quarta-feira, 18 de maio de 2022

Gradiva reedita de "Plácidos Domingos", um clássico do Calvin & Hobbes

 


Quase 30 anos depois da primeira edição em Portugal (Novembro de 1992), a Gradiva reeditou o título "Plácidos Domingos - Um selecção das Histórias de Domingo". Claro que nos deu logo vontade de reler e foi o que fizemos. Recordámos o Astronauta Spiff, o Homem Estupendo e as múltiplas invenções do dinâmico e indisciplinado Calvin, sempre acompanhado por Hobbes, o seu tigre de peluche, que ganha vida nas suas brincadeiras.

Esta é uma colectânea de histórias clássica e intemporal, repleta de tiras de domingo de página inteira da autoria de Bill Watterson. Um livro fantástico para os revivalistas e leitores veteranos, mas também para aqueles que se iniciam agora na leitura de uma das mais geniais criações das histórias aos quadradinhos. 

Mais uma reedição desta série, depois da editora Gradiva ter reeditado "É um mundo mágico".

Esta é por isso uma série intemporal e que recomendamos a todos!

O Autor: Bill Watterson

Bill Watterson nasceu em Washington DC em Julho de 1958 tendo mudado para Changrin Falls, em Ohio, aos seis anos de idade. Formou-se em Ciências Políticas no Kenyon College em 1980 tendo começado a trabalhar de seguida no Cincinnati Post como cartoonista . As tiras Calvin e Hobbes só foram publicadas pela primeira vez em Novembro de 1985. Bill Watterson aposentou-se em Novembro de 1995, dedicando-se desde então à pintura.

terça-feira, 17 de maio de 2022

Exposição "Bordello" tem amanhã visita guiada com Hugo van der Ding - no Museu Bordalo Pinheiro

Já desde o tempo da "Criada malcriada" que somos fãs dos desenhos e do humor do Hugo van der Ding. Diariamente vamos vendo, lendo e rindo do que publica nas redes sociais. Por isso não perdemos a exposição que esteve patente até domingo, no Museu Bordalo Pinheiro, intitulada "Bordello - ao que isto chegou: uma retrospectiva".

A exposição reuniu desenhos originais, cartoons, prints em serigrafia, uma escultura em papel e outra em cerâmica e vários objectos pessoais. Para além de tudo isto, o must da exposição, claro, são as legendas, ou não fosse o autor um talento em escrever textos humorísticos.

E se falamos hoje nesta exposição, primeiro é para vos mostrar algumas imagens e em segundo lugar para vos avisar para não perderem amanhã um extra, uma visita guiada à exposição pelo próprio Hugo van der Ding, em jeito de encerramento e de celebração do Dia Internacional dos Museus.

O encontro está marcado para as 18 horas no pátio do Museu! Se puderem, não percam!










Novidade: "Deadpool: Preto, Branco & Sangue" disponível amanhã em bancas e lojas especializadas - Edição G. Floy


É já amanhã 18 de Maio, que a G. Floy terá disponível em bancas e lojas especializadas, uma das duas novidades (o outro é Sara editado a 25 de Maio) deste mês: "Deadpool: Preto, Branco & Sangue". Com doze histórias cheias de vermelho sangue e com um elenco incrível de talentosos argumentistas e artistas, tais como Tom Taylor, Whilce Portacio, Takashi Okazaki, Michael e Laura Allred, David e Maria Lepham, Phil Noto, Pete Woods, Paco Medina, Frank Tieri, Stan Sakai, entre outros. São 152 páginas que incluem ainda uma galeria de capas oficiais e alternativas.

O que é preto, branco e todo ele vermelho? Doze histórias épicas com uma dose de melancolia, inúmeras decapitações e uns créditos finais de moral questionável. Wade Wilson põe novamente à prova a paciência e as qualificações dos advogados da Marvel, perseguindo uma zebra homicida, pegando-se à porrada num mosteiro de freiras e procurando novas formas de expressão... e de matar. Convidados especiais: Gambit, Demolidor, Ómega Vermelho e um filme com uma das estrelas de "Sarilhos com Elas".

Este álbum reúne as histórias originalmente publicadas em Deadpool: Black, White & Blood #1–4.

Aqui fica ainda o comentário de David Brooke (Aiptcomics.com): 

“Deadpool - Preto, Branco e Sangue assenta naturalmente nesta série que ama o seu sangue e a sua acção. Apresenta alguns dos melhores talentos da banda desenhada e isso nota-se! Vais rir, vais suspirar, e vais encontrar muito para desfrutar.”

De referir ainda que a partir de 25  de Maio o livro estará também disponível nas livrarias generalistas e que este livro é da colecção "Preto, Branco e Sangue".






segunda-feira, 16 de maio de 2022

Novidade: Alix Senator 4 - Os Demónios de Esparta - Edição Gradiva em pré-venda

 


A Gradiva já têm em pré-venda o quarto volume da série "Alix Senator" com o título "Os Demónios de Esparta".

