora BD.

A todos os vencedores os nossos parabéns! 


quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Governo anunciou ontem a criação do Prémio Nacional de Banda Desenhada, com valores de 10.000€ para cada uma das três categorias

Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, visita o Festival Amadora BD, 29 outubro 2025 (Mariana Valle Lima)

Esta é uma notícia histórica: foi anunciada ontem, pela Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, durante uma visita ao Festival Amadora BD, a criação do Prémio Nacional de Banda Desenhada, uma iniciativa que pretende valorizar a 9.ª arte no âmbito das políticas públicas do Governo para o livro e criação artística.

Segundo a Ministra, Margarida Balseiro Lopes, "Trata-se de um impulso à promoção e desenvolvimento da BD em Portugal. Como expressão artística singular, a Banda Desenhada merece ser estimulada e reconhecida e é esse sinal que estamos a dar aos nossos autores e editores".

Segundo comunicado do Governo, o Prémio Nacional de Banda Desenhada terá uma periodicidade anual e será dividido em três categorias distintas. Cada categoria será premiada com o valor de 10.000 euros, sendo que a Obra do Ano incluirá um apoio adicional de 1.500 euros para a deslocação do autor ao Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême.

As categorias são as seguintes:

O Prémio Carreira vai distinguir uma personalidade singular ou coletiva, nacional ou residente em Portugal, com percurso reconhecido no setor da banda desenhada. 

O Prémio Obra do Ano vai reconhecer uma obra original de banda desenhada publicada em Portugal no ano anterior ao concurso, da autoria de criadores portugueses ou residentes em território nacional. 

O Prémio Inovação em BD é indicado para projetos, obras ou trajetórias que demonstrem contributos excecionais para a inovação na banda desenhada portuguesa, seja ao nível formal, narrativo, tecnológico, editorial ou de mediação. 

A entrega do Prémio Nacional de Banda Desenhada será realizada anualmente a 18 de outubro, o Dia Nacional da Banda Desenhada desde 2024. A Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) será responsável pela gestão do processo de candidatura, avaliação e divulgação. 

O regulamento estabelecerá critérios de apreciação baseados na qualidade artística e literária, impacto cultural e social, e será publicado até ao final de 2025, permitindo o lançamento das primeiras candidaturas no início de 2026.

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Os grandes vencedores dos Prémios de Banda Desenhada da Amadora 2025 foram...


Este fim de semana estivemos no Festival Amadora BD, como não podia deixar de ser. Claro que temos fotos e muito para vos mostrar, mas por agora o destaque vai para os vencedores dos Prémios de Banda Desenhada da Amadora (PBDA), que foram anunciados na cerimónia que decorreu no final da tarde de domingo, 26 de Outubro.

A cerimónia, que teve como apresentador Rui Alves de Sousa, da Antena 1 (programa Pranchas e Balões), realizou-se no Núcleo Central do Festival, no Parque da Liberdade e iniciou com a atribuição dos prémios do Concurso Municipal de Banda Desenhada da Amadora (diversos escalões).

Depois disso, começou o momento mais esperado do festival, o anúncio dos grandes vencedores dos PBDA, e à excepção de uma das categorias, pela primeira vez estamos em total sintonia com as escolhas do júri. 

Pelo quinto ano consecutivo, foi distinguido com um prémio pecuniário de € 5.000, a Melhor Banda Desenhada de Autor Português, que este ano foi atribuído a Luís Louro, pelo livro Os Filhos de Baba Yaga. Prémio mais do que justo! E outro grande vencedor da noite foi a extraordinária obra "O meu irmão", que arrecadou a vitória em duas categorias. Eis a lista completa:

Melhor Obra de Banda Desenhada de Autor Português - Os Filhos de Baba Yaga, de Luís Louro, das editoras A Seita e Arte de Autor

Melhor Obra Estrangeira de Banda Desenhada Editada em Português - O Meu Irmão, de JeanLouis Tripp, da editora Ala dos Livros

Melhor Edição Portuguesa de Banda Desenhada - O Meu Irmão, de JeanLouis Tripp, da editora Ala dos Livros

Prémio Revelação - Tales from Nevermore, de Pedro N. e Manuel Monteiro, da editora Ala dos Livros

Melhor Fanzine / Publicação Independente - Tuas Palavras Minhas, de Ana Margarida Matos (Centro de Língua Portuguesa Camões IP - Bruxelas / Bedeteca de Beja)

Foi atribuído o Troféu de Honra, a título póstumo, a Filipe Duarte Pina pela qualidade e relevância da sua obra para a banda desenhada nacional, destacando obras como BRK (com desenho de Filipe Andrade) ou a mais recente série Macho-Alfa (com desenho de Osvaldo Medina).

