sábado, 31 de janeiro de 2026

A nossa leitura de "Canalha borrada", de Zé Lázaro Lourenço - Edição A Seita

 


"Canalha Borrada", de Zé Lázaro Lourenço, foi uma das últimas novidades editadas pel' A Seita em 2025 e surpreendeu por ser um pouco fora da caixa.

Diz a sinopse que "Canalha Borrada" é uma colectânea de memórias de infância e pré-adolescência, vividas nos anos 2000, nas aldeias de Santa Maria da Feira. Provavelmente autobiográfica, esta BD narra as desventuras de dois primos, cujo principal passatempo era infernizar a vida dos avós. O título vem da alcunha insultuosa com que a família os baptizou. Bruta, javarda e sem romantismos. Uma ratazana podre, um escroto furado, uma esguichada de sémen, um fogo posto, um mergulho no esgoto... Canalha Borrada é encontrar o belo no meio da merda.".

E a verdade foi que conseguimos encontrar o belo no meio da merda, mesmo que o título já nos remetesse para porcarias. Ou seja, apesar do livro ser excessivamente badalhoco, nu e cru, com as javardices próprias de dois miúdos e às vezes até um pouco exagerado, ordinarote e com badalhoquices a mais, consegue provocar-nos um profundo saudosismo. Ler as pequenas histórias, umas mais engraçadas do que outras, fez-nos voltar atrás no tempo. Quando ainda se brincava na rua, quando éramos miúdos e andávamos à solta sem medos, e só voltávamos para casa quando nos chamavam para jantar. Quando mexíamos na terra e em insectos, e faziamos pequenas patifarias. Não tantas quanto as personagens deste livro, mas algumas.

Resumindo e pondo pudores de lado, acaba por ser uma leitura leve e divertida para a criança que vive em casa um de nós e gosta de recordar o passado e tem saudades até de um ralhete dos avós.

A acompanhar esta banda desenhada, desenhos muito caricaturais e algo infantis, muito coerentes com o argumento, ajudando a acentuar o tom de todo o livro.





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