Alix Senator é a versão moderna da clássica e extraordinária série desenhada por Jacques Martin (1921-2010)  e que agora com Alix mais velho e senador em Roma, tem como autores Valérie Mangin e Thierry Démarez.

Aqui fica um pouco da história deste volume quatro, bem como a capa e algumas imagens do seu interior:

A história:

O enviado romano encarregado de trazer os livros sibilinos da Grécia foi brutalmente assassinado e tudo parece apontar para os ferozes guerreiros de Esparta. Será que as falanges querem vingar-se das legiões, enquanto tudo, da Acrópole de Atenas ao santuário de Delfos, está em ruínas? Para recuperar os preciosos livros de oráculos, Alix terá que pegar em armas. Mas que terrível segredo poderia valer o preço do sangue?






Novidade: "Little Tulip", de François Boucq - Edição Ala dos Livros


A obra original é de 2015, precisamente o ano em que estivemos no Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême. Nesse ano, um dos autores que esteve em destaque na programação do Festival, foi o francês François Boucq, que se desdobrou entre sessões de autógrafos e outras iniciativas, de onde se destacou a abertura da exposição "Tatoos", onde pudemos ver algumas imagens de "Little Tulip", o álbum agora lançado pela Ala dos Livros. Publicamos aqui algumas fotografias tiradas na altura.

"Little Tulip" é uma história de sobrevivência e de vingança pessoal, que se desenrola ao ritmo de misteriosos assassinatos que ocorrem em Nova Iorque. Mas "Little Tulip" é, também, a história da vida de Pavel, vinte anos antes dos acontecimentos de "New York Cannibals".

Feito prisioneiro ao mesmo tempo que os seus pais, a infância de Pavel chega ao fim quando, aos sete anos de idade, descobre o inferno do Gulag. Separado dos seus, é forçado a absorver as regras que regem o seu novo universo: a violência permanente e o poderio absoluto dos chefes dos gangues. Convertido num temível lutador, Pavel consegue sobreviver como tatuador graças ao que aprendera com o pai e às lições do seu novo mestre de desenho. Com o decorrer dos anos, a fama de Pavel estende-se a todos os campos e o seu talento torna-se uma lenda.

Prequela de "New York Cannibals", lançada em Portugal também pela Ala dos Livros em 2020, ao mesmo tempo que em França, "Little Tulip" é mais uma brilhante obra de François Boucq na adaptação do escritor Jerome Charyn.











domingo, 15 de maio de 2022

Especial 25 anos! - Os parabéns musicais de Filipe Melo


Chegou-nos mais uma imagem de homenagem aos nossos 25 anos e mesmo se não disséssemos de quem era, vocês diriam logo qual o autor.
Filipe Melo dispensa apresentações. Artista de múltiplos talentos, divide a sua vida entre a música, o cinema, projectos de humor e a Banda Desenhada. Quanto ao mundo dos quadradinhos, faz dupla com o argentino Juan Cavia e os trabalhos de ambos foram já distinguidos com vários prémios. As aventuras de "Dog Mendonça e Pizza Boy", "Os Vampiros", "Comer Beber" e mais recentemente o aclamado "Balada para Sophie" são obras bem conhecidas do público.
Temos o grato prazer de conhecer o Filipe há vários anos, uma figura ímpar na BD nacional, sempre disponível e generoso. Apresentámos o painel sobre a obra "Comer Beber" (na Comic Con de 2017) e mais recentemente estivemos com a dupla de autores na Comic Con 2021 e no último número do Juvebêdê publicámos uma entrevista que fizemos a ambos.
Obrigado Filipe!





BDs da estante - 477

 


"Na pista dos Dalton", é um álbum da série de Lucky Luke, com arte de Morris e argumento de Goscinny. Neste caso, o livro que fomos buscar à estante é uma edição de 2011 da editora ASA.

Nesta história, uma vez mais, os Dalton fugiram da prisão e, mais uma vez, Lucky Luke é obrigado a capturá-los. Só que desta vez, o cowboy vai contar com a preciosa “ajuda” de um cão polícia particularmente idiota – Rantanplan. Mas quem não vai suportar as parvoíces deste novo ajudante, é o cavalo de Lucky Luke, o inteligente Jolly Jumper, o que vai proporcionar hilariantes diálogos entre estes dois animais!

sábado, 14 de maio de 2022

As aventuras de Zagor, em destaque no Boletim do Clube Português de Banda Desenhada n.º 157

Recebemos recentemente o n.º 157 do Boletim do Clube Português de Banda Desenhada. Como sempre, um grande tema de destaque e neste caso focado nos sessenta anos das aventuras de Zagor.
Zagor é um herói do Oeste, criado pelos italianos Sergio Bonelli e Gallieno Ferri. 
O extenso artigo mostra-nos o percurso desta personagem em Itália, Portugal e Brasil e inúmeras páginas. 
O boletim tem ainda uma biografia de dois grandes desenhadores, Alberto Giolitti e Sergio Tarquinio.