Houve ainda direito a uma Menção Honrosa na categoria Prémio Revelação atribuída à obra Borboleta de Madeleine Pereira, por esta se assumir como uma primeira obra de assinalável relevância, quer para a autora, quer para a banda desenhada portuguesa.

O júri da edição 2025 dos Prémios de Banda Desenhada da Amadora foi composto por três jurados – Hugo Pinto (Presidente do Júri e representante do Município da Amadora), crítico literário e especialista em banda desenhada, Paulo Monteiro, Presidente do Clube Português de Banda Desenhada e Rui Cartaxo, investigador e especialista em banda desenhada.









quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Já são conhecidos os nomeados dos Prémios de Banda Desenhada da Amadora BD 2025


Já foram anunciados os Prémios de Banda Desenhada da Amadora (PBDA) de 2025, que aqui indicamos com algumas correções, pois no press release do Amadora BD há obras que foram co-editadas pel' A Seita e pela Arte de Autor e estão indicadas como sendo apenas da Seita.

Como sempre, não há edição que não tenha uma boa polémica e nas redes sociais temos assistido a vários comentários relativamente à composição do júri. Não é de agora, e já aqui várias vezes referimos que três elementos do júri é manifestamente pouco, tendo em conta que um dos júris não vota em várias categorias, devido ao envolvimento de familiares e de projetos seus a concurso. Já era hora de mudar esta situação. Não está em causa a idoneidade do Paulo Monteiro, mas a sua não votação faz recair toda a responsabilidade de votação em apenas duas pessoas. Não faz sentido.

Só para terem uma ideia do que estamos a falar, o júri da edição 2025 dos Prémios de Banda Desenhada da Amadora foi composto por três jurados – Hugo Pinto (Presidente do Júri e representante do Município da Amadora), crítico literário e especialista em banda desenhada, Paulo Monteiro, Presidente do Clube Português de Banda Desenhada e Rui Cartaxo, investigador e especialista em banda desenhada. Nas categorias de Melhor Fanzine / Publicação Independente, Melhor Obra de Banda Desenhada de Autor Português, Melhor Edição Portuguesa e Prémio Revelação, o jurado Paulo Monteiro (Presidente do Clube Português de Banda Desenhada e diretor da Bedeteca de Beja) solicitou a abstenção de fazer nomeações para evitar quaisquer conflitos de interesses, uma vez que a obra Tales From Nevermore (coassinada pelo seu filho) e alguns fanzines editados pela instituição que dirige estavam a concurso. Por esse motivo, não exerceu o voto nas categorias de Melhor Fanzine / Publicação Independente e Prémio Revelação, mas participou na votação de Melhor Obra de Autor Português, Melhor Obra Estrangeira de BD editada em Portugal e Melhor Edição Portuguesa, onde não se verificaram impedimentos.

Polémicas à parte (ou para alguns, talvez), não deixa de ser curioso que na categoria de Melhor Obra de Banda Desenhada de Autor Português (único prémio em que há valores envolvidos), esteja nomeado um trabalho com argumento de uma autora francesa e desenho e argumento de um português (embora com com nacionalidade sueca) e também Madeleine Pereira (luso-descendente com dupla nacionalidade francesa-portuguesa). Claro está que em termos de regulamentos isso é possível, até porque no ano passado ganhou o Jorge Coelho com um livro que teve uma adaptação do escritor Ted Adams (americano). É sinal dos tempos, também no atletismo vemos Pichardo a ganhar medalhas com a nossa bandeira.


Mas vamos ao que interessa:

A concurso estão 25 obras, distribuídas por 5 categorias: Melhor Obra Estrangeira de BD Editada em Portugal; Prémio Revelação; Melhor Fanzine / Publicação Independente; Melhor Obra de Banda Desenhada de Autor Português e Melhor Edição Portuguesa de BD.

