quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

A opinião de Miguel Cruz sobre "Michel Vaillant 14 – Remparts", de Lapière, Bourgne e Eillam

 


Michel Vaillant 14 – Remparts

A mais recente série de Michel Vaillant (parece mentira, mas de recente tem pouco, uma vez que teve início em 2012), tem um novo episódio, de seu título Remparts, uma clara e óbvia referência à muito tradicional prova (criada em 1939, interrompida com a guerra, e retomada em 1947), com o mesmo nome, que tem lugar na importante (para a BD) cidade de Angoulême. Remparts é uma referência às muralhas medievais que rodeiam o centro histórico de Angoulême.

Nesta “recente” série, a Vaillant procura o seu posicionamento comercial, tenta desenvolver soluções inovadoras e sustentáveis para os seus bólides, sofre com dificuldades financeiras e com a concorrência chinesa. Uma nova geração tomou as rédeas da empresa, Michel Vaillant vê-se limitado naquilo que sabe fazer de melhor – competir, Steve Warson abandona as suas funções de senador nos Estados Unidos, e busca as suas origens, Françoise dirige a empresa com mão de ferro, mas com perturbações decorrentes da sua luta com o cancro que lhe fora diagnosticado.

Para apresentar uma viatura dotada de uma solução (bateria) revolucionária, Michel vai ser inscrito na corrida de Angoulême. Mas o protótipo vai ser roubado, Michel vai ter de puxar dos seus galões de verdadeiro herói da Banda Desenhada, e envolve-se numa perseguição extra-corrida, mas sabendo-se que terá de competir e, idealmente, ganhar.

Os outros grandes desafios para o Team Vaillant são a comunicação com a imprensa e, já agora, lutar contra um concorrente menos escrupuloso.

Denis Lapière apresenta aqui um argumento de continuidade neste enredo do (quase) dia a dia da família Vaillant, com uma narrativa bem construída, interessante, mas com poucas surpresas, apesar de movimentada.

O desenho clássico de Marc Bourgne continua a ser muito bom, muito agradável, viaturas bem desenhadas, personagens bem desenhadas, cidade de Angoulême bem desenhada, movimento bem desenhado. Marc Bourgne é um daqueles desenhadores que nunca desilude, e cuja gestão de página é sempre de qualidade. No desenho Marc Bourgne tem o apoio de Eillam (Brice Mallié).

Editado pela Graton (como label da Dupuis), o objectivo é consolidar esta saga familiar e a edição portuguesa já está em pré-lançamento e será editado pela ASA no próximo mês de Fevereiro, como aliás já tínhamos informado.




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