 

A nossa leitura de Rattlesnake, o novo livro de João Amaral, editado pela Escorpião Azul



Temos seguido o percurso do João Amaral nos últimos anos, e estávamos curiosos sobre este seu novo projecto, acabadinho de editar pela Escorpião Azul: "Rattlesnake".
Apreciador do género western, o autor concretiza agora o sonho de ter uma história "de cowboys" escrita e desenhada por si. O livro é dedicado a Jorge Magalhães, com quem João Amaral tinha realizado uma curta intitulada "OK Corral". Esta obra é uma grande aposta e um grande desafio pessoal e profissional de João Amaral, que nos apresenta um livro agradável e que se lê num instante. 
Quanto à história, tem vários clichés de um bom western, mas por outro lado dá mais voz às mulheres, o que é raro neste género. Como cenário temos uma pequena cidade do Oeste, que tem à cabeça um homem todo poderoso, que não olha a meio para atingir os seus fins, controlando tudo e todos. Temos depois uma família de negros, que sofre às suas mãos uma grande justiça. E aí entra a Rattlesnake, uma jovem heroína de quem pouco sabemos ao início e que continuamos sem saber no final. Ela combate as injustiças e vai interferir nos acontecimentos da cidade e deitar por terra os planos do poder instalado. Defensora dos fracos e oprimidos, vai ajudá-los, com uma estratégia muito própria. 
Na nossa opinião, a história desta protagonista tem muita margem para evoluir, pois, como já dissemos, chegámos ao final da história sem conhecê-la muito bem, sem saber de onde veio e para onde vai. Ficam algumas pontas soltas que podem ser concluídas no futuro. 
Quanto aos desenhos, é de tirar o chapéu ao autor (pode ser ao estilo dos cowboys como o João gosta), pela opção de terem sido feitos a aguarela. As pranchas vivem muito dos tons de castanho, bem próprios de um western, contrastando com os azuis, das roupas femininas. As pranchas dos acontecimentos nocturnos são as nossas preferidas (em azul, preto e branco) e onde resultam melhor as sombras e os brilhos dos rostos das personagens. Destaque para os cavalos, até mais perfeitos do que as figuras humanas.
Em jeito de conclusão, queremos continuar a acompanhar o percurso do João Amaral e desejamos que dê seguimento a este novo caminho que agora começou, pois tanto a história tem muito para ser contada, como até os desenhos podem também evoluir, nomeadamente com pequenos ajustes ao nível do movimento.
Nasceu uma nova heroína da Banda Desenhada nacional e agora queremos assistir ao seu desenvolvimento!


A sinopse:

O nome ninguém o sabe. Ela é apenas uma mulher conhecida pela alcunha de "rattlesnake" (cobra cascavel) pelo estranho assobio que faz ecoar às suas vítimas, pouco antes de morrerem às suas mãos.

Da sua personalidade, aparentemente algo distante, também pouco se sabe. No entanto e provavelmente devido a algo que ficou escondido lá atrás no passado, ela denota um profundo senso de justiça.  

Sempre pronta para defender os que não têm voz, tem a noção de que vive num mundo onde a ambição e a ganância ditam implacavelmente a lei do mais forte. 

É então contra esse estado de coisas que age, utilizando algumas vezes métodos pouco ortodoxos, para, no fim, voltar a seguir apenas o seu solitário caminho, rumo ao sol que se ergue e se põe todos os dias para lá do horizonte...






sexta-feira, 13 de maio de 2022

Estreou em Portugal "La Fortuna", série televisiva adaptada de uma obra de Paco Roca

A nova série televisiva do canal AMC, "La Fortuna" é uma adaptação da novela gráfica "O Tesouro do Cisne Negro" da autoria de Paco Roca e Guillermo Corral (entre nós editada pela Levoir, em 2019). A série estreou em Portugal esta semana e cada novo episódio é transmitido às quartas-feiras, pelas 22h10.

Mais um exemplo de que a Banda Desenhada serve de inspiração para outras formas de contar uma história, neste caso através do ecrã televisivo.

Baseada em acontecimentos reais, "La Fortuna" é uma série épica e emocionante sobre a caça a um tesouro, dirigida pelo realizador Alejandro Amenábar.