Os vencedores serão conhecidos no próximo dia 26 de Outubro, domingo, pelas 18h00, durante a habitual Cerimónia de Entrega dos Prémios de Banda Desenhada da Amadora que se realiza no Núcleo Central do Amadora BD (Parque da Liberdade – antigo Ski Skate Park)

A Melhor Obra de Banda Desenhada de Autor Português é distinguida, mais uma vez, com um prémio pecuniário no valor de € 5.000


Nomeados Melhor Obra Estrangeira de BD editada em Portugal

Um Oceano de Amor, de Grégory Panaccione e Wilfrid Lupano, editado pela ASA BD

O meu Irmão, de Jean-Louis Tripp, editado pela Ala dos Livros

Hoka Hey, de Neyef, editado pela ASA BD

O Abismo do Esquecimento, de Paco Roca e Rodrigo Terrasa, editado pela Ala dos Livros

Na Cabeça de Sherlock Holmes, de Cyril Liéron e Benoît Dahan, co-editado pela A Seita e pela Arte de Autor


Nomeados Prémio Revelação

Tales From Nevermore, de Pedro N. e Manuel Monteiro, editado pela Ala dos Livros

Danificada, de M. L. Vieira, editado pela Iguana

O Arauto, de Ruben Mocho, editado por A Seita

Dias-a-Fio, de Alexandre Miguel Homem Ramalho Piçarra, editado por Chili Com Carne

Borboleta, de Madeleine Pereira, editado por ASA BD


Nomeados Melhor Fanzine ou Publicação Independente

Tuas palavras minhas, de Ana Margarida Matos, editado por Centro de Língua Portuguesa Camões IP em Bruxelas, em parceria com a Bedeteca de Beja

A António Arroio 5, de Nuno Plati, Ricardo Cabral, Vasco Parracho, Francisco Caldas, Ricardo Venâncio, Patrícia Furtado, João Gil e vários alunos da Escola Artística António Arroio (Coordenação de Vasco Parracho), editado pela Escola Artística António Arroio

39, de Vítor Hugo Rocha, editado pela Camões - Centro de Língua Portuguesa em Bruxelas, a Associação José Afonso – Núcleo de Bruxelas e a Bedeteca de Beja/Município de Beja

Ditirambos: Noite, de Joana Afonso, Ricardo Baptista, André Caetano, Nuno Filipe Cancelinha, Diogo Carvalho, Raquel Costa, Francisco Ferreira, Sofia Neto, Sónia Mota e Carla Rodrigues, editado por Autopublicação

Alzine Nº2, de Fil, Marco Fraga da Silva, Filipe Duarte, Ana Saúde, João Vaz, Mário André, Pedro N., Sónia Pereira, editado por Associação Tentáculo


Nomeados para Melhor Obra de Banda Desenhada de Autor Português

Fojo, de Osvaldo Medina, editado por A Seita

Borboleta, de Madeleine Pereira, editado por ASA BD

Os Filhos de Baba Yaga, de Luís Louro, co-editado por A Seita e Arte de Autor

Wendingo, de Nunsky, editado por Chilli com Carne

Em Redes, de Xico Santos e Audrey Caillat, editado por Escorpião Azul


Nomeados para Melhor Edição Portuguesa de BD

Naturezas Mortas, de Zidrou e Oriol, co-editado por Arte de Autor & A Seita

O meu Irmão, de Jean-Louis Tripp, editado por Ala dos Livros

Dom Quixote de la Mancha, de Gaëtan Brizzi, Paul Brizzi, co-editado por A Seita e Arte de Autor, coleção Nona Literatura

Na Cabeça de Sherlock Holmes, de Cyril Liéron e Benoît Dahan, co-editado por A Seita e Arte de Autor

Os Filhos de Baba Yaga, de Luís Louro, co-editado por A Seita e Arte de Autor


sexta-feira, 8 de agosto de 2025

A artista brasileira Bilquis Evely foi a vencedora dos Prémios Eisner na categoria "Melhor Artista"


A notícia não é de agora, mas com as férias pelo meio, não conseguimos noticiar na altura própria. Ainda assim e porque a notícia merece, cá estamos nós a falar nos vencedores dos prémios Eisner:

Os vencedores dos Prémios Eisner 2025 (a 37.ª edição) foram anunciados na Comic Con de San Diego a 25 de Julho. Foram atribuídos prémios a 32 categorias, de trabalhos publicados em 2024.

De todas essas categorias, destacamos o facto da artista brasileira Bilquis Evely ter sido a grande vencedora da categoria "Melhor Artista/Arte-finalista", com o trabalho Helen de Wyndhorn; destacamos A Guerra em Gaza, de Joe Sacco que venceu como "Melhor Edição Única"; "Melhor álbum para crianças "Plain Jane and the Mermaid,  de Vera Brosgol (que já conhecemos do excelente "O Fantasma de Anya); A Estrada, de Manu Larcenet como "Melhor Adaptação" (da obra de Cormac McCarthy).

Voltando à vencedora brasileira, Bilquis Evely ganhou este prémio com o trabalho "Helen de Wyndhorn" que conta com argumento de Tom King. A artista paulista iniciou-se no mundo da banda desenhada como ilustradora da Luluzinha Teen, e deu o salto para a DC Comics onde trabalhou com a  Mulher-Maravilha. Agora fez história no panorama da BD brasileira.




quarta-feira, 2 de abril de 2025

Eis os grandes vencedores dos Prémios Vinhetas D'Ouro

Já tínhamos falado do Prémio Carreira dos Vinhetas D'Ouro ter sido atribuído a Luís Louro, mas faltava-nos divulgar todos os vencedores da 5.ª edição destes Prémios dinamizados pelo blogue Vinheta 2020 de Hugo Pinto, que foram anunciados na Gala que foi transmitida na segunda-feira, 31 de Março.

Temos o gosto de participar como jurados desde a primeira edição e damos os parabéns ao Hugo Pinto por esta iniciativa e aos vencedores de todas as categorias.  











sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Os vencedores de Angoulême 2025 - Fauve Jeunesse e Prémios Descobertas

Na quinta-feira à noite, foi a vez de, em Angoulême, serem atribuídos os Prémios relacionados com o público mais jovem. 

O Grande Júri Juvenil premiou com o Fauve Jeunesse 2025 a obra Return to Tomioka de Michael Crouzat, Laurent Galandon, Clara Patiño Bueno e Andrès Garrido Martin (edições Jungle).

Foram ainda atribuídos os seguintes prémios conhecidos como Prix Découvertes:

Prix des Écoles d'Angoulême 2025 - Léonarde T1 - La barbe du Houéran de Anne-Catherine Ott et Isabelle Bauthian, Drakoo

Prix des Collèges 2025 - Mardival de Yann Cozic, Glénat

Prix des Lycées 2025 - Bobigny 72 de Carole Maurel et Marie Bardiaux-Vaïente, Glénat (obra que vai ser agora lançada em Portugal pela ASA BD).





quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Grande Prémio de Angoulême foi ontem atribuído a Anouk Ricard




A cerimónia de abertura da 52.ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême decorreu ontem ao final da tarde e no decorrer do evento foi entregue o Grande Prémio a Anouk Ricard. Relembramos que este é um prémio onde o vencedor (neste caso vencedora) é a pessoa mais votada pela comunidade de autores profissionais de banda desenhada.

Anouk Ricard, nascida em 1970, é uma autora e ilustradora francesa, com várias obras publicadas por diversas editoras, todas elas ligadas ao humor.

Para nós é uma autora desconhecida e até ficámos com pena da Catherine Meurisse, nomeada pela quarta vez e que ainda não foi desta (ninguém merece!). Porém, ficamos contentes que o Grande Prémio tenha sido atribuído a quem faz humor na BD, género pouco reconhecido.

Agradecemos ao Miguel Cruz a colaboração e o envio das fotografias.

Temos mais fotografias para mostrar do festival e publicaremos, claro!









quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Joana Mosi, com a obra "O mangusto" é a vencedora do Prémio Jorge Magalhães


Foi anunciado esta semana pela Ala dos Livros que o Prémio Jorge Magalhães de Melhor Argumento para Banda Desenhada 2024 (referentes a obras publicadas em 2023) foi atribuído a "O Mangusto" de Joana Mosi (Edição A Seita). Houve ainda lugar a uma menção honrosa, atribuída a "Mar Negro" de Ana Pessoa (Edição Planeta Tangerina).

Recordamos os vencedores dos anos anteriores:

Vencedor Prémio JM 2023 - Elviro (Paulo J. Mendes - Edição Escorpião Azul)

Vencedor Prémio JM 2022 - O Fogo Sagrado (Derradé - Edição Escorpião Azul)

Vencedor Prémio JM 2021 - Balada para Sophie (Filipe Melo - Edição Tinta da China)

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Prémio Angoulême 2025: Já são conhecidas as três finalistas para o Grande Prémio do Festival Internacional de BD de Angoulême




Pela quarta vez consecutiva Catherine Meurisse está no top 3 para o Grande Prémio de Angoulême. Será que é desta?