Álex Ventura (Álvaro Mel) , um jovem e inexperiente diplomata, vê-se convertido, sem querer, no líder de uma missão que porá à prova todas as suas convicções: recuperar o tesouro submarino roubado por Frank Wild (Stanley Tucci), um aventureiro que percorre o mundo a saquear o património comum das profundezas do mar. Álex está convencido de que La Fortuna, barco de que Frank se apropriou como tesouro norte-americano, pertence na verdade a Espanha, e terá que demonstrá-lo em tempo recorde, com os seus companheiros de viagem, um advogado perito em direito internacional (Clarke Peters), uma intrépida arqueóloga (Ana Polvorosa) e um ministro da cultura que ainda conserva alguma paixão (Karra Elejalde).






A nossa leitura do delicioso "Os Choco-Boys", de Ralf König - A Seita





Depois dos álbuns de Mathieu Bonhomme, Mawil e Bouzard, foi recentemente publicado pel' A Seita o quinto e último livro da colecção "Lucky Luke visto por...", de homenagem ao famoso cowboy, desta vez com autoria do alemão Ralf König. Não é fácil fazermos grandes comparações, pois cada autor tem o seu estilo e segue por um determinado caminho. E Ralf König não foi por um caminho fácil, arriscou e mostra-nos em "Os Choco-Boys" um Lucky Luke como nunca antes tínhamos visto.

Talvez por isso, pelo que temos vindo a ler nas redes sociais, a opinião sobre este livro não é consensual. É como tudo na vida. Nem todos gostamos das mesmas coisas e, neste caso, nem todos rimos das mesmas piadas. Ao ler este livro, apesar de não ter nada a ver, relembrámos o filme "Slumdog millionaire", onde o protagonista vai respondendo acertadamente porque as perguntas têm a ver com experiências da sua vida. E assim é este livro, como em muitos outros na área do humor, pois só rimos das piadas se entendermos e conhecermos o que está por trás delas. "Os Choco-Boys" trazem também para cima da mesa o tema da sexualidade e ainda que hoje em dia se vá falando com mais naturalidade sobre o assunto, continua a constituir um tabu que choca os mais puritanos.

Aquilo que vos podemos dizer é que achámos o livro hilariante, com um estilo muito fiel ao que é habitual no autor, mesmo ao nível do desenho. König é um dos ícones da BD gay, humorística e irreverente, que há mais de três décadas defende os direitos dos homossexuais, não sem gozar com eles e com todos os mitos à sua volta. Mas não pensem que o seu humor é desrespeitoso para com Lucky Luke, apenas o torna mais humano. O autor brinca com Lucky Luke e a sua fama, mostra-nos um personagem despido (literalmente) de preconceitos, tranquilo, bem disposto, de bem com a vida e defensor do amor, seja de que forma for. Neste livro, Lucky Luke tem de lidar com a fama que tem em ser uma personagens muito conhecida no mundo da BD, o que lhe trás o inconveniente de ser abordado por caçadores de autógrafos (até os Dalton querem sacar um autógrafo da estrela do Oeste!). Calamity Jane também está no seu melhor, com a sua linguagem imprópria que afecta as delicadas vacas suíças e pode pôr em causa a qualidade do chocolate. No entanto, apesar de todas estas figuras de proa, as personagens centrais da história são outras, o casal Bud e Terrence, que trazem para cima da mesa o tema da homossexualidade entre cowboys, numa abordagem descomprometida, divertida e ligeira, longe do drama, violência e intensidade do filme "O Segredo de Brokeback Mountain".

Pelo meio de tudo isto, Ralf König consegue com a sua arte, dar uma alfinetada a todos os que julgam a Banda Desenhada como um género menor no campo da literatura. Palmas para o autor por tocar com o dedo na ferida, assim como não quer a coisa.

Aconselhamos a sua leitura a todos os que tenham sentido de humor e capacidade de encaixe!

A sinopse:

Até um cowboy precisa de férias, e quando o cowboy é Lucky Luke, as coisas nunca são simples! E guardar vacas em campos verdejantes também não vai ser simples. São vacas suíças, cheias de leite e... púrpuras? Sim, o Velho Oeste descobriu finalmente o chocolate, suíço, mas nem por isso deixam de existir outras ameaças, desde caçadores de autógrafos, tão problemáticos quanto os caçadores de recompensas, ao velho chefe Buffalo Bitch da tribo dos Chicoree, e aos pobres cowboys solitários Bud e Terrence, cuja busca por simples afecto vai causar o caos na perigosa cidade de Straight Gulch.

O autor:

Ralf König é um grande admirador de Morris desde a sua infância e Calamity Jane foi uma das primeiras histórias de banda desenhada que König leu com entusiasmo, e também por isso a lenda da espingarda amaldiçoada não ia faltar nesta homenagem ao cowboy que dispara mais rápido que a sua sombra. Um livro que derrete na boca de tão divertido que é... como um chocolate suíço!