Desde 2014, o Grande Prémio do Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême é atribuído por votação de autores profissionais de banda desenhada. A primeira ronda para a designação do Grande Prémio de 2025 terminou ontem, 14 de janeiro e os três artistas (aliás, as três artistas), que ficaram em primeiro lugar na votação são:

Alison Bechdel
Catherine Meurisse
Anouk Ricard

Quais são os vossos palpites? Deste lado só conhecemos obras da Alison Bechdel e por esse motivo, é a nossa aposta. Mas teremos de aguardar até dia 29 de Janeiro, data de abertura do festival e dia em que será anunciado o nome da grande vencedora.











sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Os oito grandes finalistas do Festival de Angoulême



A sexta edição do Prémio do Público da France Télévisions integrado nos Prémios do Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême já está a decorrer e o júri já anunciou os oito finalistas, da Seleção Oficial do Festival, que serão agora votados pelo público.

Eis as oito obras, algumas delas já faladas aqui no Juvebêdê, pelas leituras do Miguel Cruz:

Au-dedans, de Will McPhail (404 Graphic), traduit par Basile Béguerie

Ballades, de Camille Potte (Atrabile)

Dementia 21 T.2 de Shintaro Kago (Huber), traduit par Baptiste Neveux

Deux filles nues, de Luz (Albin Michel)

En territoire ennemi, de Carole Lobel (L'Association)

Immatériel, de Jérôme Dubois (Cornélius)

Impénétrable, d’Alix Garin (Le Lombard)

Les Météores, de Jean-Christophe Deveney, scénario et Tommy Redolfi, dessin, couleur (Delcourt)











segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Os vencedores dos Prémios de Banda Desenhada da Amadora BD 2024

Ontem, ao final da tarde, decorreu no Amadora BD a cerimónia de atribuição dos Prémios de Banda Desenhada da Amadora, no Núcleo Central do Amadora BD, no Parque da Liberdade. A equipa do Juvebêdê esteve a assistir e captou as imagens que agora publicamos.

Claro está que as decisões do júri não são do agrado de todos, e continuamos a achar que o número de elementos do júri deveria ser mais alargado e que deveriam existir categorias que distinguissem melhor desenho e melhor argumento. E, como ouvimos ontem, seria mais justo o prémio dos 5.000€ ser dividido por mais autores e categorias. 

Pelo quarto ano consecutivo, foi distinguida com um prémio pecuniário de 5.000€ a Melhor Banda Desenhada de Autor Português, que este ano foi atribuída a "O Grande Gatsby - A Novela Gráfica Definitiva", da autoria de Jorge Coelho (desenho) e com adaptação do original por Ted Adams, editado pela A Seita.

Nesta edição, o júri decidiu, ainda, atribuir o Troféu de Honra a Luís Louro, pelos seus 40 anos de carreira e pela qualidade das suas obras editadas recentemente. Uma distinção mais do que merecida, no ano em que a sua personagem Corvo assinala 30 anos e em que se antecipam os seus 40 anos de carreira que se celebram em 2025.

O júri dos Prémios de Banda Desenhada da Amadora foi constituído por três jurados – Hugo Pinto (Presidente do Júri e representante do Município da Amadora), critico literário e especialista em banda desenhada, Paulo Monteiro, Presidente do Clube Português de Banda Desenhada, e João Ramalho Santos, investigador e especialista em banda desenhada.

Eis os vencedores:

Troféu de Honra:

Luís Louro

Melhor Obra de Banda Desenhada de Autor Português

O Grande Gatsby - A Novela Gráfica Definitiva, de Jorge Coelho e Ted Adams, editado pela Comic Heart/Nona Literatura - na imagem Bruno Caetano e José Freitas, editores, em representação do autor Jorge Coelho.

Melhor Obra Estrangeira de Banda Desenhada Editada em Português

Tananarive, de Sylvain Vallee e Mark Eacersall, editado pela ASA BD - na imagem Luís Saraiva, editor da ASA BD.

Prémio Revelação

Filipa Beleza, pelo livro Amor, editado pela Iguana, uma chancela da Penguin Random House Grupo Editorial.

Melhor Fanzine / Publicação Independente

A Armação, de Daniel Silvestre, editado por Bedeteca de Beja (Município de Beja) / Centro de Língua Portuguesa Camões IP em Bruxelas - na imagem João Marques, em representação do autor e da Bedeteca de Beja.

Melhor Edição Portuguesa de Banda Desenhada

David Melgueiro - A Passagem Impossível, de José Ruy, editado pela Ala dos Livros - na imagem o Vereador da Cultura da CM Amadora, Abílio Pereira em representação da Ala dos Livros, Maria Fernanda Pinto e Teresa Pinto (esposa e filha de José Ruy).